In The Dark

47 Capitulo 47


Notas iniciais
Olá! Uma grande tranquilidade sempre vem antes de um grande drama...

No dia seguinte pela manhã, meu pai me levou até o hospital porque caso ninguém mais se lembre, eu ainda estava com o braço imobilizado... Quase dois meses e eu finalmente havia tirado aquilo do braço. O médico disse que o osso quebrado demorou mais do que o normal para colar, por isso só estava retirando o gesso agora.

Depois de checar se estava tudo ok, eu fui totalmente liberada... Hiram me deixou em casa e seguiu para o trabalho. Passei na cozinha e percebi que minha irmã provavelmente ainda estava dormindo.

– Acorda preguiçosa, acorda! – eu pulava na cama de Rachel tentando fazê-la despertar, mas a baixinha dormia mais do que um urso velho – Acorda Rachel!

– O que? – ela acordou assustada. Os cabelos totalmente bagunçados.

– De onde vem tanto sono eim? Estou tentando te acordar a uns cinco minutos... – me sentei com as pernas cruzadas, mas sem parar de me mexer.

– Os médicos dizem que nessa fase da vida, nós adolescentes, temos muito sono... O que possivelmente não se aplica a você já que parece estar bem acordada. – Rachel e seus discursos – E pare de se mexer, garota!

– Eu bebi café. – dei de ombros.

– Sério Santana? – ela se sentou – Papai viu isso?

– Não. Ele já tinha saído... Aliás nós saímos bem cedo, fomos até o hospital, depois ele me deixou em casa e eu passei pela cozinha e não resisti ao ver a garrafa de café em cima da mesa.

– Que bom que finalmente tirou aquele troço do seu braço. Ele já estava virando praticamente uma segunda pele... – ela suspirou e se levantou da cama — Mas, muito maduro da sua parte a história do café. Você sabe que não pode beber que fica parecendo aquele esquilo do desenho Os sem florestas.

– Deixa de ser chata. – levantei e voltei a pular na cama — E eu gosto do Hammy.

– Para de pular na minha cama Santana! – Rachel gritou do banheiro.

– A Britt está vindo para cá. – desci da cama e fui até a porta do banheiro. Minhas pernas e braços não paravam quietos... Eu definitivamente deveria evitar café.

– Oook... Quem sabe assim ela te dá uma canseira e passa essa sua hiperatividade. – ela sorriu.

– Você deveria ligar para a Quinn... – fui até o radio e o liguei começando a dançar e pular logo em seguida.

– Na verdade eu já havia falado com ela ontem... – minha irmã saiu do banheiro e olhou as horas no celular – E ela provavelmente já deve estar chegando.

– Bem espertinha você eim irmãzinha.... – ouvimos a campainha tocar. Rachel desceu para abrir a porta... Eu desci logo em seguida encontrando Britt e Quinn ainda paradas perto da porta. Corri até minha namorada e lhe dei um beijo intenso.

– Uau. – ela sorriu – Alguém está animada hoje.

– Só estou feliz em te ver. – lhe dei mais um selinho nos lábios.

– Junte essa saudade com uma dose de café e teremos uma Santana hiperativa. – Rachel falou abraçada a namorada.

– Está ferrada eim Britt... – Quinn sorriu – Vai ter que ajudar a San a gastar essa energia toda.

– Quinn! – repreendi minha amiga.

– Deixa elas falarem, amor... – Britt me abraçou por trás e sussurrou em meu ouvido – Vamos lá no seu quarto que eu vou te ajudar a eliminar essa energia toda.

Senti um arrepio percorrer meu corpo... Peguei minha namorada pela mão e a puxei escada a cima, nem me importei com as risadas de Rachel e Quinn.

Nem dei tempo para que Brittany falasse alguma coisa, eu estava ligada demais para conversar, uma grande carga de energia se espalhava pelo meu corpo e eu não conseguia controlar.

Tranquei a porta do quarto e olhei para minha namorada que já havia sentado na cama... Ela sorria percebendo o meu pequeno “desespero” e acenou pedindo que eu me aproximasse. Fiquei em pé em sua frente e ela começou a levantar minha camiseta ao mesmo tempo em que distribuía beijos pela minha barriga... Logo a peça foi jogada ao chão, em seguida foi a vez do meu short. Aproveitei um momento de distração da minha namorada e logo a livrei da camiseta e da calça que ela usava... Puxei-a para um beijo e aos pouco fui fazendo com que ela se deitasse. Ela se arrumou mais ao centro da cama e eu me sentei sobre seu corpo, deixando os nossos sexos em contato... Ouvi-a soltar um pequeno gemido com o contato e toda a energia que tomava conta do meu corpo se concentrou em me movimentar sobre ela.

– San... – Britt praticamente gemeu o meu nome me fazendo arrepiar.

– Oi amor... – não parei os movimentos.

Não sei o que ela queria dizer por que acelerei os movimentos e nós gememos ao mesmo tempo. Mudei de posição nos encaixando melhor, encaixando nossas pernas... O contato dos nossos sexos ficou maior, os movimentos mais acelerados e em poucos minutos estávamos ambas completamente ofegantes e tentando controlar os espasmos que dominavam nossos corpos.

– Desculpe... – falei assim que recuperei minha voz.

– Pelo que? – Britt me encarou confusa.

– Por não ter sido romântica e ter feito tudo de forma tão apressada. – senti minhas bochechas queimarem e desviei o olhar...

– Hei... Olha para mim. – minha namorada segurou meu rosto entre as mãos e sorriu – Você não tem que se desculpar amor. Eu entendi a sua necessidade e pode ter certeza de que te ver assim, um pouco descontrolada, me acendeu da mesma forma.

– Sério? – eu ainda estava um pouco tímida pela forma que agi.

– Serio... Você fica ainda mais quente quando age assim. – ela sorriu de forma provocante e me deu um beijo nos lábios – Só de lembrar o seu olhar cheio de desejo eu já fico com vontade outra vez...

– Hum... – me acomodei para olha-la direito – Então acho que nós podemos continuar sabe... Eu ainda quero te sentir em minha boca.

Não tive muito tempo para raciocinar... Britt me puxou para um beijo tão intenso que eu poderia ter outro orgasmo só de sentir sua língua junto a minha.

Notas finais
E então?