In-Sanidade
13 Trinta horas
Notas iniciais
–---- POV Mart/Valt
Não eram apenas as perguntas que me mantinha acordado, o medo era outro fator relevante naquele momento. Eu temia pela minha segurança, especialmente pela minha vida. Como eu poderia confiar naquelas pessoas? Pior, como eu poderia confiar em qualquer pessoa que estivesse envolvida com a Emily?
Eu resistiria ao sono. Precisava ocupar minha mente, era hora de fazer mais perguntas e dessa vez eu não iria pegar leve.
– Seu pessoal já sabe que a Emily atirou no pênis de um dos funcionários da Insanity? – perguntei.
Seguido da minha pergunta veio o silêncio. Não olhei para Emily, foquei minha atenção na reação do Josh e foi naquele momento que notei seu total desconhecimento sobre aquela informação.
– Nosso grupo sabe de tudo que acontece, Mart. – Josh respondeu, era uma mentira e ela não tentou disfarçar, ou não era um bom mentiroso.
Naquele momento eu tinha duas opções, apontar que eu sabia que ele estava mentindo, exigir uma nova resposta, desta vez verdadeira, e revelar para ambos que eu não sou tão ingênuo como eles imaginam, ou fingir que acreditara naquela mentira e manter a imagem de inocente.
O que eu deveria fazer?
Que se dane! Eu estava cansado de me fazer de inocente.
– Você tem que tentar ser mais convincente, Josh.
– Oi? – ele não era rápido como a Emily.
– Essa história do grupo saber tudo, é claramente uma mentira – eu disse, mantendo minha voz firme. – Eu acho que você me deve a resposta verdadeira, você não sabia da informação que eu acabei de te passar e imagino que os “Libertados” também não devem saber.
– Mart, por que ele mentiria pra você? – virei para Emily que agora fazia parte da conversa.
– Você mente porque gosta, talvez ele faça o mesmo – deduzi. – No final das contas não é relevante saber das motivações de vocês dois para mentir, o que me importa é a verdade, então comecem a conta-la.
– E olha quem está mostrando as garras. – Eu não iria permitir que a Emily mudasse meu foco com algumas provocações. Decidi ignorá-la.
– Josh, você sabia ou não do que a Emily fez com o Silva? – perguntei. – Alias, tenho uma pergunta mais apropriada – continue, antes que ele respondesse. – O que eu acabei de te contar era o que o seu grupo planejou que ela fizesse?
Ele não respondeu de imediato, sua atitude foi manter o foco na estrada e continuar dirigindo. Emily estava encostada no banco encarando a bochecha de Josh, esperando a resposta, ela parecia preocupada.
Alguns segundos em silêncio e nada. Os segundos logo se tornaram minutos. Não parecia que ele iria responder a pergunta. O que me incomodava mais é que não parecia que ele estava em silêncio para digerir toda aquela informação, o que parecia, na verdade, é que ele ouviu a pergunta, a ignorou e voltou a dirigir como se nada tivesse acontecido.
Voltei meu olhar para Emily na tentativa de retirar alguma informação dela, mas ela continuava encarando Josh.
– Não, Mart. O que ela fez foi totalmente contrário ao plano original – ele disse, acabando com o silêncio. Pela expressão na face da Emily aquela não era a resposta que ela esperava.
Eu apenas encostei no banco e observei, em silêncio. Um silêncio que não iria permanecer por muito tempo.
– Sério, Josh? Ceder ao apelo desse moleque?! – Emily começou, seu tom não era nada amigável.
– Controle-se Emily – ele rebateu, mantendo a voz calma.
– “Controle-se”? – seu tom de voz aumentava a cada palavra. – Não me trate como uma criança.
– Mas você está agindo como uma – aquela frase faria com que ela explodisse.
– Você sabe muito bem quem eu sou nesse grupo, sabe muito bem minha influência nesse plano idiota todo. Sem mim vocês não seriam nada! Seu... — Emily finalmente cederá ao ódio, agora ela gritava, sua face serena se fora. A máscara caíra e não era algo bonito de se ver. No entanto, aquele ataque durou apenas alguns segundos quando ela notou minha expressão de diversão.
– Josh, é melhor ter cuidado com o que você fala – sua voz soava fria e sem sentimentos, como eu nunca vira antes. Era incrível como aquela garota conseguia ficar mais assustadora. – E você – eu era o alvo de sua frieza naquele momento. – É melhor não tentar manipular a gente, se for pergunte, pergunte coisas simples. Na verdade, eu cansei de você, Khelagar, – agora era “Khelagar” e não “Mart”, e ela dizia aquele nome com um desdém evidente – então fique em silêncio.
– Ou... – provoquei.
Não recebi uma resposta, não falada, o que recebi foi uma mão em formato de garra apertando meu ombro direito.
Eu estava ciente da dor que aquilo deveria causar, mas eu não sentia nada. Era como se eu tivesse anestesiado meu ombro.
Ela passou o dedo indicador no curativo para localizar o buraco da bala e pressionou, tentando rasgar o pano.
Eu ainda não senti nada.
A pressão aumentara e sua unha acabou rasgando o pano, liberando a entrada para seu indicador pontiagudo. Eu olhei para o rosto de Emily e o que vi foi um demônio tentando se alimentar da minha dor, ela sentia prazer com aquilo. Desviei o olhar para o meu ombro, metade do dedo estava dentro do meu ombro e eu sentia o movimento dentro do musculo rasgado.
E nenhuma dor veio, mas precisava vir. Enquanto eu não sentisse, ela não iria parar. Eu precisava ceder.
E foi exatamente o que eu fiz.
A primeira onda de dor veio e eu quase desmaiei. Na segunda, gotas de suor escorriam pelo meu corpo inteiro e eu gritava de dor, eu estava fraco. Finalmente a terceira onda, a onda que me fez reagir e arrancar a mão dela do meu braço. Ela não esperava por aquela reação.
– Mart, te aconselho a ficar calado – Josh disse, encerrando a sessão de conversa.
Os próximos quinze minutos foram dominados pelo silêncio. Eu não arrisquei falar para não passar por mais um momento de ódio da Emily, já os dois viajaram como se estivessem sozinhos no carro.
Nesse tempo eu tive que lidar com a dor no meu ombro que, de tão grande, fazia meu braço doer por inteiro e dessa vez eu não conseguia “anestesia-lo”. Passei esses quinze minutos tentando descobrir como eu fizera aquilo na primeira vez, como era possível escolher sentir dor ou não?
Forcei meu cérebro a lembrar de outras vezes que esse fenômeno acontecera na minha vida. Nenhuma lembrança veio à tona.
Fui tirado dos meus pensamentos pela voz de Josh.
– Mart, outro conselho, prepare-se emocionalmente porque você ainda tem algumas “tarefas” pela frente.
– “Tarefas”? Que tipo de tarefas? – perguntei.
– Coisas simples para vermos se você tem o que é necessário pra participar do nosso pequeno e exclusivo grupo – o tom de Josh sempre parecia que ele estava brincando, ou contando uma piada, ele era, de uma maneira extremamente perturbadora, feliz o tempo todo.
– Espera! Vocês precisam de mim – era o que eu imaginava. – Por que eu preciso provar algo? Acho que vocês precisam provar que merecem minha participação.
– Esse garoto não tem limites – Emily disse em voz baixa.
– Sério, Mart? Nós precisamos de você? – agora eu enxergava um pouco da loucura de Emily nos olhos daquele homem me encarando pelo retrovisor. – Quem te disse isso? Eu tenho certeza que não foi nossa pequena Alice.
– Ela não precisou falar nada – interrompi. – Vocês passam por todo esse trabalho para resgatar um garoto que não é útil para vocês?
– Acredite ou não, nós somos uma espécie de instituição de caridade – eu simplesmente não conseguia levar a sério as palavras de Josh com aquele tom de comediante. – Nós salvamos os participantes para eles não acabarem nas mãos da Insanity.
Será que era verdade?
– Vocês salvam participantes sem motivo nenhum, além de salvá-los? Da mesma forma que a Insanity realiza o reality show com o simples motivo de realizar o reality show? – quanto tempo demoraria até um dos dois perder a paciência?
– Nós não somos a Insanity, Mart – uma risada seguiu sua frase.
– Isso é irrelevante, Mart – Emily interrompeu. – Entre a Insanity e nós, quem você prefere? – antes que eu pudesse responder, ela retomou sua frase. – Tenho certeza que a resposta não é “Insanity”. Então, se quer fazer parte do nosso grupo, vai precisar provar que merece e, principalmente, que partilha do mesmo objetivo que nós... destruir a Insanity.
– Ok – eu não ia insistir naquela discussão, eles não entregariam quais eram as “tarefas”, mas eu imaginava que não era algo fácil.
–
–---- Pov Harry Black
–
Não era divertido como eu imaginava brincar na Insanity com o Peter. Ainda mais agora que o Silva estava no hospital, castrado, e que ninguém sabia onde o Valt e a Alice estavam. Talvez eu pudesse ajudar a encontra-los e talvez eu conseguisse encontra-los, mas essa não era minha tarefa. O que eu precisava era descobrir se o Peter realmente estava repassando informações para o grupo da Emily e a pior parte era que meu prazo para reportar ao Black estava acabando.
Aquele grande filha da puta do Black, usando o próprio filho para fazer seu trabalho sujo. Idiota. Pelo menos tinha a recompensa. Se eu fosse bem sucedido naquela tarefa, após essa edição do programa ele iria se aposentar e eu seria o novo “cabeça” dessa organização.
– Peter, você realmente perdeu eles? – perguntei, sabendo sua resposta.
– NÓS os perdemos – ele respondeu. Previsível.
– Tanto faz. O sinal não sumiu ainda, correto?
– Sim, mas é impossível de alcançá-los, o carro não para nunca e eles sempre estão quilômetros a nossa frente – aquela situação o frustrava, uma genuína frustração. Talvez ele não fosse o contato deles.
– Volte um pouco e veja a última vez que eles realizaram uma parada.
– É inútil.
– Talvez não – eu sabia o que eles estavam manipulando o sinal do GPS para nos enganar, mas aquela informação tinha que vir dele.
– A última vez foi aqui – ele apontou para um ponto vermelho em uma das telas de LED. – Vou puxar a visão do satélite.
Era uma floresta, formado por quilômetros e mais quilômetros de verde. Lá eles não estavam mais, mas eu tinha certeza que alguma pista foi deixada para encontra-los.
– E depois disso o sinal do GPS indicou que o carro saiu desse lugar, voltou para a estrada e manteve uma velocidade de 180km/h por uma hora? – será que ele iria enxergar?
– Na verdade não, logo no começo a velocidade foi de 240km/h. Isso durou uns dez minutos – ele estava próximo.
– Sim.
– Essa velocidade não diminuiu mesmo nas curvas da estrada.
– Isso é possível? – foi fácil.
– Não – o ar vivo de Peter voltara. – Eles estão manipulando o sinal do GPS.
Fiquei em silêncio, fingindo estar surpreso com aquela informação.
– Vou mandar uma equipe para o último local que eles pararam – seus dedos já estavam digitando números no telefone antes mesmo dele terminar a frase. – Eu quero vocês nas coordenadas que eu enviei agora.
O único problema nessa situação é que eles não podiam chegar lá, não antes de mim, pelo menos.
Peter estava perdido em seu computador. Aproveitei a oportunidade e rodei um programa para alterar as coordenadas da mensagem enviada por ele, aquilo atrasaria a equipe um pouco.
– Peter, preciso sair.
– Ok – ele nem perdeu tempo olhando para o lado.
Apertei o número um da discagem rápida.
– Diga, júnior – a voz masculina do outro lado do telefone disse. Campbell.
– Babaca – dei uma risada baixa. – Preciso dos seus serviços.
– Sem problemas. Sabe onde me encontrar.
– Chego ai em dez, prepare o veículo.
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– Conseguimos chegar lá em quanto tempo?
– Dez minutos – Campbell respondeu, com um sorriso no rosto. Christian Campbell era baixo, um pouco menos de um metro e setenta de altura, magro e tinha um ar extremamente geek – sua camiseta do capitão américa, por baixa da camisa xadrez, mais o óculos Ray Ban ajudavam na tarefa de deixa-lo mais geek. Ele não era um homem feio, mas não se esforçava em parecer bonito, moda não era um de seus maiores interesses, isso era evidenciado pelo seu cabelo encaracolado nunca antes penteado – pelo menos ele o deixava curto. Independentemente disso, ele era meu amigo, afinal nós crescemos juntos e tínhamos praticamente a mesma idade.
– Você realmente sabe pilotar essa coisa? – o “veículo” era um helicóptero prata, modelo X3. Chris dizia que era um dos helicópteros mais rápidos atualmente, e eu acreditava.
– Se eu precisar responder, pode esquecer minha ajuda – brincou.
– Então, vamos?
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Em nove minutos eu estava sobre o local informado pelo Peter. Infelizmente era impossível descer com o helicóptero no meio daquelas arvores. Chris resolveu a situação apontando para uma escada de cordas.
– Não vá embora enquanto eu não voltar – avisei.
Abri a porta do helicóptero e joguei a escada no ar. A descida foi tranquila.
Andei até o local indicado pelo GPS do meu celular. Não tinha nada lá. Olhei em volta e vi uma pequena casa com algumas luzes acesas. Aquele lugar devia estar vazio.
Aproximei-me da casa devagar, tomando cuidado para não fazer nenhum barulho alto e olhando para os lados para não ser surpreendido por ninguém. Quem estava naquela casa?
– ... sai ainda — alguém estava falando dentro da casa, era um homem. – Não saí porque o transporte não chegou ainda, porra – a voz silenciou. – Eu não posso usar o carro da Insanity, eles podem passar pelo meu programa e voltar a rastreá-lo, idiota. — novamente o silêncio. — O que? Vai demorar vinte minutos? – silêncio.
Quem quer que fosse aquele homem ele estava conversando com alguém pelo telefone, talvez não tivesse mais ninguém na casa além dele. Um conflito não seria perigoso.
A porta da casa era de metal e não tinha maçaneta. Arrisquei e bati duas vezes no metal. Não obtive resposta. Bati mais duas vezes. Nada aconteceu. Bati mais uma vez. A luz de dentro desapareceu.
Apalpei meu peito e toquei na arma que eu carregava por segurança, eu sentia que aquela situação iria ficar hostil.
BUM!
O barulho veio seguido de uma dor no abdômen. Eu caí no chão, pressionando a mão no local onde recebera o tiro.
– Você foi idiota em vir sozinho aqui – olhei para o lado e vi um homem, branco e forte. A escuridão não permitia que eu notasse mais detalhes.
Ele andava na minha direção com a arma apontada para mim.
– Você vai morrer, seu lixo – abaixou a arma. Talvez ele não tivesse feito isso se ele soubesse do coleto a prova de balas.
Retirei a arma do bolso interno da jaqueta e atirei na mão que segurava a arma, ele a derrubou imediatamente. Levantei e corri para pegar a arma antes que o homem se recuperasse.
– Não. Você vai morrer – apontei as duas armas para ele, eu sabia bem quem era aquela pessoa. – Adeus, Carlos.
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–---- POV Mart/Valt
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– Chegamos – o local onde paramos era simples, me lembrava uma fazenda abandonada.
– Vem, Mart – Emily disse ao sair do carro. Abri a porta do carro e segui os dois.
Eles andaram até um celeiro feito de madeira antiga. A construção parecia tão debilitada que um vento mais forte tinha a capacidade de destruí-la. Ao lado da porta havia um interruptor com três botões.
Emily apertou os três simultaneamente. A porta se dividiu em duas e cada uma das partes deslizou para o lado, seguido de um som de barulho metálico. Eu conseguia ver apenas a escuridão lá dentro. Mas, definitivamente, não era um celeiro velho.
– Vamos – nós três entramos na escuridão do celeiro.
A porta atrás de nós fechou imediatamente após nossa passagem, seguido de diversas luzes que me cegou por alguns segundos. Quando abri os olhos estava cercado de pessoas. Dezenas, centenas, eu não sabia. Todas me encaravam, inclusive Josh e Emily que agora estavam juntos ao grupo. Eram os Libertados.
– Olá garoto – uma voz masculina vinha da minha esquerda. Virei imediatamente e localizei o dono. Eu me surpreendi. A voz que me chamava de garoto, aquela voz grossa e firma, pertencia a uma pessoa que eu poderia chamar de garoto. Ele tinha minha idade, no máximo, e era mais baixo do que eu, mas sua confiança era evidente – o terno cinza desenvolvido unicamente para ele ajudava a manter sua confiança em alta. Será que aquele garoto era o líder? Porque, sinceramente, não parecia ser um “guerreiro”.
– Quem é você? O líder?
– O “líder”? – repetiu minha frase. – Não. Apenas um representante. Você não merece conhecer nosso líder ainda – aquele sorriso convencido me fazia querer atirar naquele moleque.
– Para de infantilidade, Kevin – era Emily. – Esse é o nosso líder, mas nós não gostamos de hierarquizar as coisas – ela tocou em um homem alto, mais de 1,90m, asiático. Estava vestido totalmente de preto, como a maioria no local, sua jaqueta de couro não entregava seu porte físico, mas ele parecia ser forte. Seus olhos negros estavam voltados para mim.
– Muito prazer, Mart. Meu nome é Hei, ou Akira, verdadeiro e do programa, respectivamente, pode escolher – ele disse sem tirar os olhos de mim. Sua voz era firme e masculina, porém sua fala era calma e controlada.
– Olá — não consegui dizer mais nada.
– Pode falar, faça perguntas.
Era melhor acabar com toda aquela espera.
– Quais são as “tarefas”? – perguntei.
– Então Josh e Emily te contaram sobre as tarefas?
– Na verdade não, o Josh apenas disse que eu deveria estar preparado para as “tarefas”.
– Entendo – ele fechou os olhos. – Então vamos começar!
A multidão a minha esquerda se separou, liberando um caminho de metal. No fundo desse caminho quatro pessoas estavam ajoelhados no chão, com seus respectivos rostos cobertos por panos pretos.
– Essa é sua tarefa final – senti a mão de Hei no meu ombro esquerdo.
Eu imaginava o que iria acontecer.
– Quem eu preciso matar? – perguntei. Não vi a expressão de surpresa após minha frase, ele esperava por frieza, afinal, aquela não era a primeira vez que aquilo acontecia.
– Você é inteligente, Mart – sua fala continua calma. – Mas apenas matar seria fácil, principalmente na situação que você está, com horas de sobra. Revelem os rostos.
Quatro membros dirigiram-se as pessoas e revelaram o rosto de cada uma das pessoas ajoelhadas. Eu vi minha mãe e meu pai, logo de início. Depois focalizei o irmão do meu pai, um dos tios que eu tinha mais contato. A última pessoa era minha primeira e única paixão, minha ex-namorada.
– Pronto?
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