In Real Life

2 Who Are You?


Notas iniciais
Hey Peoples. Muito obrigada pelos comentários. Aqui vai mais um capítulo pra vocês. Espero que gostem.

#Lima, Ohio

“Bom dia! Como vai?”

“Desculpe. Acho que você se enganou... Eu não te conheço.”

A morena já esperava uma resposta como essa ou então que o destinatário lhe ignorasse. Qual é Rachel! Achava mesmo que alguém iria conversar com você sem nem ao menos te conhecer? Devem está pensando que você é uma assassina ou pior, pode ser um assassino que pode querer mata-la por está irritando-o.

“Olha, não quero te assustar. Se você quiser me ignorar fique a vontade. Já estou acostumada com isso mesmo.”

Olhou para seu pulso esquerdo e reparou que um pouco de sangue escorria pelo local, fechou os olhos e uma pequena lágrima escorreu. Seu telefone vibrou.

“Por que me mandou essa mensagem?”

Essa pessoa não quer falar com você. Berry. Pare de digitar e esqueça essa ideia ridícula.

“Precisava desabafar com alguém. E você publicou seu número no Twitter falando que poderiam falar com você.”

Por que eu nunca sigo meus próprios conselhos?

“Não espera realmente que alguém viesse desabafar comigo. Mas um estranho? Por que não um amigo?”

“Se eu te estiver incomodando, sinto muito. Não deveria ter prosseguido com essa idéia ridícula mesmo. Não tenho nenhum amigo.”

“Eu falei que poderia falar comigo, não é mesmo?”

“Eu não acredito que vai mesmo falar comigo.”

“Já estamos conversando há algum tempo. Mas então... Como se chama?”.

Ai Meu Deus! Ela é mais louca que eu.

“Desculpe. Sou Rachel Berry. E você?”

“Quinn Fabray.”

A mais baixa ainda não acreditava que a outra menina estava realmente falando com ela. Se algum desconhecido lhe mandasse alguma mensagem ela com certeza iria à polícia ou algo parecido. Seu celular vibrou. Uma nova mensagem.

“Então, Rachel. O que aconteceu?”

Um meio sorriso alcançou o rosto da garota morena. Era a primeira vez em anos que perguntaram isso á ela, mas ele logo foi embora. Ela não se importa. Nem te conhece. Perguntou apenas por educação.

Respirou fundo antes de colocar pra fora tudo o que estava entalado em sua garganta. Digitou o mais rápido possível antes que perdesse toda a sua pouca coragem.

“Eu estou cansada. Cansada de viver sempre sozinha, sem ninguém pra conversar. Sinto-me terrivelmente vazia. Há pouco estive chorando, sem saber exatamente o por que. Ás vezes odeio esta vida, estas paredes, essas caminhadas de casa para a aula, da aula para casa, esses diálogos vazios. Na escola todos me julgam e me jogam vários slushies por dia, eu queria ao menos chegar em casa e ser recebida pelos meus pais, mas nem isso eu posso. Parece que eles esquecem que tem uma filha. Vivem em reuniões ou viagens pelo mundo e poucas vezes ligam pra saber se eu estou bem, eles me mandam muito dinheiro todo mês, mas eu não ligo pra isso. Só queria tê-los perto de mim. Os xingamentos sobre mim ou ate mesmo meus pais, pelo fato de serem gays, aumentam mais e mais a cada dia. Por que as pessoas me odeiam? O que eu fiz pra elas? Nunca nem dirigi a palavra á ninguém, com exceção de meus parentes ou professores. Todo dia quando chego em casa eu corro para o banheiro e pego minha gilete fazendo cortes em meus pulsos porque doem menos que palavras, pois elas são como feridas, não cicatrizam, elas param de doer, mas as marcas ficam lá. Como queimaduras que jamais deixaram de despertar lembranças ruins.”

Foi como se tirassem um peso de suas costas. Rachel nunca se sentira tão aliviada como naquele momento.

#San Francisco, Califórnia.

A loira leu tudo àquilo com lágrimas nos olhos e arrependeu-se ainda mais de todas as vezes que foi o tipo de pessoa que fazia os outros se sentirem inferiores. O tipo de pessoa que faz Rachel sofrer. Sentiu-se na obrigação de ajudar a garota e seria isso que iria fazer.

Quando ficou grávida a ex-cheerio provou de seu próprio veneno. Finalmente percebendo como era horrível ser coberta de xingamentos, mesmo as pessoas pegando “leve” com ela por ser humilhante o bastantes está grávida aos dezesseis anos.

“Eu sei como é ter pais que nunca estão presentes. Os meus nunca se importaram comigo, a única coisa que queriam de mim era que eu fosse à filhinha perfeita para mostrarem á seus amigos como sua família era maravilhosa. Os mesmos nem pensaram duas vezes ao me expulsarem de casa quando descobriram que eu estava grávida. Mesmo feliz de morar com minha irmã que é praticamente uma mãe pra mim, ainda sinto falta deles.”

Era muito raro a loira falar sobre esse assunto com alguém, principalmente alguém desconhecido, mas tinha uma sensação de que podia confiar em Rachel.

“Bem que todos poderiam ter aquela vida de filmes, sabe? Onde tudo é perfeito... E grávida? Qual sua idade?”

“Algumas vezes o imperfeito do mundo no qual vivemos é a perfeição na qual tanto imaginamos. Nada no mundo é como queremos, precisamos lutar e batalhar muito para conseguir alcançar nosso objetivo. Minha família se mostrava a família dos sonhos, mas estava longe disso. Quem olhava de longe pensava que era como essas famílias de filmes que você citou... Ás pessoas procuram tanto a perfeição, e não percebem que aquilo que é mais “torto” ou “ diferente” e a mais perfeita de todas as coisas. Tenho 18, mas engravidei quando tinha 16.”

Quinn realmente não sabia como parar de soltar informações sobre sua vida. Depois de tudo que lhe aconteceu ela virou uma pessoa um pouco fechada, deixou de se aproximar das mesmas e que também se aproximassem dela. As únicas pessoas que ainda falava era sua melhor amiga, Santana, os pais da garota, Frannie e sua prima Brittany que morava distante. A de olhos verdes era como uma montanha instável poderia desabar a qualquer momento e levar todos a sua volta. Sonhava em ser amada, mas parou de acreditar que isso poderia acontecer.

Notas finais
Então... Como estou indo? Gostaram?