In Real Life

7 All Of The Stars


Notas iniciais
Oii pequenos pôneis. O capítulo ficou pequeno porque não tive muito tempo para escrever. Mas o importante é que eu postei. Certo?

So open your eyes and see

The way our horizons meet

And all of the lights will lead

Into the night with me

And I know the scars will bleed

But both of our hearts believe

All of the stars will guide us home

–All Of The Stars, Ed Sheeran



#Lima, Ohio

– Onde g é o módulo da aceleração da gravidade local, que na Terra vale, aproximadamente, 9,8 m/s2._ Rachel encostou suas costas no encosto da cadeira e suspirou de alívio. – Terminamos por hoje. Entendeu melhor agora?

– Com toda certeza. Obrigada por me ensinar sem perder sua paciência ou gritar comigo. Eu não sou inteligente como os outros. _ Agradeceu a de olhos claros com um meio sorriso na face e as bochechas coradas.

– Isso mesmo. Você é muito mais inteligente que eles. E não precisa agradecer, faço isso com todo prazer.

Rachel havia ensinado calmamente todo o conteúdo da avaliação de física para Brittany, que ouvia tudo sem atrapalhar, nenhuma vez, a explicação da morena. A loirinha era muito inteligente, apenas enxergava o mundo de uma forma diferente, uma forma inocente. Mesmo sendo popular não maltratava ninguém para sentir-se superior. E para ela era muito bom pode fazer suas perguntas sabendo que ninguém iria lhe chamar de burra ou estupida.

– Então... Podemos assistir a um filme?

– Claro. Você escolhe o filme e eu faço pipoca. Tudo bem?_ Brittany acenou e por um tempo ficou encarando Rachel.

– É. Então... Onde posso encontrar os DVD´s?

– Oh, desculpe, esqueci. Meu quarto, segunda porta a direita, em uma prateleira perto da escrivaninha. – A loira concordou e subiu as recadas correndo.

O quarto da garota não era como as pessoas da escola diziam, pensou Brittany. Era muito organizado e tinha tudo em seu devido lugar. As quatro paredes todas pintadas com tons diferentes de roxo, uma escrivaninha em um dos cantos do local e sobre ela alguns livros, cadernos e um notebook. Uma enorme cama de casal com uma colcha branca cheia de detalhes em pretos ocupava uma grande parte. Um armário e uma porta que a loira concluiu que fosse o banheiro. Após achar a prateleira que possuía vários livros, Cd’s e DVD’s a de olhos claros sorriu ao encontrar seu filme favorito descendo as escadas correndo novamente encontrando uma Rachel carregando um balde de pipoca e dois copos de refrigerante com muita dificuldade.

– Espere. Deixe-me te ajudar. _Brittany pegou o balde e um dos copos depositando-os em cima da mesinha de centro no meio da sala.

– Então, que filme escolheu?

– Cinderela, o meu favorito.

– Por quê?

– Porque mesmo com todas as dificuldades ela não desistiu de alcançar seus objetivos._ Falou Brittany com um sorriso orgulhoso no rosto. E o seu? Digo seu filme favorito.

– A Bela e a fera. Essa historia nos ensina a olhar além das aparências e do materialismo e nos mostra que aquilo que está em nossos corações, em nossas almas, é o que verdadeiramente importa. Ensina-nos que o amor não tem cara, nem formas, que é o maior sentimento e vence qualquer barreira. Sem discriminação.

– Eu amo esse desenho também.

Após colocar o disco no aparelho e apertar o play, as meninas sentaram-se no sofá lado a lado e assistiram silenciosamente ao filme. Quando o filme se encontrava pela metade Rachel impensávelmente depositou sua cabeça no ombro de Brittany e só percebeu o que tinha feito quando a mão da loira tocou seus cabelos fazendo cafuné neles. A sensação era tão boa que a morena desejou que o tempo parasse.

#San Francisco, Califórnia.

“- Aceita sair comigo essa noite?”

“- Tipo em um encontro?”

“- Exatamente como um encontro.”

“- Tudo bem.”

“- Te pego ás oito. Esteja pronta.”

“- Estarei.”

Quinn encostou a cabeça na cabeceira da cama e levantou rapidamente quando percebeu que os ponteiros marcavam cinco e meia. Enviou uma mensagem para Santana dizendo que precisava de ajuda e correu para o banho.

– Devia entrar no The X Factor com essa voz. _ Disse a morena, sentada na cama digitando em seu celular, tirando sarro da loira que passou minutos cantando dentro do banheiro. A outra apenas esticou o dedo do meio em sua direção. — Mas então. Qual a emergência?

– Eu tenho um encontro ás oito com kitty._ Santana a olhou com uma cara de “Who?”- A menina loira que conheci na boate.

– Caralho, Fabray. Já são cinco e quarenta. Porque não avisou antes?_ Era impressionante como a de olhos escuros mudava de humor rapidamente.

– Calada, Santana. Vamos ao trabalho.

– Vai se ferrar Quinn. Nem sei mesmo porque te ajudo.

– Porque você me ama e não vive sem mim._ Disse Quinn com um sorriso convencido no rosto.

– Vai sonhado, mas não sonha muito alto que a queda é maior.

Notas finais
Então...?