Impossible Love
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Por favor comentem e me façam feliz!
Beijos
Elena sentia-se como um sonho, tudo aquilo era perfeito demais. O príncipe Damon dissera que a amava, ele a beijara tão profundamente que atingiu-lhe até a alma. Tinha que ser um sonho, só podia ser um sonho porque era maravilhoso demais, era exatamente o que ela vinha sonhando. Só que os braços dele a envolvendo tão carinhosamente demonstrava que aquilo era real, ou talvez, ela estivesse apenas delirando, pensou. Fechou os olhos, suspirou pesadamente, teve medo de abri-los e descobrir-se sozinha, descobrir que era mesmo um sonho, apenas um sonho. Seu corpo parecia pulsar numa calma agitação, cada vez que ele acariciava a pele macia de seu rosto, brincava com os longos fios de seu cabelo castanho. O coração de Elena batia forte, acelerado e incrivelmente sincronizado com o de Damon, parecia que ambos os corações pulsavam na mesma frequência. A garota ainda mantinha os olhos fechados, porque abri-los se aquela ilusão parecia tão deliciosamente real? Ficaria daquele jeito para sempre, não precisava de mais nada, não queria mais nada. Sentia o amor dele fluir para ela, assim como e dela fluía para ele e era algo tão forte, era um sentimento verdadeiro, tão belo. Era perfeito porque era verdadeiro, era um daqueles amores que possuíam um brilho próprio, não necessitava nem mesmo a linda luz das estrelas, pois estas se apagam um dia e um amor como esse é eterno, nunca se apagará, unirá eternamente as almas em uma aliança transcendental.
Elena... -Damon sussurrou o nome dela fazendo-a se arrepiar. Tudo nele era demasiado perfeito, ela jamais conseguiria se afastar, ficava completamente encantada, hipnotizada por ele. Se a mera presença dele já a afetava, quando ele falava daquela forma tão gentil, tão carinhosa, Elena jamais poderia resistir, a verdade, é que ela mal conseguia se mover, não sairia dali, ficaria abraçada com ele por todo o tempo, por todo o tempo que ele quisesse abraçá-la, que ele fosse capaz de amá-la e ele a amaria para sempre. Como ele seria capaz de não amá-la quando tudo em que ele pensava era ela, quando tudo que ele queria era estar perto dela. -Você é tão linda. -Falou enquanto a acariciava, os dedos contornavam-lhe a maça do rosto, experimentava a textura delicada da pele feminina, percorria cada contorno, tocou os lábios carnudos. Céus, eles eram tão convidativos, Damon só pensava em uni-los aos seus novamente. Beijou-a, beijou demoradamente, beijou-a com tanto amor, beijou-a como se não quisesse largá-la nunca mais. Nunca largaria, eles ficariam para sempre juntos. -Tão doce... -Completou, estava completamente inebriado, os beijos dela era mais deliciosos que já havia experimentado, faziam com que ele se sentisse diferente, uma sensação tão boa, uma calmaria profunda, ela havia tocado o coração dele. Damon amava Elena e não havia mais retorno, amaria eternamente.
Eu estou sonhando? — Elena perguntou suavemente, quando estava perto dele ficava tão encantada, tão hipnotizada que não conseguia pensar, mal conseguia falar. Ele roubava-lhe a sanidade e substituía por uma paz, uma sensação de que estava completa, que jamais se sentira sozinha novamente. Ele cuidaria dela, a amaria e ela seria feliz, tão feliz que já nem sabia mais definir felicidade. A garota ainda não havia aberto seus olhos, recusava a fazê-lo, não queria acordar, queria que aquele sonho a tragasse e ela ficaria presa a ele e estaria satisfeita por isso.
Não, isso é real. Damon respondeu e logo depositou um beijo nos lábios da garota. Ambos não podiam negar o desejo que sentiam por aquele beijo, um beijo que deveria ser interminável, perdiam-se um no outro, tamanha era a ligação que possuíam, completavam-se de uma forma tão intensa que não se é possível explicar com palavras, pois as mais complexas palavras ainda são muito simples para definir o que aquele amor significava.
Não pode ser... -Elena argumentou, prolongou o beijo o máximo que pode até se afastar subitamente, baixou o olhar, seus olhos evitavam os dele. A garota encolheu-se, envergonhou-se.
Por que não pode? Damon perguntou sem entender muito bem, a distância que ela havia colocado entre eles era incomoda, ele queria diminuí-la novamente. Aproximou-se da menina, que não foi capaz de mover-se, como seria? Se tudo que ela queria era que ele a abraçasse novamente? E ele a abraçou tão carinhosamente, tão protetoramente que Elena apenas se afundou no abraço dele, não se afastaria por mais nenhum motivo.
Você me beijou... -A menina murmurou, sua voz era tão frágil, tão tímida, parte dela ainda não podia acreditar que era verdade, não podia acreditar que ele, o príncipe, a tivesse beijado. E me beijou de novo... Falou ainda incrédula, aquilo era tão bom, tão doce. Ela que nunca havia sido beijada antes, fora beijada duas vezes por ele e ela o amava tanto, ela o amava mesmo sabendo que não deveria.
Sim, eu beijei. Sorriu afetuosamente para ela, levou a mão até o rosto dela, acariciou. Elena fechou os olhos, foi se envolvendo lentamente, o toque da pele dele na dela, a voz dele, as respirações que se misturavam... E eu vou beijar novamente. Sussurrou, as bocas uniram-se afetuosamente, ansiosas, num beijo ainda mais profundo e delicioso do que o anterior.
Elena não fora capaz de falar mais nada, apenas se entregou ao beijo, as sensações tão extremas que sentia. Levou uma das mãos até os cabelos dele, os dedos entrelaçaram nos fios negros. Ele acariciava o rosto dela gentilmente, a mão ousou descer um pouco no corpo dela, apenas um pouco, passeou pelas costas dela até a garota suspirou nos lábios dele. Ela nunca havia sido tocada por ninguém qualquer mínimo estímulo, era algo muito forte, todo seu corpo reagia.
E você disse que me ama... -Elena conseguiu um mínimo de fôlego e sanidade para articular uma frase e aquele fora um esforço tamanho, afinal, estava tão envolvida pelos beijos dele, pelos toques...-Como você pode me amar? -Perguntou entristecida, mas ela não via lógica, não podia compreender que ele a amasse. -Quando você é um príncipe e eu sou uma escrava... -Baixou o rosto, mais uma vez estava envergonhada, sentia-se, sabia que era inferior.
Eu não me importo com isso, Elena... -Respondeu sinceramente. Damon era diferente dos outros, diferente de seu pai, diferente de seu irmão, diferente dos demais nobres, nunca se importou com os títulos que a nobreza lhe conferia, na verdade, nunca quis participar muito de tudo isso e esse era um dos motivos pelos quais ele e seu pai sempre brigaram tanto. O Rei Giuseppe dizia que o filho não arcava com suas responsabilidades de príncipe, mas Damon sempre considerou tudo isso uma grande futilidade, preferia valorizar as pessoas pelo que elas eram e talvez, por isso, foi tão fácil se apaixonar pela doce Elena, ele não tinha nenhum preconceito pelo fato de ela ser uma escrava. Eu só me importo com o que eu sinto por você e eu te amo. Completou.
Você me ama... -Elena sussurrou, parecia repetitivo dizer aquilo novamente, repetir que ele a amava cada vez que ele dizia, mas, aquelas palavras fizeram um efeito tão forte, todo seu corpo reagiu, seu coração acelerou, mais acelerado do que já estava. Ele realmente a amava e aquilo era tudo que ela precisava ouvir. Sua alma transbordou em uma felicidade única, uma felicidade tão grande, imensurável. Algo havia acontecido dentro dela, ela sentia como se tudo fosse perfeito, como se não houvesse nada que pudesse fazê-la infeliz novamente, afinal, ele a amava. Você disse que me amava duas vezes... -Relembrou.
Eu amo... -Damon abriu um sorriso sedutor, um daqueles sorrisos que faziam com que ela perdesse o fôlego tão facilmente. Ele realmente a amava, como seria capaz de não amá-la? Elena era especial, era tão doce, tão meiga, tão frágil. Eu me apaixonei por você no momento em que eu te vi. Admitiu, ela o enfeitiçara no primeiro instante, como se aquilo tivesse que acontecer, como se eles estarem juntos fosse o destino.
Mas nós não podemos ficar juntos... -Elena falou, sua voz era um lamento. Mas o que ela poderia fazer? Aquela era a verdade, como ela poderia ficar com ele? Era impossível, não havia nenhuma chance disso acontecer, mesmo com ele a amando. Você sabe que seu pai jamais aceitaria.... -De alguma forma, foi capaz de conter as lágrimas. Que fosse ficasse com uma escrava...
Ele só não precisa saber disso. Argumentou. Seu pai, realmente, não poderia saber do envolvimento dos dois. O Rei era muito tradicional, não permitiria que nenhum nobre se envolvesse com ninguém que não possuísse um título de nobreza, permitiria menos ainda que seu filho se envolvesse com uma escrava. Pelo menos por enquanto... -Fez uma pausa...-Até eu pensar em alguma coisa...-A verdade é que ele não tinha ideia do que poderia fazer e odiava aquela situação, odiava não ter tudo sob controle, mas isso também não importava, ele faria alguma coisa. Teria que fazer, afinal, precisava ter certeza que Elena ficasse bem. Ela se envolver com ele era um grande risco para ela e ele sabia disso.
Eu te amo... -Elena falou ignorando tudo o que ele havia dito, afinal, era apenas isso que importava de verdade. Só importava que os dois se amavam tão intensamente como se amavam. Era só isso. Jogou-se nos braços dele, os lábios se juntaram, iniciando um novo beijo, um beijo que afirmava, que naquele momento, só o amor importava.
Fale com o autor