Impossible Love
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Mais um cap!
Coloquei mais um casal na fic. Forwood. Eu sei que a maioria de vcs é Klaroline, eu tbm gosto mto deles, mas meu coraçao é Forwood *>*
E bem, tem novidades para Delena tbm no cap...
Comentem bastante, se nao eu nao vou postar o proximo.
Queria agradecer a Roxanne Isbell por ter recomendado a fic!
Muito obrigado mesmo sua linda! Me deixou mega feliz!
Beijos
Caroline foi avisada que haveria uma celebração no Palácio naquela noite e embora, não soubesse por qual motivo ficou extremamente animada. Adorava festas e mais do que isso, cada vez que uma acontecia, o Príncipe Tyler era convidado e eles podiam se ver. Embora os dois fossem noivos, eles não podiam ficar juntos da forma que gostariam até o casamento. Podiam eventualmente sair para um passeio de mãos dadas e nada mais, afinal, a garota deveria se manter casta até que a união deles fosse oficializada. Entretanto, os dois se amavam tanto, queriam ficar juntos o tempo inteiro.
Eles eram muito jovens, ela tinha apenas dezesseis anos e ele dezessete, queriam, no mínimo, se beijar. E era o que acontecia toda a festa, eles conseguiam "escapar", e podiam ficar juntos em um dos jardins imensos jardins e ficavam durante horas namorando e mesmo assim nunca conseguiam mais do que trocar alguns beijinhos, pois, corriam o risco de serem vistos e sempre acontecia de alguém passar. A história deles era perfeita, como um conto de fadas. Quando a garota completou seus quinze anos, era a hora para começar a procurar um marido. Ela tinha muita sorte de seu pai ter deixado com que ela se envolvesse e levasse sua opinião em consideração.
Na época, as famílias acertavam um casamento e os filhos só eram comunicados depois que tudo estava feito. Com Caroline foi diferente, seu pau realmente queria que ela fosse feliz. Primeiro apresentou a ela o Duque Matt, garoto de dezoito anos, ele era muito bonito, loiro, os olhos azuis, mas ainda, assim, a garota não tinha gostado dele. Agradeceu por não ser obrigada a se casar com ele. Depois conheceu o misterioso e sedutor Klaus, que após a morte prematura de seu pai, se tornou Rei aos 28 anos. Ele era muito mais velho que ela, mas mesmo assim, ela o considerou lindo e alguém incrível. Sem contar que casar com ele, seria o melhor que poderia fazer, afinal, Reino dele era um dos mais ricos de toda a Europa. Seu pai ficaria muito satisfeito em unir, sua filha Caroline ao Rei Klaus.
Mas tudo mudou, quando em uma festa, a loira conheceu o Príncipe Tyler. Foi amor à primeira vista. Ela se encantou pelo sorriso dele e ele pelo olhar dela. Conversaram um pouco e tiveram certeza que estavam completamente apaixonados. Eles se completavam em tudo. Tinham sido feitos um para o outro. Na época, Caroline estava quase prometida a Klaus, mas ela implorou ao pai que não oficializasse o noivado, que deixasse ela se casar com Tyler. Se ele não tivesse deixado, eles teriam feito alguma coisa, já tinham até planejado fugirem juntos de tanto que desejavam ficar juntos. Por sorte, seu pai tinha sido compreensivo e na semana seguinte, Caroline e Tyler estavam noivos. Desde então, a loira vive ansiosa para que o dia de seu casamento chegue logo e os dois possam ficar finalmente juntos. A loira estava escolhendo seu vestido para usar na festa quando Bonnie entrou em seus aposentos, ela não precisava bater e pedir permissão para isso, embora ela fosse uma escrava, Caroline nunca a tratou dessa forma. As duas eram melhores amigas.
-Oi, Carol!
-Oi, Bonn! -Falou animada. -Você precisa me ajudar a escolher um vestido para hoje à noite! -Pediu. -Aliás, você sabe por que vai ter uma festa hoje? Eu não estou sabendo de nada!
-Eu também não. -Respondeu. -Falaram que tinha algo a ver com um dos príncipes, mas eles estão ausentes do Reino a mais de três dias...
-Ah, os príncipes podem ter ido verificar alguma terra recém-conquistada e esse pode ser motivo da celebração... -Caroline concluiu que não adiantava ficar pensando nisso. Era melhor voltar aos vestidos. -Qual você prefere? O azul ou o verde? -Mostrou.
-O azul é muito mais bonito. -Bonnie observou!
-Eu também acho! -Estava aliviada. -Eu preciso estar linda hoje para me encontrar com o Tyler!
-Falando no Príncipe Tyler, ele já está aqui.
A Condessa Caroline abriu um sorriso, estava radiante com a notícia. Eles poderiam passar o dia juntos. -Como eu estou? -Perguntou ansiosa.
-Linda como sempre. -Bonnie estava contagiada com a alegria da amiga.
-Eu vou falar com ele, então. -A garota saiu correndo para encontrar o seu noivo. No meio do caminho, teve que se recompor e manter sua classe, uma nobre não podia correr pelo Palácio. Tinha momentos que odiava aquelas regras tão rígidas, ela não podia fazer nada. Tinha que se comportar como uma boneca. Isso não era legal, não mesmo. Mas se esqueceu de tudo quando o viu, seus olhos brilharam de felicidade.
-Tyler. -Sussurrou o nome dele.
-Oi, minha Carol. -Respondeu e exibiu um sorriso em seu rosto de traços perfeitos.
Os dois queriam se cumprimentar com um beijo, mas não podiam. As regras eram ainda mais rígidas quando se tratava disso. Era uma falta de pudor incrível se beijar em público e qualquer tipo de contato antes do casamento era imperdoável. Mantiveram as aparências. Ele beijou a mão dela em cumprimento formal.
-Você chegou cedo. -Ela observou. -A festa é só à noite.
-Eu sei. -Respondeu. -Eu não vim pela festa.
-E por que você veio então? -A garota já sabia a resposta, estava claro no sorriso dela.
-Eu vim para ficar com você.
-Ah, Ty, eu já estava com saudades! -Admitiu.
-Eu também. -Sua mão procurou a dela. -Posso te convidar para um passeio?
-Claro! -Aceitou no mesmo instante. Estava tão feliz.
Caminharam de mãos dadas pelos jardins do palácio até acharem um cantinho onde poderiam ficar sozinhos. Os dois se sentaram, lado a lado, na grama sob a sombra de uma enorme árvore. E então, cederam ao amor que sentiam, os lábios já estavam tão próximos, podiam sentir a respiração um do outro. A língua dele invadiu a boca dela explorando-a. Ela respondeu ao beijo profundamente. Queria tanto aquela intimidade. Continuaram a trocar beijos e como sempre o clima se tornava mais intenso. Ela estava sentada no colo dele, os beijos se tornavam mais quentes, as mãos deles desciam no corpo um do outro, mas como sempre as roupas que usavam, principalmente o comportado vestido que cobria o corpo inteiro da garota impedia que eles se tocassem como queriam.
-Odeio suas roupas... -Ele falou frustrado.
-Eu também... -Baixou o olhar.
A garota queria tanto convidá-lo para ir até seu quarto, mas não podia. Nem em sonho podia pensar nisso, seu pai iria ficar sabendo que ela havia levado um homem para o quarto e não importava que fosse seu noivo ou não, afinal, Tyler teria que respeitá-la até se casar com ela. Os dois nunca conseguiam nem se encontrar no Palácio onde ele vivia. Quando as festas eram lá, era ainda pior, pois a garota tinha que ficar ao lado do pai o tempo inteiro.
-Odeio que nós não possamos ficar juntos de uma vez. -Ele completou.
-Ao menos, o nosso casamento está chegando. -Sorriu. Tinha que se contentar com isso. Ela estava tão ansiosa para poder fazer sexo com ele, mas tinha que esperar, afinal, ela deveria se casar virgem. Naquela época ainda existia a tradição de, após a primeira noite do casal, se mostrar o lençol manchado de sangue para confirmar que a garota era mesmo pura. Caroline achava isso ridículo, mas não havia nada que pudesse fazer a respeito.
-Eu não vejo a hora de me casar com você, Carol. –Tyler sussurrou nos lábios dela e emendou um novo beijo.
Só que dessa vez, Caroline não retribuiu, na verdade, ela se afastou bruscamente. –Ty... -Chamou o nome dele, estava nervosa. –Meu pai...
Os dois se afastaram rapidamente, ajeitaram suas roupas, precisavam agir normalmente. O coração da garota estava acelerado, não queria nem imaginar que o pai dela poderia ter visto alguma coisa. Se ele a tivesse visto da forma como ela estava, nem sabia o que poderia acontecer com ela. Mas ele não pareceu ter percebido nada. A garota caminhou na direção do pai, deixando o noivo para trás.
-Oi, papai. –Falou baixinho.
-Oi, filha. –Foi carinhoso com ela, acariciou o rosto da garota. A loira era muito mimada, afinal, era a única filha.
Só que a expressão dele se modificou quando Tyler foi falar com ele.
-Olá, senhor Forbes. –Falou respeitosamente, estendendo a mão para cumprimentá-lo.
-O que você está fazendo com a minha filha essa hora, Tyler? –Estava irritado. A verdade é que, apesar de ter permitido que sua filha se casasse com o garoto, não gostava muito dele. Achava que ele não tinha o devido respeito com sua filha.
-Eu vi para festa que acontecerá hoje no Palácio. –Respondeu.
-A festa é só de noite. –Falou secamente.
-Eu sei disso, senhor, mas eu decidi chegar mais cedo para ver a minha noiva, eu estava com saudades dela.
-Você deveria ter me pedido autorização para falar com ela. –Repreendeu-o. O pai de Caroline era muito severo. A garota não conseguia entender isso, eles eram noivos, mas só podiam ficar juntos com permissão.
-Eu sinto muito, não vai acontecer de novo. –Desculpou-se.
-E você, Caroline, deveria ter falado comigo. –Chamou a atenção da filha.
-Desculpe-me, eu não fiz por mal, papai. –Baixou o olhar. A loira sabia que iria ficar de castigo por isso.
-Eu não quero vocês dois andando juntos para tão longe do Palácio.
-Eu queria passear um pouco, ficar no jardim... -Ela falou, ainda baixinho, não podia desrespeitar o pai.
-Isso não é motivo, Caroline. –Repreendeu. –E Tyler, não quero que você leve a minha filha para nenhum passeio antes de falar comigo.
-Claro, senhor. –Teve que concordar.
-Se você quer ficar no jardim, tudo bem, mas que fique mais perto do Palácio. –Ou seja, que ficasse em algum lugar onde ele pudesse vê-la.
O pai da garota acompanhou o jovem casal até um dos vários jardins que existiam no palácio. Eles podiam ficar ali conversando e seria tudo que conseguiriam fazer, porque de uma das janelas de seu aposento, o Senhor Forbes poderia observá-los se quisesse.
-Ah, que ótimo. –Caroline rolou os olhos, revoltada assim que o pai foi embora. –Agora ele vai ficar tomando conta de nós dois o dia inteiro.
-Durante a festa ele não vai ter tanto tempo para ficar atrás da gente. –Tyler respondeu confiante.
-Eu espero que sim. –Sorriu. –Porque eu não quero só ficar de mão dada à noite inteira.
-Muito menos eu. –Confessou. –Eu queria fazer amor com você.
-E eu com você! –Ela falou instintivamente. –Mas só vai acontecer depois do casamento. –Tinha que se contentar, afinal, nunca iria conseguir ficar nem dois minutos a sós com o noivo no quarto antes disso.
-Eu sei.
Ficaram conversando durante bastante tempo até que o pai de Caroline mandou chamá-la. A garota precisava se arrumar para a misteriosa festa. Deveria ter perguntado ao Tyler, com toda a certeza, ele deveria saber de alguma coisa, afinal, ele recebera um convite, mas ela tinha esquecido. Quando estava com ele, perdia a noção de qualquer outra coisa, queria apenas aproveitar os momentos que podia com ele.
...
Os príncipes Damon e Stefan chegaram ao Palácio após terem ficado alguns dias fora em compromissos reais. Damon estava com tanta saudade de sua Elena e também estava preocupado com ela, afinal, ele não estaria lá para protegê-la. Não iria tolerar se alguém tivesse feito mal a ela, muito menos, se fosse seu pai novamente a bater na menina. Tudo que ele queria era ir ao encontro dela, envolvê-la em seus braços e beijá-la. Estava com saudades do gosto da boca de Elena, estava com saudades da forma doce como ela o olhava.
Os últimos dias tinham sido torturantes, não conseguia ficar longe, era terrível a sensação de não estar perto dela, chegava a doer. Estava viciado nela. E para piorar, não iria conseguir falar com a menina naquela noite. Seu pai estava esperando para conversar e ele não conseguiu se livrar disso.
-Filho, eu quero conversar com você. –O Rei Giuseppe o chamou.
-Pai, eu estou cansado. –Respondeu irritado.
-Você vai escutar o que eu tenho para falar, garoto. –O Rei o segurou pelo braço. Estava sem paciência.
-E o que de tão importante você tem para me dizer? –Perguntou cinicamente.
-Eu vou oficializar o seu noivado com a Princesa Camilla essa noite. –Falou orgulho.
-O que? –Damon estava perplexo. –Eu disse que eu não queria me casar! –Estava desequilibrado.
-Damon, você já tem dezenove anos! –O Rei tentava trazer um pouco de juízo para a cabeça do filho. –Você tem que se casar!
-Eu só vou me casar quando eu quiser! –Não, ele não poderia aceitar isso. Ele não iria se casar, não queria outra garota que não fosse Elena.
-As coisas não funcionam como você quer. –Argumentou. Não entendia o que tinha feito de errado, o que tinha feito para que o garoto se comportasse daquele jeito.
-Eu posso me casar quando eu estiver mais velho. –Falou qualquer coisa para se livrar.
-Você poderia se você não fosse o meu filho mais velho. –Respondeu. –Você vai se tornar o Rei, precisa ter uma família, precisa ter herdeiros!
-Eu não quero ser Rei. –Desabafou. A verdade é que ele sempre achou tudo aquilo um saco, todos os compromissos, todas as formalidades, isso nunca combinou com ele.
-Você não tem escolha. –Por que era tão difícil para o seu filho entender as coisas mais simples? –E agora você vai tratar de ir se arrumar para oferecer o anel a sua noiva.
-Eu não quero casar com ela! –Insistiu. –Você tinha dito que eu poderia escolher, pelo menos, lembra?
-Filho, você não tem condições de escolher, você não sabe o que é melhor para você. -Era isso mesmo que Giuseppe achava. Damon era um garoto muito inconsequente, não podia decidir nada, mas agora, que ele ficaria noivo, teria que criar responsabilidade. E o pai também não facilitaria mais as coisas para ele.
-E você sabe o que é melhor para mim? -Zombou. Estava com tanta raiva.
-Lógico que eu sei, eu sou o seu pai. -Respondeu. -E em todas as famílias são assim, os pais escolhem com quem seus filhos irão se casar.
-Não adianta, eu não vou me casar, eu não sou o Stefan, eu não te obedeço.
-O seu problema é que você foi muito mimado pela sua mãe. -Giuseppe concluiu. -Era o preferido, ela achava tudo que você fazia lindo... -Continuou. -Por culpa dela você não consegue dar orgulho a ninguém.
-Você não tem o direito de falar dela. -Se ele já estava com raiva antes, agora, estava fervendo de ódio. Damon amava tanto a sua mãe e mesmo depois de três anos que ela havia falecido, ainda não tinha superado a perda. -Ela morreu por sua causa. -Gritou.
-Agora, chega, garoto. -Deu um tapa no rosto do filho. Ao contrario de Damon, o Rei não achava que tinha culpa alguma, era arrogante demais para isso. Só se importava consigo mesmo e em ter cada vez mais poder.
O Príncipe só não revidou ao tapa porque tinha prometido a mãe que iria ter um mínimo de respeito pelo pai. As brigas entre os dois eram antigas e era sempre a mãe quem tinha que apartar e sempre tentava dizer ao filho que quando os dois brigasse, que ele não podia revidar, era uma falta de respeito muito grande. Não disse mais nenhuma palavra, foi para o seu quarto. Iria pensar em um jeito de acabar com aquele noivado que o pai tinha arrumado para ele e iria deixá-lo muito constrangido.
Ficou pensando em Elena, queria tanto falar com ela, mas não conseguia, o pai havia deixado alguns guardas de prontidão caso o filho tentasse sumir, o que se tratando de Damon, era algo muito provável de acontecer. E bem, com os guardas na porta, ele não tinha como encontrar Elena e ele estava com tantas saudades, precisava tanto vê-la. Arrumou-se de qualquer jeito, não ligou que seus cabelos estivessem ainda molhados e totalmente despenteados e também não se importou de escolher uma roupa que certamente não se encaixava com a ocasião. Não estava se importando mesmo.
Quando desceu para encontrar a noiva e a sua família fez questão de não ser educado como deveria. O Rei, a essa altura, já estava cheio de vergonha. Mal cumprimentou a sua noiva, Camilla. Ainda assim, a garota estava encantada por ele. Todas as suas outras irmãs haviam se casado com homens muito mais velhos e pouco atraentes e bem, o Príncipe Damon era o oposto disso. Ele era jovem e muito bonito. Entretanto, ele não pensou o mesmo sobre ela. Ela poderia ser até bonita, mas ele só tinha olhos para a escrava que os servia. Era Elena, a garota se sentia derrotada, agora que ele seria um homem comprometido, não iria mais se importar com ela.
Ela não era ninguém, era apenas uma escrava, uma mulher maltratada e a noiva dele era linda. Só que ainda assim, ele a queria. Sempre iria escolher Elena, mas a menina não estava consciente disso ainda. Até Caroline estava se sentindo mal com a situação, sabia o quanto os dois se amavam, eles deveriam ficar juntos, era o certo. Acreditava que o amor era o certo sempre. Elena mal conseguia caminha pelo salão, seu corpo inteiro doía, era uma dor emocional fortíssima. Ela iria perdê-lo para sempre, como se algum dia o tivera realmente. Mas assim, que ele pode, ausentou-se um minuto do jantar para dizer a ela que o coração dele sempre seria dela.
-Elena...-Sussurrou o nome da garota com tanto carinho. Só de olhar para o rosto dela, sentia-se bem, ela era tudo para ele. Tudo.
-Você vai mesmo se casar...-Choramingou. A notícia do noivado havia a golpeado tão fortemente, despedaçando o seu coração.
-Não, eu não vou. -Falou de um jeito tão confiante. Se ele estava dizendo isso para ela, era a verdade. Jamais mentiria para a garota.
-Hoje a festa do seu noivado...-Argumentou. Só de falar em voz alta, doía mais.
-Mas eu ainda não estou noivo. -Sorriu e acariciou o rosto delicado da menina. Cada vez que a pele dele tocava a dela, ambos podiam sentir um formigamento gostoso, como se os corpos deles, as almas se atraíssem naturalmente. -Eu ainda não ofereci o anel a ela...
-Você vai oferecer. -Estava tão triste, não achava que poderia haver outra opção.
-Não, eu não vou. -Realmente, não iria. -Eu não quero casar com ela e eu não vou.
-Mas o seu pai vai ficar com tanta raiva. -Teve medo da reação do Rei. Ele podia matar o filho.
-Eu me entendo com ele depois... -Falou naturalmente.
-Damon...-Tentou dizer algo, mas ele a interrompeu.
-Eu te amo, Elena. -Falou sinceramente. O sentimento que tinha por ela era tão forte, mas tão forte que se espalhava em todo o seu corpo, como se a única razão para que seu coração pulsasse fosse ela.
-Eu também. -Falou docemente. -Eu sei que é errado, que eu não deveria nem olhar seus olhos, mas eu não consigo parar de te amar...
-Eu não quero você pare de me amar...-Acariciou o rosto dela, as maças do rosto, os lábios macios...Não pode conter o desejo de beijá-la, precisou selar seus lábios aos dela em um beijo repleto de amor.
Depois disso, eles não podiam mais ficar juntos, ele precisava voltar para o jantar antes que alguém desconfiasse de alguma coisa. Finalmente chegou o momento em que ele deveria pedir a mão da garota oficialmente.
-Filho, ofereça o anel a Princesa Camilla. -Giuseppe falou orgulho.
O coração da Princesa disparou, seria pedida em casamento por Damon, pelo Príncipe mais lindo que ela já tinha visto. Ela tinha muita sorte, pensou. Damon pegou o anel sem nenhuma animação.
-Não, eu não vou oferecer o anel. -Falou em um tom sério.
-O que você está fazendo, filho? -Perguntou surpreso. Stefan também não conseguia acreditar no que tinha ouvido. Ninguém acreditava. Apenas Caroline tinha ficado encantada com a atitude do Príncipe. Tinha achado muito romântico, sabia por que, ou melhor, por quem ele estava fazendo isso.
-Eu estou dizendo que eu não quero me casar com ela. -Respondeu naturalmente. -Quem sabe dessa vez, você entenda. -Falou ironicamente.
-Mas o que é isso? -O Rei George, pai da garota, pareceu não acreditar.
-Eu não quero me casar...
-Será que vocês poderiam nos dar licença por um minuto. -Giuseppe pediu envergonhado. -George, você sabe como os jovens são.
-Claro. -O Rei apenas concordou porque aquele casamento era muito interessante para o Reino dele, nem estava se importando com a filha que estava com o coração partido.
Damon e o pai foram até o quarto do príncipe conversar.
-Você ficou louco? -O Rei estava completamente alterado. -Você tem ideia do que você fez?
-Eu disse que não queria me casar. -Continuou zombando. -E você não me obrigar.
-Você passou dos limites, Damon! -Gritou. -Está me envergonhando em público, agora! Na frente de outro Rei. Isso é inadmissível!
-Eu não estou nem aí. -Arqueou uma das sobrancelhas e deu um risinho cínico, deixando o pai com tanta raiva.
Giuseppe deu outro tapa no filho, dessa vez com toda a sua força. Não iria mais tolerar tanto desrespeito.
-Hoje você vai aprender a ter educação, garoto. -Não acreditava que iria ter que tratar o filho como se ele ainda fosse um adolescente de quinze anos, mas não tinha outra solução. Bateu novamente nele, tinha perdido a razão, naquele instante, não se importaria de matar o próprio filho. Estava cheio de ódio.
Notas finais
=*
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