Impossible Love
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Queria agradecer a todos os comentários que vcs tem deixado na fic *>*
Muito obrigado mesmo
e agradecer a TVDIsMyLife por ter recomendado a fic
Obrigado
Tá aí mais um cap
Espero que gostem
Beijo
O baile tinha sido o acontecimento mais intenso de toda a vida de Elena. Ela ainda não conseguia acreditar que foi tudo real, que não era um de seus sonhos mais românticos. Bem, ela não deveria ter sonhos românticos, mas desde que vira Damon, não conseguia parar de pensar nele, não conseguia deixar de querer estar com ele, não conseguia deixar de querer ser dele.
E como ela poderia ser dele? Ele era um príncipe e ela era uma escrava. Ela jamais poderia ter algo com ele, só conseguira dançar com Damon porque ele pensou que ela era uma nobre assim como ele. Isso era o que ela achava, mas a verdade é que ele dançaria com ela de qualquer forma, dançaria se ela fosse uma nobre ou se ela fosse uma escrava.
Damon não se importava com nada disso, tudo que importava era aquela estranha paixão que despertou por ela, não entendia muito bem como aquilo tinha acontecido, mas a verdade é que quando ele a via, quando olhava em seus olhos, tudo mudava, sentia algo que mexia com todo o seu ser, que o enfeitiçava. Havia algo em Elena, havia algo tão doce, tão delicado, algo que ele nunca encontraria em outra garota.
Só que a garota não sabia disso, na verdade, mesmo se ele falasse, ela custaria a acreditar. Como acreditaria que um príncipe pudesse se apaixonar por uma escrava? Aquilo era impossível, era o que ela achava. Só que no fundo, bem no fundo, ela sentia algo, sentia uma química natural, uma harmonia deliciosa entre eles.
Uma parte dela acreditava que ele se sentia da mesma forma que ela se sentia e a forma como ela se sentia era tão forte, era tão profunda, que não se era possível descrever, afinal, como poderia descrever o amor em palavras? Palavras não possuem a força de um sentimento, não tem o mesmo significado. Palavras são apenas palavras, nada mais, nada além de palavras.
A garota não conseguia dormir a noite inteira porque a noite trouxera a tona a sua realidade, trouxera a tona a sua realidade de escrava. E sua realidade não tinha nada a ver com longos e belos vestidos, uma dança tão romântica em um baile.
Não, sua vida não tem nada disso, possui apenas sofrimento, dor. Seu corpo já tão marcado pelos castigos que recebia quando fazia algo de errado. Só que tudo isso se apagava quando estava perto de Damon, quando sentia sua pele tocar a dele.
Sentia um formigamento quente, uma sensação harmoniosa, convidativa, uma sensação que fazia com que ela desejasse se unir a ele, se fundir a ele. Ela queria que ele nunca a deixasse, que ficasse ali o tempo inteiro. E bem, ele também queria que ela nunca se fosse, queria tomá-la em seus braços e a manter ali, eternamente com ele, eternamente protegida.
Todas aquelas sensações e sentimentos criavam um amor tão forte, um amor que surgiu quando os olhares de ambos se encontraram, provocando uma sensação tão forte, uma sensação que não deixava dúvidas. Aquela sensação profunda era o nascimento do amor.
Elena observou o amanhecer, o céu clarear lentamente, à noite cedendo espaço ao dia pouco a pouco. Quis continuar deitada, quis continuar ali, apenas pensando no príncipe, apenas acreditando que seria possível que eles ficassem juntos.
Entretanto, ela tinha que se levantar, ela tinha que trabalhar, ela não era dona nem mesmo de sua própria vontade. Ela era uma escrava, não era nada, ela não era ninguém. E para piorar, ela era uma escrava que estava apaixonada por um príncipe.
Os dias foram passando, passando lentamente. A morena tentava esquecer o que tinha acontecido, mas não conseguia. Evitava Damon o máximo que podia, tentava não encontrar com ele quando estava trabalhando no palácio, porque se ela ficasse próxima dele só iria querê-lo ainda mais, só aumentaria aquela sensação calorosa que era estar com ele, só aumentaria o que ela estava sentindo e ela deveria saber que ela era uma escrava, deveria saber o lugar dela.
Só que a garota já não estava mais aguentando tudo isso, o sentimento apenas crescia e fugir disso só estava piorando as coisas. Precisava desabafar com alguém e aquela altura a condessa Caroline havia se tornado sua melhor amiga. Primeiramente, Elena hesitou, mas decidiu que iria procurar à amiga. Elena caminhou até o palácio, até os aposentos de Caroline. Bateu na porta timidamente, ainda não estava acostumada com aquela informalidade, de ser tratada por uma nobre como igual. A loira autorizou sua entrada exibindo um sorriso simpático em seus lábios.
–Lena! –Caroline exclamou animadamente e então percebeu a expressão de Elena, a garota parecia nervosa, aflita. –Aconteceu alguma coisa?
–Eu não consigo parar de pensar nele, Carol. –A morena admitiu. Já estava achando que estava ficando louca. Como poderia gostar tanto de alguém assim? Como poderia gostar tanto de alguém com quem ela não tinha nada? Como poderia? Não fazia sentido, mas já tinha acontecido.
–Eu sei disso. – A loira sorriu. –Você deveria parar de ficar fugindo dele.
–Você acha? –Perguntou insegura, muito insegura. –Mas eu sou uma garota, garotas não devem se comportar dessa forma, não devem ficar tão atraídas por alguém e bem... -Fez uma longa pausa, encolheu-se num canto. –Eu sou uma escrava.
–Mas isso não significa que você não possa ter sentimentos. Nós somos damas, mas isso não significa que não podemos nos sentir assim. –Falou muito confiante, Caroline era mesmo diferente das outras, era autentica, pensava de uma forma totalmente diferente das demais pessoas. –E você deveria saber que ele andou perguntando de você...
–Ele perguntou por mim? –Elena falou ansiosa, sentiu seu coração bater mais forte em seu peito. Perguntou-se por ela, significava que ele também pensava nela. Que não era apenas ela que tinha todos aqueles pensamentos e sonhos sobre ele.
–Bem, ele ainda está encantado com a jovem dama com quem ele dançou... -Caroline falou num tom muito alegre. –Perguntou-me se eu a conheço, se eu sei seu nome, porque você não disse nenhuma palavra e ele... -Fez uma pausa e então deixou um sorriso esculpir-se em seu rosto. –Bem, ao que parece o príncipe está verdadeiramente interessado em você.
Elena baixou a cabeça, cerrou os olhos por um breve momento, pensativa, pareceu meio entristecida. –Ele não gosta de mim, ele gosta daquela garota em um vestido fino que se parece um uma nobre. –Contatou.
–Ele disse que você lembrava alguém, que era tão familiar, mas que ele não conseguiu reconhecer. –Incentivou. –Talvez, lá no fundo, ele tenha reconhecido.
–Ele sussurrou meu nome... -Elena fez uma pausa. –Durante a dança.
–Tá vendo?
–Mas como eu vou me aproximar dele? É impossível...
–Parar de fugir dele é uma boa ideia, você acha que eu não percebi você fazendo de tudo para não encontrar com ele?
–É que eu... -Elena fez uma pausa, sentindo-se envergonhada.
–Nem precisa explicar, eu já sei. –E sabia mesmo e também entendia.
–Eu preciso ir... -Elena fugiu do assunto, era muito envergonhada, muito tímida, sabia que se apaixonar pelo príncipe era algo muito complicado. Seria um amor platônico do qual ela não poderia fugir. –Preciso trabalhar...
–Fica um pouco mais. –Caroline pediu. –Eu gosto de conversar com você e além do mais eu posso dizer que eu pedi para você fazer alguma coisa para mim...
–Eu não posso... -A morena respondeu sinceramente. Se ela não concluísse todas as tarefas seria punida. Ela realmente precisava ir.
...
Depois de um dia exaustivo de trabalho, Elena finalmente fora descansar e mais uma vez não conseguira dormir, a noite passava, passava por ela e a garota não conseguia fechar seus olhos. Os mesmo pensamentos a invadiam, os mesmo pensamentos que vagavam pela imagem estonteante de Damon.
E o dia amanheceu, amanheceu mais rápido do que ela imaginou. Foi como se a claridade se fizesse sem que ela tivesse percebido. Elena precisava se levantar, mas estava sendo tão difícil. Pela primeira vez, sentiu-se confortável deitada naquilo que ela chamava de cama, mas era apenas um pedaço de pano velho e rasgado estendido sob o chão, mas, pelo menos quando estava ali sozinha ela poderia sonhar.
Poderia sonhar até mesmo com Damon, poderia sonhar com o príncipe, podia sonhar que ele era dela e ela era dele. Suspirou pesadamente, precisava começar a trabalhar, tinha tantas tarefas para executar e como sempre, deveria arrumar os aposentos do príncipe primeiro.
Ainda sabia exatamente como iria agir perto dele, não depois de ter dançado com ele, de ter ouvido que ele sussurrar o nome dela durante a dança e isso já tinha quase uma semana! Só de se lembrar de que sentia seu coração se acelerar intensamente, todo seu corpo se agitava.
Céus, o que ela estava achando? Como pudera se colocar naquela situação? Por que se apaixonara pelo príncipe? Aquilo não era saudável, nenhum pouco saudável. Só que se sentia melhor com aquele sentimento, afinal, o amor muda as pessoas, faz bem ao mesmo tempo em que também faz sofrer.
O amor é tão complexo, tão difícil e ao mesmo tempo tão bom, faz tudo valer a pena. Caminhou até o palácio, seus passos eram ansiosos e ao mesmo tempo hesitantes, queria estar perto dele, queria contar que quando ele falara seu nome, ele estava certo. Eles tinham dançado juntos, só que ela jamais falaria isso, jamais.
Depois de uma boa caminhada, chegou até o palácio, subiu as escadas, caminhou pelo longo corredor até alcançar os aposentos dele. A porta estava entreaberta, pensou que ele deveria ter saído e deixou a porta assim. O aposento do príncipe era enorme, possuía uma sala, um escritório, a suíte... Elena entrou aliviada e ao mesmo tempo entristecida, ela era um misto de sentimentos.
Foi arrumando tudo com muito cuidado e dedicação. Foi aí que ela escutou a voz dele e só de escutar a voz do príncipe, sentiu todo seu corpo se arrepiar. Ele estava conversando com o pai dele. Elena os ouviu falando alguma coisa sobre casamento. Damon iria se casar? Ele já tinha alguém? Elena sabia que era errado, mas não conseguiu se conter, precisava ouvir o que eles estavam falando.
–Eu já disse ontem. –Damon falava em um tom bastante alterado. Não entendia porque o pai insistia tanto em um assunto que não avançaria em nada. –Eu não quero me casar.
–Eu não estou te dando uma escolha. –O Rei Giuseppe falou num tom decidido. –Você é meu filho mais velho tem a obrigação de se casar. –Olhou-o de forma autoritária. –É obrigação sua como futuro Rei. Você precisa se casar, ter herdeiros.
–Ótimo, quando eu quiser, eu me caso, antes disso, você me deixa em paz. –Damon respondeu desafiadoramente. Já não aguentava mais o pai. Ele não estava se importando com status, nem com herdeiros. A verdade é que não fazia a mínima questão de se tornar um rei.
–Você vai se casar quando eu mandar. –O Rei falou em um tom alterado, já não conseguia mais suportar a insubordinação do filho. –Você não entende as responsabilidades que tem como príncipe e futuro rei, mas eu farei com que você entenda. Não aguento mais tanta decepção com você. –Falou sinceramente. –Seu irmão é muito melhor do que você.
–Então, vai lá dizer para ele o que ele deve fazer porque eu não ligo a mínima para o que você diz. -Damon falou ainda mais irritado, não aguentava mais o discurso de seu pai. Ele não iria fazer o que os outros queriam só para ser o preferido, ele não precisava disso, preferia fazer o que quisesse, ao menos tinha personalidade.
–Você deveria se envergonhar de ser assim. – O pai lamentou, estava decepcionando e ao mesmo tempo muito bravo.
Damon deu as costas para o pai, não iria mais continuar falando, não iria perder o seu tempo. O Rei já estava quase desistindo do filho, não sabia mais o que fazer para colocar juízo na cabeça do rapaz, Damon simplesmente não obedecia, mas isso não iria perdurar, o Rei Giuseppe daria um jeito nisso. Afastou-se, não iria continuar conversando com o filho, não naquele momento. Elena que escutava atentamente a conversa, acabara fazendo um barulho, fazendo com que o Rei percebesse sua presença, Damon não escutou, porque estava mais longe.
–Você estava escutando nossa conversa. –Giuseppe parecia muito alterado, não toleraria uma atitude dessas por parte de uma escrava.
–Não, Vossa Majestade. –Elena estava tremendo, tinha muito medo do Rei, principalmente, quando ele a olhava daquela forma severa, furiosa. –Eu só estava limpan... -Ela iria continuar falando, mas sentira seu rosto levar um tapa muito forte.
O Rei era tão severo, que tinha consigo um chicote para punir os escravos desobedientes. Elena soltou um grito alto de dor. Nunca se acostumaria àquela dor. Mais um, sua pele rasgava-se e o sangue vertia. Fechou os olhos, mas nunca chegou a sentir a terceira chicotada.
O Príncipe Damon surgira, colocando-se a frente da garota, deixando que o golpe atingisse a ele e não delicada garota. Não deixaria que ninguém machucasse Elena, sentia algo muito forte por ela, algo muito intenso, verdadeiro. Não suportava vê-la daquela forma, ver que ela estava machucada.
Ela era muito importante, era muito frágil, meiga, linda, doce. Só de estar perto sentia todo seu corpo se agitar por ela, se agitar em um sentimento tão intenso, um sentimento que nunca sentira por ninguém, ou melhor, quando dançou com aquela garota no baile, sentira a mesma coisa, talvez porque ela o lembrasse de Elena e ele mal sabia que era ela mesma.
–Eu acho que é você que deve ter vergonha por ser assim. – Damon ironizou, fazendo referencia ao que seu pai tinha acabado de lhe dizer. –Batendo numa garota tão frágil como ela.
–Ela é uma escrava. – O Rei argumentou. –Ela tem que ser disciplinada.
–Não, ela não tem. –Damon não a via como uma escrava, ele a via como a menina que ela era. E ele iria protegê-la, iria cuidar dela. –Você que deveria ser disciplinado para ter respeito.
–Respeito por uma escrava? –Giuseppe parecia não acreditar no que o filho dizia.
–Isso mesmo.
–Esses seus pensamentos que são o seu problema.
O Rei não conseguiu continuar ouvindo. As ideias do filho que os escravos deveriam se tornam livres já estava indo longe demais. Decidiu ir embora, não iria continuar vendo aquela cena patética, seu filho, um príncipe, defendendo uma escrava insubordinada.
Aquilo era demais, era demais até para o comportamento sempre reprovável de Damon. Elena ficou olhando sem entender. Damon a tinha defendido na frente do próprio pai, desafiara o Rei para defendê-la. Aquela fora a atitude mais nobre, mais carinhosa, mais romântica que alguém já tivera por ela, ou melhor, ele era o único que se preocupava com ela de uma forma tão profunda.
–Você está bem? –O príncipe perguntou de um jeito extremamente preocupado. Abaixou-se para ajudá-la a se levantar. O olhar de ambos se encontrou num brilho que dizia tudo, que mostrava que ali existia algo muito forte, que existia amor, mesmo que eles ainda não tivessem se declarado, se beijado, eles se amavam e esse amor seria eterno.
–Eu... eu...acho...que...sim. –A garota vacilou, mal conseguia falar. Não conseguia pensar quando estava próxima do príncipe, ficava encantada, completamente enfeitiçada por ele. A dor nem era mais tão forte, pareceu que ele a tinha curado só de estar ali com ela.
–Deixa-me ajudá-la. –Ofereceu carinhosamente. Elena apenas assentiu com um sorriso tímido, a verdade é que nenhum dos dois conseguia pensar direito. As sensações eram tão fortes, não havia explicação para algo assim, afinal, não existe explicação para o amor.
Damon a pegou no colo suavemente, deitou-a na cama com ainda mais carinho. Elena suspirou pesadamente, sentia seu coração bater tão forte, num ritmo tão acelerado, batia tão alto, vergonhosamente alto. Damon foi até o banheiro, pegou um pouco de algodão, um pequeno potinho com água para poder limpar os machucados da garota que ainda sangravam. Elena soltou um gemidinho de dor quando ele passou lentamente o algodão no machucado dela.
–Eu machuquei você? –Perguntou aflito. Não podia machucá-la, precisava tratá-la com todo o carinho, ela já estava ferida, nunca mais queria vê-la daquele jeito, deixava-o entristecido, fazia mal a ele.
–Não... -Sussurrou, envergonhada. –Muito obrigado. –Falou sinceramente, na verdade, nunca seria capaz de agradecer o suficiente.
–Você não precisa me agradecer. –Acariciou-lhe a face e então sorriu afetuosamente. Elena acabou sorrindo também. Aquele era um momento tão doce, um momento que ela jamais esqueceria.
A garota fechou os olhos, deixou que ele cuidasse dela, limpasse cada ferida, acariciasse sua face e todo seu corpo se arrepiou quando os lábios dele pousaram novamente em sua testa depositando um beijinho carinhoso. A verdade é que ele queria beijá-la nos lábios, aqueles lábios róseos eram tão convidativos, tão femininos. Ela era tão linda. E a outra verdade é que se ele a beijasse, ela não se afastaria, ela iria permitir porque ela também queria beijá-lo.
–Quer dizer que você vai se casar? –Elena perguntou quebrando o longo silêncio. Seu coração pareceu se partir quando dissera aquela frase. Não aguentaria vê-lo casado, era doloroso demais.
–Meu pai quer que eu me case. –Aquela ideia não o animava nenhum pouco, mas mantivera o mesmo tom suave, porque quando estava perto dela tudo parecia tão fácil, tão simples. –Mas eu não vou casar.
–Mas ele pode te obrigar, não é? –Perguntou entristecida, ela não queria que ele casasse, ela queria que ele fosse dela.
–Eu não sou o meu irmãozinho. –Respondeu exibindo um sorriso cínico. Giuseppe nunca mandaria nele como fazia com seu irmão mais novo. –Meu pai não manda em mim.
–Mas ele parece que está pressionando, não é? –Elena continuou com as perguntas, não conseguia evitar, sentia uma estranha sensação, estava enciumada, estava com ciúmes da noiva que ele nem possuía.
–Ele começou com essa história do dia do baile de máscaras. –Um novo sorriso desenhou-se nos lábios masculinos. –Mas eu nem dancei com a garota que eu queria, eu fui dançar com a garota que eu escolhi dançar.
–E você disse que ela era a mais bela de todas as damas... -Elena falou sem pensar e quando percebeu já era tarde demais. Ela havia falado demais, ela havia falado e ele havia percebido.
–Como você sabe disso? –Damon pareceu chocado, mas não surpreso, algo nele falava que ali estava exatamente o que ele queria saber.
–Saber o que? –Elena sentiu-se nervosa, desesperada. Pronto, ela estragara tudo, ela tinha revelado que fora com ela que ele dançara durante o baile. Qual seria a reação dele? Ela tivera medo.
–Que eu falei que eu tinha sorte por dançar com a mais bela dama... -Ele repetiu exatamente a frase que falara enquanto a olhava intensamente e não fora um olhar de raiva, ao contrário, era um olhar de amor. Era um olhar que dizia que ela tinha dito tudo que ele queria. –Nós dançamos juntos... –Conclui. –Como você? –Perguntou confuso.
–A Condessa Caroline... -Elena murmurou... -Ela me convenceu a ir...eu sinto muito, Alteza...-Sentiu as lágrimas rolarem por seu rosto. –Eu não queria...
–Isso era tudo que eu queria que tivesse acontecido. –Confessou, levou uma das mãos ao rosto dela, acariciando, enxugou as lágrimas. Ela não deveria chorar, queria vê-la sorrindo. –Eu acho que eu sempre soube que era você.
–Você sussurrou meu nome...
–Você é tudo em que eu consigo pensar... -Uma nova confissão. –Só existe uma garota capaz de fazer com que eu me sinta dessa forma e é você, não poderia haver outra.
–Você não está bravo? –Perguntou ansiosa demais, tinha medo que ele não gostasse dela. Parecia que ela não havia prestado atenção no que ele acabara de falar.
–Como eu poderia? –Perguntou gentilmente. –Eu não sei como isso aconteceu, mas eu amo você, Elena.
–Eu estou apaixonada por um príncipe. –Elena sorriu, um sorriso tão lindo, um sorriso que ele jamais esqueceria. Aquele era o sorriso do amor. –Eu te amo... -Também confessou.
Os corpos se aproximaram, se ligaram numa sincronia, em uma harmonia tão perfeita, que não se era possível dizer quem iniciou o beijo que se sucedeu. Os lábios fundiram-se, as línguas abriram passagem, dançando juntas num ritmo doce, o gosto delicioso do beijo era quase inebriante, encantava a alma, a acalmava, a agitava, juntava sensações distintas numa combinação maravilhosa. Não poderia haver nada melhor do que um beijo de amor, um amor que ultrapassava tudo, que rompia qualquer barreira, um amor que se enraizava no coração e jamais poderia se extinguir, pois possuía raízes muito profundas. Era um amor que os ligava através da alma, que transcendia, era um amor verdadeiro, era o mais puro dos amores.
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