Notas iniciais
Oi meninas!
Mais um cap
Espero q gostem e q comentem mais
Gostaria de agradecer muito a Ivana Cecília por ter recomendado a fic!
Muito obrigado mesmo sua linda!
E obrigado a todas que estao comentando!
beijos

Elena estava do lado de fora do Palácio, com outra escrava e juntas terminavam de lavar e estender as roupas. Fazia muito calor naquela tarde e garota já estava exausta, mas ainda faltava muito trabalho para se fazer. Havia dias em que tudo que Elena desejava era apenas poder dormir um pouco, descansar, mas isso nunca lhe fora concedido e nunca seria, afinal, ela era uma escrava não tinha nenhum direito, apenas deveres e obrigações intermináveis.


Sua vida era terrível, jamais mudaria, seria daquela forma até que ela morresse. Quis lamentar, mas não conseguira, apesar de toda a tristeza, trabalho pesado, humilhações, algo nela havia mudado. Algo havia mudado desde que conhecera o Príncipe Damon, ele despertara uma chama dentro dela, um sentimento que não conseguira compreender muito bem, mas que ardia em seu corpo intensamente, fluía por sua corrente sanguínea se espalhando por cada parte dela, por cada fibra de seu corpo, cada célula, cada molécula.


Não conseguia parar de pensar nele, por mais que tentasse, simplesmente não conseguia. Sentia-se incrivelmente atraída por ele. Achou graça de sua inocência, ela uma escrava, estava pensando em um Príncipe... mas ele era tão gentil, tão carinhoso com ela...


Não, não, ele não era, não podia ser, não com ela, não com uma escrava. Ela devia estar imaginando coisas, só podia ser isso. E no instante seguinte, ela o viu, ela viu Damon chegando. Ele e seu irmão, o Príncipe Stefan, voltavam de uma expedição em Terras recém-conquistadas pelo Reino.


Os dois pareciam bastante descontraídos, estavam apostando uma corrida de cavalos para ver quem chegava primeiro. Por mais que não devesse, Elena focara toda sua atenção em Damon, ele era tão lindo, o sorriso desenhado em sua face era tão atraente, tão perfeito.


–Viu irmãozinho, eu disse que você era muito mole. –Damon falou em meio aos risos. –Nunca vai me alcançar...


–É porque você sempre rouba, Damon. –Stefan retrucou.


–Eu não roubo! –Damon riu. –A menos que roubar signifique ser melhor que você.


De repente, Damon parecia não estar mais tão interessado na aposta com Stefan, sua atenção fora totalmente capturada pelo olhar delicado de Elena. Ela era tão bonita, tão doce e cada vez que ele a via se sentia ainda mais contagiado por ela. Elena parecia um anjo, nunca vira uma garota como ela. Nem a mais bela das Princesas poderia se igualar a ela.


–O que você está fazendo, Damon? –Stefan perguntou confuso ao perceber que Damon estava desviando o caminho.


Damon sequer respondeu, estava completamente hipnotizado por ela. Queria estar perto de Elena, precisava falar com ela.


Elena também estava da mesma forma, completamente vidrada nele. Cada vez que se encontravam algo parecia acontecer, como uma estranha mágica que os unia, sem nenhuma explicação. Era como se eles tivessem sido feitos para estar juntos, como se de alguma forma se completassem.


Bonnie, a escrava que estava junto com ela, ficou olhando sem acreditar. Elena não devia estar se comportando daquele jeito, não podia nem sequer pensar no Príncipe, e por mais que ela tentasse chamar a atenção da garota, não conseguia. Elena estava completamente encantada.


–Elena... -Damon sussurrou o nome dela, completamente abalado por ela, apenas a presença da garota fazia com que todo o corpo dele pulsasse por ela.


–Vossa Alteza... -Elena mal conseguira falar, seu coração batia tão forte, tão alto, mal conseguia pensar direito.


–Eu já disse que você pode me chamar apenas de Damon. –Falou exibindo um sorriso sedutor, sua mão alcançou a dela, segurando-a e levando-a até seus lábios, beijando-a suavemente.


Elena quase se arrepiou. Todo seu corpo pulsou por ele, pulsou no tom apaixonado. Ele tinha beijado a mão dela. Quando um Príncipe beijaria a mão de uma escrava? Aquilo parecia uma história narrada em livros de contos de fadas, que ela jamais tivera a oportunidade de ler. A garota não conseguira falar nada, seus olhos encontraram os dele em um pedido silencioso de afeto.


Damon levou a mão até o rosto dela acariciando. Algo muito forte parecia acontecer dentro dele. Nunca se sentira assim em relação a qualquer outra garota, na verdade, nunca acreditou que um sentimento assim tão intenso pudesse mesmo existir, mas existia, existia quando olhava nos olhos castanhos de Elena.


–Por que eu não consigo tirar você de meus pensamentos? –Perguntou suavemente, sentia um formigamento quente correndo por sua pele quando tocava a dela.


–Eu... não... eu...não...-Elena repetiu as palavras em meio a hesitações, não sabia o que dizer para ele, ela nem deveria estar conversando com ele. –Eu não sei, Damon.


–Vamos, irmão. –Stefan interrompeu os dois, não conseguia entender o que estava acontecendo ali entre eles. –O papai estava nos esperando, lembra?


–Ele que espere. –Damon falou irritado. Não estava se importando nenhum pouco se o pai deles os estava esperando ou que se fosse irritar por conta de um atraso, tudo com que ele conseguia se importar era com Elena.


–Mas, Damon, ele vai ficar bravo e vai brigar conosco. –Stefan argumentou. –Ele sempre reclama que você...


–E você é sempre inconveniente, irmãozinho. –Damon o interrompeu. –Não vê que eu estou falando com ela?


–Com a escrava? –Stefan perguntou num tom de superioridade.


–Desculpem-me, Altezas. –Elena falou num tom extremamente baixo, encolheu-se. Ela não era ninguém ali.


–Leve aquilo até o Palácio. –Stefan ordenou enquanto apontava para os pesados objetos que haviam trazido e que estavam presos aos cavalos.


–Sim, Vossa Alteza. –Elena respondeu de forma humilde e foi até lá pegar.


–Você não precisa levar. –Damon a interrompeu. –Nós mesmos levamos.


–O que? –Stefan entendia cada vez menos. –Ela é a escrava, está aqui para isso.


–Ela é uma garota, Stefan. –Damon o repreendeu. –Você deixaria uma jovem dama carregar peso?


–Não. –Respondeu ainda confuso.


–E por que você não deixaria?


–Porque garotas são frágeis e delicadas, não podem carregar peso.


–Viu? Nós somos homens enquanto ela é apenas uma garota. –Damon explicou, sentiu-se um pouco estranho falando daquela forma, ele não costumava ser o irmão mais velho que dá conselhos, ele nem costumava ser responsável, mas daquela vez estava sendo.


–Mas ela é uma escrava. –Stefan relutou. –E o papai disse que...


–Nem tudo que o papai diz é verdade, irmãozinho.


–Eu posso levar... -Elena sussurrou. –Eu já estou acostumada a carregar peso. –Sorriu sem jeito.


–Não, você não vai levar nada. –Damon segurou-lhe a mão carinhosamente, acariciou-lhe a pele.


Elena já não sabia o que responder. Só soube que a mão dela também segurava a dele, fortemente, como se buscasse se colar a ele eternamente.


–Muito obrigado. –Elena falou docemente.


Damon aproximou-se dela, uma distância perturbadora, os corpos ansiavam por estarem colados. Ele deixou os lábios pousarem na testa dela, depositando um beijo. Elena estremeceu, só conseguiu sorrir docemente. Então, ele afastou-se dela, indo na direção do palácio junto com o irmão.


Elena ficou olhando o lindo Príncipe se afastar e sentiu como se uma parte dela fosse embora junto com ele, na verdade, era como se ele fosse parte dela, assim como ela era parte dele.


–Meu Deus, Elena. –Bonnie exclamou não de forma animada, mas, sim, assustada. –Você e o príncipe...


–Eu não sei o que dizer, eu só sei que eu sinto algo muito forte quando eu estou perto dele.


–Você não deveria se aproximar dele. Parece que você não entende, ele é o Príncipe e você é uma escrava. –A garota olhou-a fixamente. –Vocês não fizeram nada não, é?


–Não. –Elena envergonhou-se. –Lógico que não, mas eu não consigo evitar como eu me sinto, eu não consigo.


–Elena, isso é confusão. O pai dele é muito severo, se por acaso você fizer alguma besteira como beijar o Príncipe, você vai...


–Eu já sei, mas isso não vai acontecer. Só eu me sinto assim.


–Talvez ele também se sinta da mesma forma. –Uma voz doce e feminina intrometeu-se na conversa.


–Condessa Caroline. –Bonnie a reverenciou imediatamente. Sentiu seu coração saltar ao vê-la, ela tinha escutado tudo e aquilo poderia não ser bom, mas na verdade era.


Bonnie vinha sendo a mucama da Condessa há muitos anos e elas acabaram tornando-se amigas. Caroline sempre a tratara de forma digna e respeitosa e ela era uma das poucas escravas que tinham essa sorte. A Condessa era alguém muito bondosa, uma das poucas nobres que se comportavam dessa forma.


–Eu vim te buscar para mostrar alguns dos vestidos lindos que chegaram da França. –A loira sorriu. –Eu preciso de ajuda para escolher um.


–Claro, Carol. –Bonnie respondeu tranquilamente, quando estavam próximas não precisava tratá-la por nenhum pronome de tratamento, apenas Caroline, Carol, Carr. Elas eram realmente amigas.


–Mas depois de eu saber sobre a mais nova fofoca do Reino. –Caroline falou entusiasmada. –Você e o Príncipe. –Caroline apontou para Elena. –Eu estava aqui a um tempão e ninguém me notou, mas eu notei a forma como vocês dois se olhavam e o beijinho que ele te deu...


–Eu sinto muito, Condessa. –Elena se encolheu novamente.


–Tudo bem. –Caroline falou tranquilamente. –E eu sou só Caroline, tá? Pode chamar de Carol, se quiser. –Um novo sorriso se desenhou nos lábios da garota. –Eu adoro ter amigas.


–Sim, Carol. –Elena respondeu envergonhada.


–Conte-me tudo.


–Não tem nada para contar. –Elena baixou o olhar. –Eu só acho que eu gosto do Príncipe e, bem, eu tenho que tirá-lo de minha mente.


–Ou talvez, você possa ir ao baile com ele. –A loira pareceu entusiasmada com a ideia.


–Como eu iria ao baile? Eu sou uma mera escrava, eu não sou ninguém.


–É um baile de máscaras, viram nobres de muitos Reinos, ninguém vai te reconhecer e eu posso te emprestar um dos meus vestidos.


Caroline parecia feliz, ela realmente gostava de ajudar as pessoas e ter visto aquela cena, fez com que ela se lembrasse dos livros de contos de fadas que lia quando era pequena. Viver um amor era uma dádiva e ela era uma das poucas garotas que tivera a sorte de poder escolher com quem se casaria.


Ela estava prometida ao seu amado, Tyler, ele era o Príncipe de outro Reinado e o baile que aconteceria seria para comemorar o noivado dos dois. Por isso, ela estava tão feliz, queria que outras pudessem ter a oportunidade que ela tinha e bem, ela também tinha gostado de Elena, elas poderiam ser amigas, ou melhor, melhores amigas.

Notas finais
E aí? o que acharam?
beijos