Impossible Love
17 Capítulo 17
Notas iniciais
Caroline abriu um sorriso ao ver seu amado Tyler chegar. Ela não esperava vê-lo naquele dia, por isso, sua felicidade foi ainda maior.
–Tyler! -Sua voz demonstrava toda a sua felicidade, seu coração estava acelerado. Todo seu corpo pedia para estar perto dele.
–Carol! -O Príncipe exclamou o nome de sua amada e correu em sua direção. Ele a tomou em seus braços, ergueu a jovem, pegando-a no colo e girou com ela.
Caroline gargalhou. Estava tão feliz.
–Eu senti tanto a sua falta! -A Condessa admitiu.
–Eu também estava com saudades!
–Eu não sabia que você vinha, ninguém me falou nada!
–Eu não sabia que eu viria aqui até hoje de manhã. -Contou. -Era meu pai que viria até aqui para discutir negócios com o Rei Giuseppe, mas minha mãe se sentiu mal e ele quis ficar ao lado dela. E como eu serei o futuro Rei, ele decidiu que eu deveria vir sozinho
A garota sorriu levou ambas as mãos ao rosto do Príncipe e acariciou.
Os lábios de ambos se encontraram em um beijo profundo e apaixonado. Os dois se amavam de uma forma tão intensa e verdadeira. Era algo lindo.
–Sabe quem também não sabia que você viria? -Perguntou entre os beijos, mordeu o lábio inferior em uma atitude ousada. -O meu pai, por isso, ele saiu...
–Isso significa que hoje eu posso te beijar o quanto eu quiser? -Tyler sorriu maliciosamente.
–Isso mesmo! -Caroline depositou mais um beijo nos lábios dele.
–Isso é muito bom. -Falou enquanto a cobria de selinhos. -Porque eu não aguento mais o nosso amor impossível, tudo que eu quero é estar de uma vez por todas com você. -Confessou. O rapaz estava ansiando para que o dia do casamento chegasse logo, assim, Caroline seria de uma vez por todas dele.
–Ah, Tyler...-A loira suspirou em um tom desanimado.
–O que houve, Carol? Eu falei algo impróprio? -Perguntou preocupado.
–Não, Ty...-Fez uma pausa. -...é que...
–O que?
–Você falou de amor impossível...-Baixou o olhar. -...e eu me lembrei de uma coisa.
–Do que você se lembrou? -Perguntou enquanto acariciava o rosto da garota.
–Elena e Damon...
–Carol, esquece isso. -Pediu. -Não há nada que se possa fazer, eu já disse isso uma vez. Ele é o Príncipe e ela a escrava. Não existe a menor possibilidade para eles...
–Eu sei, por isso eu estou triste, eles se amam tanto!
–Você sabe que, nesses casos, o amor é o de menos! -Explicou. -Você também sabe que nós somos a excessão, não sabe? Nós tivemos muita sorte em poder escolher, em poder casar um com o outro, na maioria das famílias não é assim...
–Ty, eu sei de tudo isso. -Fitou-o nos olhos. -Mas é que o Rei Giuseppe os pegou...E está torturando os coitadinhos!
–Eu sinto muito.
–Tem que ter um jeito deles ficar em juntos, eles precisam fugir!
–Agora que o Rei já sabe, acho que não tem mais como fazer nada.
–E se a gente os ajudar a fugir?
–Nem pensar! Eu não quero que você se meta nisso. É arriscado, você vai se meter em confusão.
–Nós temos que ajudar!Por favor... A Elena é minha amiga!
–Carol...
–Tyler, por favor... Por favor! -Pediu. -Você vai ser Rei e que tipo de Rei você quer ser? Do tipo que apóia as injustiças? -Estava apelando.
–Tudo bem, Caroline! Eu vou ajudar. -Finalmente tinha concordado. -Se alguém descobrir, eu quero que você diga que você não sabe de nada e que a ideia foi toda minha, você entendeu?
–Eu entendi! Agora nós precisamos bolar um plano!
...
Elena estava aflita. Tanto ela quanto Damon já estavam presos naquelas malditas celas há dias. Eles não podiam se ver, não podiam se tocar e ela não aguentava essa distância. Eles estavam tão próximos e ao mesmo tempo tão distantes. E se isso não fosse o suficiente, o Rei Giuseppe estava sendo implacável. Ele havia decidido que faria o casal sofrer todos os dias. Na realidade, ele queria transformar a vida do filho em um inferno tão grande que ele iria preferir voltar a sua antiga vida como um Príncipe. Essas eram as duas opções que o Rei havia dado ao Damon, ele podia continuar com a Elena, preso no calabouço, vivendo a vida de um escravo ou ele poderia repensar as suas últimas atitudes, e voltar a viver a vida que estava acostumado, com todo o luxo que um Príncipe merecia.
–Damon...-Elena o chamou.
Ele não respondeu, ele tinha adormecido. Ele estava doente. Damon sempre havia vivido uma vida boa, nas melhores condições, e não estava acostumado a lugares tão insalubres quanto aquele calabouço. Os ferimentos, ocasionados pelas chibatadas, estavam infeccionados. Ele estava com muita febre.
É claro, que o Rei sabia que o filho estava doente, mas não se importou. Todos os dias, ele o castigava ainda mais fisicamente e naquele dia em questão, havia batido também em Elena, apesar de todos os protestos do Príncipe.
–Damon...-A garota o chamou de novo, agora a preocupação em sua voz era pungente.
–Elena...-Respondeu em uma voz sonolenta.
–Você está bem? -Questionou. Não aguenta não poder vê-lo. Sabia que ele estava doente e muito mais machucado do que ela, embora ele sempre dissesse que ela não precisava se preocupar.
–Sou eu quem deveria te perguntar isso. -Damon a corrigiu. -O meu pai te machucou hoje e eu não consegui fazer nada para impedir...
–Eu estou bem. -Sorriu. — Você está me protegendo, você está aqui comigo...-Continuou. -e a Sua Majestade está descontando todo o ódio em você em vez de mim. Ele já te bateu tanto desde que nos prendeu aqui...-Chorou. -...eu não aguento mais ver isso...
–Você não precisa se preocupar comigo, eu já te disse isso.
–Mas eu me preocupo, eu te amo! -Exclamou as últimas três palavras.
–Você está doente...
–Eu estou bem. -Insistiu em dizer que não havia nada de errado com ele. -Eu aguento qualquer coisa por você...
–Damon...-Não soube o que responder, mas havia outra coisa que ela sabia. Se eles continuasse muito tempo ali, eles iriam acabar morrendo. -...nós precisamos sair aqui.
–E eu vou ajudar vocês...-Uma silhueta feminina surgiu e sua voz estridente e familiar foi ouvida.
–Carol? -Elena estava totalmente surpresa.
–Sim! -A loira abriu um sorriso. -Eu não acreditei quando ouvi o que o Rei Giuseppe havia feito com vocês, e eu preciso fazer alguma coisa para ajudar! -Caroline acreditava de verdade no verdadeiro amor e não iria conseguir ficar de braços cruzados. Sentia um arrepio percorrer sua espinha quando via o casal naquele estado tão triste. Ela realmente precisava fazer alguma coisa.
–Mas como você vai nos ajudar? -Elena parecia não encontrar uma solução.
–Eu tenho um plano!
–Que plano? -Damon a indagou, também estava um pouco incrédulo.
–Damon, você precisa dizer ao seu pai que reavaliou e vai se casar com a Camila. -Caroline explicou.
–Esse é o seu grande plano? -Perguntou irritado.
–Sim, esse é o meu plano e você não tem nenhum melhor! -Retrucou. -Quando você fizer isso, você vai poder sair daqui...
–E a Elena? Eu não vou deixar ela sozinha!
–Se você não fizer isso, vocês nunca vão sair daqui! -Insistiu.
–Damon, você está doente...-Elena considerou. -Você vai piorar se continuar aqui. Você pode ir, eu vou ficar bem!
–De jeito nenhum, eu não vou fazer isso. Se eu sair daqui, o meu pai vai te matar, Elena e eu não posso deixar isso acontecer! Eu não posso!
–E você acha que se você ficar aqui isso não vai acontecer? -Caroline rolou os olhos. -A raiva do Rei Giuseppe só está aumentando! Ele está fazendo isso para você reconsiderar e se você não ceder, ele vai matar a Elena e na sua frente. Você sabe que essa atitude seria muito tipica do seu pai! -O que Caroline dizia fazia todo o sentido. -Você precisa fazer com que ele pare de sentir ódio! Você tem que fazer o que ele quer!
–E se eu fizer o que você está falando, que garantia eu tenho que ela vai ficar bem?
–É nessa parte que eu entro! Eu vou ajudar a Elena a fugir! -Sorriu. -Mas você vai precisar se casar com a Camila. Caso você não saiba, seu casamento continua marcado para daqui dez dias. -Explicou. -Eu já pensei em tudo. No dia do casamento, ninguém vai estar preocupado com esse lugar aqui, muito menos o Rei, eu e a Bonnie vamos conseguir a chave da cela da Elena e eu vou tirá-lá daqui. Depois da cerimônia, vai ter um festão, tudo vai estar uma loucura e o uma bagunça. Vai ser o melhor momento! O Tyler vai encontrar você e ele vai te levar aonde nós estaremos. E vocês vão ter que fugir para bem longe, vocês nunca mais vão poder voltar, você sabe disso, não é?
–E se não der certo?
–Vai dar certo! -Falou de forma otimista.
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