Impacto

1 Temer ou se alegrar?


Notas iniciais
Olá, então, o primeiro capítulo de uma história se baseia praticamente nos fatos da vida do personagem, não sei se esse está realmente assim. Espero que vocês gostem. Boa leitura!

Hoje eu completava 18 anos e eu poderia finalmente sair do orfanato em que moro desde que eu era pequena. Eu não sei se temo ou se fico feliz com a situação. Como você pode perceber, eu nunca fui adotada por ninguém, talvez porque sempre fui a mais velha do orfanato e pelo que pude perceber com esse meu tempo de ''experiência'' é que quase ninguém quer adotar alguém com mais de 10 anos, sempre fico me perguntando o por que disto. Já fiz muitas amizades com os órfãos que vieram parar no orfanato, mas a maioria já foi embora, por isso, desde que algumas pessoas que eram muito importantes para mim partiram, eu preferi não me socializar com os novos órfãos que chegarem aqui porque eu sei que algum dia eles irão embora e será muito difícil para mim, poder aceitar a perda.

Levantei da minha cama e fui em direção da porta fazendo o mínimo barulho possível para não acordar as meninas do orfanato, o que foi MUITO gentil da minha parte, porque quando eu estou dormindo elas nem ligam se fazem ou não barulho. Sai do quarto e fui em direção ao banheiro porque aquelas sujeirinhas que aparecem depois que você acorda já estavam me incomodando. Lavei o rosto e fui para a cozinha ver se alguém já estava acordado. Chegando lá, encontrei Viviane sentada comendo uma fruta que eu não pude identificar qual era.

– Animada? — perguntou vivi quando notou minha chegada.

– Não sei.... Não sei se fico feliz ou se fico triste. — respondi

– Se eu fosse você, ficaria feliz.

– Eu queria estar feliz, mas não dá, irei sair daqui sem a ajuda de ninguém e sem nenhuma quantia de dinheiro.

– Tinha me esquecido desse detalhe. — disse vivi e logo depois deu uma mordidana fruta

Tentei fugir do assunto pegando um copo e o enchendo com leite e café. Tomei meu leite com café acompanhados de algumas torradinhas deliciosas.

– Sabe, eu acho que a Carol irá ter pena de você e emprestá-la alguma quantia de dinheiro. — disse vivi novamente voltando ao assunto.

– Tinha me esquecido da Carol, mas eu acho que ela não pode me ajudar, segundo a lei,quando os órfãos completam 18 anos eles vão para a rua, sem direito a nada nem ninguém que lhes dê qualquer apoio ou amparo. Se já tiverem se encaminhado em algum emprego, ótimo, senão, azar o deles. Se tiverem conseguido juntar algum dinheiro, bom pra eles, senão, estarãocomuma mão na frente e outra atrás.

A lei não dizia realmente isto, mas era o que dava a entender.

– Ah, eu não sabia disso. — respondeu vivi

Nos entreolhamos por algum tempo até que decidi voltar ao quarto.

– Vou subir até o quarto e ver se alguém já acordou, você vem junto?

– Não, obrigada, vou ficar aqui e talvez depois eu vá para a sala.

– Você quem sabe, estou indo, tchau.

– Tchau Mili.

Eu estava indo em direção ao quarto quando a porta da entrada se abriu e uma pessoa me chamou.

– Mili, era com você que eu queria falar.

Notas finais
Então..... gostaram? Eu achei muito mais ou menos para o início mas eu estava muito sem criatividade. Me avisem se gostarem pelo twitter www.twitter.com/amorporinhudes Talvez eu poste o segundo capítulo ainda hoje se eu tiver tempo, mas se eu não conseguir eu posto amanhã de manhã. Obrigada por lerem!