Impacto

2 Sentimentos


Notas iniciais
Olá, demorei muito para postar o segundo capítulo? Se sim, peço desculpas. Gostaram do primeiro capítulo? Se quiserem comentar fiquem a vontade. Se tiverem qualquer dúvida é só você se comunicar comigo pelo twitter, ou comente algo por aqui. Boa leitura!

Me virei e me deparei com a Carol, ela era uma funcionária do orfanato. Ela nos tratava tão bem que até parecia ser nossa mãe.

– Ah, é você. Oi. — a cumprimentei

– Bom dia, o SR. José Ricardo está vindo para o orfanato neste exato momento para conversar com você, e eu presumo que você saiba o motivo.

– Bom dia, devo me arrumar? Acho que também sei. — respondi

– Acho que deve. — ela disse

Subi as escadas e quando eu estava no quarto degrau ela me chama novamente.

– Mili.... Eu devo lhe dar parabéns? Olha, se eu pudesse eu te ajudava, mas eu não posso porque....

– Muito obrigada Carol, não precisa, de verdade. — disse a interrompendo

Ela me olhou e resolveu me dar um abraço, e para não ser muito chata eu retribui o abraço

– É melhor você subir e se aprontar, você conhece aquele homem, a aparência de uma pessoa para ele deduz como uma pessoa é. — Carol disse ainda durante o abraço.

– É, é melhor eu ir mesmo. — disse me afastando

Subi correndo as escadas porque sinceramente eu não estava com muita vontade de conversar sobre esse assunto no momento. Fui ao banheiro e tomei um banho rápido e me arrumei com o uniforme do orfanato, que já estava um pouco pequeno em meu corpo.

Desci até a sala e encontrei o SR. José Ricardo sentado em uma das poltronas da sala observando o local até que ele nota a minha presença. Pelo que pude perceber, ele já estava cansado de me esperar.

– Olá, Demorei muito? — perguntei já sabendo a resposta

– Um pouco. Será que podemos ir a algum lugar mais reservado?- ele me perguntou com aquele bom humor de sempre. olá para vc também SR José Ricardo.

– Acho que podemos ir até a sala da direção, se o senhor quiser, é claro.

– Pode ser, vamos então

Fomos andando até a sala da direção, entramos e ele logo se sentou em uma cadeira e ficou esperando eu me sentar também. Nos encaramos por algum tempo.

– Você já pensou para onde irá depois que sair do orfanato? Você só tem direito a mais três dias aqui. Já fez as suas malas? Acho que você não vai querer ser obrigada a sair desse lugar

– Oi? — disse distraída. — Ah, ainda não, não e não desejo isso.

– Seja um pouco mais atenta Senhora Milena.

– Me desculpe senhor.

– Voltando ao assunto, acho que você não vai querer viver na rua. Como você deve saber, não iremos te dar amparo algum ou se quer alguma quantia em dinheiro.

Eu sei que ele devia seguir a lei, mas poxa vida, esse homem não consegue ter um pouco de compaixão? Nunca vi uma pessoa mais ignorante que esse homem. Se um dia você encontrar uma pessoa pior que o José Ricardo eu terei muita pena de você.

– Sim, eu sei. Eu acho que irei procurar algum emprego e depois procurarei um lugar para viver.

Ele riu durante alguns segundos e depois me encarou

– Você acha mesmo que a vida é tão fácil assim? Se você pensa que o que acontece em um filme é igual ao que ocorre na vida real você está realmente muito enganada. Por um momento eu sinto pena de você, com apenas 18 anos já tendo quem enfrentar a cidade grande...... — ele falou

– Eu farei de tudo para encontrar algo que me sustente, e caso isso não aconteça, eu acho que pedirei ajuda a alguns amigos. — respondi

– Te desejo muita sorte, porque isso é realmente improvável de acontecer. — ele disse se retirando da sala da diretoria. Logo depois ouvi o barulho da porta da entrada batendo. Ele tinha ido embora.

Subi até o dormitório e resolvi dormir mais um pouco, porque quando observei o relógio pude notar que ainda era muito cedo.

[....]

Acordei na hora em que acordo todo o dia. Não tinha ninguém no dormitório, a não ser Cris, que dormia que nem um bode velho. Resolvi ir até a sala e ver se eu encontrava alguém para conversar, mas quando cheguei na sala não encontrei ninguém. Então resolvi ir até a cozinha e encontrei o pessoal. Todos estavam comendo mas pararam de fazer o que estavam fazendo quando eu entrei. Me observaram por um instante até que voltaram a comer.

NARRADOR NARRANDO

Se passaram três dias, e era o prazo final para Mili poder permanecer no orfanato. Nos dias passados, Mili fez suas malas e ficou aproveitando os amigos porque sabia que isso poderia nunca mais acontecer. No dia que Mili teria de ir embora, ela acordou e não tinha mais ninguém no dormitório. Ela se levantou e foi em direção a sala quando se deparou com todos os órfãos arrumando uma festa de despedida para a mesma.

– Era para você ter chegado mais tarde. — resmungou Ana

– Desculpa — Mili respondeu ainda não acreditando no que via.

Por um momento ela achou a comemoração um pouco estranha, mas depois resolveu curtir os últimos momentos no orfanato de uma forma feliz. A festa não durou muito tempo pois Mili tinha de sair do orfanato ás 10:00 horas da manhã e já eram 9:32. Mili subiu até o seu quarto, trocou de roupa rapidamente e pediu a ajuda de alguns amigos para levar suas malas até a entrada do orfanato. Eles se despediram e algumas pessoas começaram a chorar.

Quando Mili saiu do orfanato, se deu conta de que sua vida começaria a mudar, ela só não sabia se seria para melhor ou para pior, mas ela escolheu ser positiva e escolheu a opção mudar para melhor. Ela olhou para trás por alguns instantes e viu seus amigos acenando para ela. Foi nesse momento que ela sentiu uma grande dor no coração, deixar o lugar que passou praticamente sua vida inteira, não foi uma despedida fácil, ela preferiu não olhar mais para trás porque se não ela iria sofrer mais ainda. E foi neste mesmo momento que ela esbarrou com uma pessoa que no mesmo momento começou a reclamar.

– Que sorte a minha, eu sabia que não devia ter colocado essa blusa hoje.

Notas finais
E então?????? gostaram?????? caso sim, comentem! Obrigada por lerem :-)