Impact Magazine Season 2
63 Capítulo 63
Notas iniciais
– Por gentileza, encaminhe minha ligação para o quarto onde está hospedada Santana Pierce-Lopez.
O recepcionista ficou algum tempo sem responder, como se estivesse processando a solicitação. Assim que ouviu o nome, não pode deixar de sentir um frio na barriga.
– Oi! Tem alguém ainda aí? (Quinn perguntava)
– E...estou aqui senhora, só um momento que vou verificar no meu sistema, qual seu nome? (o rapaz perguntava já mostrando uma voz insegura)
– Quinn Fabray...
O rapaz reconheceu o nome. Ficou ainda mais nervoso, tremia ao telefone.
– U...um... momento p...por gentileza.... (o rapaz pediu antes de colocar a chamada no mudo para verificar)
Torcia muito para que tivesse algum registro das meninas no sistema, nem que fosse sobre cancelamento de reserva. Elas poderiam ter cancelado e solicitado em outro hotel, era uma possibilidade mesmo que remota. Mas para seu azar não constava essa informação, constava ainda uma solicitação de reserva sem dar baixa, algo incomum, visto que a auditoria do hotel deveria ter constatado a falha. O rapaz não podia ficar mais desesperado.
– S..só mais um momento Srta Fabray, preciso fazer uma confirmação... (o rapaz pedia mais tempo à loira)
Quinn sentiu o nervosismo na voz do rapaz, começou a achar a demora para a transferência da ligação um tanto estranha. Mesmo assim, resolveu aguardar.
– Ok... (foi apenas o que a jornalista respondeu)
O recepcionista colocou a loira na espera e entrou em contato com o setor onde ficavam os responsáveis pelas malas dos hóspedes, Pediu para falar com o rapaz que havia colocado a mala das garotas no quarto, precisava checar se os objetos ainda constavam no local.
– Derick , boa tarde.
– Cara... estamos encrencados! (o recepcionista começou a despejar quando ouviu a voz do colega de trabalho)
– Hã ?! O que aconteceu? Do que está falando?
– Estamos encrencados! Lembra-se do casal Santana e Brittany Pierce-Lopez?
– Sim, claro, são as garotas que hospedaram no... peraê... (nesse momento a ficha do rapaz havia caído) Eu não as vi no hotel, elas cancelaram a reserva?
– Não... não houve cancelamento de reserva... e eu estou desconfiando que as malas delas ainda estão no quarto, preciso que vá checar!
– Indo agora! (Saiu da sala como um foguete)
O rapaz não esperou nem que o recepcionista dissesse mais nada, saiu da sala em que estava e foi até a recepção às pressas. Ao chegar na mesma, o recepcionista já tinha a chave do quarto em mãos e lhe entregou. Tinha que voltar à ligação com Quinn para poder pedir mais tempo.
– Desculpe a demora Srta Quinn, estamos com um pequeno problema, mas já estamos verificando...
– Problema para transferirem uma ligação?! (Perguntou já sem paciência) Eu estou há um tempão pendurada na linha, numa ligação internacional, não pode ser tão difícil transferir uma ligação. O que aconteceu? Elas já deram check out? Já saíram do hotel?
O rapaz não encontrava saída, sabia que Quinn não seria boba para cair no seu método para ganhar tempo. Ainda checando o sistema, digitava o numero de contato das meninas registrado na reserva, ligava do celular pessoal. Em um lado do rosto tinha o aparelho do hotel com a ligação de Quinn e do outro, tentava o contato com o casal.
– Eeeeeei, você ainda não me respondeu!
– Desculpe Srta... (disse desistente quando viu que os contatos registrados só informavam desligados ou fora de área) Parece que... ( o rapaz começava a explicar quando viu o colega de trabalho descer portando as malas com uma cara frustrada) A questão é que não estou conseguindo encaminhá-la à Sra Santana porque elas não chegaram a hospedar-se nesse hotel... (enfim revelou)
– Como não? Santana mesmo me disse que ficariam nesse hotel!
– A reserva foi feita... mas a Sra. Santana e Brittany Pierce-Lopez não chegaram a se hospedar.
– Que estranho, elas foram para outro hotel?
– Não houve nem o cancelamento da reserva, a mala delas ainda se encontram no hotel... ( o funcionário não sabia nem se podia dar essa informação, mas à essa altura não importava)
Quinn logo viu que algo muito ruim estava acontecendo, as garotas não teriam se hospedado em outro hotel sem seus pertences, ninguém faria isso.
– Estamos tentando entrar em contato mas... o telefone só informa desligado ou fora de área.
Exatamente a mesma informação que a loira sempre ouvia quando tentava falar com Santana.
– Não conheço muito de procedimentos de hotel, mas é nítido que vocês cometeram uma enorme falha, vocês não tem uma auditoria? Como ficam com malas de hóspedes retidas no hotel sem que os mesmos façam check in? Não entram em contato... Isso aí está uma bagunça!
– Peço desculpas pelo transtorno... nós...
– Qual seu nome? (Quinn perguntou interrompendo o rapaz)
– B...Benjamim Srta... (respondeu nervoso)
– Pois bem, Benjamim, você vai agora comunicar o ocorrido com a diretoria do hotel, vão entrar em contato com todos os hotéis que existirem nas Bahamas se for preciso, mas vão localizar Santana e Brittany! Está me entendendo?
– Claro Srta, mas é possível que elas tenham já voltado para Nova York, se não me engano é de onde vieram e...
– Não... elas não estão aqui e é melhor você fazer o que eu te mandei ou processarei esse lugar por negligência e juro que posso fazer com que nunca mais ninguém se hospede aí, está me entendendo? (Disse com raiva)
– Sim... entendi... (o recepcionista engoliu seco)
– Então mãos à obra! Aaaaaaaah e me mantenha informada do que está acontecendo... meu número aparece para você?
O rapaz olhou o visor do aparelho telefônico.
– Sim Srta... aparece...
– Então já sabe o que fazer... ( a loira respondeu séria antes de desligar)
A loira seguia de volta para o carro, mesmo com tudo meio confuso e o paradeiro das garotas incerto, Quinn ligou os pontos, a ligação que Santana havia feito à ela, ou melhor, a tentativa de ligação que a amiga fez , não foi uma simples ligação e sim um possível pedido de ajuda. Se lamentava por não ter atendido a amiga na primeira vez que recebeu a ligação. Bem que achava que algo estava estranho e se tratando de Santana e Brittany tudo poderia acontecer.
O recepcionista fez o que Quinn havia pedido, logo, a maioria do hotel estava entrando em contato com os hotéis das proximidades e não demorou muito para que a notícia se espalhasse pelas diversas ilhas das Bahamas. Nenhum dos hotéis confirmaram a presença das garotas, mas havia sido confirmado pelas autoridades do país que houve a entrada das meninas no território e nada constava sobre a saída. Na primeira praia não se falava em outra coisa, o Sr responsável pelo empréstimo de embarcações suava frio, três vezes já vieram lhe perguntar se tinha sido procurado pelas garotas ou se já tinha as visto. Cartazes começaram a ser fixados, o Bahamas Palace Hotel comunicava Quinn sobre todos os passos dados.
A tarde avançava e Quinn não teve cabeça para voltar para o trabalho, sua preocupação era imensa, ligou para Kate e pediu que ela segurasse as pontas, a garota havia acabado de chegar na empresa quando recebeu a ligação e tranquilizou Quinn se prontificando a cuidar das coisas na Impact Magazine.
A loira estava em casa e Rachel ao seu lado, quando soube do acontecido a morena pediu dispensa do ensaio daquela tarde e foi ao encontro da noiva. As duas agora acompanhavam as noticias da Tv, o jornal acabava de anunciar o ocorrido.
“ A dançarina e coreógrafa Brittany S. Pierce-Lopez e sua esposa, a jornalista e empresária Santana D. Pierce-Lopez estão desaparecidas nas Bahamas, a confirmação veio através do hotel em que o casal solicitou reserva. As buscas começaram hoje pela tarde após não localizarem o casal em nenhum hotel do arquipélago. Segundo informações é provável que Santana e Brittany estejam perdidas aproximadamente há de três ou 4 dias. O agravante é a forte tempestade que caiu nas ilhas na madrugada de ontem, fãs torcem para que o casal seja encontrado.” Anunciou o âncora do telejornal.
– Eu devia ter atendido a primeira ligação da Santana... (Quinn continuava se lamentando)
– Calma Quinn...você não tinha como saber o que estava acontecendo! (Rachel a confortava)
– Eu sei mas...
– Você está fazendo o que pode, se não fosse por você, ainda nem teriam começado as buscas...
– Mas elas poderiam ter recebido ajuda antes, vai saber o que pode ter acontecido! Eu não quero pensar o pior, mas fiquei sabendo da tempestade que teve por lá, elas perdidas, Santana não sabe se virar em um lugar que não tenha nada de mão beijada para ela...
– Calma... (Rachel a abraçava) Vai dar tudo certo!
Quinn não podia fazer nada a não ser abraçar a noiva, estava apreensiva, sentia-se culpada, só queria que tudo aquilo acabasse bem.
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– San... Não acha que devemos começar a fazer roupas para gente? (Britttany, que fazia desenhos na areia conversava com a esposa)
– Fazer roupas? Como Brittany?
– Com folha oras!
– Folhas?! Não tem como fazer isso Britt... (Santana balançava a cabeça discordando)
– Dá sim, basta pegarmos folhas bem grandes...
– Tudo bem que as nossas roupas estão um desastre... (a morena disse olhando para seus trajes furados, rasgados e sujos) Uau Britt, estamos parecendo mendigas... (disse com um meio sorriso) Isso sem contar... (pigarreou antes de continuar) os pêlos crescendo em lugares indesejados...(disse quase que de forma inaudível)
Sorrir da situação era o melhor método para a latina nesse momento, não adiantava ficar reclamando, não tinha como mudar.
– Onde está aquele macaco hein? (Santana tinha dado falta do animal)
– Aaaaah San... ele some e aparece... daqui a pouco está por aí...
Brittany agora amontoava pequenas conchinhas que encontrava pela praia, estava tranquila, semblante sereno, parecia que nada a preocupava. Em sua caçada encontrou uma concha que custava a sair da areia, estava bem enterrada e teve que fazer um certo esforço para puxá-la. Para sua surpresa ao retirar a concha, viu algo enterrado na areia, era fino, uma espécie de papel muito bem enrolado. Com mais um pouquinho de força, a loira retirou o objeto. Soprou a areia que ainda permanecia e começou a desenrolar o papel.
Ficou de queixo caído enquanto abria-o.
– San! (gritava querendo a atenção da esposa)
Santana um pouco afastada, viu Brittany correndo em sua direção com um sorriso enorme no rosto.
– Aconteceu algo Britt?
– Olha San... olha o que eu encontrei! (a loira entregava o objeto para a latina)
A latina olhava o papel, era um monte de desenhos, linhas onduladas que faziam um caminho orgânico pontilhado até um sinal representado pela letra x no fim do papel. Esse caminho continha também números e letras ao lado. A latina tinha uma sobrancelha arqueada, dividindo sua visão entre o pedaço de papel e Brittany que possuía um sorriso que não cabia no rosto.
– Britt... Isso parece...
– Um mapa pirata do tesouro! ( a loira gritou dando pequenos pulinhos)
– Mapa pirata? Como sabe que é um mapa pirata de tesouro Britt? Isso pode ter sido uma brincadeira de alguém, esse lance de tesouro é lenda... (Santana tentava explicar, mas suas palavras pareciam ser ignoradas por Brittany)
– Vamos San... me ajude a identificar esses locais, vamos achar esse tesouro!
– Você não escutou nada do que eu disse né? (Santana revirava os olhos enquanto era puxada por Brittany para próximo da barraca)
A loira entrou no local e começou a pegar comida, retirou a blusa que vestia ficando apenas com o sutiã.
– Ooooooh... streap tease! (Santana disse animada) meu amor eu não estava preparada...
– ha ha ha San... não é nada disso... (Brittany começou a colocar algumas frutas na camisa, a amarrando de forma que ela se transformasse numa espécie de bolsa) Isso é nosso lanche, vamos ficar com fome nessa procura, não acha?
– Sério que você quer seguir o que está nesse papel? Britt, meu bem, isso são apenas desenhos aleatórios e linhas sem nenhum sentido... (A latina mostrava-se desanimada)
– Você vem comigo ou não? (a loira intimou a esposa)
Depois de alguns segundos analisando o rosto de Brittany para ver se a garota não desistia da história, Santana se deu por vencida.
– Tudo bem Brittany... eu vou com você.. (disse suspirando) mas não vá ficar chateada quando acharmos esse tal lugar indicado do mapa e não ter nada...
A loira abriu o maior dos sorrisos e abraçou forte a esposa.
– Vamos logo San... (a loira se afastou do abraço para puxar a latina consigo)
– Precisamos entender isso... (Santana dizia sobre o mapa)
Brittany abriu o papel novamente para revelar os desenhos.
– Olha isso... (Brittany apontou um dos desenhos) Isso aqui parece aquela rocha que ancoramos nosso barco, quer dizer, o barco emprestado...
– Como também pode ser qualquer outra rocha existente na ilha...
– San... assim você não ajuda... (Brittany parou com os braços cruzados)
– Ok... ok... tá bom...
As meninas continuaram andando em direção a rocha que Brittany se referiu. Seria o ponto de partida.
– Pelo que está aqui Britt...(Santana agora tinha o papel em mãos) A partir da rocha tem uma espécie de coqueiro como próximo destino... “30 p” (Santana falava o símbolo ao lado do desenho) Deve ser 30 passos...
– Sim! (Brittany concordava) Então vamos... 1...2...3...4...5... (a loira ia contando e andando)
Santana seguia Brittany balançando a cabeça, arrependida por ter aceitado a participar da loucura da esposa.
– 30! (A loira finalmente terminou e deparou-se com um enorme coqueiro)
Poderia ser uma coincidência, afinal estavam próximas de um monte de árvores e várias destas eram coqueiros, mas esse possuía uma marca, um x talhado no tronco. Santana continuou lendo as instruções.
– 46 p-e... 180º d... (Santana coçava a cabeça tentando entender)
– Acho que esse “46p-e” significa 40 passos à esquerda...
– Vamos seguir isso e mais a frente veremos esse 180º d...
Há essa altura já estavam bem dentro da mata, Santana apontou uma resistência em continuar, mas Brittany insistiu, disse que não se perderiam afinal, tinham um mapa e era só fazer o caminho contrário ao indicado no papel. Ao chegarem no local após os 46 passos se depararam com uma rocha grande de formato circular.
– 180º direita... Santana fez um meio contorno na rocha... só pode ser isso...
As meninas seguiram os trajetos indicados no mapa, dentre eles, caminhar até um pequeno córrego que nem imaginavam existir por ali, passar embaixo de uma velha ponte de madeira, contornar um conjunto de acácias, descer um barranco, passar por um carvalho gigante, árvore essa, que Brittany passou incontáveis minutos admirando, enquanto Santana se sentia exausta. Pararam em alguns momentos para comer e depois prosseguiam. Ainda tiveram que passar por um pequeno lamaçal, se depararem com animaizinhos estranhos no caminho, espécies de pequenos macacos distintos, pássaros diferentes e coloridos. Brittany estava achando aquilo muito divertido, já a latina, reclamava das picadas de insetos.
– Isso não acaba nunca Britt... já está escurecendo, precisamos voltar...
– Falta só um ultimo caminho para seguir... (Brittany nem cogitou seguir o conselho da latina já caminhando para o próximo destino)
Quando finalmente chegou ao local indicado, tinha um grande x meio apagado no chão, marcado em vermelho, o mesmo vermelho da tinta das cascas da arvore que Brittany havia usado pela manhã para escrever a mensagem da garrafa, porém mais desgastadas pelo tempo.
– Chegamos San... (A loira sorria)
– Tá... tem um “x” aí... mas como vamos cavar isso? (Santana cruzou os braços esperando uma solução)
– Verdade... não havia pensado nisso... (Brittany murchou o sorriso)
Brittany olhava ao redor, não achava nada a não ser galhos espalhados ao redor.
– A não ser que...
– Brittany... não... (Santana entendeu o que Brittany estava querendo dizer) vamos passar uma eternidade tentando cavar com galhos...
– Então bem duros San... (Brittany começou a usar um dos que encontrou) Vão servir... vem me ajuda... Olha.. tá dando certo! A terra nem está tão dura assim... (a loira dizia animada)
Santana depois de muita resistência resolveu ajudar a esposa, a contragosto, pegou um galho firme e começou a repetir os gestos da loira.
– Faça desta forma San... que é mais rápido... (a dançarina orientava)
Ficaram por bastante tempo naquela ação, Santana por vezes parava, secava o suor com as costas da mão e depois continuava. Brittany não desanimava.
– Britt... isso não tá funcionando...
– Espera... (Brittany batia em algo duro) acho... acho que encontrei...
Santana arregalou os olhos, decidiu terminar de ajudar a esposa, cavaram mais e mais até encontrar a parte de cima de um baú velho.
– Encontramos San! (a loira pulava de alegria) Me ajude a puxar!
Prontamente a latina atendeu o pedido da dançarina e juntas, ergueram um baú de tamanho médio.
– Se eu contasse para alguém não acreditariam! (Santana ainda estava surpresa)
– Eu disse... eu disse que era real!
Se entreolhavam, como se perguntassem quem abriria.
– Abre San... (a loira pedia)
– Claro que não... você acreditou no mapa, por mim não teríamos saído da praia... você deve abrir o baú...
– Tem certeza San? Eu sei como foi um sacrifício para você vir aqui...
– Passei pelo mesmo que você passou... e ao contrário de mim, você tinha o tempo todo um sorriso no rosto... Eu tenho certeza Britt você deve abri-lo...Além do mais, você encontrou o mapa... (Santana sorria)
A loira correspondeu ao sorriso e devagar, abaixou-se apreciando o baú de madeira. Passava os dedos sobre os detalhes sentindo os veios da peça, seu olhar era como o de uma criança admirando algo novo, uma nova descoberta.
– Eu nunca imaginei que um dia encontraria um tesouro pirata San...
– Nem eu Britt... nem eu... (disse a morena, sentando-se em um dos troncos próximo ao local, descansando de seu trabalho árduo)
A loira soprou parte da terra que ainda possuía a parte superior do baú e lentamente desprendeu a fechadura do objeto. Subia a tampa com a mesma velocidade, como se quisesse apreciar cada momento.
– Britt... não é que eu queira te apressar, mas precisamos voltar antes que escureça e não consigamos mais identificar esses desenhos... não temos lanterna nem nada esqueceu?
– Calma... já estou abrindo...
– Tome seu tempo... é só um lembrete... (Santana exibia um sorriso irônico)
Brittany sabia que Santana tinha razão, já estavam perdidas naquela ilha, seria muito pior ficarem perdidas na mata da ilha. Resolveu acelerar o processo abrindo o baú por completo. O sorriso que preenchia o rosto de Brittany desapareceu, aquilo que se encontrava no objeto não era o que imaginava.
– Então Britt... estamos ricas? (Santana sorria de forma divertida) Se tiver uma coroa de diamantes eu quero... ( Brincava)
Levantou-se e se aproximava da esposa para checar, Santana olhou o conteúdo do baú e ficou surpresa, olhou para Brittany e para caixa, repetiu o gesto por várias vezes e sempre que seus olhos encontravam o baú brilhavam como cristais.
– Garrafas de Rum! (a latina dizia já com água na boca)
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