Notas iniciais
Desculpem a demora, segue cap, espero que gostem :D

– Vamos enterrar isso de novo e voltar para praia! (Brittany disse séria)

– Mas o que ? Andamos isso tudo para nada? Por que não podemos leva-las?

– P...porque... porque o dono pode querer vir buscar depois...

– Aaaaaah e se fosse ouro não teria problema nenhum em pegar não é? (Santana sorriu irônica) Esse monte de garrafas aí também vale ouro...

– Não nos tem nenhuma serventia...

– Você sabe que tem Britt, nesse lugar não temos nada, não temos um teto decente, não temos diversão, nossa comida é limitada... e quando achamos algo diferente, algo que lutamos tanto para achar, você quer simplesmente deixa-lo para lá e voltar com as mãos abanando?

– Estamos numa ilha San... precisamos estar lúcida para quando vier a ajuda...

– Não virá ajuda! (Santana disse exaltada)

A latina respirou um pouco, fechou os olhos por alguns instantes para se acalmar. Quando continuou a conversa, seu tom de voz era mais baixo.

– Britt... eu não entendo, só tem você e eu aqui, qual o problemas de nos darmos um momento de prazer bebendo juntas?

– Eu posso estar grávida San...

– Verdade... (Santana lembrou) mas... mas e eu? Sei lá... eu gostaria de poder esquecer um pouco o fato de estar nessa ilha presa, a bebida poderia me proporcionar... por que me nega isso Britt? (a latina perguntava com os olhos fixos no baú)

– Porque eu preciso da minha esposa sóbria ao meu lado...

– Eu não iria me embebedar...

– Para tentar esquecer o fato de que está numa ilha presa vai precisar de muito álcool San... e eu não acho que isso seria bom...

Santana olhava agora a esposa, Brittany estava séria, em seus olhos ela podia ver que a loira tinha um certo medo, ela não parecia em nada com a inocente Britt que antes havia sugerido a busca de um tesouro pirata, suas palavras estavam cheias de coerência. Mesmo assim, Santana ficava sentida por ser privada da bebida. No fundo ela sabia que a negativa de Britt referia-se a desconfiança de um possível vício, a latina também sabia que poderia ser real, há algum tempo notava estranheza de certas coisas que aconteciam quando estava próxima ao álcool, agora não era diferente, ela olhava o baú e sentia seu corpo esquentar, o gosto preencher sua boca mesmo que sequer tenha ingerido uma gota, os tremores apesar de mínimos estavam ali cobrindo seu corpo de sensações estranhas, porém ainda pensava: “O que importa ? Eu estou presa aqui sem expectativas, deixe-me! Quero me divertir” Seu corpo era um misto de desejo e consciência, mesmo querendo, observava a esposa e via a preocupação em suas palavras.

– Ok... (a latina disse derrotada após um longo silêncio)

– San... eu só quero que entenda... (Brittany tentou uma explicação, mas foi interrompida)

– Britt... não precisa explicar... vamos só terminar isso logo e voltar, está escurecendo...

Santana não disse mais nada, ajudou Brittany a recolocar o baú no local em que estava sem reclamar, Brittany buscava o olhar da esposa durante o processo, mas este, sempre desviava. A loira sentia-se mal por ver a esposa desse jeito, mas era necessário e ela faria tudo para que Santana ficasse longe do álcool mesmo que isso significasse momentos de silêncio entre elas.

O ultimo punhado de terra foi jogado por cima cobrindo o baú, Santana e Brittany seguiam para o caminho de volta à praia, o silêncio ainda permanecia. Santana andava cabisbaixa e Brittany sentindo-se mal, porém com a consciência de ter feito o correto.

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As buscam estavam a todo o vapor, a maioria das ilhas já havia sido averiguada, uma parte da equipe se encontrava na ilha principal.

O velho responsável pelo empréstimo de barcos havia sido questionada outra vez e já não conseguia esconder por muito tempo, o cerco estava se fechando e além de tudo a culpa o atormentava, culpa que a cada momento crescia mais e se tornou tão forte que achou melhor contribuir para os resgate das garotas, a informação dele seria se suma importância.

Se aproximou de uma base de contato instalada na praia, estava nervoso, reticente, ainda em dúvida se estava fazendo o certo. Pediu para falar com o responsável e assim que este o encontrou despejou toda a história. Disse que não era sua intenção e que não havia falado antes por medo. Após receber uma bronca e ser avisado que um possível processo se encaminharia à seu nome.

As equipes de busca agora tinham novas informações, um barco pintado com o número 5 havia entrado na jogada e era necessário ficar alerta, já que, a embarcação poderia estar ancorada em alguma rocha, na margem de alguma praia ou vagando no mar e em todas as opções significaria que as meninas poderiam estar próxima, ou pelo menos, estariam no caminho.

Uma equipe que estava no lado leste recebeu as informações através de rádio e com tais dados conseguiu identificar o barco, o mesmo vagava no mar, possivelmente devido a forte chuva da madrugada anterior, ele estava vazio, mas era um sinal que estavam no caminho certo, não tinham muitas ilhas por aqueles lados. A localização do barco até então perdido foi comunicada e uma outra equipe seguiu para o leste para reforço, o helicóptero que fazia a busca seguiu para o leste após a notícia.

Duas ilhas eram os possíveis destinos das garotas, ambas, ilhas desabitadas, a equipe se dividiu e cada uma se encaminhou para um dos locais. A parte do grupo que se dirigiu à ilha certa chegou cinco minutos depois, desceram do barco e começaram a procurar o casal. Encontraram restos de fogueira e logo após uma barraca, entraram no local e havia apenas um macaco deitado sobre uma penca de bananas. Não tinham dúvidas que estavam no local correto, haviam achado a ilha em que as meninas estavam.

O grupo comunicou via rádio às outras equipes, dentro de pouco tempo estariam na ilha para ajudar nas buscas.

– As garotas estão na ilha... (o rapaz que havia entrado na barraca conta aos que estavam na praia)

– Mas não tem ninguém aqui na praia... (outro comenta)

– Possivelmente estão na mata da ilha... (um deles apontava para o lado que se localizava a mata)

A equipe então dirigiu-se para a mata, mas antes, durante cinco minutos discutiram um método, separaram-se e combinaram de se encontrar na praia em 40 minutos, afinal estava escurecendo e o caminho era desconhecido, não podiam arriscar. Munidos de equipamentos como lanterna, bússola, rádio comunicador entre outros, seguiram mata adentro.

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As meninas seguiam pelo caminho de volta, estava mais escuro e não conseguiam visualizar direito o mapa.

– Britt... tem certeza que passamos por aqui? Eu não me lembro de ter passado por aqui...

– Passamos sim San... Olha aqui... (Brittany apontava no mapa) Devemos estar próximas do lamaçal...

– Não sei Britt... esse caminho parece maior... e nem estou enxergando direito esse mapa...

Um barulho fez as meninas pararem, Santana tocou o braço de Britt e com o olhar pediu que ela não se movesse.

– Ouviu? (Santana falou cochichado)

– Não ouvi nad... (Brittany nem conseguiu terminar quando outro barulho ainda mais perto foi ouvido)

As garotas se abaixaram, ficaram escondidas em uma moita observando, o barulho parecia ainda maior.

– Pode ser um animal... (Brittany falava)

– Vamos esperar Britt...

– San...

– Oi (Ainda mantinham o tom baixo)

– E se essa ilha não for deserta? E se... (Brittany parou um pouco pensando e depois voltou a olhar Santana com olhos arregalados) E se tiverem canibais nessa ilha?

– Canibais?! Não Britt... não acho... (outro barulho foi ouvido e interrompeu Santana)

Ambas ficaram em silêncio, estavam apreensivas, com medo, seria ruim se fosse algum animal selvagem, o sol já havia se posto, estava escuro, não estavam nem na metade do caminho, aliás, não tinham nem noção de quanto faltava para chegar à praia, já que, não conseguiam ver o mapa direito.

Viram um vulto passando, gelaram por dentro, Santana começou a tremer, era um vulto humano, temia pela possibilidade de ter alguém vivendo na ilha além delas, pela altura e porte se tratava de um vulto masculino. Não queria pensar o que poderia acontecer se este homem não fosse uma boa pessoa. Segurou a mão de Brittany, olhou em seus olhos, no mesmo instante Brittany viu toda a tensão que a morena sentia, viu seu medo. Santana queria proteger sua esposa, Brittany queria fazer o mesmo. Novamente viram o vulto, uma luz o acompanhava, não sabiam do que se tratava, mas parecia ser uma lanterna. Agora a figura do homem era visível, vestia roupas escuras, portava uma mochila e lanterna, estava de costas. As garotas se entreolharam, Brittany balançou a cabeça como se não pudesse ficar quieta, a mão esquerda agarrava um galho de árvore e num impulso, levantou-se e foi em direção ao homem com o objeto em mãos.

– Britt! (Santana cochichou e tentou continuar segurando a mão da esposa, mas esta se desvencilhou e seguiu rápido em direção ao homem)

Com o barulho o homem virou-se, mas antes que pudesse fazer algo foi atingido na cabeça. Caiu ao chão, desacordado. Santana correu em direção à eles.

– Você está louca Britt? Não pode agir assim sem pensar! E se esse cara... esse cara poderia ter se virado antes e...

– San... eu não podia ficar parada... (disse interrompendo) E se esse cara fosse mal? E se ele tentasse nos fazer mal! Não podia permitir...

– Eu... eu também não deixaria ele fazer nada.. eu daria um jeito... mas não assim, você se arriscou demais... (Santana se aproximou do corpo do homem e verificou seu estado)

– Está vivo...

Após constatar o estado do rapaz a latina logo foi abrindo a mochila, procurava alguma identificação, o cara não parecia ser um residente dali, suas roupas estavam intactas e nem barba tinha. Encontrou alguns equipamentos na mochila, itens de primeiros socorros.

Brittany pegou logo as cordas e começou a amarrar o homem.

– Britt... acho que esse cara não é o que pensávamos...

– Como assim? (Brittany perguntava, mas não parava de amarrar)

– Essas roupas... mochila, primeiros socorros, lanterna, tá com cara de...

– Escoteiro? Não San... ele não tem nem mais idade...

– Não Britt... ele pode ser de alguma patrulha de resgate...

– Você acha?

– Não consegui achar nenhuma identificação, mas tenho certeza que não se trata de um nativo...

– Por via das dúvidas está amarrado... se for ou não a gente descobre quando ele acordar... (Britt falava)

– Brittany , não podemos ficar aqui até ele acordar... temos que voltar para a praia, não vou dormir no meio do mato...

Estava escuro a única coisa que tinham disponível era a lanterna que o rapaz possuía. O caminho a ser percorrido era longo.

– Mas você não disse que desconfia que ele possa ser de algum grupo de resgate San?

– Eu sei... mas não achei nada que prove isso... Esse cara ainda pode ser um serial Killer ou qualquer outro criminoso...

“ Cambio – conseguiu localizar alguma coisa Tom? – Cambio” O rádio do rapaz localizado preso a cintura do mesmo foi ouvido. As meninas voltaram a se entreolhar, Santana pegou o rádio, mas ainda não sabia o que fazer com ele.

– San... eu realmente acho que são de uma equipe de resgate... (Britt falava cochichado)

– Mas agora o cara que veio nos salvar está desmaiado!

– Como eu ia adivinhar?

“ Cambio –Tom, responda, o lado sul da mata não foi localizado ninguém, conseguiu algo por aí?– Cambio”

– Que lado da mata é esse? (Brittany perguntava)

– Não tenho ideia... não tem no mapa?

Brittany usou a lanterna para visualizar o mapa.

– San... as únicas localizações que mostram aqui é esquerda, direita... (disse frustrada)

“ Cambio –Tom, retornaremos à praia, o comando é para que todos retornem, vamos para a ilha principal e retomaremos as buscas pela manhã — Cambio”

– Eu vou conversar com esses caras, eu não vou deixar eles irem embora daqui sem a gente...vamos sair daqui Britt... de qualquer forma! (Santana disse decidida pegado o rádio e apertando o botão para responder ao chamado)

“Cambio – Aqui é Santana Pierce –Lopez, eu e Brittany Pierce Lopez não sabemos em que lado estamos, mas não vão embora daqui sem antes buscar a gente! – Cambio”

O responsável do grupo ouviu o contato da garota surpreso.

“Cambio – Sra Pierce- Lopez , aqui é o líder Matthew Parker do grupo de resgate das Bahamas, por favor passe o rádio para o integrante do grupo Tom ele saberá passar as coordenadas – Cambio”

“Cambio – Não posso passar o rádio para o Tom – Cambio”

“Cambio – Por que não pode repassar o rádio sra? – Cambio”

“Cambio – Acidentalmente acertamos um galho na cabeça do seu companheiro de grupo – Cambio”

O homem não esperava por essa resposta.

“Cambio – Acidentalmente? – Cambio”

“Cambio – Não se preocupe, ele está vivo! – Cambio”

“Cambio – Verifique se a bússola do Tom se encontra próximo – Cambio”

Santana começou a procurar na mochila o tal objeto. Brittany também atenta a tudo ajudava a procurar a bússola.

– Nada aqui... Merda! (Santana resmungava)

– Talvez esteja no bolso... (Disse Brittany já procurando no local, Tom ainda permanecia desacordado) Aqui ! Achei! (Ela vibrou ao encontrar o objeto)

Santana abriu um sorriso sem tamanho e Brittany entregou a bússola para a esposa.

“Cambio – Estou com a bússola em mãos – Cambio”

“Cambio – O que ela indica? – Cambio”

“Cambio – Segundo ela estamos no lado oeste – Cambio”

“Cambio – Fiquem exatamente onde estão, a equipe está indo ao encontro de vocês – Cambio”

“Cambio – Aaah pode ter certeza que não sairemos daqui! – Cambio”

Desconectaram a comunicação. Santana olhava para Brittany e lhe faltavam palavras.

– Vamos sair daqui San... (Brittany disse saindo de seu lugar para abraçar a esposa)

– Vamos Britt!

– Eu sabia... eu sabia que a mensagem da garrafa daria certo, ela nos trouxe uma equipe de resgate! (a loira abraçava a esposa mais forte)

– Garrafa? Aaaaaaah a garrafa... (Santana lembrou-se) Claro Britt... foi a mensagem da garrafa... (concordava sorrindo)

Começaram um beijo calmo, interrompido várias vezes por sorrisos, se abraçam, voltavam a se beijar.

Depois de mais ou menos cinco minutos a equipe chegou ao local, encontraram as garotas e prontamente comunicaram-se com a base para informar que o casal havia sido encontrado, deram o socorro ao companheiro de equipe que após cheirar um algodão com um pouco de álcool começou a recobrar a consciência. Dirigiram-se até a praia e lá, prestaram os primeiros socorros as meninas, nada demais, apenas conferindo a temperatura, pressão, entregando garrafas de água pois as meninas se encontravam desidratadas, durante esse período ficaram limitadas a água de coco para matar a sede. Entregaram agasalhos para o casal e após esses procedimentos, pediram que elas entrassem no helicóptero, pois seria mais rápido para chegarem à outra ilha.

Chegaram bem rápido, trouxeram as meninas para a tal ilha da areia rosa, a ilha Harbour. O diretor geral do Bahamas Palace Hotel, o Sr Ian Green estava no grupo que recepcionava as garotas.

– Sras Pierce-Lopez, em nome do Bahamas Palace Hotel, pedimos inúmeras desculpas pelo ocorrido, reconhecemos a falha no procedimento de nossos funcionários e em nossa auditoria, poderíamos ter acelerado o processo de localização das senhoras. Afirmo que o hotel se encontra à disposição de vocês, sem custo algum.

– Não piso os pés naquele hotel, não confio no trabalho de vocês, já fomos convidadas a passar a noite no Harbour Hotel e eu e minha esposa vamos para lá, mas já que estão tão solícitos, não encontrarão problema em conversar com o nosso advogado. (Santana disse séria já dando a entender que entraria com um processo contra o hotel)

O homem ficou sem reação, apenas balançou a cabeça concordando com a posição da latina. Um carro com o logotipo do Harbour Hotel aguardava as garotas, no caminho até o carro passaram pelas areias da ilha e Brittany não podia deixar de ficar sentida.

– Porcaria de areia rosa! (a loira resmungava)

Entraram no carro, era uma espécie de limusine, o líder do grupo de resgate acompanhou as meninas no carro para certificar que chegariam bem ao destino e explicar um pouco do que tinha acontecido e escutar a versão das garotas. Contaram sobre o homem que alugou os barcos, foram informadas que este mesmo homem omitiu o desaparecimento do barco número cinco, o que dificultou a localização das garotas. Santana admitiu que agiu de forma impulsiva ao ter pego o barco para irem sozinhas, mas informou que também entraria em processo contra o homem pelo fato de não ter comunicado a perda do barco. Depois de algum tempo conversando as meninas ficaram sabendo como conseguiram descobrir que estavam perdidas.

– Então foi Quinn... eu sabia que aquele hotel não incompetente não tinha sido o responsável por isso... (a latina reclamava)

– Ainda bem que Quinn sentiu nossa falta...

– Britt... com certeza ela estava cheia de trabalho na Impact Magazine e achou que eu estava pulando fora do trabalho... Eu a conheço... bem, felizmente isso fez com que ela ligasse para o hotel...

– E eu achando que foi pela garrafa com a mensagem... (Brittany respondeu um pouco frustrada)

– Mas com certeza, de alguma forma ela nos deu sorte Britt... (Santana sorria e segurava a mão da esposa)

– Obrigada por me dizer isso San... Mas eu sei... foi só um jeito bobo que eu arrumei de tentar buscar ajuda, nunca funcionaria... (a loira dava de ombros)

– Não importa Britt, estamos à salvo, amanhã de manhã voltaremos para casa e tudo voltará ao normal.

Brittany balançou a cabeça concordando, sorriu fracamente, deitou a cabeça no ombro da esposa, o hotel já estava próximo. Agradecia por terem saído daquele lugar, sabia que sentiria falta do macaquinho que lhe fez companhia durante os dias perdida, Abu. Quando retornou à praia da ilha, ele não se encontrava, não pode se despedir, mas ele ficaria guardado em suas lembranças.

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Na ilha principal, o homem dos barcos estava sentado à beira da praia, estava feliz e triste ao mesmo tempo. Feliz porque sabia que as garotas haviam sido encontradas, os noticiários da Tv, rádio e demais mídias anunciavam toda hora. E triste, porque sabia que não escaparia de um processo, estava ciente e aceitava aquilo, tinha errado e deveria pagar pelo erro. Tinha chegado a conclusão de que, passar a informação para a equipe de resgate foi o melhor, sentia um alívio sem tamanho, o homem tinha filhas, crescidas, casadas, já não moravam com ele, mas ele começou a pensar que poderiam ser suas filhas perdidas. Porém o que havia impulsionado sua decisão de contar sobre o barco ao grupo de resgate e adiantar o processo de localização das garotas, foi um objeto que havia encontrado encostado aos seus barcos mais cedo, uma garrafa. Dentro desta garrafa havia um pedido que tocou seu coração:

“SOS, San e Brittany estão perdidas numa ilha! P.s: Ela não tem areia rosa”