I'm dying to pieces
4 Safe and Sound
Notas iniciais
Dana pensou muito rápido, ou melhor, nem ao menos teve tempo de pensar. Ela apenas agiu.
Livrou-se do enfermeiro que estava mais perto do garoto. Atingiu-lhe com um golpe no estômago e saiu às pressas, deixando-o praguejar aos sete ventos. Os outros foram ajuda-lo e foi o momento perfeito para fugir dali.
– Vamos sair daqui. Eles são loucos. – Dana puxou o rapaz loiro pela mão. Não conhecia aquelas áreas da cidade. Não conhecia a cidade. Na verdade, não conhecia nada além do vilarejo de Nashville.
– Para onde vamos? – ouviu o desespero do loiro que tentava acompanhá-la na corrida. Desastroso.
– Não sei, pra um lugar seguro. Eu acho.
Riu com o que havia falado, havia acabado de ajudar um completo estranho. Que aos seus olhos parecia perigosíssimo, e estava à procura de um lugar seguro.
Alec estava sendo arrastado pelas ruas, e odiava ser arrastado. Estava ofegante, suas pernas doíam e ainda permanecia sobre o choque da situação anterior. Seu coração palpitava e seus pulmões protestavam com o forte fluxo de oxigênio e gás carbônico.
– Para onde vamos? – a voz dele saiu falha demais, já que estava cansado. Seu organismo não estava acostumado com toda aquela agitação e todo aquele exercício físico.
– Não sei, pra um lugar seguro. Eu acho. – ela respondeu e deu uma risada, que deixou o garoto ainda mais desnorteado.
Alecsander já estava exausto. Não queria mais correr e nem tinha necessidade. Ele sabia muito bem onde estava, ou melhor, Ash sabia muito bem onde estava. Deu um passo para trás, o que a fez parar a corrida frenética em um safanão. Arqueou seu corpo, e apoiou as mãos no joelho.
A morena que o acompanhava olhou para trás, sem entender o que estava acontecendo. Erguendo o dedo indicador, fez sinal para que ela esperasse um momento, até que recobrasse seu folego.
– Eu não aguento mais. Corremos por quanto tempo, uma hora? – dizia em meio a respirações profundas.
Ela deu uma risada alta. Achou tudo aquilo muito engraçado.
– Não só por alguns minutos, talvez uns cinco... Dez no máximo. – falava toda convicta e cheia de si, mas parou quando percebeu que estavam no meio do nada.
Como haviam chegado ali?
– Onde é que estamos? Porque parou de correr? Eu devia ter te deixado lá mesmo, com aqueles brutamontes. Aliás, o que é que eles queriam com você? – estava histérica, e a cada palavra dita era um salto. Seus olhos azuis cintilavam, como duas estrelas feitas de safira, expostos a toda aquela irritação momentânea.
Ele a admirava.
– Você é tão linda! – sussurrou perdido em seus pensamentos, e um sorriso torto brotou em seus lábios, marcando as maçãs do rosto com covinhas fundas.
– Oi? – ruborizou-se.
– Quer dizer, ele... Digo, eu sei onde estamos.
Olhou para frente. Estavam em uma área abandonada da cidade. Lugar onde eram despejados os sem teto, e onde Ash se refugiava. Um prédio de cinco andores, cinzento, com grandes janelas de madeira, chamava a atenção entre os outros. Talvez fosse um condomínio residencial quando aquele bairro ainda era habitado.
– Aqui. – apontou para o prédio logo a frente deles. Tiveram que andar um pouco mais.
Alec ouviu o soar das sirenas da ambulância, e dessa vez estavam acompanhados da policia.
– Droga, é melhor irmos logo. – em frente à entrada do prédio, ele tentava retirar a tela de proteção e acabou se cortando. – Au! – foi um corte superficial, mas a tela estava enferrujada e teria complicações.
– Oh, céus! Você está bem? – a garota quase desmaiou ao ver o pouco líquido vermelho escorrendo.
– Sim, estou. Vem. – ele, finalmente, conseguiu se livrar da tela de proteção e puxou a morena consigo para dentro do prédio antes que a viatura passasse naquela área.
Quando eles pararam de correr, por insistência do rapaz, Dana o fuzilou com os olhos azuis. Incrédula.
– Eu não aguento mais. Corremos por quanto tempo, uma hora? – perguntou o loiro, o que a fez cair em risadas. Aquilo não estava acontecendo. Eles correram apenas alguns quilômetros e o “frangote” já estava se queixando.
– Não só por alguns minutos, talvez uns cinco... Dez no máximo. – despejou as palavras em deboche, mas sua expressão e sua postura mudaram quando percebeu que estavam no meio do nada.
– Onde é que estamos? Porque parou de correr? Eu devia ter te deixado lá mesmo, com aqueles brutamontes. Aliás, o que é que eles queriam com você? – seu sangue fervilhava. Como aquele garoto podia ser tão burro? Como?
– Você é tão linda! – aquela frase o pegou de surpresa, e a fez dar um pulo para trás em exaspero.
– Oi? – odiava ser tão pálida, pois ficava vermelha com facilidade. Faziam suas sardas se sobressaírem.
– Quer dizer, ele... Digo, eu sei onde estamos.
Era um lugar estranho, mais parecia uma cidade fantasma do que um bairro de indigentes. Casas velhas e quebradas, muros pichados, ruas imundas e aquele prédio cinzento. Grotesco.
– Aqui. – acompanhou com os olhos para onde ele apontava, o maldito prédio cinzento.
Andaram até a entrada do prédio, em silencio.
– Droga, é melhor irmos logo. – sabia o porquê de ele estar tão afobado, já que ouvira o soar da sirene. Aquela tela de proteção só dificultava o trabalho. – Au! – o garoto tinha se cortado, por sorte não parecia ser profundo.
– Oh, céus! Você está bem? – Dana odiava sangue lhe dava mal estar.
– Sim, estou. Vem. – ele, finalmente, conseguiu se livrar da tela de proteção e levou-a consigo para dentro do prédio.
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