I'm Yours
17 Sentimentos
Notas iniciais
Enfim gente, obrigada pelos reviews e por estarem acompanhando, amo vocês.
Espero que gostem s2
POV Elena
Uma semana se passou após meu pequeno deslize na sala. Foi assim que resolvi chamar, pois aquilo realmente tinha sido um deslize, um grande deslize por sinal, algo tão errado que passei o resto da semana remoendo o que havia feito.
Até hoje eu não conseguia entender o que me fez tomar aquela atitude.
Eu havia dado a Damon o que ele queria e por pouco quase fui para a cama com ele — ou sofá. O fato é que eu não poderia ter deixado ele me usar assim, mas a única responsável por aquilo havia sido eu, fora eu quem ira para cima dele e quem começara aquilo tudo. Eu dei inicio ao momento mais erótico de minha vida e mesmo me sentindo extremamente mal, parte de mim queria ter continuado lá, parte de mim achou extremamente engraçado e carinhoso o modo como ele fracassara ao desabotoar meu vestido e o modo como me olhara com desejo. Parte de mim desejava tanto aquele homem quanto ele me desejava.
Logo após nos recompormos, Damon me olhou confuso, como se esperasse uma resposta minha. Como se eu soubesse, eu estava tão confusa quanto ele. Eu precisava entender as minhas atitudes e não entendia.
Senti uma louca vontade de beija-lo novamente. O gosto dos seus lábios nos meus, a sua língua quente movimentando-se pela minha boca e seu hálito quente de creme dental de menta me faziam ter os sonhos mais perversos do mundo. A pressão do corpo dele no meu, o desejo exalando pelo corpo dele, tudo aquilo me dava vontade de agarra-lo a qualquer segundo do dia. Eu estava com medo de mim mesma e da minha imaginação.
Depois do que acontecera não voltamos a cometer mais aquele erro. Não que fosse realmente um erro, pois não era, mas Damon havia deixado claro as suas únicas intenções e só o fato delas serem apenas aquelas intenções já fazia aquilo ser o maior erro que eu cometera. Mas, talvez, o erro maior ainda fosse eu querer aquilo, e eu não só queria como desejava todos os dias ter Damon ali, no meu quarto, na minha cama, rolando entre os lençóis brancos...
Durante aquela semana, praguejei diversas vezes Madeleine mentalmente. Fora ela a responsável pelo término antecipado do nosso erro, mas também a salvação para que eu não ficasse me remoendo em culpa depois. Mas do mesmo jeito eu me sentia culpada, por ter o beijado e por não ter o beijado novamente.
— Me desculpe Elena — pedia Madeleine pela décima vez naquela noite. Ela estava me colocando para dormir e se desculpava por ter nos atrapalhado pela manhã.
Suas bochechas enrugadas sempre coravam a cada pedido de desculpas, eu achava graça, mas no fundo aquilo me constrangia também.
Eu ria nervosa.
— Você realmente não tem que se desculpar, é sério. Eu não sei o que deu em mim, mas aquilo não poderia ter acontecido.
Madeleine sorria e começava seu discurso de que eu estava me apaixonando por Damon. Desde que nos pegara no flagra, ela vinha supondo coisas inexistentes.
— Sabe Elena, o amor mais sincero que pode existir nasce do ódio. Só odiamos de verdade uma pessoa, quando já a amamos demais.
O comentário dela ficara em minha cabeça pelo resto da semana. Eu não amava o Damon, mas eu também não o adiava tanto.
Eu sentia raiva dele, mas eu também o desejava — um pouco, mas desejava. Ele me atraia, por mais que eu quisesse negar, a presença dele me fazia ter pterodátilos mutantes no estômago.
Eu precisava sair daquela casa, precisava respirar outros ares ou enlouqueceria.
— Quero visitar meus pais — falei sentando no sofá ao lado de Damon que lia o jornal atentamente. Ele demorou alguns segundos para me responder enquanto fingia ler a matéria. Mas eu notei que ele só arrastava os olhos pela página, provavelmente sem conseguir ler coisa alguma.
— Tudo bem, eu te levo.
Ele havia concordado fácil demais.
— Você não vai dar um discurso ou dizer que eu estou muito audaciosa ou coisa do tipo?
Ele riu e tirou os olhos da leitura para me encarar.
— Por que acha que eu faria isso? — perguntou. Provavelmente ele não se olhava no espelho.
— Por que você adora achar que manda na minha vida? — rebati retórica.
Ele pensou por instantes, ainda mantendo o contato visual comigo.
— Bom, eu poderia dizer que realmente mando e que você é minha esposa, porém não se comporta como tal, mas eu sei que você é meio descontrolada e pode voar no meu colo e me agarrar — ele sorriu irônico, aquele sorriso cafajeste e maroto com aquela pitada ridícula de ironia no canto dos lábios. — Como da ultima vez.
Revirei os olhos irritada. Ele não mencionara o que houvera entre nós em nenhum momento, agora ficava jogando na minha cara que eu era uma vadia descontrolada.
— Ok, que horas você me leva até lá?
Ele riu frustrado. Ponto para mim.
Se Damon achava que eu iria me irritar com ele ou dar atenção aos seus comentários ridículos, estava enganado.
— Que horas você quer ir, docinho?
— Quando você estiver disponível, meu amor.
Meu tom sarcástico o pegou de surpresa, eu estava me rendendo àquela provocação barata.
— Gosto disso em você — comentou. — Se entrega fácil.
— Você está me chamando de fácil?
— Estou.
Ok, agora ele havia perdido pontos no quesito “estou começando a te achar menos desprezível”.
— Pois fique sabendo — apontei o dedo indicador na face dele, o que provavelmente o deixava indignado. — Que eu não sou fácil!
— Ah não? — ele fingiu pensar. — Não foi o que pareceu quando você se jogou no meu colo toda cheia de excitação e gemeu baixinho no meu ouvido.
Meus olhos se arregalaram. Como ele era vulgar!
— Não foi bem assim! — protestei, mesmo sabendo que fora. — Eu fiz aquilo apenas para calar essa sua maldita boca!
Ele sorriu e eu sabia que não estava planejando coisas boas.
— Ah é? — perguntou incrivelmente sexy, o espaço no sofá que nos mantinha afastados já não existia mais. — Então por que você não me cala de novo?
Fechei os olhos quando sua mão forte e áspera tocou minha coxa por cima daquele vestido bege. O toque dele me fazia sentir coisas maravilhosas, ele deslizava suavemente a mão subindo das minhas coxas para o abdômen. Tentei protestar, mas não sairá nada a não ser um gemido abafado.
Puxei seu cabelo o trazendo para mais perto e sem hesitar, colei meus lábios no dele.
Eu queria sentir aquela sensação maravilhosa de novo, queria mais do que tudo sentir o aroma doce daqueles lábios quentes no meu. Eu ansiava pelo toque dele, ansiava por aquilo mais do que queria admitir.
Damon buscou passagem pelos meus lábios e eu cedi fácil demais. Talvez ele tivesse razão, talvez eu fosse, de fato, fácil demais.
Mas eu não conseguiria resistir a ele, não mais.
Nossas línguas travavam uma batalha lenta e ardente, era como se meus lábios fossem feitos apenas para beijar os lábios dele, nossos movimentos, nossa respiração era tudo em perfeita sincronia, eu podia jurar que até os batimentos cardíacos dele batiam de acordo com os meus.
Damon segurou meu vestido com força entre uma das mãos e dessa vez optou pela saia ao invés dos botões. Puxou-a para cima o suficiente para dar uma visão ampla das minhas meias finas presas a liga e minha calcinha vermelha. Ele trilhou um caminho com a ponta dos dedos por toda a minha perna, deixando ali um rastro em chamas.
Eu queria mais, queria mais do que aquilo. Queria sentir Damon por completo, queria proporcionar para ele o dobro do que ele me proporcionava. Mas eu era tão inexperiente nisso que não sabia nem como começar. Na verdade, eu tinha medo de desaponta-lo no quesito sexo.
Damon desceu os lábios pelo meu vestido e foi direto para minhas pernas, beijando minha panturrilha e subindo para as coxas.
Senti o calor dominar meu corpo, eu explodiria de tanto prazer a qualquer momento.
Puxei Damon para me beijar novamente antes que ele entrasse em um área intima demais.
Seus lábios tocaram os meus com a mesma intensidade que o nosso desejo. Fortes e vorazes, querendo mais e mais.
Antes que eu pudesse pensar em algo, Damon me levantou no colo e me levava em direção às escadas.
Entramos em seu quarto, eu nunca estivera ali antes.
Damon me deitou na cama dele e subiu sobre mim, apoiando o cotovelo no colchão, mas pressionando o peso contra o meu corpo, me dando aquela sensação de que explodiria novamente. Ele mordeu levemente meu lábio inferior e as mãos voltaram a passear pelo meu corpo.
— Ah, Damon — soltei alto o suficiente para enlouquecê-lo.
Antes que me beijasse, assumi o controle da situação ficando por cima dele. Arranquei a camisa que cobria aquele peitoral que eu ansiava por ver.
Tracei uma linha reta de beijos que iam do queixo ao cós da calça dele. Passei aos mãos pelo volume no meio das pernas dele e o vi passar a língua nos lábios.
Eu queria aquilo tudo. Eu queria Damon mais do que tudo.
Ele me segurou forte pela cintura e me colocou deitada. O vi retirar as calças com uma rapidez invejável.
Analisei o brinquedinho dele e ele sorriu a me ver encarando-o.
— Vem cá — disse ele sensual demais para ser recusado enquanto voltava para a cama. — Que agora vou te dar 22 centímetros de puro prazer.
Ele arrancou minha calcinha com a mesma facilidade que tirara as calças, o olhei sedutora.
Damon mergulhou em mim me fazendo sentir um misto de dor e prazer.
Eu gemia alto o seu nome, mas era ainda melhor ouvi-lo sussurrar o meu.
— Elena, Elena... — sussurrava Damon em meu ouvido.
Eu queria mais.
— Elena!
Acordei com Damon me chacoalhando, eu estava sentada no sofá da sala e ele tinha uma expressão divertida e maliciosa.
— Tendo bons sonhos? — sugeriu ele com aqueles imensos olhos azuis me fitando. Eu estava atordoada e meus pulmões buscavam por ar sem sucesso.
— Eu... eu...
Tentei, mas as palavras não saíram.
Eu estava sonhando, o tempo todo eu estivera sonhando que estávamos fazendo aquilo.
Meu Deus! Eu falava o nome dele no sonho, o que ele estava vendo ou ouvindo? O que eu estava falando na presença do homem que me causara o sonho mais quente e delicioso que eu já tivera?
— Estava tendo um sonho erótico, Elena? — perguntou Damon malicioso passando a língua pelo lábio inferior. Aquele maravilhoso lábio que eu beijei diversas vezes durante aquela tarde.
Não respondi, ele deveria ter ouvido demais.
— Você me deseja.
Ele disse aquelas palavras como quem diria bom dia a um conhecido na rua, simples e naturalmente.
— Não desejo!
— Ah não? Então por que estava sussurrando meu nome enquanto se contorcia no sofá? Sabe, fiquei um pouco excitado com a sua movimentação.
Ele olhou para sua genitália e senti um rubor percorrer meu rosto quando segui seu olhar. Ele estava, de fato, excitado.
Abaixei os olhos lembrando meu sonho.
“Vem cá, vou te dar 22 cm de puro prazer.”
— Era um pesadelo.
Falei após alguns minutos. Damon era inteligente demais para acreditar em mim, mas eu esperava que acreditasse.
— Já tive vários sonhos eróticos com você.
Declarou ele sentando ao meu lado. Sua coxa grudada na minha.
— Inclusive, eu arrancava com os dentes esse maldito pano que cobre seu corpo em um deles.
Busquei por ar, meu coração acelerava a cada palavra dele. Acho que sonhar não era o suficiente.
— Fico me perguntando... O que será que tem debaixo desse vestido...
O rubor voltou ao meu rosto, eu estava quente, vermelha e com folego prejudicado.
— Se só minhas palavras já te deixam a beira de um orgasmo, imagina o que meu corpo não faria...
Ele sorriu maroto, levantou-se e saiu da sala me deixando completamente ofegante, vermelha e querendo que ele voltasse e me mostrasse o que era ter um orgasmo de verdade.
Pressionei meus braços ao redor do meu corpo em um abraço solitário.
Eu não podia estar me apaixonando por Damon. Não quando eu queria odiá-lo.
Eu precisava de uma amiga, precisava desabafar, mas eu havia mentido para a única pessoa que eu confiava de verdade.
Eu estava perdida, apaixonada e sem ninguém em quem podia confiar.
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