Notas iniciais
Oiiiiii amores, eu voltei (de novo). Me sinto uma monstra quando eu sumo, tenho até vergonha de voltar e dizer que estou de volta, vocês não merecem isso. Bom, dessa vez eu não tive bloqueio, na verdade eu fiquei com preguiça de escrever, eu tinha ideias, e ainda tenho, mas estou com tanta preguiça de escrever que chega a cansar. E hoje aconteceu uma coisa extremamente triste, minha cachorrinha faleceu. Bom, eu ainda não estou bem, afinal perder um cachorro que está com você desde quando você tinha 4 anos de idade não é nada fácil, mas isso me deu vontade de vir aqui e postar, porque sinceramente, não estou com ânimo pra mais nada. Enfim, eu vou voltar a postar regularmente, de uma em uma semana, eu acho. Ou menos. Espero que vocês gostem e obrigada a todos os comentários do capítulo anterior e as novas recomendações, eu amei todas! Obrigada de verdade. É isso amores, boa leitura

POV Damon

— Eu quero isso aqui, agora! — falei irritado para Katherine, fazia duas horas que eu estava na fábrica e já estava completamente irritado.

Katherine vinha me abordando desde cedo, dizendo coisas perversas e tentando me seduzir insinuando que deveríamos aproveitar o tempo que tínhamos para algo mais produtivo.

Eu por outro lado, não dei lado nenhum para ela. Por mais gostosa e sensual que ela fosse, não se comparava a Elena.

Elena era incrível, não tinha um minuto que eu não me lembrava dela de baixo de mim, nua e gemendo meu nome.

Minha vontade era largar tudo ali, ir para casa e a beijar, passar o resto do dia a beijando. Os lábios dela me atraiam, aqueles lábios carnudos bem rosados, caramba, como eram lindos.

— Aqui está a pasta que você pediu Damon — Katherine aproximou-se, se debruçou na mesa, o decote dela totalmente a mostra, bem ali, visível na minha frente.

Fingi não ver, peguei a pasta da mão dela e fiz sinal para ela sair em direção a porta.

— O que aconteceu com você? — perguntou irritada ajeitando o vestido, deixando seus peitos um pouco menos a mostra do que antes.

— Nada, por quê?

Indiferente, remexi nos papéis que Katherine havia me entregado.

— O Damon que eu conhecia não recusaria sexo, muito menos quando eu me ofereço assim! Mas agora, não sei, parece que você me ignora.

Dei risada da cara dela, suas mãos estavam cruzadas debaixo do seio, pela primeira vez no dia reparei nela. Usava um vestido colado vermelho, salto alto e seu cabelo estava solto, tinha lábios marcados por um batom vermelho vivo.

Ela sorriu maliciosa quando me viu a analisando.

— Acontece que o Damon que você conhecia está cansado — falei com desdém. — Quero novidades.

Ela se aproximou novamente, colocou uma mão em meu ombro e se abaixou na altura da minha orelha.

— Então eu posso inovar — sussurrou ela, sua mão percorreu meu abdômen, chegando ao cós da calça.

— Você não entendeu — afastei a mão dela. — Quando eu quiser transar com você, eu transo. Agora saia, você não tem outra utilidade aqui, além disso, você está aqui para trabalhar como todos os outros e não para ficar parada me olhando.

Ela não disse nada, saiu batendo os pés e bateu a porta quando passou.

Continuei trabalhando com os papéis, precisa terminar tudo rápido para ir para casa.

Minha mulher me esperava.

POV Elena

A casa do irmão de Madeleine ficava uma hora de carro dali, mas a pé eram duas.

Caminhamos até cansar e quando achei que tínhamos chegado, tivemos que caminhar mais um pouco.

Eu estava começando a me arrepender de ter vindo.

Meus pensamentos começaram a voltar em Damon. Se ele chegasse em casa e não me achasse, talvez voltasse a ser o “Damon de sempre”. Um arrepio percorreu minha espinha, Madeleine tinha razão, ele era imprevisível e eu não fazia ideia das coisas ruins que ele já fizera.

— Madeleine — falei de repente, estávamos andando em silêncio desde então. — Você sempre foi governanta da mansão Salvatore.

— Sim — ela respondeu, mesmo minha pergunta sendo retórica.

Pensei um pouco em como perguntar aquilo a ela sem parecer estranho demais.

— O que de tão ruim, Damon já fez?

Ela se espantou, de fato minha pergunta tinha soado estranha.

— Não sei, Elena.

Sua voz falhou, ela tinha mentido.

— Madeleine, por favor...

— Elena, não. Eu já disse uma vez, e digo de novo. Eu não sei de nada, eu não ouço nada. Damon é como um filho para mim, uma mãe nunca revela os segredos do filho, por mais tenebroso que seja.

Então ele tinha algo tenebroso a esconder?

Não falei mais nada, eu não conseguiria arrancar nada dela, não por enquanto.

O irmão de Madeleine morava em um quarto extremamente pequeno, era uma área coberta por mato e só quem realmente conhecia saberia como chegar.

O local era realmente no meio do nada, era um quarto pequeno olhando por fora, talvez fosse ainda menor por dentro. O mato havia crescido por todos os lados, o que dificultava para caminhar, a pintura estava desbotada e o telhado estava prejudicado, sem contar que cheirava a algo realmente ruim. Fiquei imaginando como uma criança poderia viver ali, como alguém poderia viver ali.

— É simples — alertou Madeleine. — Mas é o que tem.

Madeleine bateu na porta e minutos depois um homem alto atendeu.

— Lene! — saldou ele com um abraço. — Achei que você só voltaria semana que vem.

Era um rapaz novo, não muito mais velho do que eu, tinha os cabelos loiros escuros e uma aparência formidável.

— Essa daqui é Elena — apresentou Madeleine. — E esse é Aaron.

— Prazer.

Ele me cumprimentou com um aceno de cabeça, tinha a mesma aparência cansada e sem vida de Madeleine, porém não tão velho.

Ele nos deu passagem pela porta, quando entrei, senti vontade de chorar novamente.

O quarto/sala/cozinha era extremamente pequeno, tinha um sofá velho e amarrotado encostado na parede, o estofamento saia para fora, deixando as espumas do sofá saltadas para cima, uma geladeira velha quase caindo aos pedaçoes e um colchão encostado na outra parede onde estava um pequeno bebê embrulhado em um pano branco, que parecia ser a única coisa que não estava suja ou estragada ali.

Madeleine se aproximou do colchão e pegou-o em seu colo. Não tirei os olhos dela e do pequeno ser em seu colo.

— Você quer pegar? — perguntou Madeleine notando meus olhos na criança.

Fiz que sim com a cabeça, meio desajeitada, segurei ele em meus braços, envolvendo todo seu pequeno corpinho.

Seu rostinho era lindo, tinha os cabelos bem loiros, estava com os olhos abertos, na boca uma chupeta azul. Era tão pequeno e frágil que tive medo de segura-lo.

— O nome dele é Jeremy — comentou Aaron. — A mãe morreu no parto, Megan, que Deus a tenha.

Lágrimas se formaram no canto dos seus olhos, Aaron virou-se para a única janela que tinha ali e a abriu. Ficou parado no parapeito, olhando para o nada.

— Ei Jeremy, você é um menino lindo, sabia? — minha voz de repente ficou boba, e eu falava como uma criança. — Trouxemos algumas coisas para você, neném.

Madeleine ajeitou tudo o que trouxemos por cima de um balcão de madeira que tinha ali, Aaron não disse nada, mas seu rosto ganhou um pouco de vida, ele não chorava mais.

Jeremy ainda estava acordado em meu colo, minha vontade era de não solta-lo mais. Seus pequenos olhos foram fechando aos poucos conforme eu o balançava levemente, segundos depois ele havia dormido.

Fazia duas horas que estávamos ali.

Aaron contou sobre Megan, como haviam se conhecido e fugido, ela era filha de um fazendeiro muito rico, mas quando se envolveu com Aaron, o pai a ameaçou de morte e arranjou um marido para ela.

Sem opções, os dois fugiram e vieram parar em Mystic Falls, pois era o único lugar onde Aaron conhecia alguém.

Depois de dois meses ela descobriu que estava grávida e sete meses depois, morreu no parto após ter dado a luz aquele menininho lindo que estava em meus braços.

— Ela era linda — contou Aaron relembrando. — Tinha os olhos mais lindos do mundo, os olhos de Jeremy.

Senti pena dele, Aaron não tinha culpa do que acontecera com Megan, mas no fundo ele se culpava.

Jeremy também não tinha culpa de não ter mãe, nenhum dos dois tinha culpa, na verdade.

— Elena, precisamos ir embora, são duas horas de caminhada e Damon vai chegar a qualquer momento.

Alertou Madeleine nervosa.

— Certo — concordei. — Aaron, nós vamos ajudar você. Eu prometo.

Ele sorriu.

— Obrigado Elena, de verdade.

Dei uma última olhada em Jeremy que permanecia dormindo em meu colo e o entreguei a Aaron.

Meu coração partiu ao meio por ter que deixa-lo. Ele era tão pequeno e indefeso, ele não tinha culpa do que havia acontecido, ele precisava de um lar, uma casa decente.

Madeleine se despediu do irmão e então voltamos para casa.

Demoramos um pouco mais para chegar do que demoramos para ir.

A volta é sempre mais cansativa.

Quando chegamos, o carro de Damon estava estacionado no pátio.

Madeleine congelou.

Eu congelei.

Damon nos esperava sentado na varanda.

Tinha um charuto em uma das mãos e um copo de whisky na outra.

Sua expressão não era nenhum pouco amigável.

— Onde é que você estava Elena?

Eu não sabia de corria ou se ficava, meu coração batia forte.

Eu estava com medo.

Damon voltaria a ser o maldito Damon de sempre.

E eu não tinha escolhas, a não ser aceitar o que ele iria se tornar novamente.

Afinal, quem estava errada ali, era eu.

Notas finais
Espero que tenham gostado, vou responder os comentários do capítulo anterior mais tarde, ou talvez amanhã. Beijos lindas, amo vocês