Notas iniciais
Oi gatas! Tudo bem com vocês? Espero que sim né!
Então, obrigada a todos os comentários do capítulo anterior, vocês são um máximo, sério!
Enfim, não tenho muito o que falar hoje UEHUE
Boa leitura!

Acordei com o sol nítido em meu rosto, xinguei baixinho quando vi Madeleine abrindo todas as cortinas do quarto.

— Vamos levantar Elena — dizia Madeleine animada.

Abri meus olhos com dificuldade diante a claridade e olhei intrigada a ela.

— O que aconteceu? — perguntei desconfiada. — Viu o passarinho verde foi?

Ela riu, mostrando todos seus dentes.

— Acordei de bom humor — declarou.

— Mas eu não, me deixa dormir, por favor — implorei fazendo bico.

Ela perambulou pelo quarto, abriu o armário e tirou de lá um vestido vermelho, novinho.

Arrumou algumas jóias na penteadeira e novamente voltar a andar pelo quarto.

— Madeleine! — exclamei. — Você está me deixando nervosa.

Ela riu.

— Quero você extremamente bela hoje à noite — falou após analisar um colar de pérolas e um par de brincos. Colocou-os com cuidado na outra penteadeira, arrumando delicadamente. — Perfeito! Vai combinar com o vestido.

Depois de tanta informação no dia anterior, eu havia esquecido de que Damon daria um jantar para seus amigos nesta noite.

Levantei hesitante da cama.

— Acho bom levantar mesmo, dormir demais não faz bem para a saúde.

Estava no banheiro escovando os dentes, soltei uma risada engraçada.

— Virou o que agora? — perguntei brincando. — Minha mãe?


Era sábado, Damon não trabalharia.

Legal, passar o dia inteiro com a companhia dele.

Muito legal.



Desci as escadas, o café já estava na mesa.

Madeleine é incrivelmente rápida!

Damon estava sentado no sofá da sala, lia atentamente um jornal.

— Ridículos! Todos esses — bravejava ele para o papel. — Quem não tem dinheiro, não pode ter direito.

— Está errado — me pronunciei sem querer.

Damon não havia percebido minha presença antes disso, me olhou por cima do jornal e falou com desdém.

— Desde quando? Você acha que o povo deve ter algum direito perante a nobreza? — perguntou irritado.

— Na verdade — comecei sentando-me de frente a ele. — Eu acho que os direitos deveriam ser iguais. Não importa a classe social, muito menos o grau de religiosidade.

Damon pareceu indignado diante a minha declaração.

— Isso é ridículo! Tanto nós nobres, quanto a igreja, temos muito mais direitos. Na verdade, isso que estão querendo fazer para deixar com o povo tenha voz também, é ridículo!

— Pois eu concordo plenamente! Se a nobreza e a igreja podem ter voz, por que o povo não pode?

Damon me olhou cético.

— Você só pode estar brincando! — disse após refletir sobre minha declaração.

— Por que eu brincaria com isso? Damon, ridículo é essa atitude de acharmos que somos superiores.

— Nós somos superiores Elena.

— Por que temos dinheiro? — perguntei não acreditando no que ele dizia.

— Lógico.

— Ridículo!

Sai batendo os pés, ouvi Damon me chamar duas ou três vezes antes de vir atrás de mim.

— Jamais — dizia ele irritado. — Jamais repita isso! Primeiro você diz que concorda com algo que está fora de questão e segundo você me deixa falando sozinho! Isso é um absurdo.

Ri sem humor diante da irritação ele.

Damon pareceu ainda mais irritado.

— Ah, sinto muito, querido — ironizei. — Na próxima eu concordarei com tudo o que diz, e ah, jamais lhe deixarei falando sozinho. Está bem?

— Admiro a sua audácia Elena, mas sinto dizer-lhe que seus dias de teimosia estão prestes a ter um fim.

— Você vai por um fim na minha teimosia, Damon?

Desafiei.

Juro que vi faíscas saindo por seus olhos, boca e orelhas.

— Mais uma dessa e você vai se arrepender.

— Eu não tenho medo de você.

Declarei sorrindo vitoriosa.

Damon riu.

— Pois deveria ter.

— Ah é? — questionei. — Por quê?

Ele me encarou dos pés a cabeça, ficou em silêncio, oras olhava para o jornal em suas mãos, oras olhava para mim.

Deixou o jornal de lado e voltou a me encarar.

— Bom — pronunciou-se. — Uma mulher tão frágil como você deveria temer a mim.

Agora quem riu fui eu.

— Frágil? Você me considera frágil?

Ele assentiu.

— Eu não sou frágil! — rebati ficando frustrada. — Posso ser delicada, mas frágil não!

Damon riu.

— Isso significa ser frágil.

Decidi que continuar com aquilo me daria dor de cabeça depois.

Eu não era frágil!

Mas se Damon queria pensar que eu fosse, o problema era dele.

Fui tomar meu café da manhã, pois estava faminta.

Damon me seguiu.

Nos sentamos e comemos em silêncio.

— Espero que não tenha esquecido — falou quebrando o silêncio. — Hoje à noite meus amigos virão aqui. E como eu já disse, espero que você se comporte e não me faça passar vergonha. Caso contrário, você sofrerá as consequências mais tarde.

Apenas concordei e continuei a devorar meu pequeno brownie de chocolate com passas.

Embora eu ficasse surpresa por ele ter amigos, não pretendia fazê-lo “passar vergonha”,

Mas pensando bem, era uma ideia tentadora...

Notas finais
E aí, o que acharam? E a pergunta: Elena é frágil ou não? UEHUHUHE
Será que a Elena vai aprontar alguma? EUHEUHE sei não hein...
E ah, antes de terminar aqui, quero pedir desculpas pelos capítulos estarem tão pequenos, sério gente, eu me sinto culpada quando fica com menos de 1.000 palavras, mas é que a criatividade aqui é pouco, aí tem que economizar EHUEHEU
Enfim, o próximo tem mais de 1.000 pra compensar esse!
Beijos amadas, até o próximo!!!