I'm Yours

8 Velho amigo


Notas iniciais
Oiiii amadas! Bom, quero agradecer aos comentários do capítulo anterior e pedir desculpas por não postar ontem, mas acreditem, eu não tive tempo.
Enfim, eu tava meio sem criatividade hoje para escrever, aí voltei a ler A menina que roubava livros e, de repente, tive um momento repentino de criatividade, que já foi embora, infelizmente. Mas enfim, provavelmente só terá capítulo novo na segunda, ou talvez amanhã, mas como ainda não tenho nada pronto, não vou garantir.
Boa leitura amadinhas!

À tarde a casa estava cheia por decoradores e cozinheiros. Foram demorados os preparativos para o jantar e pela quantidade de comida que seria servida, fiquei imaginando quantos amigos Damon se referia.

Quando chegou a noite, Madeleine ajudou-me a me arrumar.

Eu estava deslumbrante.

Vestia um vestido vermelho vivo, um colar de pérolas e brincos também de pérolas.

Embora eu não me achasse atraente, estava de deixar qualquer um aos meus pés com aquele vestido.

Meu corpo estava bem definido, na verdade ele sempre fora definido, mas naquela noite meu espartilho estava ainda mais apertado, o que me deixava um pouco sem ar.

Mas para manter a postura, era necessário.

— Você está maravilhosa — declarou Madeleine ao me ver pronta. — Se eu tivesse um corpo como o seu quando tive sua idade, ah, eu aproveitaria ao máximo...

Sonhava ela, talvez imaginando-se com minha idade e com um corpo como o meu.

Dei risada de seu comentário e a abracei.

— Já disse que você é um amor?

Madeleine sorriu encantada, deu um beijo em minha testa, separou-se de meu abraço e abriu a porta para que eu descesse.

A sala estava repleta por homens trajando roupas formais.

Havia algumas mulheres que os acompanhavam, mas a maioria estava só.

Quando desci, observei muitos olhares em mim. De repente, todas aquelas pessoas que estavam conversam pararam para me olhar.

Sorri tímida e continuei.

Damon estava à beira da escada, pegou em minha mão assim que desci o ultimo degrau.

Achei desnecessária a sua atuação.

Ele sorria para todos.

Me exibia como se eu fosse um troféu pelo qual todos estavam disputando.

— Quero apresentar-lhes a minha esposa — disse ele alto para que todos pudessem ouvi-lo. — Para quem não a conhece, esta é Elena, minha adorada mulher.

Ouvi aplausos e murmúrios vindos dos demais, mas Damon pareceu não se importar.

— Isso era mesmo necessário? — sussurrei revirando os olhos.

— Apenas sorria e cumprimente todos — disse Damon baixinho em meu ouvido. — Demonstre o quanto está feliz por estar casada comigo.

— Mas eu não estou feliz — resmunguei.

Damon me fuzilou com os olhos enquanto forçava um sorriso a um casal a nossa frente.

— Então finja.

A música rolava solta pelo salão, todos conversam e se divertiam, eu estava cumprimentando a trigésima pessoa, eu acho, pois depois do décimo eu meio que perdi as contas, quando ouvi uma voz muito familiar.

— Elena! — saudou Isaac sorrindo. — Quanto tempo!

Virei espantada, sorri feliz ao vê-lo ali.

Eu tinha cerca de quinze anos, estava muito quente aquele dia, talvez o sol estivesse disposto a nos matar assado.

Meus pais tinham ido a cidade resolver alguns negócios e pediram a nosso vizinho, Petrus, para que ficasse tomando conta de mim.

Como se eu fosse uma criança e precisasse que alguém me cuidasse.

Mas Petrus era realmente patético.

Ele se dizia responsável, porém certa vez deram uma tartaruga a ele e sem querer, Petrus a deixou fugir.

Ninguém sabe como ele conseguiu tal proeza.

Fui para o jardim da nossa gigante mansão e fiquei sentada ali, sentindo o sol me queimar ainda mais.

De repente vi Isaac aproximar-se, ele era dois anos mais velho do que eu, sempre fora despreocupado, desleixado, não ligava para nada e não dava a mínima aos estudos. O típico badboy.

Nos conhecíamos a anos, pois seus pais eram muito amigos de minha família.

— E aí chatinha — provocou ele. — O que faz nesse sol?

Revirei os olhos, ele sempre teve o dom de me irritar.

— Provavelmente o mesmo que você — rebati.

Ele riu em reprovação.

— Então você também nadar na cachoeira? — desafiou.

Pensei por alguns instantes.

Eu nunca tinha ido até a cachoeira pelo fato de meus pais nunca me deixarem sair das propriedades de nossa casa sem a companhia deles e também porque era perigoso demais.

E lá era o local aonde todos os jovens iam escondidos dos pais, claro. Mas quem ia à cachoeira, era chamado “descolado”.

— Vai ou não?

Insistiu Isaac.

— Não posso — admiti envergonhada.

Isaac riu em deboche.

— Você nunca pode nada — riu ele.

Frustrada, levantei-me e fui até ele.

— Pois vamos! — soltei irritada, Isaac concordou e seguimos até a cachoeira.

Estávamos sozinhos, o local era incrível, a água cristalina, as rochas enormes.

Fiquei deslumbrada enquanto a analisava.

— Você nunca veio aqui, não é pirralha? — perguntou em tom desafiador. — Para nadar, você tem que tirar suas roupas.

O olhei incrédula.

Eu não iria tirar minhas roupas!

— Eu não vou tirar minhas roupas — falei séria. — Não na sua frente!

Ele riu.

— Ah qual é? Tem vergonha do que?

Isaac começou a tirar suas roupas, ficando nu em minha frente.

O olhei espantada.

Era a primeira vez que eu via alguém nu em minha frente, senti minhas bochechas queimarem.

Ele era um garoto!

Isso era completamente errado, se meus pais soubessem...

— Você não vai me acompanhar? — perguntou me desafiando novamente. — Achei que fosse mais decidida e menos patricinha.

— Eu não sou patricinha! — exclamei frustrada.

Isaac se aproximou de mim.

De repente, estava tão próximo que sua respiração estava forte em meu rosto.

Ele me beijou.

Foi tão rápido que mal pude recusar.

Ele sorriu para mim logo após nossos lábios se descolarem.

— Você nunca tinha beijado ninguém antes, não é mesmo? Percebi pela sua falta de experiência.

O olhei perplexa, dei um tapa estalado em sua bochecha e sai correndo dali.

Isaac me abraçou, um abraço lento e apertado.

Assim que nos soltamos, ele sorriu novamente.

— Uau, você está ainda mais linda do que era quando criança — disse ele após longos minutos me analisando.

— E você sempre muito discreto — falei sincera.

Ele riu.

— Só falo a verdade. É uma pena que já esteja casada.

Um tom avermelhado assumiu minhas bochechas.

— Por onde andou? — perguntei mudando de assunto.

— Longas histórias — disse ele sorrindo. — Viajei o mundo Elena! Conheci tantas pessoas, vivi tantas aventuras.

Senti um pequeno aperto ao observá-lo contando suas aventuras.

Sem perceber, meu coração batia mais rápido ao ver Isaac.

Eu jamais havia tido um sentimento por ele, além da amizade.

Mas naquele momento, oito anos após nosso episódio na cachoeira, o vendo ali, tão lindo em minha frente.

Senti que eu sempre gostei dele.

Afinal, nunca esquecemos como fora nosso primeiro beijo, tampouco com quem.

Notas finais
E aí, o que acharam?
Como eu tinha prometido, um capítulo com mais de 1.000 palavras! UEHUEHEUHE E ah, novos leitores, sejam bem vindos! Estou com 31 leitores, isso é um milagre EHUHEUEH
Ah, vocês devem estar se perguntando: Que porra é essa de Isaac? Por que não é o Stefan?
Acertei? UEHUEHEHU provavelmente sim.
Mas esclarecendo, o Stefan ainda não vai dar as caras na fanfic, não até eu conseguir concluir a ideia de uma chegada avassaladora para ele!
Até o próximo capítulo deleninhas, beijoss!