Notas iniciais
Oieeee lindonas da minha vida! Tudo bem com vocês? Estou completamente feliz hojeeee, sabem por que??? Porque eu ganhei uma recomendação!! Obrigada Psychopath Girl, você é uma linda, perfeita, maravilhosa! Eu amei a recomendação, sério! Mas enfim, como eu disse, aqui estou para mais um capítulo superlegal! Eu espero que vocês gostem né, porque eu estou me esforçando bastante para ter mais ideias e não ter um bloqueio novamente haha Bom, quero avisar que em breve, e quando eu digo em breve é em breve mesmo, vai ter um capítulo muito fofo e nosso casal perfeito vai começar a descobrir que se ama, como se nós já não soubéssemos, né? UAHUAH (spoilers bombásticos) Quero fazer um capítulo bônus gente, e quero saber qual vocês preferem: Um capítulo bônus de Klaroline ou Datherine? Enfim, vocês escolhem! Só peço para colocarem nos comentários e quem tiver mais votos, vai ser o bônus... É isso amores, espero do fundo do coração que estejam gostando da fanfic, porque eu estou no pique para escrever! Imaginem, tô escrevendo até pelo celular AUHAUHA sério, tô animadíssima! Mais uma coisa: No capítulo anterior eu estava sem corretor e sem word, mas agora estou novamente com corretor e com word, mas eu não revisei muito esse capítulo, porque toda santa vez que eu reviso eu mudo completamente, então dei um tempo com as revisões UHAUAH desculpem se tiver algum erro, mas é normal, afinal todo mundo erra né? uhau Boa leitura

POV Elena

— Você o ama? — quis saber minha mãe, ela me arrastou para meu antigo quarto momentos depois que entrei em casa, mesmo com papai nos dizendo que estava com saudades de mim e que era injusto da parte dela me tirar com tanta facilidade dele.

O quarto continuava o mesmo, exceto por uma incrível quantidade de bagunça espalhada pela cama e algumas mobílias pelos espaços vazios. Eu amava aquele quarto, tudo ali combinava, a cama, o guarda-roupa, os espelhos, as prateleiras nas paredes... Era bem iluminado e tinha várias janelas distribuídas por todos os cantos, eu adorava ficar debruçada ali, vendo os pássaros.

— Você o ama? — ela repetiu. — Estou falando com você Elena. Você ama o Damon?

Eu não queria responder.

Não por não saber a resposta, mas porque eu não queria mentir para minha mãe — e para mim.

Eu tinha duas opções:

Dizer que o amava e mentir para mais uma pessoa que era realmente importante para mim. Mentir para mim mesma e deixar ela dar pulinhos de alegria, e dizer que estava muito feliz por mim.

Ou eu podia contar a verdade e dizer que não sentia nada pelo Damon, além de nojo é claro e passar o resto do dia sendo julgada.

— Não sei — e essa havia sido a melhor resposta para aquela pergunta, porque no fundo eu realmente não sabia o que sentia. Não ao certo.

Damon causava tantas sensações em mim que eu não fazia ideia se o odiava de fato, ou se no fundo esse meu ódio só queria desmascarar o amor que eu sentia por ele.

Não, eu não sentia nenhum tipo de amor por ele.

Mamãe sorriu triste, me puxou para um abraço. Pousou de leve a cabeça no meu ombro, me apertando cada vez mais, retribui, fazia tempos que não sabia o quanto aquele abraço me fazia falta.

Caramba, eu sentia falta daquela casa. Eu sentia falta daquela mulher. Eu sentia falta da minha vida que fora roubada por um homem sem coração.

— Sabe minha filha — começou mamãe, a voz baixinha, acariciando meus cabelos. — Eu também não gostava do seu pai, não mesmo. Ele era o pior homem que eu já havia conhecido... O pior homem da cidade, na época.

Com certeza ele não seria pior que Damon.

— E então, fui obrigada a casar com ele, você sabe, quando se nasce mulher, não temos opções. — maldita ditadura machista! — E então, com o tempo, aprendi a conviver com ele, com suas manias, suas chatices, seu jeito, sua arrogância, enfim... No começo foi tão difícil... Mas eu aprendi a ama-lo, e acredite Elena, foi com ele que eu vivi os meus melhores dias. Ele me deu o melhor presente que eu alguém já pode me dar, a melhor coisa em toda minha vida, ele me deu você.

Meus olhos já estavam molhados, limpei as pequenas lágrimas que insistiam em cair e fechei os olhos, absorvendo as palavras dela e a apertando em um abraço sufocante.

— Quando você nasceu, me senti a mulher mais feliz do mundo. Mesmo com seu avô dizendo que meu ventre era amaldiçoado, que eu tinha que ter tido um filho homem, aí sim eu seria digna de ser mãe — ela riu. — Ter filha mulher também não é fácil. Mas isso não me abalou, jamais. Você sempre foi a minha menininha, eu daria minha vida por você, se fosse preciso.

Ela chorava e sua voz estava mais abalada. Eu piscava com dificuldade, e a cada fechar de olhos, sentia as lágrimas deslizarem e irem de encontro aos cabelos castanhos de mamãe.

— Eu sinto muito Elena, por não ter sido uma boa mãe. Mas eu quero que entenda que nós fizemos isso para o bem da nossa família — ela pigarreou. — Eu sei que por enquanto é difícil, mas você vai aprender a ama-lo. E se não conseguir, você vai aprender a conviver com ele, pelo menos. Tudo na vida a gente acostuma meu amor, desde as melhores coisas até as piores. É só questão de tempo.

Como era fácil para ela dizer aquilo, não era ela que precisava conviver com uma pedra em forma de homem.

E que homem...

— Não, você foi uma ótima mãe — falei em meio às lágrimas. — Ele me faz odiá-lo mãe, quando eu menos espero, ele vem e faz com que eu o odeie, ele me irrita, me tira do sério. Ele me provoca, é como se gostasse de me fazer mal! Eu não queria ter me casado.

— Eu permiti isso. Permiti que você se casasse mesmo sabendo que não era essa a sua vontade, eu concordei com seu pai. Eu deixei que o dinheiro, a ganância e o orgulho acabassem com a sua vida. Eu não quero que você seja infeliz minha filha, eu não quero. Mas eu não podia fazer nada para impedir, nós seriamos julgados, seriamos esculachados e nossa família perderia tudo. Tudo o que nossos antepassados construíram se perderia em dívidas.

E então, chorei de verdade. Lágrimas e soluços escapavam incansavelmente pelos meus olhos e lábios.

Eu a culpei por meu casamento, a culpei por ter me vendido e agora ela estava me pedindo desculpas, me pedindo desculpas por ter me feito sofrer e por ter acabado com minha vida. Eu não me importava com dinheiro, jamais me importei, mas eu conhecia meus pais. A família era tudo para eles. O dinheiro também.

— Calma — ela segurou meu rosto com as mãos. — Pare de chorar, lembra o que eu te ensinei? Mocinhas bonitas não choram!

Sorri em meio às lágrimas, abracei-a novamente.

— Eu odiei vocês — admiti. — Odiei tanto, que jurei que jamais iria querer os ver novamente, mas você sabe que eu sou fraca. Desculpa mãe, eu amo você.

Ela sorriu.

— Desculpo se você me prometer que não vai mais chorar! Agora vamos lavar esse rosto, se não eles vão achar que nós brigamos, vem.

Fomos até o banheiro e lavei o rosto, deixei com que a água gelada tirasse toda aquela culpa, que levasse embora o ódio que eu sentia, a tristeza, a dor... Eu me sentia culpada por algo que eu não tinha culpa nenhuma.

Joguei mais uma boa quantidade de água no rosto quando ouvi Damon falando alto na sala. Estranhei o tom de voz dele, ele geralmente só usava esse tom comigo.

Desci as escadas lentamente e fiquei olhando para ele. Estava de costas para mim, de frente ao bar.

Meu pai também não tinha me visto, estava sentado no sofá, com uma expressão horrível no rosto.

— Você ainda vai pagar por tudo que fez Damon — ouvi meu pai dizer, nenhum dos dois havia percebido minha presença.

Pensei em ficar quieta e ouvir mais, porém senti todos os músculos do meu corpo se contraírem, senti nojo. Eu não conseguia ficar quieta, me odiava por isso.

— Pagar pelo quê?

Perguntei alto o suficiente para atrair os dois olhares para mim.

Damon me olhou assustado, meu pai então, parecia querer sumir quando me viu.

— Do que vocês estão falando? — perguntei irritada.

Silêncio.

Silêncio.

Silêncio.

— Elena...

Damon se aproximou de mim, andando lentamente em minha direção.

— Não se aproxime — alertei a uns quatro passos dele. — Agora me diga, pelo que você vai pagar?

Ele lançou um olhar furtivo para meu pai. Que começou a se explicar.

— Você ouviu errado Elena, estávamos falando da fábrica, assuntos de homens, não é coisa sua.

— Não sou burra! Eu ouvi muito bem.

Damon ignorou meu aviso de que não era para se aproximar e chegou tão perto de mim que pude sentir seu perfume emanar pelo corpo. Colocou uma das mãos no meu rosto e me encarou em dúvida.

— Você estava chorando? — perguntou ele como se eu não tivesse ouvido nada do que meu pai tinha dito. — Seu olho tá vermelho, seu rosto inchado...

— Isso não importa, eu te fiz uma pergunta, estou esperando a resposta.

Tirei sua mão do meu rosto apenas com um toque, ele sorriu irritado, se remexeu desconfortável e continuou me encarando.

— Não são coisas suas e você não vai saber de nada, agora vamos para casa que está tarde.

Dei risada da cara dele. Eu não iria para lugar algum, não sem ter uma resposta.

— Não vou.

— O que disse?

Não pude deixar de notar o espanto na voz dele, ele não imaginaria que eu diria não, não na frente de meus pais.

Damon gostava de se sentir autoritário, isso aumentava a masculinidade dele.

— Não vou para casa com você, vou ficar aqui. A menos que você me diga sobre o que estavam falando, eu fico.

— Você é minha esposa.

— Exatamente, sua esposa, não seu fantoche. E você não pode mandar em mim.

— Ai é que você se engana, eu não só posso como mando. Agora vamos para casa.

Damon segurou meu braço com força, tentei solta-lo, porém sem sucesso algum. Dei um passo recuando, mas ele me puxou para a porta.

— Me solta! — ordenei, puxando meu braço da mão dele.

Meus pais estavam chocados, papai olhava assustado aquilo, levantou-se do sofá e foi em nossa direção.

— Solta ela Damon — disse ele com uma falsa calma.

Damon riu com desdém. Me puxou ainda mais forte, eu podia sentir as marcas dos dedos dele no meu pulso.

— Não ouse entrar no meu caminho, seu velho desgraçado.

Comecei a chorar novamente. Me arrependi por não ter dito a minha mãe que o odiava, eu sabia, agora eu sabia que o que eu sentia por Damon era ódio, só isso.

Damon ignorou minhas lágrimas e me puxou até o carro, machucando meu braço inteiro e ignorando também os gritos de minha mãe, implorando para que ele não me machucasse e nem fizesse nada de ruim para mim.

Tarde demais, eu já estava completamente machucada.

Minha dor não era física...

Notas finais
Quem não leu as notas finais, por favor leia!! Beijos amores