I'm Yours
21 Declaração
Notas iniciais
POV Elena
Acordei cedo com Damon dormindo ao meu lado, era uma sensação diferente dormir ao lado de alguém, ainda mais quando esse alguém era Damon Salvatore, meu marido e mais recente amor.
Levantei devagar, não queria fazer barulho para não acorda-lo, dormindo Damon até parecia um anjo — só parecia.
Eu estava insegura ainda, devido ao fato de termos dormido juntos, eu não queria tocar no assunto com ele, não ainda.
Dei uma olhada pelo quarto e na bagunça que havíamos deixado ali.
Roupas jogadas pelo chão, taças de vinho e garrafa esparramadas por outro canto e o lençol que eu havia sujado de sangue estavam espalhados pelo quarto.
Flashes de memória da noite anterior vinham a tona em minha memória a todos os segundos.
Damon e eu nos beijando, tirando as roupas, nos amando...
Ele tinha sido tão romântico que eu havia deixado de lado tudo o que ele tinha dito e feito.
Não tinha como não se entregar a Damon Salvatore quando ele era extremamente fofo.
Desci as escadas para comer alguma coisa, estava faminta.
Remexi na geladeira a procura de algo pronto, mas não achei nada.
Madeleine não estava em casa, eu não tinha notícias dela desde o dia anterior e ela nunca havia saído.
Isso me preocupava um pouco, até porque, Madeleine não tinha ninguém que não fosse Damon — e agora eu.
Peguei alguns ovos na geladeira, junto com tomates, cebola e alguns temperos.
Fiz ovos mexidos para o café da manhã, até porque, quem é que não gosta de ovos mexidos?
Sentei-me para comer, estava um silêncio gostoso em casa, geralmente era silencioso, mas hoje eu estava gostando simplesmente porque eu queria ficar em silencio para poder relembrar os melhores momentos da noite.
Minha primeira vez havia sido totalmente diferente do que eu imaginara, não que eu já tivesse imaginado, mas depois que me casei, meus pensamentos sobre esse assunto se tornaram muito constantes.
Até porque eu saberia que mais cedo ou mais tarde Damon me obrigaria a fazer amor com ele, eu só estava feliz de não ter sido da maneira como eu tinha pensado.
Alias, foi tudo ao contrário.
Damon foi extremamente cauteloso, cuidadoso e ficava me perguntando toda hora se eu estava sentindo alguma dor. Chegou até a parar de penetrar quando eu soltei um gemido um pouco mais alto do que o normal.
Lembrar aquela cena me fez sorrir. Ele estivera tão diferente na noite anterior...
Até seu sorriso cafajeste estava tão sincero, sua risada, seu jeito.
Eu tinha medo de estar me apaixonando. Ainda mais quando meu coração estava completamente confuso em relação a isso, eu estava gostando dele, mas tinha medo de que uma hora para outra ele voltasse ao normal.
Levantei e fui lavar a louça.
Madeleine não estava ali e eu não iria deixar a louça suja, embora geralmente não limpasse nada. Minha mãe nunca havia me deixado fazer qualquer tipo se serviço em casa, pois dizia que isso era serviço dos empregados, não nosso.
Estava concentrada em limpar os pratos quando senti braços fortes me envolvendo por trás.
Logo senti seu cheiro, Damon colocou um braço de cada lado do meu corpo e me envolveu colando o seu corpo no meu.
Beijou meu pescoço com carinho e deixou os lábios pousados ali.
— Olha, que mulher prendada que eu tenho — sussurrou ele com os lábios colados no meu pescoço.
Senti arrepios dos pés a cabeça com seu toque.
— Além de maravilhosa na cama, ainda cozinha...
Senti minhas bochechas queimarem, embora a gente já estivesse um pouco íntimos — devido ao que acontecera ontem, era impossível que não estivéssemos — eu ainda sentia vergonha pelos comentários perversos dele e era nossa primeira conversa depois do que tinha acontecido.
Damon moveu os lábios quentes pelo meu pescoço, provocando sensações desconhecidas em mim.
Virei para ele, minhas mãos molhadas foram de encontro aos seus cabelos, segurando-os enquanto o beijei na boca.
Iniciamos um beijo quente e sincronizado, nossas línguas se moviam em perfeita harmonia, os lábios dele pressionavam com força os meus.
Damon segurou minhas coxas e me ergueu na bancada da pia, encaixou seu corpo ao meu, deixando sua intimidade colada na minha.
Entrelacei minhas pernas em sua cintura e rocei minha intimidade no membro dele. Damon grunhiu baixinho enquanto me beijava com ainda mais vontade.
— Damon — falei ofegante interrompendo-o.
— O que foi? — perguntou ele, me olhando frustrado.
— Acho melhor irmos com calma, né?
Ele sorriu deixando claro a sua frustração. Sorri de volta sem graça, não quis encara-lo.
— Você provoca e depois quer calma? — ele mantinha as mãos na minha cintura e seu corpo ainda estava completamente junto ao meu. — Sabe que eu poderia fazer qualquer coisa com você agora, não sabe?
Ele sorria desafiadoramente, passou a língua pelos lábios analisando meu corpo.
Revirei os olhos.
— Mas eu tenho certeza que você não vai fazer nada que eu não queira — falei com um sorriso debochado criando-se em meus lábios.
Ele mordeu meu lábio inferior com calma e apertou meu corpo contra o seu. Senti um arrepio percorrer meu corpo.
— Será?
Suas mãos ágeis começaram a traçar um caminho até as minhas costas, tentando sem sucesso desabotoar os botões do vestido.
— Por que diabos você usa essas coisas? — perguntou ele irritado após não conseguir desabotoar um botão sequer.
— Você quer o que? Que eu ande pelada?
Ele riu malicioso, fez um bico.
— Não seria uma má ideia — pareceu pensar no assunto. — Ai pelo menos eu não precisaria fazer tanto esforço para arrancar essas coisas! Seria simples, chegar e meter.
— Damon!
Dei um tapa fraco no ombro dele o repreendendo, meus olhos estavam arregalados, mas eu ria.
Ele riu também, deu um selinho em meus lábios e me soltou.
— O que é que temos para o café da manhã?
Quis saber ele sentando-se próximo a janela. Colocou os pés em cima de uma cadeira à frente e esparramou-se ali.
— Ovos mexidos a la Elena! — fiz uma reverencia. Ele riu. — Que folga, não?
Comentei o modo como ele estava sentado, ele apenas revirou os olhos e me mostrou a língua.
Dei um sorriso de orelha a orelha.
Ele estava mudando...
Coloquei os ovos mexidos em um prato e o servi. Levei até ele que estava sentado — ou melhor, esparramado — na cadeira.
Ele me puxou pelo braço quando coloquei o prato na mesa, seus olhos fixos no meu, demonstravam uma certa insegurança.
— Eu gosto tanto de você — admitiu ele me olhando sério.
Senti meu coração acelerar de uma hora para outra, como se tivesse um botão ali e tivesse ligado apenas com as palavras dele.
— Damon...
— Não, é sério — ele falou me interrompendo. — Eu gosto mesmo de você Elena, tenho medo disso. Tenho muito medo disso.
Meus olhos sorriam para ele, tudo em mim sorria, mas mantive a expressão séria. Meu coração ia a mil por hora dentro do peito.
— Não tenha medo — falei sincera sentindo as palavras flutuarem para fora da minha boca.
Ele abaixou a cabeça, sua mão ainda segurava meu braço de leve.
— Eu não sou bom o suficiente para você e sei disso — comentou ele, mais para si do que para mim.
O Damon que eu conheci jamais admitiria o que sente ou diria que não era bom o suficiente.
Ele estava realmente mudando...
— Damon...
— Eu faço mal a você Elena e não adianta dizer que não, você sabe que eu faço e você sabe também que eu não vou mudar.
— Você pode tentar...
Ele me olhou, seus olhos estavam avermelhados, ele sorriu triste. Levou a outra mão ao meu rosto e acariciou minha bochecha.
— Você foi a melhor coisa que me aconteceu.
Sorri para ele, segurei sua mão em meu rosto e a acariciei também.
— Então não desperdice isso — murmurei, meus olhos se encheram de agua.
Ele sorriu novamente.
— Não vou.
— Jura?
Ele fez que sim com a cabeça, levou minha mão que ele segurava até seu rosto e beijou as costas de minha mão.
— Vamos ver se você cozinha tão bem quanto geme.
Disse ele por fim, revirei os olhos rindo, ele sorriu em resposta e iniciou sua refeição matinal.
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