I'm Yours

27 Decisões


Notas iniciais
Oiiiiiiii vidinhas, como vocês estão? Não sei vocês, mas eu estou morrendo de sono, acordar cedo é horrível :( Bom, eu terminei de escrever I'm Yours! SIM GENTE! Terminei! Isso significa duas coisas: a primeira é que a fanfic não vai ser abandonada, porque como já está concluída, só falta terminar de postar. E a segunda é que o fim está próximo... E isso me deixa muito triste, mas eu me conformo em saber que terminei a fanfic e vocês souberam o que houve no final de tudo. Enfim, ainda temos alguns capítulos pela frente ok? Não se desesperem UAHUAH É isso gente, vamos aproveitar enquanto é tempo!! Enjoyyy!

POV Elena

Amanheceu extremamente quente naquela manhã de outubro.

Não só no tempo, mas em nosso quarto também.

Nosso.

Era tão engraçado como essa palavra soava, pois há um dia eu estava trancada no meu quarto e agora dividia a mesma cama que ele.

A vida dá tantas reviravoltas que quando acontece, a gente se questiona, e quando não acontece, também.

Esse é o nosso problema, nosso maldito problema. Temos a mania infeliz de questionar tudo antes mesmo de saber o que vai acontecer.

Esse era o meu maior problema também, questionar as coisas antes de saber o seu fim. Eu havia questionado tanto a minha vida, feito perguntas que jamais acharia que teria uma resposta, e agora estava tendo as respostas que jamais imaginei que teria.

Damon estava dormindo ao meu lado, parecia cansado. Mas depois da longa noite que tivemos, eu também estaria. Mas minha cabeça estava tão ocupada pensando em como as coisas haviam acontecido, que eu não tinha tempo para me sentir cansada.

Depois dele quase dizer que me amava na noite passada, ou dizer que me amava, mas de uma maneira um pouco encabulada com o seu “acho que estou amando você”, nós passamos para os abraços, os beijos e fomos para o finalmente — de novo.

Passamos a noite inteira nos amando e quando eu digo a noite inteira é a noite inteira mesmo.

E ele disse, quando estava prestes a cair no sono:

— Eu te amo tanto — a voz estava totalmente sonolenta, ele bocejou alto. — Você é tudo para mim, me arrependo de não ter visto isso antes.

Sorri de orelha a orelha diante das palavras maravilhosas dele. Eu sentia que daquela vez era verdadeiro. Daquela vez ele estava realmente sendo sincero comigo.

Minha vontade era de dizer o mesmo, que também o amava e que ele era tudo para mim também. Mas eu ainda não estava pronta para dizer aquilo, não exatamente.

Ele dormiu logo em seguida, preenchendo o silêncio daquele quarto que há poucos minutos tinha sido nosso ninho de amor, com roncos e sua respiração pesada.

Eu não cheguei a dormir, fiquei acordada o observando enquanto ele dormia. Parece um tanto quanto paranoico ficar olhando as pessoas dormirem. Mas não é.

É uma sensação reconfortante ver a pessoa que você ama dormindo de um jeito tão gostoso, tão perfeito que dá vontade de ficar ali, só olhando ela para sempre.

Damon mudava seu comportamento da água para o vinho em questão de segundos. Eu tinha quase certeza que dessa vez ele não iria voltar a ser “o Damon de sempre”, mas no fundo eu tinha um pouco de medo, medo de que uma hora para outra ele acordasse e voltasse ao normal, voltasse a me prender no quarto ou me maltratar, como ele fazia.

Eu estava no quarto dele agora — no nosso quarto —, era a primeira vez que eu entrava ali em sete meses juntos.

Geralmente eu imaginava que o quarto de Damon fosse totalmente escuro, sabe aqueles lugares sem iluminação, sem janelas, com pouca mobília e com um ar pesado? Algo bem obscuro mesmo, era assim que eu o imaginava.

Mas eu estava completamente enganada.

O quarto dele era totalmente arejado e tinha mais janelas que o restante da casa e a luz era bem clara, as cores na parede eram leves, nada muito escuro. Tinha dois quadros nas paredes, um deles era uma pintura famosa e o outro uma pintura que mostravam duas crianças e um homem mais velho. O primeiro garoto reconheci na hora sendo Damon, era impossível não reconhece-lo, mesmo pequeno, Damon tinha traços que só ele mesmo tinha, era uma criança alta, tinha os cabelos bem negros e o sorriso malicioso, desde pequeno aquele sorriso estava impregnado em seus lábios.

O outro garoto era um pouco mais novo, a julgar pela aparência na pintura, deveria ter uns sete anos. Eu não fazia ideia de quem fosse, mas lembrei do irmão de Damon que era mais novo que ele que Madeleine havia me contado. Eles eram pouco parecidos, o irmão dele na foto era loiro, enquanto ele, moreno. Já o homem, era mais velho que os dois, deveria ter uns 43 anos, tinha uma arma em mãos e sorria para a pintura. Deveria ser o pai.

Fiquei analisando aquela pintura por longos minutos até sentir sono.

Por mais que já fosse de manhã, eu não tinha dormido nada e precisava de uma hora de sono pelo menos.

Deixei que meus pensamentos se acalmassem, embora fosse difícil não pensar no que acontecera naquela noite, eu consegui dormir.

— Elena — chamou Madeleine me sacudindo um pouco. — Acorda!

Abri meus olhos e Madeleine estava me olhando com um sorriso nos lábios. Olhei ao meu lado na cama e Damon já não estava ali.

— Parece que vocês dormiram juntos — observou ela com um sorriso travesso.

Seu primeiro sorriso travesso para mim. Sorri de volta.

— Parece que para uma senhora, você está muito sem vergonha!

Ela riu, segurou uma de minhas mãos que estava sob o lençol.

— Fico tão feliz por isso Elena — disse sonhadora. — Eu sabia que esse dia chegaria.

— E por que você sabia?

Ergui uma das sobrancelhas.

— Porque o ódio que vocês sentiam um pelo outro não podia ser somente ódio... Eu disse Elena, que por trás de todo ódio, existe um amor. As vezes oprimido, as vezes não.

Pensei no que ela dissera.

Madeleine tinha razão. Por mais que eu tivesse odiado Damon por ter me obrigado a casar com ele, por mais que eu o tivesse odiado quando ele era um cafajeste, eu sempre me rendia. Sempre acabava me entregando. E o pior de tudo era que eu me entregava para ele, sem ele saber disso.

— Talvez você tenha razão — falei para ela, apertei sua mão, fazendo carinho nela. — Acho que eu o amo.

Aquela era a primeira vez que eu admitia meu amor por Damon em voz alta.

— Eu o amo Madeleine — repeti para ter certeza.

Ela sorria sincera. O sorriso de Madeleine me acolhia e me dava vontade de sorrir também.

— Estou feliz por vocês. Nunca imaginei que Damon casaria com uma pessoa de bom coração Elena, nunca mesmo. Mas ele se casou e eu espero que vocês sejam muito felizes juntos.

Sorri para ela.

— Sabe — olhei no fundo dos olhos dela. — Você é como uma mãe para mim. Acho que desde que me casei, estou carente de mãe, e é bom saber que tenho você aqui. Me sinto mais segura.

— Nunca tive uma filha, mas gosto de saber que me considera como mãe, pois eu me sentiria muito honrada se a tivesse como tal.

— Isso está ficando meio dramático, você não acha? — perguntei rindo. Ela sorriu de volta, me estiquei e a abracei.

Ela me abraçou apertado, acolhendo-me em seu colo.

Madeleine podia nunca ter sido mãe, mas sabia como acolher um filho.

— Madeleine — falei soltando-a de meu abraço. — Como está o Jeremy? E Aaron?

Ela congelou.

Talvez não esperasse que eu olhe perguntasse isso. E se Damon tivesse feito algo a eles? Eu jamais me perdoaria.

— Estão bem — ela gaguejou.

— Não minta para mim.

Fiz um bico. Ela sorriu sem animo.

— Aaron não tem como cuidar dele Elena — ela suspirou fundo. — E nem eu.

Se ninguém podia cuidar dele, o que fizeram com ele?

Meus olhos se arregalaram. Um arrepio percorreu minha espinha.

— O que isso quer dizer?

— Tem uma família — começou ela, pequenas gotículas de água escorriam pelo canto de seus olhos. — Uma família bem rica, que mora no sul... Eles não podem ter filhos, então...

— O que fizeram com ele? — falei alto, assustando-a. — Madeleine! Vocês não deram o pequeno Jeremy assim, né? Meu Deus!

Ela fez que não com a cabeça.

— Ainda não, mas nós não temos outra escolha Elena. Damon disse que se eu saísse outra vez, estaria demitida. Aaron precisa trabalhar, não temos dinheiro para que alguém cuide dele, não temos como cuidar. Ele crescerá melhor em um lar onde os pais possam, pelo menos, dar tudo a ele.

Minha cabeça iria explodir. Eu não podia acreditar que aquele bebê, tão pequeno e indefeso estava sendo dado de mãos beijadas a uma família que nós nem conhecíamos.

— Vocês não vão fazer isso — falei sentindo um nó na garganta. Eu não tinha autoridade para impedir, mas não iria concordar, não sem antes tentar fazer algo. — Madeleine, vocês não podem.

Ela abaixou a cabeça.

— O que quer que eu faça?

Meu coração ia a mil por hora. Eu tinha uma solução, tinha uma saída.

— Eu vou criar o Jeremy.

Falei séria e decidida.

Aquela era a primeira decisão importante que eu tomava na vida e talvez fosse a última.

Mas eu não iria deixar que ninguém que não fosse eu cuidar daquele homenzinho que não teve culpa de ter vindo ao mundo.

Só tinha um problema, e esse problema tinha olhos azuis, cabelos negros e cheirava maravilhosamente bem.

Notas finais
E então? O que vocês acharam? Beijos amoreeees!