Notas iniciais
Gente, quero pedir desculpas por ter passado tanto tempo sem postar, mas eu perdi tudo no meu computador e com isso a fanfic foi junto, até então eu tinha perdido o interesse em postar. Aí fui abrir o google docs e adivinhem o que encontrei?? Simmm! A fanfic estava lá, ok que eu tinha escrito uns cinco capítulos a mais que eu realmente perdi, mas enfim, aqui está o próximo e provavelmente vou demorar a postar novamente.
Mas eu amo vocês e muito obrigada pelos reviews, beijos amores ♥

Após o meu dia maravilhosamente produtivo com Katherine fui para casa mais feliz, mais animado e muito menos estressado.

Eu não entendia bem o que estava acontecendo comigo, mas eu sentia algo diferente toda vez que pensava em Elena.

Eu nunca achei que fosse me culpar por fazer sexo, mas desde a minha noite divertida com Katherine, eu sentia um peso na consciência, algo que me dizia lá no fundo que Elena não merecia aquilo.

Mesmo forçando a mim mesmo a acreditar que não fazia diferença alguma, eu sabia que fazia. Era como se eu sentisse algo por ela que me deixasse ser... fiel.

Sacudi diversas vezes minha cabeça, eu não poderia estar pensando em fidelidade num momentos desses. Afinal, qual homem é fiel? Isso não existe, a fidelidade é obrigação feminina e não masculina.

Não fui para casa naquele dia, pois aproveitei ao máximo minha secretária mesmo sentindo o peso da culpa.

Quando cheguei vi Elena lendo um livro no sofá da sala, já era de manhã, estava um pouco frio e ela estava enrolada em um edredom, sorri ao vê-la ali, era diferente de todas as mulheres que eu já tinha conhecido. Ela tinha a expressão séria e nem virou-se para falar comigo. Elena não sabia o quanto a sua falta de interesse me irritava.

— Estou bem, obrigado — falei irônico, sabia que isso a irritaria e eu queria me desculpar por ter sido um “insensível” sem contar que eu estava com um peso horrível na consciência. E só o fato de provoca-la já valia meu dia.

Ela, por outro lado não falou nada, tampouco desviou o olhar da leitura.

“Ela deve estar concentrada, por isso não respondeu.”

Mas eu sabia que ela não estava tão concentrada a ponto de não me ouvir. Comecei a pensar que talvez ela soubesse da minha aventura com Katherine.

“Não, claro que não”.

Para provoca-la ainda mais, sentei ao seu lado no sofá deixando uns dois centímetros de distancia entre nós. Exatamente como estávamos na casa de Klaus.

Ela foi obrigada a me olhar. Senti sua raiva perfurar meus olhos quando ela me encarou.

— Qual é o problema? — perguntou Elena irritada me encarando, a qualquer momento sairia fumaça pelas suas orelhas.

— Por que você está brava?

Eu não fazia ideia do que estava acontecendo. Só teria um motivo para ela me tratar assim e esse motivo ela não descobriria nunca.

Mas também desde a nossa discussão eu não havia falado com ele, até porque estava ocupado demais com uma certa morena deliciosa gemendo meu nome.

— Você me trata como uma babaca e depois quer que eu fique sorrindo e perguntando como foi seu dia? Ou melhor, noite.

Elena se levantou tão furiosa que me encolhi no sofá. Eu não costumava ter medo de mulheres, mas a reação dela me deixou confuso.

Eu ri. Não por ter achado graça, mas porque eu não sabia mesmo o que dizer. Ela parecia estar com ciúme e lá no fundo, isso me deixava animado e com uma pitada de esperança.

— Você está com ciúme por que dormi fora? — perguntei sarcástico.

Ela me fuzilou novamente.

— Eu não estou com ciúme! Só que como meu marido, você me deve uma explicação! — ela elevava o tom de voz a cada palavra, no final da frase ela gritava.

— E você deveria se comportar como minha esposa, para daí poder cobrar uma porra de explicação! — gritei igual a ela. Se era para acusar, vamos acusar.

Levantei ficando mais alto do que ela. Elena estava bem na minha frente, nossos corpos estavam tão perto que eu sentia a fúria dela exalar pelo seu corpo. Seus olhos me olhavam com uma raiva e com certo ar de autoridade que eu não via há dias.

— É isso que você quer? — indagou ela com um sorriso sem humor surgindo no canto do lábio. — Então é o que vai ter.

Ela me empurrou feroz para o sofá, cai desajeitado e Elena subiu em cima de mim logo em seguida. Suas pernas envolveram minha cintura tão rapidamente que eu não entendi muito bem o que ela fazia quando ela sentou por cima de mim e seus lábios colaram nos meus com urgência. Meio desajeitada, ela se posicionou no meu colo e suas mãos foram direto para meus cabelos.

Fiquei atordoado diante a atitude dela. De início eu nem me movi, pois fiquei imaginando a hora que ela sairia de cima de mim, me xingaria e colocaria a culpa por estar sobre mim, toda em mim.

Foi ela quem tomou a iniciativa. Sua língua buscava passagem entre meus lábios, cedi e iniciamos um beijo sincronizado e quente. Como se a boca dela tivesse sido feita apenas para me beijar.

Seus lábios tinham gosto de mel, eram tão doces e o beijo dela era diferente de todos os beijos que eu já dera, ela tinha um beijo doce e calmo ao mesmo tempo que me devorava e sua língua traçava uma longa batalha com a minha.

Fiquei imaginando se ela já havia beijado outros homens sem ser o paspalhão do Isaac, deduzi que não, embora soubesse o que estava fazendo e fazia muito bem.

Segurei ela pela cintura, apertando o corpo dela contra o meu e desci meus lábios para o seu pescoço, beijando e chupando levemente ali. Seu corpo se movimentava levemente sobre mim. Movimentos que me deixavam cada vez com mais vontade de arrancar aquele maldito vestido que cobria seu corpo.

Elena suspirava e deixava escapar alguns gemidos baixos enquanto suas mãos se revezavam entre meus cabelos e bíceps.

O frio que fazia há pouco parecia nem existir mais, a temperatura ali estava tão quente que queimaríamos a qualquer momento.

Comecei a desabotoar os botões de seu vestido sem sucesso enquanto continuava os beijos, esperando novamente que ela interrompesse e dissesse que estava enganada.

Mas ela continuou a corresponder e a me beijar cada vez com mais desejo. Seus lábios eram tão doces, aquilo era muito melhor do que eu imaginava. Elena de fato, me proporcionava muito mais prazer do que qualquer outra mulher já havia me proporcionado e apenas com meros beijos.

Aquele vestido era o mais difícil de se desabotoar que eu já vira, os botõezinhos pareciam não querer se abrir.

— Caramba, você corta esses negócios para conseguir tirar? — exclamei frustrado o suficiente para arrancar uma risada dela. Parecia que pelo menos alguém estava se divertindo com o meu fracasso ao tirar-lhe o vestido.

— Você precisa ter calma — alertou ela enquanto traçava uma linha de beijos que iam dos meus lábios ao pescoço. — Se continuar assim, vai estragar meu vestido.

Sua voz soava tão sensual que tive que me controlar para manter a calma, ela pronunciava devagar entre intervalos de beijos, aquilo estava me matando. Para ela era fácil falar em calma, afinal não era ela que ansiava por ver o que tinha debaixo daquele monte de panos.

Sua mão deslizou pelo meu peitoral e ela puxou minha camisa que estava dentro da calça, com um movimento extremamente provocante, Elena passou uma das mãos por baixo da minha camisa e brincou com os cabelos curtos da região do abdômen.

Mordeu o lábio inferior e remexeu-se sensualmente no meu colo, senti meus músculos enrijecerem e desejei arrancar todas nossas roupas e mergulhar dentro dela.

Após um momento consegui desabotoar aqueles malditos botõezinhos que pareciam não quererem abrir. Mas foi quando já estava no último botão que Madeleine entrou desajeitada na sala, corando diante aquela cena. Eu não teria notado se Elena não tivesse corado também e parado de gemer diante as minhas investidas em seu pescoço e as mãos nas suas costas acariciando toda aquela região macia e delicada.

— Meu Deus, eu sinto muito, eu não sabia, meu Deus, me desculpem senhores, por favor. Eu estou saindo, continuem, continuem.

Madeleine se retirou com a mesma rapidez que o nosso clima se fora. Elena ainda estava ofegante, mas deixou o corpo cair em cima do sofá ao meu lado enquanto recuperava o fôlego e ajeitava a saia do vestido levantada.

Fiquei olhando-a tentar e fracassar abotoar os botões do vestido que eu havia desabotoado. Quando notei que eu a encarava, suas bochechas rosaram. Era claro que ela não conseguiria abotoa-los, eu mesmo sofri para desabotoar.

— Acho que preciso de uma ajudinha aqui — esclareceu ela corando ainda mais. — Como você pode ver, eles são meio difíceis de arrumar.

Sorri um pouco sem jeito e ela virou-se de costas para que eu conseguisse ajuda-la.

Fiquei tentado a tirar completamente aquele vestido e puxa-la novamente para mim, mas eu sabia que ela recusaria, então apenas abotoei, sentindo um latejar incomodo nas partes íntimas e aquele desapontamento de uma relação sexual fracassada.

Dei um beijo de leve no pescoço dela e vi todos seus pelos descobertos se arrepiarem diante do meu toque. Pelo menos eu a excitava e isso era maravilhoso.

Quando terminei passei levemente minha mão pelo ombro dela. Elena se arrepiou novamente e se virou.

— Obrigada — gaguejou.

Não falei nada, ainda estava excitado, descontente e um pouco confuso pelo que acabara de ocorrer.

Eu não fazia ideia do que estava acontecendo com ela. Mas de três coisas eu tinha certeza:

Primeiro, Elena estava mesmo apaixonada por mim.

Segundo, eu me sentia extremamente culpado por ter dormido com Katherine na noite anterior.

E terceiro, ninguém no mundo me dava mais prazer do minha doce mulher.

Notas finais
Gostaram? Espero que sim!! Beijos gatas, até o próximo s2