Im Raio

10 Capítulo 9


Notas iniciais
Olá pessoinhas do meu S2, então, desculpem a demora aí, respondendo algumas dúvidas os Vingadores vão aparecer, mas ainda falta acontecer algumas coisinhas, como por exemplo a raio ainda vai ter alguns "casinhos" antes disso, terá ambém a entrada de personagens novos, como uma suposta companheira para o tio Voldy, também terá um ex da Bella (Sem ser o Tony, alguém que ela passou apenas uma noite, mas que se tornaram grandes amigos) Também terá a entrada dos X-mens que chagam junto com os Vingadores.
Ahh, eu quero agradecer à Kamoon, VicBergler, Angelina Malfoy, Anna Lima & A Garota do Lobo pelas recomendações que recebi até agora, e a todas as outras leitoras e leitores (Se tiver) pelos reviews e pelo apoio!

Terceira pessoa POV:

– Ela aprendeu essas saídas triunfais com você, e esses discursos são muito familiares para mim... – Dumbledore comentou para Severo depois que Raio se retirou da sala sendo seguida por Lupin.

Severo revirou os olhos e disse.

– É um talento natural, para nós dois. Agora eu tenho certeza que você tem algo a dizer então desembucha velho. – Embora sua voz era cortante com o sarcasmo, na ultima parte ambos sabiam que não era um insulto, e sim algum tipo de ‘camaradagem’.

Em um canto da sala Hermione tinha aberto o Grimório e lia a primeira página calmamente enquanto Rony e Harry viam as letras pularem fora de alcance quando tentavam ler algo.

‘Este diário de magia pertence a Raio, aqui contém minhas obras mágicas, quero deixar claro que não vejo diferença entre magia ‘branca’ e magia ‘negra’ para mim, não existe essa distinção, a magia é uma só e quem define se é boa ou ruim é quem a usa.

Mas caso alguém tenha problemas com isso, não aconselho a ler este diário, pois aqui encontrará poções, feitiços e maldições, muito poderosos, e talvez, em alguns pontos de vista, muito obscuros.

As magias aqui contidas, em sua maioria são feitas para uso em batalhas, duelos ou emergências.

Ass.: I.M.H.’

O que tem escrito aí? – Harry perguntou frustrado ao não conseguir ler. Rony concordava com o sentimento de seu amigo, mas não comentou nada pois ainda tentava ler o que havia no diário.

– Você foi um agente duplo, ou melhor, triplo desde quanto tempo? – Dumbledore perguntou curiosamente a Severo.

– Eu sou padrinho dela, ajudei a tirá-la da casa antes que você ou qualquer outro viesse atrás do bebê, como ninguém sabia sobre ela além de mim, e o grupinho do Potter, não foi preciso muito para abafar sua existência. Eu sempre a visitei no instituto desde bebê, e lhe dou aulas desde os seus sete anos que foi quando seus poderes começaram a aparecer. – Respondeu Severo com um raro sorriso parecendo distante com as lembranças.

– Então você a conhece muito bem? – Perguntou o velho com um brilho calculista nos olhos. Severo o olhou estreitando os olhos e respondeu.

– Sim. E não eu não vou revelar nada sobre ela, E nem espiá-la ou qualquer coisa assim. Não peça isso Dumbledore você não vai gostar da resposta. Nem mesmo o voto que você me obrigou a fazer anos atrás me convencerá a isso.

– De que lado você está? – Perguntou o velho escondendo seu desapontamento com uma expressão calma e calculista.

– Do dela. – Severo respondeu sem hesitar. – E sempre estarei do dela.

– Mesmo que isso o mate? – Perguntou Dumbledore.

– Isto é uma ameaça? – Perguntou Severo o olhando fria e desdenhosamente. Morreria por ela, disso tinha certeza, mas ele tinha ainda mais certeza de que queria continuar vivo e presente em sua vida, ela era como sua filha, e ele a amava deste modo. Assim como ela o considerava como um pai, sendo que ele cuidou dela por muito tempo antes mesmo que Logan entrasse em sua vida. Ela amava a ambos como seus pais e não desejava perder nenhum deles.

Dumbledore balançou a cabeça percebendo que não conseguiria nada sobre ela vindo de Severo, era perceptível que ele nunca a trairia.

– Apenas me responda uma coisa... Ela é confiável? – Perguntou.

– Você a viu, decida você sozinho, cada um de nós temos um julgamento diferente do que é confiável e o que não é. Eu confio a ela minha vida e nada do que você diga ou faça mudará como eu me sinto sobre ela. Mas ela aceitou treiná-los, você viu seu poder no salão. O Lord das trevas não a quer morta, não depois de perceber o grande poder que ela carrega, ele a quer como seguidora, e mesmo assim ela decidiu estar ao nosso lado na guerra. – Sem dizer mais nada Severo deu meia volta, e com suas vestes balançando atrás de si, saiu da sala a passos rápidos.

– Sou só eu que acho isso uma má idéia? – Perguntou Rony após Hermione ler a primeira folha em voz alta para os dois entenderem. Harry acenou com a cabeça concordando e Hermione Bufou.

– Aqui está dizendo que tem magias para serem usadas em batalhas e em emergências, nós com certeza precisamos disso, além do mais, vocês a ouviram, se ela me deu isso é porque com certeza irá nos ajudar de alguma forma. – Ela falou, em seguida levantou-se fechando o diário e o guardando em suas vestes, e caminhou para fora da sala desejando boa noite para os que ainda estavam na sala. Os garotos a acompanharam tentando argumentar, mas ela estava decidida a ler o diário. Apesar dela não ter gostado do que sua treinadora tinha feito na hora em que ambas duelaram, ela entendeu que era um teste, na qual ela passou, sabia também que ganhar de Raio foi algo extraordinário considerando tamanho poder que ela exibiu no salão, por um momento após o duelo se perguntou se Raio a havia deixado ganhar intencionalmente, mas logo desconsiderou essa idéia, ela não acreditava que Isabella se deixaria perder assim. Então Hermione sentia-se honrada porque Raio a confiou seu diário de magias, e sabia, por esse gesto que a treinadora tinha tomado gosto para a Grifinória sabe-tudo de Hogwarts, e Hermione não queria desapontá-la.

************

Lupin correu atrás de Raio assim que ela retirou-se da sala, apesar dela ter oferecido ajudá-lo na lua cheia ele ainda se sentia ansioso e inseguro sobre isso, tinha receio de que ela desistisse de ajudá-lo, ainda mais depois do que houve na sala precisa.

– Não se preocupe. – A voz dela o tirou dos seus devaneios. Ela estava encostada em uma das estátuas do corredor em que estavam, ele nem havia percebido quando ela parou de andar. – Eu ainda vou ajudá-lo, é claro se você ainda quiser. – A ultima parte saiu extremamente irritada, o ocorrido na sala precisa não ajudou nem um pouco em seu humor e temperamento.

Remus suspirou e pareceu como se um peso fosse retirado de suas costas, embora ainda havia uma grande carga lá.

– Obrigado. – Ele murmurou sabendo que ela ouviria. – Sinto muito pelo que houve lá dentro. – Ele apontou para o caminho de onde vieram indicando a sala precisa.

– Não sinta. Eu não sinto. Apenas me irrito com o fato de que continuem a questionar cada passo que dou. Como eu disse se não confiam em mim arranjem outro professor. Mas eu não gosto de dar satisfações nem de ser questionada o tempo todo, Sev sabe de quantos treinamentos eu abandonei por causa disso. Na verdade eu já abandonei alunos por muito menos do que houve hoje... — Ela deu de ombros, como se falasse de algo banal. Remus assentiu pensando sobre suas palavras.

– Vocês se conhecem há muito tempo? Você e Severo? – Perguntou curiosamente, enquanto ambos voltavam a caminhar pelos corredores da escola.

– Sim. – Ela respondeu indiferente.

– Ele é seu... – Incitou Remus.

– Padrinho. Era amigo de minha mãe na escola. – Remus franziu a testa tentando lembrar-se de alguém que poderia ser mãe dela, alguém que tenha sido amiga do seu antigo inimigo de escola.

– Jillian Morison? Esse era o nome de sua mãe? – Perguntou um pouco confuso.

– Sim, Jillian Morison Potter, você deve lembrar-se dela como meia irmã de Tiago Potter. – Raio disse em um tom fechado. Não gostava de falar sobre sua mãe.

– Ah sim, Jill, eu não a vi em anos depois que saímos da escola... — Remus comentou. Raio olhou para longe tentando não ser mal educada e mandá-lo calar a boca. Percebendo o desconforto dela com o tema da conversa mudou de assunto. – Você disse que não estaria na escola na lua cheia... Onde...?

– Na floresta proibida. É um bom lugar para a transformação. – Ela respondeu aliviada pela mudança de assunto.

– Ah... – Eles pararam de andar quando chegaram ao quadro que dava para o salão comunal da Sonserina apareceu por entre os outros quadros. – Boa Noite. – Remus murmurou.

– Boa noite. – Raio respondeu assentindo. – Salazar Slytherin. – Ela murmurou para o quadro e entrou no salão deixando para trás.

Raio POV:

O salão comunal estava cheio, parece que ninguém tinha ido dormir. Tudo ficou silencioso quando eu apareci, ignorando todos os olhos em mim, caminhei para as escadas fingindo estar sozinha.

Foi um dia cheio e eu estava com sono, e não estava nem ai para esses imbecis. Eu ainda estava muito irritada, com os Cullens, com Dumbledore, com Harry, com Lupin, com tudo. A lua cheia tinha esse efeito em qualquer licantropo e sua proximidade me afetava mais do que os outros dado as minhas inúmeras formas de licantropia. Precisava dormir, quem sabe amanhã acorde com um humor melhor...

Quando eu estava no meio das escadas, alguém me interrompeu.

– Raio?! – Parei sem me virar e perguntei.

– O que? – Parecia rude, mas eu não me importava.

– Hã... Só queríamos saber se você está bem... Sabe depois da luta no salão...? – Continuou a falar.

– Estou ótima. – Respondi seca. Minha raiva só crescia, e eu realmente não queria estourar novamente, pelo menos não em publico.

– Ah... E... – Interrompi quem estava perguntando falando baixa e roucamente em uma voz que era ameaçadora.

– Parem com a conversa fiada... Não tenho paciência para isso. – Novamente o silencio se arrastou pela sala, olhei pela pequena e única janela que tinha no salão onde a luz da lua inundava pelo cômodo, meus olhos tinham mudado para âmbar o que reforçava minha demanda silenciosa. — Não precisam ficar tentando puxar conversa comigo por quem tem medo que eu os mate. –Acrescentei percebendo o medo se instalar na sala. Sem dizer mais nada apenas continuei a subir as escadas.

Tomei um banho rápido, sabia que não conseguiria dormir graças a proximidade da Lua cheia, então me sentei na janela que tinha no quarto com um livro sobre portais na mão. Eu tinha encontrado-o na primeira vez que peguei um portal, tinha simplesmente aparecido, ou melhor, despencado em cima de mim, três livros sobre eles quando eu atravessei totalmente o portal, devo acrescentar que um deles pesava uns cinco quilos e era mais grosso que a minha coxa e mais velho que o Dumbledore e Voldemort juntos. Fazia exatamente um ano que eu não atravessava nenhum portal, desde que ele tinha feito o que fez.

(N/A: Tipo aquela janela que o Harry fica sentado com a Edwiges nos dormitórios da Grifinória no primeiro filme)

Depois de alguns minutos escutei Pansy e Lilith entrarem no quarto, mas não me virei para vê-las, era irritante ter todo mundo com medo de mim todo tempo.

– Hmm... Raio...? – Lilith começou se aproximando junto com Pansy. Eu olhei para elas de má vontade, elas engoliram em seco disfarçadamente ao perceber meus olhos na cor âmbar. Eles ficariam assim até depois da transformação, eu poderia forçá-los ao azul, mas isso gastaria energia e eu não me importava em deixá-los assim.

– Nós só queríamos saber se você está realmente bem, sabe, você não parecia bem quando o professor Snape te tirou do salão mais cedo... – Pansy completou se aproximando corajosamente.

– Estou bem. – Respondi voltando a olhar para o livro, não me preocupei em esconder a capa, ele se camufla sozinho, para os outros parece apenas uma cópia do meu livro favorito, que fala sobre Defesa Contra as Artes das Trevas e Duelos.

– Foi muito incrível o que você fez no salão, e aquele vampiro merecia. – Lilith falou também se aproximando e as duas se sentaram perto de mim.

– Ah, e agente não tem medo de você, nem os garotos... – Pansy disse rapidamente. – Bem, eu não gostaria de ter você com raiva de mim, mas tudo bem, nós também temos medo do Snape, apesar dele ser bondoso com os Sonserinos. – Com essa eu tive que rir, Sev é uma figura.

– E os garotos acharam o máximo o que você fez, você agora é a mais nova ídolo deles. – Lilith acrescentou também sorrindo. Eu apenas rolei os olhos para isso com um pequeno sorriso, sem mostrar os dentes.

Eu posso me controlar nas vésperas de luas cheias, ou na própria lua cheia, mas eu realmente prefiro deixar meu animal interior se libertar lentamente com a aproximação da lua, isso me dá mais controle e colaboração do meu animal. Além do mais, gasta muita energia para manter-me fora da influencia da lua, por isso eu geralmente deixo meus olhos assumirem a cor âmbar com a proximidade da lua, bem como meus caninos se afiando, ou meus sentidos melhorando ainda mais. No instituto todos estão acostumados e não me julgam por isso, creio que em Hogwarts, as pessoas não serão tão compreensivas, mas eu não iria deliberadamente me enfraquecer, passar por algo extremamente doloroso e não libertar minha besta quando necessário somente para que esse bando de adolescente sem noção pensem que eu não sou um monstro, até porque dizer isso seria uma extrema ironia, pois a única coisa que eu nunca fui foi humana.

Passamos mais algum tempo conversando até que as duas pegaram no sono no chão mesmo. Levei-as para suas respectivas camas com um feitiço de levitação e voltei ao meu livro, sentindo a formigação familiar da lua modificando muito lentamente, milímetro por milímetro das moléculas do meu corpo, embora a transformação só ocorresse realmente no auge da lua, e se eu me deixasse levar por ela.

Eu sabia que Remus se sentia diferente de mim, incômodo com a proximidade da lua, era sempre assim para quem não tem o controle e plena aceitação física de sua licantropia. Enquanto a pessoa nega seus genes o incômodo é mais forte, mais doloroso. Era isso que eu ensinaria a Lupin, ele deveria não negar sua transformação, mas recebê-la de braços abertos.

Vi o dia começar a amanhecer lentamente e me levantei guardando o livro em meu malão que era protegido com um feitiço que só deixaria que eu mesma o abrisse, e que daria um ‘castigo’ especial em quem tentasse abri-lo sem minha permissão.

Tomei um longo e relaxante banho e coloquei uma calça justa de ginástica na cor preta com uma listra branca dos lados. Um top preto que cobria o sutiã meia taça negro que eu usava. Calcei um tênis também preto com três listras verdes de cada lado. Amarrei meu longo cabelo em um rabo de cavalo em firme, não coloquei maquiagem alguma, apenas peguei meu I-Phone (Preto para variar, assim como os fones de ouvido) selecionando uma playlist, e saí do quarto.

Nesse momento já era umas 6:50, já que eu havia demorado bastante no banho relaxando meu corpo para os exercícios que faria em seguida. Fui ao salão principal não querendo incomodar os elfos quando já havia bastante alimento pronto no grande salão, que ainda estava praticamente deserto. Apenas Dumbledore, Minerva, Severo e Remus estavam na mesa dos professores, alguns alunos do sétimo ano, e alguns do quinto nas quatro mesas.

Fui para a mesa da sonserina ignorando os olhares em mim, nem essa hora da manhã esse povo antipático deixa esse comportamento idiota... Peguei apenas uma fruta qualquer e me dirigi às portas novamente ciente de que estava sendo seguida por um garoto da própria sonserina que estava antes em seu grupinho de amigos na mesa.

Deixei o ritmo da minha caminhada se abrandar um pouco fingindo me entreter com a maçã enquanto a levava aos lábios fechando os olhos escutando atentamente seus passos, bem como seu cheiro e me guiando cega, mas precisamente em meu caminho.

O que diabos esse garoto queria? Era mais um idiota querendo pontos comigo depois do show de ontem? Ou algum infeliz que quer se mostrar o fodão me desafiando? Será que ele acredita estupidamente que eu não o machucaria por ser um aluno? Ou crê nisso por ser um Sonserino e deixou a arrogância levá-lo até esse ponto? Ou mesmo um comensal da morte com interesses mais escuros? Não leria a mente dele, até porque pra isso eu precisaria abrir um espaço em minha mente o que me renderia em uma infeliz de uma dor de cabeça. Eu poderia lidar com ele sem usar poderes extras.

Cinco passos... Quatro... Três... Dois... Um...

Senti sua mão em meu ombro e parei a caminhada olhando para ele como se não tivesse percebido que me seguia, estávamos a três passos de sair do salão, e eu estava ciente de todos os olhares em nós, todos haviam deixado de fazer o que antes faziam para nos dar atenção.

– Olá. Raio não é? – Perguntou mexendo nos cabelos, creio eu, em uma tentativa falha de parecer sexy. Eu apenas assenti na minha melhor cara de tédio. – Bom, eu sou Adriano Pucey, eu não pude deixar de perceber que o sanguessuga de ontem era seu ex... – Resisti a vontade de rolar os olhos, isso provavelmente todos haviam percebido. – Ele te deixou não é? Um idiota eu acho. Abandonar uma garota tão bonita e poderosa como você por aquela sanguessuga com cara de mal comida... – Com essa eu tive que rir. Primeiro porque ele estava dando em cima de mim, e segundo porque ele expressou exatamente como eu penso da Denali.

Ele levou isso como um sinal de que estava progredindo, e lançou-me um sorriso torto ridículo, e se aproximou mais passando a mão no meu braço.

– Então... Sabe, sábado tem a primeira visita a Hogsmeade... Agente podia ir junto sabe... Garanto que não sou tão imbecil quanto o vampirinho pra deixar passar uma gata como você... – Fiz a minha melhor cara “falsa” de decepcionada e disse.

– Infelizmente eu já tenho compromisso no sábado. – Dei meia volta, mas o estúpido fechou sua mão em meu braço em um aperto mais leve do que uma casca de ovo, que eu poderia retirar facilmente, mas sinceramente a audácia desse garoto está indo longe de mais, ele não aprendeu nada com a surra que eu dei, nos sanguessugas ontem? Instintivamente a raiva fluiu em mim, estávamos perigosamente perto da lua cheia e me irritar não era algo sensato, na verdade não era sensato me irritar em nenhum momento.

– Foi o Cornfoot não foi? Ele convidou você antes! Idiota, me mandou aqui só pra fazer papel de besta, mas não... Você não pode ir com ele. Cornfoot é um otário galinha, só quer transar com a garota mais poderosa da escola e se vangloriar depois... – Ele apertou a mão em meu braço e eu resisti à vontade de retrucar ‘E você não quer o mesmo?’. Fechei os olhos por um segundo, filtrando minha irritação e afastei meus sentimentos disso, ou isso iria dar em uma merda maior. Eu podia ver Sev sorrindo discretamente na mesa dos professores embora estivesse um pouco preocupado, pois conhecia meu temperamento. O idiota continuava a balbuciar ao meu lado apertando ainda mais a mão em meu braço, ficaria uma marca vermelha se eu não curasse tão rápido, mas quem esse Filho da Puta achava que era pra ditar alguma coisa pra mim? Sua mão apertou um pouco mais em meu braço e antes que eu fizesse algo como quebrar seu braço em picadinhos senti uma energia escura vindo de seu pulso, concentrando-me um pouco senti a energia da marca negra, esse infeliz,realmente queria fazer comigo o que disse que o tal de Cornfoot faria, mas isso era algo muito maior, provavelmente o Lord Cara de Cobra já sabia que eu estava aqui e quer que seus seguidores me levem para ele. Respirando fundo novamente olhei-o com minha melhor expressão agradável e falsa.

– Pucey querido... – Falei em uma voz enjoativamente doce. Ele me olhou surpreso pelo meu tom, mas logo deu um sorriso malicioso novamente pensando que eu o escutaria. Dei-lhe um sorriso falsamente inocente que encobria um sorriso sombrio e lancei a maçã em minhas mãos para o alto ao mesmo tempo em que lhe dava uma rasteira em velocidade trouxa (Lerdamente) apoiei um pouco a queda para que ele não sofresse uma contusão ou algo mais grave do que eu queria e coloquei um braço em seu peito o prendendo no chão, minhas pernas imobilizavam a parte de baixo do seu corpo e minha outra mão se esticou para pegar a maçã que caiu certeiramente em minha palma. — Eu não vou sair com você, nem transar com você, muito menos com esse tal de Cornfoot, e eu sugiro a você e seus amiguinhos... – Lancei uma olhadela para os outros garotos na mesa da sonserina e pisquei maldosamente fazendo-os ficar mais temerosos do que estavam. – Que não tentem nada comigo, porque da próxima vez que você ou qualquer outro que tentar tocar em mim com intenções imundas, depois que eu acabar com vocês, as torturas do Lord estúpido de vocês vai parecer brincadeira de criança... Métodos de tortura trouxa são tão interessantes não é? – Comentei sorrindo sadicamente, e ele parecia apavorado principalmente depois que eu mencionei o cara de cobra. – Métodos bruxos também... Mas você não conhece os métodos que os mutantes usam... Principalmente para alguém como eu que tem tantas cartas na manga... – Eu continuava a sorrir falsamente inocente com uma pitada infantil e por algum motivo isso parecia assustar ainda mais o garoto ofegante abaixo de mim. – Acredito que nos entendemos não é? – Perguntei agradavelmente.

Ele assentiu freneticamente, não parecia ter forças para falar alguma coisa. Sorri novamente dando uma mordida na maçã e me levantei em uma velocidade um pouco mais rápida do que a que usei na rasteira e sai do salão.

Fim do Capitulo.


Notas finais
Foi mal ai esse final, mas eu não sabia como acabar o capítulo então acrescentei isso aí pra não deixar tão pequeno.
Então eu queria repassar a mensagem aqui também de que eu a partir desse cap, só posto com reviews e Recomendações (MUHAHAHAHAH #Soumá!) Então sebo nos dedos e até a próxima!
Bjs
P.E.