Im Raio
11 Capítulo 10
Notas iniciais
Espero que gostem!
Boa Leitura!
Bella POV:
Os dias passaram rapidamente, e num piscar de olhos sábado chegou, acompanhado da lua cheia. Nos últimos dias eu não dormi nem um segundo se quer, a aproximação da lua me deixava agitada, ainda mais do que os licantropos normais. Remus parecia um pouco melhor que eu no quesito sono, ele pelo menos parecia estar dormindo algumas horas, mas estava mais inquieto, nervoso e irritado, a besta ativava nossos instintos primitivos, e a dele ainda era selvagem, por conta disso falta-lhe o controle. Pansy, Lilith, Draco e Blaise continuavam achando todos os meus poderes ‘muito maneiros’ e mais ainda o fato de que eu estava treinando os vampiros, o trio e Lupin. Draco não era tão estúpido e arrogante como todos pensam, na verdade ele até que é bastante agradável, exceto para aqueles que não são sonserinos. Isso vale para quase todos os outros Sonserinos, eles não simpatizavam muito com as outras casas.
- Calma Raio, você está muito nervosa. – Pansy falou enquanto caminhávamos para o salão principal na hora do café.
- É impossível que eu fique calma pelos próximos dias Pansy, você sabe muito bem disso, estou ansiosa pela lua... – Respondi vagamente. Meus pensamentos continuavam a escorregar para coisas ilógicas para um humano, como por exemplo os diversos aromas que sentia ao nosso redor, a visão das mínimas coisas, mínimos detalhes, muito mais vívidos do que quando eu estou em meu estado normal. Sentia uma vontade louca de correr por entre as árvores, minhas patas contra o solo...
Respirei fundo fechando os olhos para me acalmar, ignorando as pessoas que abriam espaço ao nosso redor, para passarmos.
Me acalmei um pouco, forçando a diminuir um pouco os efeitos da lua, pelo menos por hora, e entramos no salão. Eu estava tensa, observando tudo ao meu redor, não gostava de ficar no meio de multidões nesses dias, eu era meio... Na verdade praticamente totalmente insociável, que Pansy e Lilith tenham conseguido me convencer a vir para o salão principal com elas, e que eu tenha respondido a pergunta de Pansy agora a pouco, se devia ao fato de que eu estava tentando me focar em coisas que pessoas sem bestas interiores faziam, e não nos meus sentidos se aprimorando.
Sentei-me a mesa e franzi os lábios em desgosto olhando para os bolos, sucos de fruta e outras massas ao nosso redor.
Peguei um bolo de carne, a única coisa que me parecia atraente e comecei a comer rigidamente, já que meu subconsciente continuava a me dizer que eu estava fazendo errado e precisava largar o garfo e cair de boca.
Vi Lupin na mesa dos professores com uma profunda cara de nojo para sua comida, nossos olhos se entreolharam e ao notar que os meus estavam completamente âmbar e com as pupilas dilatadas iguais aos de um verdadeiro felino os deles também se modificaram tomando a cor dourada, iguais aos de um lobo.
Ele segurou um rosnado e eu enviei uma onda de calma em sua direção, ele não precisava da influencia da minha besta agora, somente a noite isso aconteceria. Retardei o sentimento da minha besta para não afetá-lo e vi seus olhos voltarem ao normal e ele respirar aliviado. Percebia muitos olhares na minha direção, principalmente dos Cullens, eles podiam sentir o aroma animal exalando de mim cada vez mais forte, só que era muito confuso, meu cheiro era como se todos os felinos existentes se juntassem num só lugar.
- Blaise o que diabos você tem? – Ralhei irritada, qualquer coisinha parecia me irritar agora, ainda bem que meus poderes ajudam a me controlar, porque se dependesse do meu temperamento.
- Eu... – Espirro. – Não... – Espirro novamente. – Sei... – Ele soltou uma seqüência de espirros muito engraçados fazendo Draco, Pansy, Lilith e Theo rirem, enquanto eu rolava os olhos.
- Alguma alergia?- Perguntei de mal humor.
- Hmmm... Sim. – Espirro. – Gatos. – Com isso eu comecei a rir. Não era possível não rir com aquilo. Ele estava com alergia a mim!
- Do que... –Espirro.- Você... – Espirro. — Ta... – Espirro. — Rindo hein... – Espirro. — Relâmpago? — Fechei a cara para o apelido.
- Não tem graça Zabini. E eu to rindo porque você está com alergia a mim. – Respondi. Draco, Pansy, Lilith e Theo riram ainda mais com minha resposta.
- Sério você é muito bonita e tal... Mas... – Draco começou a falar.
- Eu estou falando literalmente loiro azedo. – Rolei os olhos. – Hoje é Lua Cheia. – Acrescentei para seus rostos confusos.
- Por isso você tá tão irritada e nem quis sair do quarto! – Pansy exclamou.
- É. – Disse seca.
- Você está bem? – Perguntou Theo docemente, como esse menino veio parar na Sonserina Mesmo?
- HEY!... – Espirro. – Eu... – Espirro. – É... – Espirro. – Que estou... – Espirro. – Com... – Espirro. – Alergia... – Espirro. – E Você... – Espirro. – Se preocupa... – Espirro. – Com ela? – Espirro indignado. Eles riram novamente e Theo respondeu.
- Foi mal Blás, mas é que ela é uma gatinha... – Ele disse me mandando uma piscada sarcástica e maliciosa. Ri um pouco, mas rapidamente me distraí quando um cheiro doce e enjoativo adentrou minhas narinas.
- Que é Cullen? – Perguntei estressada, aquele cheiro queima!
- Hmm, Bellinha... – Emmett começou a falar hesitante pelo meu tom.
- Bellinha é o Caralho. – Rosnei, que apelido mais gay...
- Certo, Raiozinho... – Rosnei novamente, mas ele não tirou o apelido mais ridículo ainda. – Agente queria saber se podemos assistir, sabe... Hoje a noite... – Perguntou ele parecendo uma criança que vai a Disney.
- Agente quem? – Perguntei jogando meu prato longe, e franzindo o nariz, credo como alguém pode feder daquele jeito?
- Alguns Cullens, Alguns Denalis, e Alguns bruxos... – Falou Ele.
- Especifique. – Mandei já me irritando com o cheiro. A espécie dele não é exatamente inimiga mortal da minha espécie de licantropo, mas cara esse cheiro é de irritar qualquer um o bastante para matar...
- Eu, Rose, Carlisle, Esme, Jasper, Alice. O Edward e a Tânia não são loucos de dar as caras por lá com você assim, a Kate e o Eleazar querem assistir também, e dos bruxos, o Papai Noel, a Minie Mouse, a cabelo rosa, o morcegão e o cachorro.
- Suponho que o papai Noel seja Dumbledore, a Minie Mouse a McGonagall a Cabelo rosa aquela garota da ordem que não tira os olhos do Remus, O morcegão seja Sev e o cachorro seja o Cachorro Black. – Falei arqueando uma sobrancelha e afastando-me um pouco para trás para evitar sentir seu cheiro... Mas o que é que eu estou fazendo? Eu sou uma bruxa! Porra, eu odeio quando perco as coisas assim tão na cara, mas eu estava tão distraída que nem percebi.
Fiz um gesto com a mão na Direção de Emmett e seu cheiro sumiu, respirei fundo aliviada, ninguém merece aquilo...
- Muito melhor. – Resmunguei.
- São esses aí sim, mas o que você fez comigo? – Perguntou olhando para suas roupas desconfiado, vai que eu o visto de mulher? (Roladinha de olhos básica)
- Não importa. Eu não to nem aí se vocês querem ou não assistir, mas pergunte ao Remus o que ele acha, e pelo amor de Merlin, coloquem um feitiço de anular odores em vocês ou eu não me responsabilizo... – Falei franzindo o nariz com a lembrança.
- Por quê? – Perguntou Curiosamente.
- Seu cheiro é horrível. Cheiro de Vampiro Argh! – Estremeci. Ele riu ao invés de ficar ofendido e praticamente saltitou feliz de volta para perto dos Cullens. Virei-me de volta para os Sonserinos e ao ver suas expressões eu resmunguei.
-Não.
- Mas Raio... – Lilith começou a dizer.
- Nada disso, nem tentem, eu vou colocar um feitiço para impedir aproximação do local. Os vampiros podem se defender melhor ou correr caso aconteça algo, o Diretor, A Auror e a Vice diretora saberiam se virar perfeitamente, Vocês nunca viram uma transformação antes, não saberiam lidar com duas ao mesmo tempo, é muito perigoso. Eu estarei ocupada com o Lupin, já que ele não tem controle e não terei tempo para mais nada, se fosse só eu tudo bem, mas... Não. – Encerrei meu discurso e eles ficaram calados. – Você não tava com alergia? – Perguntei a Blaise que sorria sem espirrar.
- Feitiço do Cheiro Gatinha! – Piscou maliciosamente. Eu balancei a cabeça negativamente e me levantei.
- Eu vou correr para liberar as energias. Até amanhã. – Falei.
- Porque amanhã? – Perguntou Pansy.
- Porque eu só volto amanhã? – Perguntei sarcasticamente. Ela rolou os olhos e me olhou insistente. – Vou correr até escurecer e a noite estarei ocupada. Agora se não se importam... – Sem esperar resposta me virei indo em direção a porta do salão.
- APROVEITA A NOITE HEIM RAIO! – Berrou Blaise maliciosamente chamando a atenção de todo o salão. Ele fez parecer que eu passaria a noite toda transando loucamente com algum gostoso. Sem dizer nada estiquei a mão em punho para cima deixando somente minha garra do meio aparecer lhe dando ao invés do dedo a garra em sinal universal de foda-se.
Alguns riram com isso e eu rolei os olhos retraindo a garra e saindo do salão. Estava ficando cada vez mais agitada, porque diabos a noite não chega logo?
Terceira Pessoa POV:
Raio passou toda a tarde correndo pela propriedade de Hogwarts, deixando-se distrair pelo movimento das arvores, pela excitação da corrida e esquecendo de tudo ao seu redor. Somente parou quando começou a sentir a aproximação mais forte da lua, olhou para o céu que já começava a escurecer e tornou a correr em sua máxima velocidade para a entrada do castelo onde Lupin já estava lá de cara amarrada para os outros que o seguiam, principalmente para a auror de cabelos rosa Ninfadora Tonks.
- Você não tomou a poção não é? – Perguntou Raio aparecendo de repente assustando a maioria deles exceto Remus que negou com a cabeça.
- Perfeito. – Ela falou virando-se para os outros. Ela agora usava um short velho de malha preta, e uma camiseta rasgada muito antiga, já que as roupas se perderiam na transformação. – Vocês só irão assistir a mudança, nada de tentar nos seguir na floresta, devem saber o quanto é perigoso. E VOCÊS AÍ ATRÁS PODEM VOLTAR PARA SEUS SALÕES COMUNAIS OU EU MESMO VOU DEIXÁ-LOS LÁ. – Berrou a ultima parte olhando para uma coluna a alguns metros deles.
Ouviram-se alguns resmungos em seguidas alguns passos correndo de volta para o castelo.
- VOCÊS TAMBÉM. – Berrou novamente olhando para um ponto onde ninguém via nada além de ar. – É eu posso ver através da capa, então dêem o fora daqui imediatamente ou eu vou fazer vocês terem uma experiência nada agradável com uma transformação. – Ameaçou. Os três grifinórios em baixo da capa da invisibilidade gemeram frustrados, mas voltaram para dentro do castelo.
- Você vê mesmo através da capa? – Perguntou Dumbledore interessado.
- Eu vejo mais a energia do corpo deles, e a energia da capa... Não tem realmente como explicar. Vejo que colocaram o feitiço do odor que mandei, mas ainda posso escutar e ver tudo em vocês, devem colocar um escudo quando nos afastarmos, precaução sempre é bem vinda. – Falou olhando principalmente para os vampiros. – Nesse momento um cachorro negro se aproximou deles e Raio franziu o nariz. – Ugh, cachorro!
O cachorro negro latiu para ela em seguida se transformou em um belíssimo homem de cabelos negros e olhos cinzentos.
- Uhg, gatos... – Ele falou no mesmo tom que ela.
- Olá Black. – Raio rolou os olhos para o moreno.
- Olá Howlett. – Sirius Black Respondeu no mesmo tom divertido.
- Vocês se conhecem? – Perguntou Minerva, não obtendo resposta, pois Remus gemeu de dor chamando a atenção de todos para ele que agora mantinha-se de joelhos. Quase que inconscientemente Raio esticou o braço passando a mão por seu rosto que continha uma expressão de sofrimento, e ele relaxou sob seu toque.
- O que você fez? – Perguntou Carlisle.
- Eu sou Rainha, e eu trago paz aos meus. – Todos se assustaram com o tom rouco e cerimonial de sua voz, os olhos dela estavam quase completamente dilatados, âmbar da mais profunda e neon cor de mel. Raio olhou para as vestes longas de Remus e estalou os dedos deixando-o apenas com uma bermuda velha. Ele Levantou a cabeça farejando o ar. A cabeça girou com um impulso, os olhos fixos em Tonks. Arrastou-se lentamente até ela, os olhos eram da cor do céu da primavera, inocentes como uma manhã de abril. O olhar neles não o era. Olhou-a como se perguntasse qual seria meu sabor. Como um humano acreditaria que pensava em sexo, agora, talvez, só pensava em comida. Ali não era mais ele e sim a besta, toda a sanidade e controle tinham escorrido de seu corpo e mente.
Tonks respirava rapidamente e agora não só Remus quanto Raio mantinha os olhos fixos nela.
- Não... Se... Mova bruscamente... – Severo falou muito suavemente, mantendo-se o mais parado possível. – Eles podem sentir o seu medo... E isso é o mesmo que admitir ser alimento... Se você corre ou tem medo... Você é a caça... – Explicou.
- Porque eles ainda não se transformaram? – Sirius perguntou olhando para a Lua completamente visível e cheia acima de suas cabeças. – A essa hora nas luas Cheias o Aluado já tinha se transformado, porque é diferente agora? – Perguntou também muito parado assim como os outros.
- Ele nunca esteve na presença de um Alfa antes. Bella é uma alfa, e ainda uma rainha. E a besta dele reconhece. É uma das leis do mundo Lycan. Se um menor se transforma antes que o alfa sem a permissão, é um desafio claro contra o poder deste alfa... E eles devem lutar até a morte para decidir quem é o melhor... Ele só mudará se ela permitir que ele mude antes, porque a besta dele sente o poder dela, sabe de sua condição de alfa e sabe que morrerá se a desafiar. – Severo continuava a dizer no mesmo tom de voz quase um sussurro.
- Isso é muito estranho... Mas... Porque eles estão olhando apenas para mim? – Perguntou Tonks com a voz um pouco trêmula.
- Dumbledore está calmo, Minerva apenas um pouco nervosa e preocupada, os vampiros não estão vivos então não são alimento, eu estou impassível, o Black está curioso, e você... Você está com medo. Como eu disse se você tem medo você é o alimento. A primeira coisa que um Lycan se preocupa depois da transformação, ou mesmo antes é o alimento... A caça... – Severo que era o único que realmente entendia mais sobre esse mundo por conviver a anos com Bella explicava isso a todos.
- Mas... Eu não posso deixar de sentir medo... – Tonks falou mais trêmula ainda, sua voz se afinando com o rosnado que escapou dos lábios de Remus, deixando visível que seus dentes começavam a se afinar.
- Então é melhor você aparatar daqui o mais rápido possível minha cara, ou esta é a ultima vez que nos veremos. – Severo falou nem um pouco tranqüilizador. Tonks deu um passo para trás rapidamente o que chamou ainda mais a atenção dos dois, Raio e Remus deram dois passos a frente os olhos dilatando-se completamente.
- Se acalme garota... – Severo falou percebendo que Tonks estava quase em pânico. Ele lentamente andou em frente a ela, encarando Raio nos olhos. Raio o olhava sem nenhuma compreensão humana suas pupilas tinham se alongado e afinado como as de um verdadeiro gato, e as emoções ali presentes eram selvagens, primitivas e animalescas. Eles continuaram se encarando por um tempo muito longo, nenhum dos dois desviando o olhar, Severo inclinou a cabeça um pouco em uma reverencia e Raio acenou para ele superiormente, enquanto dava um passo para trás.
- O que você fez? – Perguntou Minerva.
- Eu a reconheci como maior, para que ela não visse minha afronta como desafio, mostrei que não queria brigar que meu objetivo ao me colocar de frente a auror medrosa era somente para evitar um desrespeito à alfa. – Respondeu Severo.
- Mas eu pensei que ela não nos entendesse mais... – Esme perguntou olhando com suave preocupação para Bella.
- Ela não entende o que dizemos, nem ele, apenas nossos gestos, os sentimentos primitivos, os instintos, somente isso, o mesmo que um animal entenderia. – Falou Severo.
Remus olhou para Raio e em seus olhos tinha um pedido, ele arrastou-se para ela , os braços se envolveram ao redor de sua cintura. Enterrou a cara em seus estômago, como se farejasse. Ele mordeu gentilmente seu flanco, reforçando o aperto de seus braços rígidos. Sua respiração se acelerou de repente.
- O que ele está fazendo? – A voz de Tonks estava um pouco mais calma. Ela estava tentando.
- Ele está pedindo permissão a ela. – Severo respondeu.
- Permissão para quê? – Sirius questionou olhando a cena com óbvia curiosidade.
- Não sei... Mas só tem duas opções... – Respondeu Snape.
- E quais são elas? – Perguntou Carlisle, dando um passo a frente. Raio rosnou para ele enquanto Remus o ignorou lambendo delicadamente, como um filhote, a cintura dela. Carlisle parou muito quieto em seu lugar, para evitar um confronto.
- Transformação ou... Alimento... – Respondeu Snape. Tonks parecia irritada agora, com o que acontecia entre Remus e Raio, que voltara sua atenção a ela, enquanto Remus ignorava a todos, dando atenção somente a ela. – Não fique irritada também. – Mandou Severo. – Ela te verá como inimiga e você será eliminada mais rápida do que seria se fosse alimento, e caso não tenha percebido eu estou entre vocês e não vou morrer porque você está com ciúme do Lupin. – Falou ele fechando a cara.
Raio levantou o braço passando as mãos pelos cabelos dourados de Remus. Um estremecimento percorreu o corpo dele. Suas mãos em punhos se apertaram dolorosamente. Ficou de pé, os braços ainda fechados atrás das costas delas. O abraço era tão apertado, tão... Intimo. Que não havia nenhuma parte de seus corpos que não se tocassem. Ele ergueu-se sob ela, somente por sua altura, pois era evidente a quilômetros de distância a submissão que ele apresentava diante da garota que desviara o olhar de Tonks para encará-lo nos olhos a centímetros do seu. Os olhos de Remus estavam cheios de uma grande fome, uma necessidade. Inclinou a cabeça como se fosse beijá-la, mas outro estremecimento lhe percorreu. Enterrou o rosto em seu cabelo, os lábios tocando seu pescoço.
- Mas o que diabos está acontecendo? Não era somente para eles se transformarem? – Perguntou Edward aparecendo do nada com Tânia em sua cola. Ele parecia irritado.
- Cale a boca seu estúpido. – Ralhou Severo ao ver que Raio entortara um pouco o pescoço para dar uma olhada muito furiosa e animalesca ao vampiro que acabara de atrapalhar uma cerimônia Lycan. – Eles estão reconhecendo-se como parte do mesmo bando, e se você atrapalhar isso será punido por desafiar uma das mais antigas leis deste mundo! – Severo exclamou irritado, mas logo se acalmou. Raio nem ao menos o olhou, não o considerava inimigo, afinal ele já assumira sua superioridade.
- Que besteira. – Edward disse rolando os olhos. Raio rosnou quando ele e Tânia continuaram a se aproximar.
- Pare de andar! – Severo falou vendo que Raio se inclinava um pouco, como se fosse pular no pescoço dele mesmo com Remus agarrado a ela. Nem Edward nem Tânia obedeceram.
- Edward Cullen eu ordeno que pare agora, ou você está fora do Clã! – Carlisle disse em tom de Líder. Isto fez com que ele parasse. Tânia insistiu em puxá-lo, e Eleazar assumiu o mesmo tom que Carlisle.
- O mesmo vale para você Tânia, isto não é brincadeira. – Falou apontando para onde Remus e Raio os encaravam. Raio com fúria e Remus com irritação por terem interrompido. – Vocês devem aprender a respeitar as outras criaturas, estamos no mundo deles, devemos obedecer as regras deles, eles já poderiam ter matado os dois a muito tempo, ainda não entendo como não fizeram.
- Eles precisam da gente. Não vão fazer nada. – Disse Edward confiante e arrogante.
- Você se engana Vampiro. – Raio cuspiu em uma voz selvagem e concentrada em poder, que fez todos paralisarem. – Os Lycan não precisam de você, nós não precisamos de você... Sua interferência deve ser punida... Pelas nossas leis... Você não só desrespeitou uma Lei antiga e sagrada para nós... Como julgou-se de maior importância para um Alfa, Desrespeitou a Rainha interrompendo uma cerimônia muito maior que sua existência. – Remus se afastou dela voltando para seus joelhos e choramingando um pouco como um pequeno filhote pela falta de contato. Ela levou a mão a sua cabeça acariciando os fios, olhando diretamente para Edward.
- V-você não disse que ela não podia entender o que dizíamos... ? – Tonks perguntou de olhos arregalados.
- Eu entendo a partir de quando determino um inimigo, e ele não entende as palavras Lycan, se ele não pode falar nossa língua, nós falamos a dele. – Raio falou sem olhá-la. O que assustou Tonks, ela estava com muito medo, porque não era mais considerada comida? – Ele assumiu proteção para você. Sendo meu inferior está sob minha proteção, você também desde que assuma ser submissa. – Raio respondeu a pergunta em seus pensamentos, virando seus olhos assustadoramente animalísticos para ela. Tonks olhou para Severo que assentiu indicando uma reverencia. Tonks fez uma reverencia sendo parada por Severo quando abaixou-se demais.
- Não curve-se muito, se você abaixar-se demais será considerada novamente alimento inferior. – Ele falou para ela que assentiu voltando a sua posição original. Raio assentiu novamente superior em direção a Tonks voltando a olhar para Edward.
Raio deu um passo em sua direção e Tânia se colocou em frente a ele.
- Irá me desafiar vampira? – Perguntou Raio no mesmo tom suave, rouco e poderoso.
- Não Faça isso... – Severo e Eleazar disseram ao mesmo tempo.
- Irá desafiar a Rainha de Rokke Thronos Clã, desafiando assim todo ele? – Continuou Raio ignorando-os.
- Você não irá tocá-lo. – Falou Tânia um pouco insegura pelo olhar no rosto de Raio, mas sem se mover.
- Você desafiou. – Vários estalidos soaram aos ouvidos deles e atrás de Raio apareceram mais ou menos umas vinte pessoas. Homens e mulheres, alguns mais jovens, alguns mais velhos. Raio virou as costas para onde Severo, e os outros estavam, mantendo Edward e Tânia em sua vista.
Severo afastou os outros, lentamente do grupo, os bruxos queriam saber como aquelas pessoas apareceram ali, mas Severo insistia em puxá-los todos para longe.
- Vocês não vão querer desafiá-los. Estes são os comandantes dela, os comandantes de seu bando, os mais poderosos Lycans da matilha que responderam ao seu chamado. Se vocês acham que Lupin é perigoso, esses caras aí são mil vezes piores, eles também são alfas, mas não são reis ou rainhas, eles são os mais fortes, e eles fazem tudo o que ela manda, mas se eles se sentirem desafiados, ela não negará a eles um desafio contra qualquer um de nós, estando ou não sob sua proteção, ali não é mais a Bella que conhecemos, e sim a alfa superior, a Rainha do clã, a besta caminhando lado a lado da Mulher. Eu só os encontrei uma vez quando fui deixar Raio no Lupanar e garanto que não gostei do que vi... – Severo falou aos sussurros mesmo sabendo que todos eles ouviriam. Os bruxos deixaram de protestar e o seguiram afastando-se dos Lycans, se Severo, que passava muito tempo entre os Comensais de Voldemort, não gostava do que via e tinha medo deles, então o melhor a fazer era aceitar suas instruções e dar o fora dali.
- Mas meu filho... – Esme tentou protestar.
- A vampira desafiou Raio, e ela decidirá a punição. O vampiro é a causa do desafio, nenhum dos dois sairá dali até que tudo terminar. Eles provavelmente vão morrer mesmo, se você for lá só morrerá junto. – Falou Severo sem se importar muito, também não gostava de Tânia e de Edward.
Eles já estavam a uns dez metros do grupo, quase dentro do castelo, quando viram dois dos maiores homens que apareceram ali caminharem em direção a Edward o segurando firmemente. Raio se virou para Tânia enquanto Edward se debatia sem sucesso em se soltar. Tânia tentou atacá-los, mas em um segundo Raio estava lá segurando-a pelo pescoço e lançando-a longe. Estremeceram com a fúria no rosto de Raio, e mesmo longe puderam escutar seu Rosnado.
- Você ousa desafiar-me e ainda tem coragem de tentar atacar meus comandantes? – O grito furioso reverberou provavelmente por todo o castelo. – Deixe-o Cristhine. Ele é meu. – Por um momento não entenderam com quem ela falou nesta ultima parte, mas então Tonks apontou para onde Remus estava, onde uma das mulheres do grupo tentava tocá-lo antes da ordem de Raio. A mulher se afastou colocando a mão que tentava tocar Remus contra o peito como se tivesse machucado.
- Ela não parece tão perigosa... – Sirius apontou, calando-se imediatamente quando o olhar da mulher, Cristhine se fixou nele com um olhar quase tão animalesco quanto o de Raio.
- O que você dizia? – Perguntou Severo sarcasticamente.
- Temos que ter cuidado, e se eles entrarem no castelo? Os alunos... – Minerva começou a falar.
- Eles não vão. Preferem a floresta, e Raio ainda tem seu controle, ela não perde completamente a consciência ao assumir sua personalidade Lycan. Ela apenas assume seu posto com alfa. – Severo a interrompeu.
Remus nem mesmo tinha olhado para a Lycan que tentara tocá-lo. Em nenhum momento ele desviara os olhos de Raio. Tânia se levantou colocando-se em posição de ataque e lançou-se em Raio que nem ao menos se piscou pegando a vampira no ar e forçando-a aos seus joelhos. Com a graciosidade de um felino ela arrancou os dois braços da vampira os lançando longe. Viram Como sem nenhuma piedade Raio a desmembrou deixando intacto apenas o tórax e a cabeça.
- Ela é boa... – Falou Jasper encarando a cena com um sorrisinho maldoso no rosto, lembrando-se dos velhos tempos. Lembrando-se de quando ele era o Major.
Raio se afastou dando as costas para onde deixara a cabeça e tórax de Tânia como se ela fosse apenas um pedaço de lixo. Não escutaram a ordem, mas viram quando dois dos outros Lycans, um deles sendo a mulher que tentara tocar Remus, caminharam pelo pátio começando a recolher os membros de Tânia. Um outro Lycan, um homem loiro, da mesma altura de Raio, de olhos azuis muito chamativos e corpo bem definido caminhou recolhendo a parte intacta da Vampira e os três se reuniram de frente a Raio caindo aos seus joelhos. Ela tocou a ponta dos dedos no rosto do loiro e ele desapareceu, repetiu o processo com os outros dois, e os três sumiram no ar junto com os pedaços de Tânia. Edward ainda se debatia e os dois Lycans que o seguravam não pareciam sentir seus esforços, como se mantivessem um boneco sem forças entre si.
Novamente não ouviram a ordem, mas viram quando Raio olhou para os dois, e eles soltaram o vampiro caindo aos seus joelhos em frente a Raio. Desta vez ela não os tocou, nem mesmo os olhou, seus olhos fixos em Edward.
- Sua punição será ser punido por meus Bolverk. Você passará um tempo aos seus cuidados. – Ela falou em um tom frio para ele. — Graham. Raina. – Ela chamou sem tirar os olhos de Edward que agora a olhava temeroso, parece que ele estava começando a perceber onde se metera, ele não irritara apenas Bella, não apenas sua ex-namorada, mas um dos seres mais poderosos de todos os mundos, ele irritara não só a meia-bruxa meia mutante, ele irritara a Rainha Lycan e irritando-a e desafiando-a ele desafiava todo seu clã.
Um homem de cabelos longos e loiros, pele bronzeada, corpo grande e musculoso, seus olhos azuis pareciam dois cubos de gelo mostrando toda a frieza e praticidade ali dentro, qualquer um perceberia a sociopatia em seus olhos. Ele não sentia nada. Mas pela forma que olhava para Edward ele gostaria muito da tarefa que sua Alfa o estava atribuindo. Junto a ele uma Mulher alta de belas curvas, um andar selvagem e sensual caminhou com um olhar sádico para Edward. Ela também adoraria sua tarefa.
- Ele e a Vampira são seus até segunda ordem. Podem fazer o que quiser desde que não os mate, eles devem sofrer por seus atos e aprenderem que não se deve desafiar um Lycan. Deixe-os nos calabouços por esta noite e retorne com Gabriel, Jason e Crispin para que iniciemos a transformação. Mande Richard cuidar dos outros no Lupanar. – Os dois assentiram reverenciando-a e abriram idênticos sorrisos cruéis para Edward que estremeceu. Eles se aproximaram de Edward o prendendo entre si. E curvando-se um pouco levando o vampiro consigo.
Raio se aproximou dos três tocando a ponta dos dedos no rosto dos dois Lycans, ignorando o vampiro que se debatia entre eles tentando se libertar. E os três sumiram no ar.
- O que foi isso? – Perguntou Sirius aos sussurros, para Snape.
- Isso foi a punição que ela escolheu para os dois. Ela os deu para dois dos mais cruéis Bolverk do clã. Quase todos eles... – Apontou para o grupo de Lycans alguns metros deles. – São Bolverk, eles gostam dessa posição. – Severo falou num sussurro quase inaldível.
- O que é um Bolverk? – Perguntou Rosalie curiosa.
- Eu conheço essa palavra. Vem da Mitologia Nórdica. – Falou Minerva com um vinco preocupado entre as sobrancelhas. – Quer dizer...
- Um malfeitor. É mais que um Guarda-Costas e menos que um executor. – Completou Severo. – Eles cuidam de punir qualquer um que a Rainha manda. Cada um deles tem direito a três ajudantes chamados de Baugi, Suttung, e Gunnlod. Todos os temem. Porque os métodos de punição deles são terríveis... Piores que... – Severo não continuou.
- Piores que Tom? – Perguntou Dumbledore. Severo assentiu.
- A única vantagem é que eles só fazem isso com os inimigos, quem os desafiam, ou ofendem ao clã. É por isso que ela estava reconhecendo o Lupin como membro do mesmo clã. Porque ele estava na presença da Rainha e não fazia parte do Clã, ele não ofereceu um tributo, nem reconheceu o bando em uma cerimônia formal. Isso seria considerado uma gafe muito grande pelo bando e ele teria que ser punido. Ela estava reconhecendo-o para evitar isso. – Falou Severo.
- Mas ele não invadiu o território deles... Eu pensei que essa lei só fosse válida quando um Lycan de fora entrasse no território deles sem pedir permissão. – Jasper falou confuso. Todos o olhavam como se perguntassem de onde ele conhecia sobre isso. Ele deu de ombros e falou. – Maria a vampira que me criou tentou recrutar alguns deles para seu exercito. Ela cometeu essa gafe, que também é aplicada a vampiros algumas vezes, somente se eles entrarem diretamente em seu Lupanar, Maria fez isso e o Rei da época a acusou disso, ela quase foi levada pelo Bolverk, mas então ela negociou com ele, ela pagou a ele um tributo e ele a deixou ir embora. Eles não fizeram aliança nem nada, a única coisa que ela conseguiu foi perder uns duzentos vampiros recém nascidos que levou consigo, todos eles mortos, ela temia os Lycan mais que tudo, mais até que os Volturi. – Explicou Jasper com um olhar desfocado ao lembrar dos acontecimentos.
- Uau... – Tonks e Sirius exclamaram baixinho.
- Mas respondendo a sua pergunta, onde a rainha estiver. É território deles. – Severo falou. – Não há nenhum clã por aqui. Há somente ela como rainha. Então a lei se aplica a qualquer um que invadir seu território, pois se ela está aqui é seu território, se alguém quiser lutar por ele, ela e o Clã tem o direito de defendê-lo. Eles também estavam aos arredores de Forks, protegendo a área para ela. – Severo falou.
- Como não percebemos isso antes? – Perguntou Alice.
- Ela é muito cuidadosa, e ela escolheu para levar consigo os mais discretos e mais poderosos, ela deixou claro que se qualquer um notasse a presença deles, eles seriam punidos por ela pessoalmente. – Severo falou.
- Mas eles estavam protegendo ela! – Emmett falou sem entender. – Porque seriam punidos?
- Ela os protege sempre, de tudo e de todos, e eles devem protegê-la também, eles tem uma ligação de obediência a ela, isso permite que ela use a energia coletiva do grupo, permite que ela os fortaleça ou os enfraqueça a sua vontade, ela é a líder, o ponto forte deles, ela é o amparo deles, qualquer problema que eles tem, basta que leve a ela e ela fará o seu melhor para resolver, porque é isso que um líder faz por seu grupo, então eles querem preservá-la porque ela é o melhor líder, o mais poderoso que eles já tiveram, ela pode garantir a segurança deles melhor que ninguém, se algo acontecer com ela, muita coisa pode acontecer com eles, como ser dominado por um líder ruim e cruel, ela é cruel sim, mas com quem merece, para eles ela é a família, se ela morre o pior que pode acontecer com eles é ser subjugados por qualquer um então eles zelam pela segurança dela. Vocês não sabem a briga que foi para que o Skoll e Hati deixassem que ela saísse sem eles. – Severo balançou a cabeça em negação. – Eles a seguem em todo lugar. Até mesmo no instituto e em suas missões. Eles estavam em Forks também, mas ela não os deixou vir para Hogwarts junto com ela, porque não sabia se seria permitido. Acredito que agora que os dois sabem que há vampiros aqui, eles não se importarão se é ou não permitido. Eles ficarão ao lado dela, morreriam por ela. – Severo falava sobre eles com um tipo de respeito, que os outros não entendiam. Nem conseguiriam se não os conhecesse.
- Skoll e Hati... Também é da Mitologia Nórdica. – Falou Minerva. – São os lobos que perseguiam o Sol e a Lua na mitologia Nórdica, quando eles a alcançarem será o fim do mundo.
- Eles são os guarda-costas dela. Eles lutaram para essa posição, e no fim ela decidiu se eles eram dignos baseado em lealdade. – Severo explicou. – Enquanto ela está fora quem fica no comando do bando são o Geri e o Freki o segundo e o terceiro no comando do bando. Muitos deles tem nomes assim. Que denominam sua posição no bando. – Severo explicou. Ele tornara a fazê-los recuar, pois agora os Lycans não estavam mais prestando atenção nos vampiros desafiantes, e poderiam facilmente achar uma desculpa para atacá-los.
Raio caminhou majestosamente mesmo em suas roupas velhas e rasgadas, percebia-se de longe que era uma rainha, não só pelo poder, mas pelo modo como os outros a olhavam, pelo modo como eles agiam em seu entorno. Todos eles desceram aos seus joelhos com sua aproximação, mostrando que eram fieis e submissos a ela. Raio parou ao lado de Remus acariciando seus cabelos e descendo os dedos por seu rosto parando em seu queixo levantando seu rosto. Ele a olhou nos olhos e ambos pareciam conversar. Ele subiu aos seus pés passando os braços ao redor dela, e ela expôs seu pescoço a ele que colocou os lábios ali. Logo em seguida ela enterrou o nariz em seus cabelos sorvendo o aroma, fazendo uma saudação a ela como Lycan.
Ela fez o mesmo enterrando seu nariz nos cabelos dele e passando seu rosto ali, deixando seu aroma. Como se marcasse seu território nele. Ela pousou sua palma delicadamente no rosto dele e uma tensão não percebida por todos escapou do corpo dele, que novamente relaxara. Ele afastou o rosto e aproximou os lábios dos dela como se a fosse beijar, mas ao contrário disso ele passou a língua por toda a extensão de seus lábios, como um filhote pedindo a proteção da mãe. Assim que ele terminou o movimento ela pousou a outra palma na outra bochecha dele e tocou levemente seus lábios aceitando o pedido. Ele agora tinha sua proteção dentro e fora do bando, se alguém quisesse machucá-lo ela se comprometia a protegê-lo, se alguém o fizesse mal ela o vingaria.
Ela não mais falava pelo menos não uma língua que os bruxos e vampiros entendiam, a ameaça do inimigo tinha desaparecido então isto não era necessário.
Dois dos lobos saíram de perto do grupo colocando-se um a cada lado de onde Raio estava, mesmo que Remus estivesse ao seu lado, de onde não sairia a noite toda.
- Aqueles são o Hati e o Skoll. Os protetores dela. – Severo sussurrou aos outros. Eles já estavam a alguns passos de dentro do castelo. – Pelo que eu entendi ela deu ao Lupin sua proteção, nenhum deles chegará perto dele, ele ficará ao lado dela a noite toda, acho que foi só por isso que os dois não o tiraram de lá a força... – Comentou acenando na direção do Hati e o Skoll que não pareciam felizes com a proximidade de Remus com sua rainha. Eles usavam apenas uma bermuda simples, mas mesmo naqueles trajes era visível em sua aura, postura e olhar o espírito de guerreiro.
Em frente a ela apareceu novamente os cinco Lycans que haviam sumido com os vampiros, e todos eles se curvaram.
- Os vampiros foram levados para a prisão Ulfric. – O loiro bronzeado, Jason, Falou.
- Avisamos a Richard para ficar no comando do Lupanar por esta noite Nirm-Ra. – O outro, Gabriel, que tinha cabelos negros e olhos azuis, vestia uma calça de couro e de longe podia-se ver pequenas argolas brilhantes por seu corpo, que eram os vários pircing’s de prata que ele tinha.
- Também avisamos que ficaríamos em sua companhia por esta noite minha rainha. – Disse o outro, Crispin, que tinha cabelos brancos e olhos azuis como águas cristalinas, uma cor que só era vista entre os tigres.
- Muito bem. – Raio disse lhes concedendo um sorriso. – Vocês têm permissão. – Ela falou olhando para a lua. Foi como se suas palavras desencadeasse a transformação em todos eles.
Seus corpos começaram a sentir tremores evidentes a metros de distância, Remus gemia com a dor da transformação ao lado de Raio que mantinha uma de suas mãos o acariciando para amenizar sua dor ainda encarando a Lua. Ela não parecia sentir toda a influencia ou dor da transformação. Ela parecia a imagem da paz e tranqüilidade se não fosse o olhar primitivo e predador em seus olhos.
Alguns dos Lycans, como fazia Jason, Raina e Grahan juntamente com Remus, atiraram a cabeça para trás soltando uivos, alguns rosnavam semelhante a felinos, como era o caso de Crispin. Outros apenas chiavam expondo as presas muito afiadas, que era o que Gabriel fazia.
Barulhos de ossos estalando, pele rasgando, rosnados, chiados e uivos tomaram conta do pátio da escola, ao longe os bruxos e vampiros podiam ver os rostos se alongando revelando focinhos, os pelos crescendo por toda a extensão do corpo, as roupas rasgando tornando-se pequenas demais.
Então foi como se todos explodissem de uma vez, e puderam ver no lugar de várias pessoas, inúmeros animais. Crispin era um homem-tigre branco. Jason um lobisomem cor de mel, Raina uma mulher-loba ruiva, Gabriel um homem-leopardo negro, os dois guarda costas, tornaram-se tigres, um deles completamente negro, e o outro vermelho. Remus era um homem lobo quase loiro. Viram um homem-Jaguar por entre os outros Lycan’s, um homem-leão e até um homem tigre azul.
Todos eles se curvaram a Raio que agora os olhava com um leve sorriso no rosto, que mais parecia um mostrar de dentes, em seguida ela se curvou tremendo e em segundo explodiu em um enorme tigre dourado. Ela rosnou para o alto e correu com Remus e os dois guarda costas ao seu lado por entre os Lycan’s que lhes abriam espaço e os quatro adentraram a floresta sendo seguidos pelos outros que rosnavam e rugiam.
Fim do Capitulo.
Notas finais
Então o que acharam desse capitulo? Ficou bom? Ótimo? Excede Expectativas? Trasgo?
Mandem Reviews! Vou tentar postar em AHE e em IPR esse final de semana ok?
Bjs e até a próxima!
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