Im Raio

14 Capítulo 13


Notas iniciais
Desculpem a demora!

Raio POV:

Estávamos todos no instituto, meu pai estava furioso e descontrolado, ele prometeu proteger Vampira e ele faria. Eu não estava muito diferente, ela era minha melhor amiga e para a minha infelicidade minha imaginação era muito fértil e eu imaginava milhões de coisa que poderia estar acontecendo com ela nesse momento. Eu estava sendo bloqueada, de alguma forma, então não conseguia rastrear nem ela nem a corja de Voldemort ou de Magneto.

- Sentimos muito por falhar rainha... – Michael, um dos Lycans que estava ao lado de Vampira antes que ela fosse levada falou.

- Cale a Boca Michael! Cale a porra da sua boca! – Me irritei mais ainda. Eu realmente não culpava-o, mas se ele continuasse a me encher eu o faria pagar muito caro por minha irritação.

Ele imediatamente se calou voltando a sentar ao lado dos outros enquanto eu estava andando de um lado para o outro tentando Localizar de alguma forma a mente de Vampira. Aquele Stryker idiota nem para ser competente e incluir o poder do rastreamento de mutação em suas experiências estúpidas...

- Acalme-se Raio... – Começou a falar Dumbledore sendo calado com uma olhada furiosa da minha parte.

- O que ele quer com ela? – Perguntei ao professor X.

- Eu creio que Magneto criou uma máquina que pode transformar pessoas sem mutação em mutantes, modificando seu DNA através de raios Magnéticos. Mas ele não conseguiu acionar a potencia total da máquina sozinho, e já que Vampira pode absorver poderes ele a usará em seu lugar. Provavelmente hoje a noite, haverá uma reunião com os maiores políticos, todas as pessoas mais importantes do pais estarão em NY esta noite em uma comissão. Eles são os responsáveis por decidir o destino dos Mutantes na sociedade, Magneto Acredita que eles votarão pela caça e matança e quer torná-los mutantes também para o que eles decidirem ser o fim deles também. – Professor X Explicou.

- Porque ele não conseguiu usar a maquina? – Perguntei.

- A maquina suga os poderes a um ponto de quase morte. Creio que Vampira não... – Ele não continuou. Ficamos em silencio por um tempo, olhei para onde o céu raiava lá fora, eram mais ou menos umas dez da manhã, passamos a noite em claro.

- Mas... Ela absorveu meus poderes não foi? – Meu pai disse de repente. – Ela deve ter agora o poder da regeneração, quem sabe isso a salve, isso é claro se não chegarmos a tempo... – Falou ele pensativamente.

- Pode ser que isso dê certo, mas não vamos nos debruçar em possibilidades, é melhor confiarmos no que sabemos solidamente. – Eu falei para ninguém em especial. Uma idéia veio em minha mente e eu me sentei numa cadeira no meio da sala fechando os olhos.

- O que você vai fazer? – Perguntou Sirius.

- Meu poder de rastreamento vem do meu escudo. Vou expandi-lo ao máximo não acho que vá longe o suficiente para encontrá-la, já que ela pode estar em qualquer lugar, mas vale a pena tentar. – Respondi abrindo o escudo. Comecei a expandi-lo cada vez maior, não havia nenhum sinal de Vampira por enquanto. – Vai levar algumas horas para eu conseguir expandi-lo por toda a cidade. – Avisei me desligando de tudo e de todos.

[...]

Eu já estava naquilo a horas, meu escudo cobria praticamente a cidade toda, e nada de achar a Vampira. Faltava apenas alguns quilômetros. Expandi mais um pouco e...

- ACHEI! – Berrei para ninguém em especial. – Eles estão na estátua da liberdade. Magneto, Vampira, Dentes de Sabre, Mistica e aquele sapo estúpido. Tem alguns humanos por perto patrulhando, mas não perto o suficiente. Têm alguns comensais também de guarda em cada entrada da estátua. E há um charme antiaparatação ao redor de toda a ilha. – Falei abrindo os olhos. Com isso minha concentração se quebrou e o escudo se recolheu rapidamente como um elástico de volta para mim.

Arfei um pouco com o tapa mental do escudo, mas em segundos me recuperava normalmente.

- Você está bem Marie? – Ethan perguntou preocupado puxando-me para seu colo e me apoiando.

- Estou Ethan, não se preocupe. – Se ele e Domino achassem que eu estava mal esses dois nunca deixariam que eu fosse atrás de Vampira.

- Vamos pra lá. – Falou meu pai.

- Precisamos de um plano. – Jean falou. Olhei emburrada para ela, nunca gostei da Grey, talvez seja pelo modo que ela tratava meu pai ou algo assim, mas eu simplesmente não ia com a cara dela.

- O plano é nós vamos para a merda da estátua, pegamos Vampira e de quebra damos um fim nos idiotas que estão lá. – Eu falei em uma voz rude.

- Precisamos de um plano. – A imbecil repetiu me ignorando. Rosnei um pouco sentindo meus olhos ficarem âmbar, e só não a ataquei pelo olhar repreendedor do meu pai e do professor.

- Os bruxos já voltaram para o tal castelo, só tem uns três aqui, responsáveis por levar a Raio de volta mais tarde. – Scott falou entrando na sala. Relaxei um pouco, a única pessoa que eu não gostava ali era a Grey. Não sei como o Scott agüenta ela, namorar uma chata daquelas...

- Quem ainda está ai? – Perguntei.

- Eles disseram que seus nomes eram... Sr Gostosão, Chapeuzinho Vermelho e Lobo Mau. – Falou Scott franzindo o cenho.

- Sirius como o Sr gostoso, Tonks como a Chapeuzinho Vermelho e Remus como o lobo mau acredito... Sirius fez as apresentações não é? –Perguntei com um sorriso irônico no rosto. Scott assentiu sorrindo sarcástico.

A Grey então começou a falar formando um plano estúpido ao qual eu não prestei atenção. Somente quando ela falou que eu não precisava ir que eu interferi mandando ela pra puta que pariu. Onde já se viu? Meu pai, minha madrasta, minha melhor amiga e Scott meu irmãozão mais velho, estariam lá e eu não iria? Só no mundinho imbecil dela mesmo!

- Eu vou sim e não tente me impedir Grey, você está decididamente mais irritante hoje e eu não tenho paciência para sua estupidez. – Falei ríspida saindo da sala. Passei por Sirius, Remus e Tonks na sala de espera e ignorei-os, estava com raiva de mais daquela vadia ruiva estúpida. Subi as escadas não me importando com as olhadas dos outros moradores do Instituto, nem com os passos me seguindo. Fui diretamente para meu quarto que eu dividia com a Vampira, e me sentei na cama pegando embaixo dela umas fotos antigas minhas com ela.

- O que aconteceu? – Escutei Remus perguntar.

- Ela discutiu com a Dra Jean Grey, elas não gostam uma da outra e na maioria das vezes resulta nisto. – Escutei Ethan responder do outro lado da porta, afinal eu a tinha fechado com magia e telecinese.

- Sobre o que elas discutiram? – Sirius Perguntou.

- A Dra queria que ela ficasse aqui ao invés de ir atrás da Vampira. Creio que a essa altura ela deveria saber que nossa rainha não gosta de ficar parada. – Domino falou.

- Mas porque ela e a Dra não gostam uma da outra? – Ouvi Tonks perguntar. Rosnei para o nada entrando no banheiro e bloqueando a conversa. Eu realmente odiava a Grey. Não era um ciúmes idiota e infantil do meu pai como muitos assumem. Até porque se fosse isso eu não gostaria de Tempestade. Mas a Grey... Só... Algo dentro de mim se agitava perto dela, um sentido e alerta, um instinto de eliminar a ameaça, eu não sentia isso com nenhum dos outros mutantes, somente com ela, e eu aprendi ao longo do tempo a confiar em meus instintos. O que me irrita mais, é que ninguém acredita em mim quando eu digo que a vadia é perigosa. Nem mesmo meu pai, ou o professor X. Só eu via a vadia pelo que ela realmente era, e eu odiava ser taxada de mentirosa, odiava que todos pensassem que era uma birra infantil, odiava que esse rótulo de infantilidade fosse colocado em mim, eu não era uma criança! Na verdade eu nunca realmente fui uma. Desde cedo eu sempre fui mais madura do que deveria ser e agora esses estúpidos me acham infantil por causa de uma vagabunda fingida.

Meia hora depois Scott, Tempestade, Grey, Meu pai, Ethan, Domino e eu estávamos dentro da nave do instituto viajando para a estátua da liberdade, a vadia Grey tinha convencido a todos de que não era necessário a presença de Sirius, Remus e Tonks, e até tentou fazer Ethan e domino ficarem, mas os dois não me deixariam ir sozinha. Foi divertido ver a cara de puta mal comida que ela fez quando os meninos a cortaram imediatamente, eles também não gostavam dela, mas não pelo mesmo motivo que eu não gostava, na verdade eles não gostavam dela porque nós duas não nos dávamos bem, e eles não escolheriam uma vadia qualquer ao invés da sua rainha.

Quando nos aproximamos da estátua eu discretamente lancei um feitiço de desilusão na nave, enquanto pousávamos. A Grey começou a mugir sobre um plano estúpido que eu ignorei abrindo a porta da nave e pulando para a estátua ignorando os chamados. Ethan e Domino foram os primeiros a me seguir, então Tempestade, meu pai, Scott e por ultimo com cara de puta renegada a Grey.

Silenciosamente avancei com Ethan e Domino em meu encalço, deixando meus sentidos sentirem as ameaças ao redor. Naturalmente a Grey foi a primeira que apareceu no meu radar, mas eu coloquei isso para o fundo da minha mente procurando por ameaças mais imediatas sem ignorar completamente a vadia.

Mais ou menos uns vinte comensais no térreo, dentro e fora da estátua. Avancei juntamente com Ethan e Domino silenciosamente agindo sem mesmo precisar falar, Domino seguiu pela esquerda, Ethan pela direita, e eu segui pelo centro.

Caminhei diretamente para um grupo de cinco Comensais, dois deles me viram primeiro, indo para suas varinhas, estuporei-os chamando a atenção dos outros, que foram pegos distraídos por Ethan e Domino.

Com os cinco desacordados, eu lancei um “Incarcerous” e avancei. Podia ouvir a Grey resmungar por baixo da respiração, algo entre ‘vadia que gosta de aparecer’ e fechei as mãos em punhos com um Avada na ponta da língua.

Deixei os outros para trás subindo os andares com Ethan e Domino eliminando os comensais do jogo. Eu podia escutar os ruídos de combate lá em baixo, mas não tinha tempo para voltar. Depois de alguns minutos tudo ficou silencioso, então eu senti.

Magneto. No ultimo andar, no mesmo local onde Vampira, Dentes de Sabre, Meu pai, Scott, Tempestade e a vadia.

Sinalizei para Ethan e Domino para que subíssemos, e disparamos os três em alta velocidade para o ultimo andar da estátua. Chegamos a tempo de Ver meu pai esfaquear a si mesmo para se livrar das restrições que Magneto tinha feito prendendo-o. Eu sabia que ele não estava morto, mas ainda era angustiante vê-lo caído.

Barulhos de fogos soaram lá fora, sinalizando o auge do encontro político feito pelos mais influentes do mundo, Magneto estava na maquina agora, eu podia ver Vampira lá. Rosnei para mim mesma ao vê-lo retirando suas luvas. Avancei em Dentes de Sabre que ainda vigiava os outros dando-lhe um soco no estômago fazendo-o dobrar-se em si mesmo tentando me rasgar com suas garras. Dei-lhe um soco no rosto seguido de uma rasteira fazendo-o cair atordoado no chão. Ele me deu uma rasteira, me fazendo cair em cima dele, fechando seus braços ao meu redor tentando me esmagar, idiota! Meus ossos são feitos de adamantium imbecil!

Dei-lhe uma cabeçada, sentindo-me tonta com o impacto, mas usando a vantagem quando ele me soltou para segurar sua cabeça. Sentei-me rapidamente dando um soco em seu peito tirando o ar de seus pulmões e deu um golpe duplo nos lados de sua cabeça quando ele levou as mãos ao peito. Repeti o golpe com mais força fazendo-o ficar inconsciente, e me levantei rapidamente sentindo um corte em minha testa se curando. Balancei um pouco instável sentindo a dor em minha cabeça desaparecendo.

Ethan e domino tinham libertado os outros enquanto eu lutava contra Dentes de Sabre. Magneto tinha caído fraco longe de Vampira, que agora tinha as mãos presas firmemente nos catalisadores da máquina, que tinha suas hélices girando rapidamente, criando um campo de força com seu poder que começava a se expandir poderosamente indo em direção à cidade, ao ponto de encontro dos Líderes trouxas.

A Grey discutia algo, provavelmente mais um plano estúpido, com os outros, mas não tínhamos tempo. Tomei distância para um salto e me impulsionei em direção a máquina lançando um Protego ao meu redor impedindo o magnetismo da máquina de me atingir. Ouvi os gritos lá embaixo, mas ignorei libertando minhas garras e cravando nas hélices.

Gritei com a dor em minhas garras contra o metal em movimento e fui lançada longe junto com os pedaços da maquina. Minha cabeça impactou com algo sólido e a escuridão tomou conta da minha vista, atordoando minha mente.

Alguns minutos se passaram e lentamente eu fui me curando, minha mente voltou em foco ao escutar o grito do meu pai. Levantei com dificuldade ainda um pouco tonta, vagamente ciente de Ethan e Domino ao meu lado, olhei para a origem do grito a tempo de ver Vampira que tinha agora duas mechas brancas na frente de seu cabelo, nos braços do meu pai que tinha uma mão no rosto dela. Vampira se afastou de repente tropeçando nos restos da máquina e caindo da tocha, corri para frente pegando-a antes que ela encontrasse o chão.

Ela olhou para mim com os olhos cheios de lágrimas com culpa e medo.

- Ele está vivo. – Sussurrei pra ela. – Não se preocupe. – Peguei uma das mechas mostrando-a. – Está bonito. – Ela sorriu um pouco ainda assustada. – Não se preocupe. Vamos voltar para o instituto agora. – Ela suspirou aliviada, mas eu ainda podia sentir o medo e o alarme exalando dela. Levei as mãos ao seu rosto enviando uma dose de calma e sono, lentamente a fazendo cair em um sono profundo.

[...]

Quando chegamos ao instituto, Bob veio correndo alarmado em nossa direção.

- O que houve? – Perguntei sentindo um pouco de seu alarme em mim.

- Os... Bruxos... – Ele ofegou. – Receberam uma mensagem... Algo como... “O castelo está em ataque” – Arregalei os olhos. O castelo... Hogwarts! Droga! Aposto que os comensais estavam na estátua da liberdade para distração! Eles não queriam que eu me focasse no verdadeiro ataque.

- Vamos. – Sibilei para Ethan e Domino tocando o braço dos dois e aparatando para a entrada da escola. Podíamos ver as luzes dos duelos de onde estávamos. Usando nossa velocidade sobrenatural disparamos em direção aos duelos, Ethan e Domino usavam seus sentidos avançados de força, velocidade, visão e audição para derrubar o máximo de comensais possível em nosso caminho enquanto eu disparava feitiços e maldições, correndo em direção ao local onde meus instintos mandavam.

Parei perto da torre de astronomia sentindo as energias de Draco, Bellatrix Lestrange, Pansy, Lilith, Theo, Blás, Dumbledore, Severo, Harry e mais alguns comensais. Escutei brevemente a conversa, me surpreendendo ao perceber que Bellatrix tentava fazer Draco Matar Dumbledore. Como pude me esquecer? Sev tinha me dito algo sobre esse plano! Se Draco falhasse Sev teria que matar o diretor!

- Droga! – Resmunguei parando de correr um plano se traçando em minha mente em alta velocidade. Virei-me para Ethan e Domino. – Ethan, encontre Hermione, diga para ela recolher todos os seus pertences, e diga para ela pegar as coisas de Harry e alertar Rony e o resto dos alunos que estão do nosso lado para fazer o mesmo, faça isso discretamente, não deixe os comensais perceberem. – Ordenei. – Domino, você vai pegar meu malão, com todas as minhas coisas no salão comunal da sonserina, pegue também os de Draco, Theo, Blás, Lilith e Pansy, coloque-os dentro do meu malão, tem um feitiço de extensão indetectável, vai caber. Quando terminar, quero que vocês encontrem Theo, Draco, Blaise, Pansy e Lilith, e os levem junto, não deixem os membros da ordem machucá-los. Vocês vão escoltar o grupo reunido discretamente pelo salgueiro lutador ou pela passagem da bruxa de um olho só, Hermione e Rony sabem como passar, leve-os junto com os membros da ordem presentes, incluindo os Cullens e Denalis, discretamente para o Cabeça de Javali e me esperam lá. O Ministério está em risco, muitos comensais infiltrados, não é seguro ficar aqui, temos que recuar. Os alunos ficarão, bem, Voldemort não quer perder tantos possíveis grandes bruxos, sendo muitos deles filhos de seus seguidores. – Eles assentiram para meu tom de comando e desapareceram em direção ao Castelo. Me concentrei na torre novamente a tempo de ouvir Sev entrando em cena para matar o diretor.

Agindo rapidamente enviei uma onda de poder indetectável envolvendo-a ao redor do diretor, correndo sob um feitiço de desilusão em direção ao local onde seu corpo cairia. Tinha apenas alguns segundos para agir, peguei seu corpo no ar lançando várias magias ao meu redor pegando uma pedra no chão e cortando a palma do diretor deixando o sangue escorrer pela pedra e lançando mais feitiços e maldições na pedra transfigurando-a em uma réplica muito real do corpo do diretor fazendo impossível perceberem que era falsa até cinco meses depois. Desfazendo as magias de ilusão ao meu redor vendo várias pessoas correndo em nossa direção eu peguei no braço de Dumbledore aparatando.

[...]

Quinze minutos depois eu estava de volta à escola, os comensais já tinham saído, a marca negra brilhava em cima do castelo e várias pessoas estavam de luto ao redor do corpo do diretor.

Harry estava lá chorando pelo diretor, mas com exceção à ele e McGonagall, nenhum membro da ordem, nem Hermione, Rony, Gina, Neville, Luna e outros diversos alunos estavam a vista. Eu tinha tido uma visão antes de vir, sabia que pela manhã o castelo estaria sob o controle dos Comensais, tínhamos que sair agora. Me aproximei de Harry puxando-o para longe do corpo falso, ignorando seus protestos e tentativas de se soltar.

- Professora. – Chamei olhando para McGonagall. – Preciso falar com a Senhora, nos acompanhe até a porta do castelo. – Ela me olhou por entre as lágrimas, mas me acompanhou.

Harry ainda chorava murmurando incoerentemente.

Falei baixo e urgente com a professora.

- Pela manhã, a escola será tomada pelos comensais, sei que a Sra vai querer ficar aqui, Severo vai assumir a direção e é melhor assim... – Coloquei a mão na boca de Harry antes que ele protestasse, seus olhos brilhando com ódio à menção de Sev. – Se não for ele será alguém mais cruel e mais louco, a ordem vai sumir por um tempo, assim como alguns alunos. – Peguei no meu bolso uma pequena pulseira com um lobo ônix, seguido de várias estrelas, folhas, luas, sóis e mais alguns animais como tigre, leão, leopardo e gato, como pingente e entreguei a ela. – Se quiser entrar em contato comigo toque a ponta da sua varinha no lobo, e eu vou entrar em contato com sua mente imediatamente. Se houver algum perigo, aperte um dos pingentes pensando sobre perigo e alerta, o pingente se tornará uma chave de portal e a levará direto para nós. Cada um deles é um portal dessa forma, é indetectável, mas funciona perfeitamente. Garanta que os nascidos trouxas ou qualquer um com família ou amigos trouxas publicamente saiam da escola o próximo ano não será favorável para nenhum deles, é melhor que eles saiam e viagem para longe com seus pais. – Ela assentiu atordoada. – E uma ultima coisa, não se preocupe tanto com a morte do diretor, nem tudo é o que parece. – Lhe lancei um olhar astuto, mas deixei que ela pensasse sobre isso mais tarde. Ela assentiu atordoada. – Adeus professora, nos veremos em breve. Volte para o grupo, não é exatamente seguro ficar sozinha. – Ela se afastou sem nenhuma palavra e eu arrastei Harry pela passagem do salgueiro lutador, lançando antes um feitiço de desilusão em nós.

- Pra onde nós vamos? – Harry perguntou em uma voz seca.

- Para um lugar seguro. Agora fique quieto. Tudo será explicado mais tarde. – Eu literalmente o arrastei até o bar onde todos nos esperavam. A tensão, tristeza e miséria era predominante no grupo.

Vi Draco, Pansy, Blás, Theo e Lilith num canto, todos parecendo muito chocados e abalados, obviamente o resto contestava sua presença ali, mas Ethan e Domino colocavam-se entre eles.

- Todos estão aqui? – Perguntei tirando os feitiços de desilusão, olhando para Ethan e Domino, ignorando as varinhas e olhos assustados em nossa direção.

- HARRY! – Rony, Gina e Hermione gritaram em uníssono correndo para ele, o soltei deixando-o com seus amigos.

- Sim. Todos que podemos encontrar. A garota Granger disse que estão todos aqui. – Domino disse uniformemente.

- Ótimo. – Falei me voltando para o grupo. – Já que estão todos aqui, eu preparei um modo não identificado pelo ministério para que todos nós irmos para um lugar seguro. Pela manhã o castelo estará sob a direção dos comensais da morte, e não podemos fazer nada porque a ordem virá do ministério, onde vários seguidores das trevas estão infiltrados. As coisas vão ficar sérias no castelo, mas não haverá mortes, Voldemort não teria vantagem em matá-los, ele vai querer passá-los para o seu lado, assim como matar os alunos causaria raiva para as famílias lhe dando mais inimigos. Mas antes de mandá-los para o lugar seguro eu tenho que garantir que todos aqui são fieis. Não posso correr o risco de colocar a nossa localização em perigo. – Falei rapidamente enquanto trabalhava em lançar algumas proteções ao redor do bar.

- Pra onde você pensa que vai nos levar garota? – Rosnou Moody. Olhei pra ele com desdém.

- Como eu disse para um local seguro. Agora eu vou verificá-los, barreiras de oclumencia não fazem nada contra mim, então nem tentem. – Sem dar espaço para argumentação penetrei a mente de todos ao mesmo tempo vasculhando por qualquer sinal de traição.

Coloquei um bloqueio na mente de Harry fechando temporariamente a ligação que ele tinha com Voldemort, colocando algumas barreiras que impediam a leitura de seus pensamentos.

- Mundungo Fecher. Venha aqui, por favor. – Apesar da ultima palavra minha voz tinha um tom que não tolerava uma resposta negativa. Abri os olhos vendo-o caminhar em minha direção visivelmente tremendo.

Olhei bem em seus olhos sentindo minhas pupilas se dilatando, sob a atenção de todos e eu sabia que meus olhos cintilavam nesse momento.

- Você não vai trair a ordem, não vai se acovardar, nem causar a morte de algum membro da luz com suas trapaças. – Disse intensamente.

- Eu não vou trair a ordem, não vou me acovardar, nem causar a morte de algum membro da luz com minhas trapaças. – Ele repetiu hipnotizado.

- Ótimo.

- O que você fez? – Tonks perguntou curiosamente.

- Eu o hipnotizei. Ele trairia a ordem na primeira oportunidade de se dar bem, era o mais duvidoso do grupo, agora ele não é mais. – Disse simplesmente.

- É como um império! – Molly Weasley disse indignada.

- Não. Ele ainda é ele mesmo, só será compelido à fazer o que eu disser quando chegar o momento, em que ele provavelmente se acovardaria ele não terá o impulso medroso de fugir. Fora isso eu não mudei nada com ele. – Disse voltando a olhar para Mundungo. Estalei os dedos em frente ao seu rosto e ele piscou confuso voltando ao normal.

- Você não vai trair a ordem não é? – Perguntei normalmente.

- Não! – Ele respondeu fortemente. – Eu não farei isso nunca! – Assenti deixando-o voltar para o seu lugar.

- E como vamos chegar nesse tal lugar seguro que você disse? – Rosnou Moody ainda não confiando em mim.

- Um amigo meu dará uma ajudinha. Kurt! – Chamei, fazendo-o sair da parte de trás do bar. – Este é Vagner Kurt, mais conhecido como Noturno. Ele é um mutante e mora comigo no instituto. Ele irá nos levar de dois em dois para o lugar seguro. – Expliquei.

- Como? – Sirius questionou.

- Assim. – Kurt disse tocando em mim e nos teletransportando para o outro lado do bar.

- Legal. – Os gêmeos Weasley exclamaram. – Não parece tão enjoativo quanto aparatar...

- Não é. – Assegurei. – Vamos logo. Gêmeos vocês primeiro. – Os dois caminharam até Kurt que os estendeu as mãos. Os gêmeos aceitaram, e no momento em que eles se tocaram os três desapareceram, sob o olhar preocupado e desconfiado dos outros.

Depois que Kurt retornou, eles foram mais rápido, deixando Harry e eu por ultimo. Aparecemos novamente em frente aos outros, agradeci a Kurt mandando-o de volta para o instituto alertando que o veria mais tarde.

- Que lugar é esse? – Perguntou Remus olhando boquiaberto para o enorme castelo um pouco distante de onde estávamos, mas ainda à vista.

Era enorme, com várias torres, quase como aqueles que se viam em filmes antigos misturado com um castelo tirado de um desenho animado. Tinha inúmeras janelas nas torres altas, Portões de ferro alguns metros de nós davam caminho para um enorme jardim, que fazia um caminho de pedra para uma porta de madeira enorme, a única a vista deste lado. Era uma visão magnífica.

- Bem vindos ao castelo Lycan. – Falei começando a andar em direção aos portões.

Fim Do Capitulo.

Notas finais
Então o que acharam? Desculpem os erros ok? Eu fiz esse cap apressada!
Prometo que no próximo tem mais ação. Raio vai estar furiosa! Adivinhem com o que?
Vocês tbm vão conhecer mais alguns Lycans no próximo assim como um pouco mais do mundo Lycan.
Bjs, e até o próximo!