Capítulo 2

Eu tenho que conseguir parar de beijá-lo. Mas é tudo tão difícil quando os braços dele estão à minha volta e minha boca colada na dele. Mais uma vez nos separamos quando estávamos sem ar.

-Uau.. – Eu sibilei. Ele riu um pouquinho da minha reação.

-Vamos embora, já passou das nove horas e eu já estou aqui há umas quatro horas. Eu te levo em casa.

-Ahaam, eu também. Aguarde só um pouquinho, vou falar o DJ rapidinho.

-Hm, ok. Vou te esperar na entrada. – Ele disse e logo se retirou. Me afastei dali e fui parabenizar o DJ por ele que tinha organizado a maioria da festa. Depois de ter falado com ele, fui ao banheiro e dei uma ajeitada no cabelo, que tinha bagunçado todo depois dessa tarde dançando. Sai andando e fui ao encontro de Finn, ele estava encostado no carro nele lá na rua. Andei até ele, ele sorriu. Eu retribui o sorriso.

-Você está linda – Ele disse beijando o cantinho da minha boca.

-Acho que o álcool te afetou demais – Eu disse e ri.

-Isso não seria possível, por que eu não bebi. – Franzi a testa confusa.

-Como assim? Você ficou toda hora pegando bebida, e ficava a todo momento com um copo não mão!

-Coquetéis sem álcool e energético. – Ele deu de ombros – Eu moro um pouco longe e não gosto de arriscar a minha vida ou perder a minha carteira dirigindo alcoolizado.

-Nossa.. Que responsável da sua parte. – Eu declarei.

-Sou uma caixinha de surpresas – Ele disse rindo e me puxou, colando nossos corpos.

-Sabe.. Eu tenho que te confessar uma coisa – Eu disse abaixando a cabeça e corando.

-Agora eu acho que o álcool de afetou demais – Ele disse divertido. Eu dei um leve tapa no braço dele – Tudo bem, tudo bem. Pode falar. – Ele se encurvou um pouquinho tentando me encarar. Não tendo muito sucesso, ele capturou meus lábios para um beijo rápido. – Diz.. – Ele pediu.

-Ah.. É que eu já sabia quem você era. Sabe.. antes de você se apresentar. – Eu confessei envergonhada.

De repente ele voltou a ficar ereto e gargalhou alto.

-Era isso? – Ele perguntou ainda sorrindo.

-Qual é a graça? – Perguntei birrenta. – Hunf!

-Nada.. Você é uma graça com esse biquinho sabia? – Ele disse e logo em seguida me deu um selinho. – Eu também já te conhecia Rachel. – Ele deu ênfase no meu nome. – Eu honestamente não estaria até agora com uma garota que eu conheci em um “rock”. Não tenho nada contra quem faz isso. Mas não é da minha índole. Aliás, não gosto nem dessas coisas de pegar quem você nunca viu na vida e depois largar. – Finn disse. Não sei por que, mas me senti mais atraída por ele naquele momento. Depositei minha cabeça em seu ombro e dei um leve beijo em seu pescoço.

-E agora? – Eu perguntei. Sobre a gente. Ele respirou pesadamente.

-Agora eu vou te levar para casa – Ele disse pegando em meus ombros e me afastando um pouco – E amanhã, a senhorita irá me dar o prazer de ter a sua companhia em um encontro comigo. – Ele disse e depois deu aquele sorriso de lado. Eu sorri envergonhada.

-Eu adoraria – Eu disse meiga.

-Então vamos, que já está tarde.

-Vamos.

Ele abriu a porta do carro para mim e eu entrei. Depois ele foi para o outro lado e se posicionou na cadeira do volante. Eu não podia crer que isso estava acontecendo, eu realmente estava com Finn Hudson. E ele ia me levar para um encontro. Isso é tão perfeito.. Ele é perfeito.

-Onde você mora? – Ele me perguntou distraído e arrancando com o carro.

-Naquela casa grande perto da praça. Sabe aonde é? – Perguntei

-Sei sim.. É de longe a casa mais bonita que eu já vi.

-Minha mãe era arquiteta.. Ela que projetou a casa. Meu pai mandou fazê-la depois.

-Hmm.. Meus pais morreram – Ele disse e eu me senti mal por ele. Eu não sabia disso.

-Eu sinto muito – Eu disse abaixando a cabeça. E me odiei por um momento, dizer aquilo era tão clichê e tão inútil.

-Está tudo bem.. Faz tempo isso. Meu pai morreu na guerra e minha mãe morreu de desgosto. – Ele engasgou um pouco depois – Eu moro com meu tio, ele gerencia o dinheiro que fora deixado para mim. Como meu pai morreu na guerra, minha recebeu uma boa indenização pelos serviços dele, mas ela nunca teve a oportunidade de gastar, então ficou tudo para mim. Meu tio é um bom homem, não me deixa gastar o dinheiro com bobagens, mas eu não passo necessidade.

-Hm.. Que bom. É bom que ele cuide de você.

-É, é bem legal – Ele disse meio melancólico. Pelo visto, Hudson tinha conflitos mal resolvidos em seu coração. – Mas e o seu pai?

-Que que tem ele?

-O que ele faz da vida?

-Ele é dono de uma empresa de engenharia. É uma empresa bem grande e por isso ele mal fica em casa.

-Caraca.. Você é rica com força ein garota! – Ele exclamou parando em frente a minha casa. Eu ri com o comentário dele.

-Nunca nem fez diferença para mim, eu não tenho essas frescuras de gente rica. Sou até bem simples. – Eu disse tirando o cinto e me virando para ele. – A gente se vê amanhã? – Eu perguntei.

-Com certeza – Ele disse animado

-Que horas?

-Duas da tarde aqui nesse mesmo lugar.

-Ótimo – Eu disse sorrindo – Boa noite – Eu disse dando um beijo na bochecha dele.

-Hey – Ele sussurrou e colocou a mão no meu pescoço. Acariciou a minha bochecha com o dedão, depois se inclinou em minha direção e me beijou. Logo pediu permissão para introduzir a língua e eu dei permissão. Foi um beijo calmo, sua mão foi descendo pelas minhas costas até a minha cintura. Senti arrepios pelo meu corpo, e quase protestei quando ele se afastou de mim. – Boa noite – Ele beijou a minha testa.

-Boa noite Finn – Eu disse e saí do carro.

Quando fiquei de frente a porta da minha casa, Finn ligou o carro e foi embora. Peguei minhas chaves, abri a porta e entrei dentro de casa. Estava um pouco escuro, mas nem me importei, fui logo em direção a escada para ir para o meu quarto. Escutei passos e pude ver a minha mãe aparecendo no topo da escada. Puts.. To ferrada.

-Isso são horas Rachel? – Ela perguntou irritada.

-Desculpe mãe.. A festa durou mais do que eu imaginei.

-Isso não importa, vá tomar seu banho e depois vá dar as boas vindas para o seu pai.

-Hiram está em casa? – Perguntei confusa

-Seu pai está sim em casa, e está te aguardando tem um tempo já. – Agora ela me puxava para o meu quarto. – Trate de se aprontar e ir falar com ele no escritório. Ande logo com isso pois preciso falar com ele sobre aquele assunto!

-Ah.. Tudo bem. Prometo que não vou demorar muito para ficar pronta.

-Tudo bem minha filha, vai lá. – Ela deu um beijo na minha testa e saiu do meu quarto fechando a porta.