Notas iniciais
Só para deixar claro que esse capítulo é mais para vocês verem como é a vida da Rachel, já que a fic é centrada nela.

Capítulo 3

POV Rachel

Quando terminei de me arrumar fui no escritório falar com meu pai. Bati na porta e entrei.

-Hey pai – Eu disse simpática

-Olá minha filha – Ele respondeu e depois de alguns segundos olhou para mim. – Como vão os estudos? – Ele perguntou fechando a pasta que ele estava mexendo. Ele era tão previsível, claro que ele tinha que falar sobre estudos, se não fosse isso nós nunca teríamos um assunto.

-Vão bem. Estão na mesma, eu volto a estudar depois de amanhã. – Eu disse sentando num pequeno sofá que tinha no escritório dele.

-Hm, esse ano é um ano muito importante Rachel. É o seu último ano na escola e está na hora de decidir o que você vai fazer da sua vida. Não pense que eu vou ficar sustentando filha vagabunda. – Ele disse frio. Cerrei meus punhos de raiva. Odiava conversar com ele. Ele se achava tão superior que me causava náuseas.

-Eu sei que é um ano importante – Eu disse me levantando. Não agüentaria ficar muito tempo ali. – E eu não decidi ainda o que quero fazer, mas não se preocupe, você não vai ter que sustentar a vagabunda aqui – Eu disse com desdém e fui saindo do cômodo.

-Você está achando que é quem para falar assim comigo? – Ele deu um tapa na mesa fazendo um barulho. Estremeci de medo na hora, ele tinha bebido, estava alterado.

-Ninguém pai – Eu disse derrotada – Me desculpe, é que estou cansada e quero muito dormir.

-Está desculpada – Ele disse enchendo outra vez o copo com wisky – Você pode ir dormir agora minha filha, boa noite.

-Boa noite pai – Eu disse saindo dali e indo até o meu quarto. Depois de um tempo minha mãe abriu uma fresta da porta e depois entrou, sentou na cama perto de mim.

-Falou com ele? – Minha mãe perguntou

-É, falei. – Eu disse indiferente

-E como foi? – Eu sei que a minha mãe esperava que eu tivesse uma ótima relação com o meu pai, mas eu não conseguia, ele era praticamente um desconhecido para mim.

-Foi péssimo. Ele bebeu e acabou sendo um idiota como sempre. – Eu disse quase chorando.

-Filha.. – Minha mãe disse e começou a fazer um carinho no meu cabelo – Você tem que pelo menos tentar.

-Esquece mãe. Eu o amo, de verdade. Afinal, ele é meu pai, é a minha obrigação. Eu só não gosto dele agora. Talvez depois de alguns dias.. – Eu disse forçando um sorriso.

-É talvez – Ela concordou – Vai dar tudo certo. Eu vou lá falar com ele – Ela disse se levantando.

-Ah mãe, eu não acho que seja uma boa ideia. Ele realmente não aparenta estar bem, e ele acabou de chegar de viajem, deve estar estressado. Deixa para amanhã, vai ser melhor. – Eu disse.

-Você está certa. Vou deitar então, boa noite filha. Eu amo você. – Ela jogou um beijo e fechou a porta do meu quarto.

Senti um bocejo vindo, levantei e apaguei a luz, depois me deitei e dormi.

Tive um pesadelo estranho, minha mãe chorava, eu corria desesperada, só não sabia pra aonde, e meu pai ria da nossa cara. Estremeci e acordei, já estava de manhã, mas parecia ser bem cedo. Suspirei aliviada, nunca gostei de pesadelos e nem de sonhos. Normalmente não fazem sentido e me deixam um pouco atordoada ao acordar. Me espreguicei e fui ao banheiro fazer minha higiene bucal e tomar um banho. Senti meu estômago protestar, deveras, eu não havia ingerido comida ainda, desde o começo da festa. Mas ainda assim tomei um banho antes de descer. Cheguei lá em baixo e tudo já estava aberto, a mesa de café estava pronta e meu pai estava nela. Pensei duas vezes antes de me sentar a mesa sozinha com ele. Mas eu não tinha opção e eu realmente queria melhorar essa nossa relação. Sentei-me e ele abaixou a revista que estava lendo para me encarar.

-Bom dia – Eu disse sorrindo

-Bom dia – Ele respondeu e voltou a ler. Peguei um prato e comecei a me servir das gostosuras na mesa.

-Está um lindo dia não é Rachel? – Meu pai perguntou sem ainda desgrudar os olhos da revista.

-Está sim papai. O céu está perfeito. – Respondi simpaticamente.

-E qual vai ser o programa de hoje? Já tem planos?

-Tenho sim. – Bebi um pouco de suco. Ele voltou a me olhar confuso e bebeu um pouco de seu café.

-Aonde você pretende ir? – Eu gelei na hora. Eu não sei se era o momento certo para falar que eu tinha um encontro, mas parecia ser o momento perfeito, ele não tinha bebido, tinha puxado conversa comigo espontaneamente. Talvez desse certo.

-Eu vou à ..

-Bom dia! – Minha mãe entrou no cômodo e nos ofereceu um sorriso.

-Bom dia – Nós respondemos juntos. Minha mãe se sentou a mesa e meu pai parou de ler a revista para nos acompanhar no café da manhã. Confesso que eu achei isso muito legal.

-Do que vocês estavam falando? – Ela perguntou distraída e passando geléia no pão.

-A Rachel ia me falar quais são os planos dela ara hoje – Arregalei os olhos um pouco assustada e abaixei um pouco a cabeça. – Não ia? – Meu pai perguntou com a voz mais firme. Evidenciando que ele queria saber, e rapidamente, o que eu ia fazer hoje.

-Eu-Eu tenho um encontro – Eu disse calmamente. Logo após olhei para o meu pai, ele tinha a testa franzida. Sua expressão se alterou um pouco, talvez para raiva. Mas não era tão acentuada.

-Hm. – Foi só o que ele disse. Olhei para minha pedindo socorro.

-Hiram – Ela chamou, ele a olhou em seguida – Você tem algum problema com a Rachel indo a algum encontro?

-É claro que eu tenho – Ele subiu o tom de voz e eu estremeci – Mas eu suponho que não há maneira de impedir isso. Rachel já é quase adulta, é uma menina bonita, eu acho que é normal.

-Obrigado papai. – Eu agradeci e relaxei meus músculos que até agora estavam tensos.

-Posso saber se quem se trata?

-Hiram, não seja invasivo. – Minha mãe o repreendeu.

-Eu não estou sendo. Tudo que acontece com você, com a Rachel ou com esta casa é da minha conta. – Ele olhou para mim e ergueu uma sobrancelha aguardando a resposta.

-Hudson. Finn Hudson. – Eu disse. Então um sorriso nasceu nos lábios do meu pai.

-Ótima escolha. Ele é um rapaz de futuro. – Meu pai disse orgulhoso.

Então o silêncio se instaurou no ambiente. Realmente, por essa eu não esperava, mas pelo menos não vai ter discussão logo tão cedo.

. . .

Depois do café a manhã passou rápido e eu decidi me arrumar logo por que depois do almoço não ia dar tempo. Resolvi colocar uma saia de cintura alta e um body de uma alça apenas. Resolvi colocar uma rasteirinha para não ficar muito formal. Não passei muita maquiagem, apenas uma base, corretivo e mascara para cílios incolor. Optei por uma trança de lado e coloquei a franja de lado também, a deixando solta, caindo um pouco nos meus olhos.

Escutei batidas na porta.

-Filha, posso entrar?

-Pode sim.

Minha mãe entrou e ficou atrás de mim no espelho.

-Você está absolutamente perfeita – Ela disse com um sorriso bobo – O tal do Hudson não vai ter nem chance.

-Chance de que mãe? – Dei uma risada.

-De não se apaixonar por você – Ela disse e eu corei na hora.

-Obrigada. – Eu agradeci.

-Apenas a verdade. Mas agora vamos descer que já são 13 horas e seu pai já quer almoçar.

-Claro! Vamos. — Puxei ela pela mão e nós descemos juntas.

O almoço fora calmo, apenas barulhos dos talheres batendo no prato. Eu sempre achei que tudo aqui em casa é muito formal, chega a ser até robótico, e isso é muito estranho. Mas meus pais eram assim, fazer o que?

Terminei de almoçar faltavam vinte minutos para Finn chegar, pedi licença da mesa e subi para dar os últimos retoques. Não demorou muito para meu celular vibrar com uma mensagem dele.

“Estou aqui, você vem?” – Finn H.

Nem respondi, apenas peguei a minha bolsa e desci. Quando abri a porta pude avistar ele do outro lado da rua encostado em seu carro. Ele estava simplesmente lindo. Quando cheguei perto dele ele me abraçou delicadamente, eu sorri que nem uma boba abraçada a ele. Depois ele se afastou um pouco e logo colou nossos lábios, pressionando delicadamente (até demais) os meus. Eu franzi a testa de ansiedade, quando eu ia tomar a iniciativa de aprofundar o beijo ele se afastou.

-Vamos? – Ele pegou na minha mão e me guiou até a outra porta do carro, eu sustentava um expressão perplexa ou até de frustração. Ele soltou uma risadinha quando percebeu.

Ele abriu a porta para mim e eu logo me sentei. Ele deu a volta e também entrou.

-Não se preocupe – Ele se aproximou e segurou no meu queixo – Eu prometo que o resto do encontro vai ser melhor. – Ele se aproximou e deu um beijinho no canto da minha boca.

Depois se afastou e ligou o carro. Íamos ter o nosso primeiro encontro.

Notas finais
OIEOIEOIE estou numa missão de colocar os nomes dos capítulos com nomes ou trechos de músicas. Vou procurar usar a discografia de Os Miseráveis e Legião Urbana (os dois são tãão perfect) Talvez use BSB também.. xD
Vocês gostam assim?