I'm Hopeless, Help Me?

4 Love In The Afternoon


Notas iniciais
Eu honestamente acho muito estranho Glee fazer a performance de Creep só agora. Essa música é tão eles, essa coisa de não se encaixar, ser estranho aos olhos dos outros e tals. Mas antes tarde do que nunca né?
FINN QUEBROU A CARA BRODY? É ISSO MESMO PRODUÇÃO?

Capítulo 4

Eu ficava observando o caminho para ver se conseguia desvendar o lugar aonde ele pretendia me levar. Eu conhecia um pouco a cidade, mas como meu pai nunca me deixou dirigir, não decorava muito os lugares. Só o caminho para a escola, por que o motorista sempre passava pelo mesmo lugar.

Eu tinha um certo conhecimento de onde estávamos, mas acabei desistindo, isso só ia aumentar a minha curiosidade, e eu não queria estragar tudo perguntando aonde nós estávamos indo. Levei minha mão até o rádio, e procurei o botão de ligar, não estava conseguindo achar de jeito nenhum. Ficava passeando minha mão por cima do aparelho de som, mas eu tinha medo de apertar todos os botões e acabar estragando o aparelho. Finn parou num sinal e deu uma pequena risadinha. Eu o encarei confusa.

-Assim Rach – Ele levou a mão até o som e a mão dele ficou por cima da minha. Fiquei atordoada com o toque, parecia tão.. íntimo. – Não é um botão que liga – Ele me olhou nos olhos e deu um leve sorriso – É só pressionar – Ele guiou a minha mão e com os dedos eu pressionei o som e ele fez um ‘click’, pude escutar uma música que agora pairava pelo carro. Nossos olhos ainda estavam vidrados um no outro, e eu já estava ficando envergonhada. Ele foi se aproximando, eu fechei os olhos, algum idiota buzinou. Finn quase deu um pulo na cadeira do motorista e depois voltou a dirigir. Eu suspirei e sorri que nem uma idiota, estava tudo muito bom para ser verdade. Depois de um tempo eu finalmente percebi aonde ele estava me levando.

-Chegamos Rach – Ele disse estacionando e me dando um beijo na bochecha.

-Aqui é lindo Finn – Eu disse saindo do carro. Estávamos em um dos parques mais bonitos da cidade, ele era totalmente privado, mas tinha de tudo. Eu já vim aqui umas três vezes com o meu pai.

-Imaginei que você fosse gostar – Ele passou a mão pela minha cintura e foi me guiando – Vamos, eu reservei uma mesa para nós. – Andamos um bom pedaço e depois avistei uma mesinha debaixo de uma árvore, dentro de um campo enorme. Reparei que cada árvore tinha uma mesa, e todas eram muito longe uma das outras, dando uma certa privacidade. Finn puxou a cadeira para mim e eu sentei, ele puxou a dele e sentou ao meu lado, praticamente encostado em mim. – Eu confesso que fiquei preocupado com o que fazer – Ele sussurrou no meu ouvido e começou a acariciar o meu braço com alguns dedos.

-Como assim?

-Sobre o nosso encontro, tudo o que eu sei sobre você é o que eu observei. Eu tive que puxar algumas coisas da memória. Eu fiquei inventando vários cenários na minha cabeça, e esse foi o que mais combinou com você. Acertei? – Ele puxou meu rosto pelo meu queixo me fazendo encará-lo. Eu sorri e mordi o lábio, estávamos tão perto.

-Em cheio – Eu disse logo me aproximando para beijá-lo. Bastou um toque dos nossos lábios e novamente alguém nos interrompeu. Revirei os olhos impaciente, eu só fiquei na vontade até agora. Finn percebeu e deu um leve sorriso malicioso. O garçom pigarreou novamente. Finn se afastou se ajeitando na cadeira, pegamos os cardápios do garçom e fizemos nossos pedidos. Ambos tínhamos acabado de almoçar, então nós dois pedimos um sundae.

-Quero saber mais sobre você – Finn disse depois que o garçom se retirou.

-Por exemplo? – Indaguei

-Coisas simples, dia a dia, infância, viagens, sonhos.. Quero conhecer você.

-Hm.. Eu também quero saber mais sobre você – Eu disse sorrindo de lado.

-Eu começo – Ele disse divertido e empolgado. Começou a fazer perguntas sobre a minha infância, brinquedos, feriado favorito, estação favorita, essas coisas. Quando eu estava terminando de responder uma das últimas perguntas dele o nosso sundae chegou.

-E você, o que quer saber sobre mim? – Ele disse beliscando o sorvete dele.

-Quero saber tudo que você me perguntou.

-Por que você não faz as suas próprias perguntas?

-Eu gosto das suas – Eu disse simplesmente – Pode começar..

. . .

Agora nós estávamos andando de mãos dadas pelo campo de golfe que havia ali. Não consigo lembrar quem que tomou a iniciativa, mas nós estávamos andando como um casal apaixonado. Olhares que brilham, sorrisos bobos, etc. Eu realmente não entendia como alguém consegue ficar tão atraído em apenas dois dias, Finn devia ser de outro mundo. Ele parou e passou seus braços em minha cintura colando nossos corpos.

-Você é linda Rach – Ele disse tirando uma mecha que tinha caído no meu olho. E como sempre eu fiquei sem graça e corei. Ele olhou para os lados e eu não entendi, depois eu fiquei totalmente absorta, pois seus lábios estavam nos meus. Finalmente.

Agora estávamos sentados em um banquinho, uma perna minha estava em cima da perna dele, e nós nos beijávamos avidamente. Finn se afastou sorrindo e seus lábios estavam vermelhos, aquilo era extremamente sexy. Ele tinha que parar de me causar reações desse tipo. Ele parou de me encarar e pegou o celular dele.

-O que você está fazendo?

-Nada demais, só quero tirar uma foto nossa. Sorria – Ele afastou o celular com o braço e tirou uma foto nossa sorrindo. – Essa eu não vou apagar. – Ele disse observando a foto. Realmente, tinha ficado muito bonita.

Era estranho jeito que Finn agia, ele era todo romântico, lindo, mas ele mal me conhecia, e isso me atormenta.

-Finn – Eu o chamei

-Hm – Ele respondeu sorrindo

-O que a gente é? – Eu perguntei diretamente

-Desculpe, como?

-Sabe, a gente. Nós dois. – Eu disse começando a me arrepender de ter perguntado. Ele deu uma risada, nervoso.

-Olha, ainda é muito cedo para definir, eu confesso. Mas isso – Ele apontou para ele e para mim – É pra valer, eu quero ficar com você.

-Então.. A gente ta junto? – Eu perguntei meio confusa.

-Sim. A gente ta junto. E é isso que importa. – Ele deu um leve beijo na minha testa. – Olha – Ele apontou para o horizonte – O sol está se pondo.

-É lindo – Eu disse maravilhada.

-Você é mais – Ele disse. Eu gargalhei

-Mentiroso! – Eu disse.

-Nunca – Finn disse se aproximando. Eu me desvencilhei dele e saí correndo.

-Hey! – Ele gritou. — Volta aqui! – Eu parei, olhei para trás e balancei a cabeça que não. – Eu vou te pegar! – Ele gritou e saiu correndo atrás de mim. Eu voltei a correr e gargalhar.

. . .

POV Narrador

Shelby andava de um lado para o outro em seu quarto. Estava quase criando um buraco, de tanto que andou naquele lugar. Passou as mãos em seus cabelos num sinal de desespero. Já anoitecera, mas a pouco tempo. Precisava falar isso logo. Andou até o escritório de Hiram e bateu pedindo permissão para entrar. Hiram concedeu.

-O que você quer? –Hiram perguntou. Shelby entrou e deixou a porta aberta.

-Eu quero o divórcio – Ela disse decidida.

-VOCÊ QUER O QUE?