Im Gonna Make This Place Our Home

2 I’m sitting in the railway station – Mercedes J.


Notas iniciais
Heeey gente. Sejam todos muito bem vindos *--*

Bom, não sei o que exatamente estão esperando, porque eu sei que ficou muito no ar como seria a fic HUAHUAHUAHU Mas explicando, todos os capítulos vão ser basicamente assim...

I’m sitting in the railway station

Got a ticket for my destination

Oh oh

A noite está fria, o que é esperado por ser véspera de Natal. Eu deveria ter pego um voo de manhã, mas a neve me impediu. Agora cá estou eu, na estação ferroviária, aguardando meu trem das 23h chegar.

Olhei de novo o celular. Nenhuma mensagem. Ele deve estar bravo. Esse seria nosso primeiro Natal juntos desde que havíamos oficializado nossa união. Sorri vendo o aro dourado em meu dedo, com uma pequena pedra, que sempre que a luz batia, parecia uma estrela de Natal.

_ Você é minha estrela de Natal. – dizia ele quando me mudei para LA. Quando terminamos foi difícil, especialmente porque eu sabia que ele não ia ficar muito tempo sozinho. Mas no dia em que ele se formou, pegou um trem para LA, invadiu o estúdio onde gravávamos e me pediu em casamento.

E aqui estou eu, cinco anos e meio depois, recém-casada e atrasada para vê-lo. A ele e todos nossos amigos. Quinn me mandou uma mensagem dizendo que ele foi embora da festa e estava bem chateado. Ótimo Mercedes.

_ Passageiros do trem 856, para Lima Ohio, embarque imediato. – apanhei minha mala e caminhei até o lado de fora da estação de Nova York, onde o frio era cortante. O guarda pedia os documentos quando íamos embarcar e sorri ao lhe estender meu novo documento, não por ser simpática, mas porque adorava ver escrito Mercedes Jones Evans.

Entrei no trem, grata pelo calor imediato. Coloquei a mala no bagageiro e me sentei, mandando uma mensagem.

“Estou a caminho de casa. Te amo.”

Nenhuma resposta. Ok, eu entendo. Me recostei na janela, ainda triste e tentei pegar no sono, mas a menininha na poltrona ao lado ouvia musica com seu radinho, e era ele cantando mais uma das músicas que havia escrito para mim.

Sorri lembrando dele cantando-a para mim certa noite, só de calça, com o violão no colo, sentado em nossa cama, os cabelos todos desgrenhados e a voz rouca de sono. Mas como ele disse:

_ Não posso perder a inspiração da melhor música que já escrevi.

Nós dois sabíamos que seria corrido. Minha carreira solo nunca havia decolado como eu queria, mas eu não me importava. Eu trabalhava com um grande cantor, chamado Michael Porter, e apesar de ser apenas backing, em grande parte de suas músicas, Michael escrevia uma participação minha. A tristeza dele hoje, quando anunciei que esta seria a última turnê que faria, foi de cortar o coração.

Sam por outro lado, havia se destacado cantando uma mistura de country e pop, às vezes um pouco de rock. E convenhamos, meu marido era lindo.

Não percebi quando adormeci, mas logo alguém me acordava.

_ Senhora... Chegamos. – disse o guardinha e eu agradeci com um maneio da cabeça, apanhando minha mala e caminhando para fora do trem, pensando em como conseguiria um táxi essas horas.

Qual foi minha surpresa quando, dentro da estação, estava ele, com seu velho suéter de renas, tricotado por minha sogra quando ainda estávamos no colégio. Ele segurava um cartaz.

“Bem vinda a sua casa”

_ Achei que nossa casa ficava há 20 minutos daqui. – brinquei me aproximando.

_ Nossa casa é onde nós dois estamos amor. – disse ele, baixando o cartaz e me segurando pela cintura – Senti sua falta.

_ E eu a sua... Feliz Natal. – desejei, me aproximando mais.

_ Feliz Natal... – repetiu ele – E sabe, já que é Natal, você tem que me beijar se houver um visgo.

_ Eu não estou vendo nenhum. – entrei na brincadeira, vendo-o apanhar um do bolso – Isso é trapaça.

_ Pode ser... Mas sei que o cara lá de cima não vai me julgar por querer beijar minha mulher depois de quase um mês sem vê-la. – afirmou ele, finalmente me beijando – Bom, agora que tal irmos para nossa casa física... Porque se eu fizer o que quero aqui, seremos presos por atentado ao pudor.

Eu gargalhei, enquanto ele apanhava minha mala e me puxava pela mão para o estacionamento, onde nosso carro estava. Sam sempre foi fã de carros, então assim que começou a fazer sucesso, comprou uma Ferrari prata.

_ Sabe amor, eu acho que nós podíamos trocar de carro. Ou então comprar outro. – disse a ele, que me olhou espantado.

_ Trocar a Leia? – sim, ele batizou o carro em homenagem a Star Wars – Porque Mercedes?

_ Sei lá... Acho ela chamativa demais para Lima. – disse simplesmente, e ele me olhou como se eu fosse louca – Presta atenção na estrada Samuel.

Chegamos a nossa casa rapidamente. Era um sobrado branco lindo, com cerca branca e um jardim, que no momento estava abarrotado de enfeites coloridos e brilhantes.

Sam entrou na garagem, saindo do carro rapidamente e correndo abrir minha porta.

_ Sam, minha mala. – reclamei quando ele começou a me beijar.

_ Depois pegamos amor... Você tem noção da saudade que o Yoda está de você? – nota mental: proibir ele de nomear qualquer coisa com base em Star Wars.

_ Então o Yoda se agüente um pouco, porque eu tenho um presente muito importante para te dar... – falei e ele me encarou – Você vai amar, garanto.

_ Tá bom... Mas tem que me dar na arvore. – lembrou ele, apanhando minha mala e me puxando pela mão. A casa estava em ordem e eu devia me lembrar de caprichar no bônus de Natal de Maria, nossa ajudante. Se dependesse de Sam, não queria nem ver.

Quando sentamos, eu comecei a revirar a mala, procurando o presente, enquanto ele pegava o meu na arvore.

_ Então, que dia você volta para a turnê? – perguntou ele.

_ Dia 12 voltamos com os shows. – expliquei, pegando o embrulho – Dou primeiro ou dá você?

_ Isso ficou ambíguo, e eu gostei. – garantiu ele me fazendo rir – Mas dou eu... O presente.

Ele me entregou o embrulho e eu abri, vendo um notebook novinho.

_ A web cam do seu está ruim. – explicou ele – Assim, quando você estiver na turnê com Michael, podemos nos ver com qualidade. Quer dizer, eu posso te ver.

_ Você não presta Sam. – eu ri acompanhada – Mas foi um presente meio inútil.

_ Como assim? – perguntou ele magoado e eu ri.

_ Eu anunciei para o Michael, hoje, que essa vai ser minha última turnê. – confessei e ele me olhou abismado.

_ Por quê? – perguntou surpreso e eu apanhei o embrulho, lhe entregando. Ele ficou me encarando e eu fiz sinal para que ele abrisse. Ele desamarrou o laço e tirou a tampa, encarando o conteúdo com um misto de choque e surpresa.

_ Acho que a Ferrari não vai mais ser um veículo funcional... – comentei, fazendo-o erguer os olhos marejados para mim.

_ Você ta falando sério? – perguntou ele, erguendo o par de sapatinhos brancos da caixa.

_ Estou... – garanti puxando sua outra mão – Daqui a aproximadamente sete meses, vai ter outra pessoa aqui para te inspirar no meio da noite.

Coloquei sua mão sobre minha barriga ainda lisa (hei, eu perdi uns quilinhos nos últimos anos ok?) e ele riu, fungando entre algumas lágrimas insistentes. Ele afastou os presentes e se aproximou mais, deitando no chão e beijando minha barriga, para depois se levantar de novo nos joelhos e me beijar.

_ Obrigado estrela de natal...

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Ali estava ele na segunda fileira, lindo como sempre, sorrindo, com sua cadeira bem próxima à de Brittany, que tinha a cabeça em seu ombro. Eu cantava sem ao menos perceber as palavras, embalada por uma fantasia de um futuro que seria perfeito.

Notas finais
Bom... Digam o que acharam da ideia, se estão gostando...

E se tudo mais der certo, amanhã posto mais um capítulo *---* Não sei se vou conseguir terminar a fic antes do episódio de 5ª feira (provavelmente não), mas ainda sim...

Beijinhos meus little monkeys ♥

http://ask.fm/WaalPompeo