Im Gonna Make This Place Our Home
3 My suitcase and guitar in hand – Samuel Evans
Notas iniciais
9 leitores já? Oun, quero todos dando oi, pra eu poder dar oi de volta hihi'
Bom, espero que estejam gostando. E vocês vão ver diferenças marcantes entre os P.O.V de mesmos casais, porque cada um tem uma visão, uma ideia...
Até lá embaixo ;@
On a tour of one-night stands
My suitcase and guitar in hand
And every stop is neatly planned for a poet and a one-man band
A noite já ia alta que entrei na garagem de casa. Apanhei a guitarra e o casaco do banco, e desci, entrando pela porta dos fundos. Tudo estava apagado, mas no balcão da cozinha, como sempre, um sanduíche de pasta de amendoim, com um bilhete.
“Eu te amo”
Abocanhei o sanduíche, caminhando em direção à sala e me assustando com um vulto no sofá.
_ Luke, filho... – chamei, me aproximando do menininho de quatro anos que dormia agarrado com seu ursinho de pelúcia – Luke...
Ele abriu os olhinhos lentamente, coçando-os enquanto me encarava.
_ Você demorou papai. – reclamou ele, enquanto eu acariciava seus cabelos loiros.
_ As fãs malucas no camarim do papai. – expliquei – Sabe como é... Seu pai é muito gato.
_ Não conta pra mamãe que eu vim te esperar, senão ela vai ficar brava. – pediu ele ainda sonolento, e eu concordei, deixando a guitarra no canto da sala e voltando ao sofá, onde ele já estava sentado.
Puxei-o para meu colo, onde ele logo encaixou a cabeça no meu ombro. Comecei a subir as escadas, quando ele reclamou.
_ O Yoda ficou no sofá. – ah sim, o ursinho. Achei que era o outro.
Voltei e apanhei o bichinho, entregando a ele, que abraçou a pelúcia contra meu peito. Subi as escadas, empurrando a porta do quarto e o deitando em sua cama. Puxei o coberto de espaço-nave para cima, acendendo o abajur que recriava o céu noturno.
Tirei a camisa, que estava me incomodando, e deitei ao seu lado. Ele se aconchegou junto de mim, enquanto eu cantarolava uma cantiga de ninar. Sua mãozinha agarrou meu cordão, como ele fazia desde bebê, e eu soube que ele dormia quando ela ficou frouxa.
Beijei sua testa, arrumando novamente as cobertas e o ursinho ao seu lado. Encostei a porta com cuidado, caminhando para a porta ao lado.
_ Você também me esperou acordada? Vocês dois? – perguntei , encarando o labrador deitado ao lado do berço de minha filha – Qual é Han, você devia pôr todos na cama na hora.
Han Solo apenas ganiu para mim, antes de deitar novamente a cabeça. Me aproximei do berço, me certificando de baixar o volume da babá eletrônica , e apanhei Padmé, trazendo-a para junto de mim.
_ E você mocinha, já deveria estar dormindo... É muito nova para virar a noite acordada... – assim como o irmão, ela enroscou os dedinhos no cordão em meu pescoço, e me perguntei se era algo que vinha desde a barriga da mãe, já que sempre que nos deitávamos para dormir, ela ficava enroscando os dedos no cordão até pegar no sono.
Comecei a cantarolar a mesma cantiga de ninar de antes, enquanto com cuidado me balançava de um lado para outro. Mercedes pode rir o quanto for, mas, mesmo sendo pai pela segunda vez, eu não me acostumo a segurar algo tão pequeno e frágil com tranquilidade.
Ela demorou um pouco mais, mas por fim adormeceu, antes que eu mesmo dormisse com ela no colo. A coloquei no berço, cobrindo com o cobertor de bailarina. Que? Eu sei que ela é menina, jamais faria um quarto do Star Wars, apesar de saber que Mercedes concordaria.
Acariciei a cabeça de Han, ergui o volume da babá novamente e apaguei a luz, saindo do quarto em silêncio. Caminhei por todo o corredor, abrindo a porta de meu quarto e encontrando minha mulher sentada, a minha espera.
_ Tentei não te acordar. – garanti, me aproximando e sentando na beirada do colchão.
_ Eu tenho sono leve até você chegar. – lembrou ela – Não consigo dormir bem sem meu ursinho de pelúcia.
_ Virou criança que nem o Luke? – perguntei e ela riu – Mas tudo bem... Seu ursinho de pelúcia gosta de dormir com você.
_ E como foi o show? – perguntou ela e eu bufei.
_ Cansativo. – admiti – Essas meninas são malucas. Puck e Finn também não viam a hora de vazar dali. Parece que a cada nova leva de fãs de 15 anos de idade, elas estão menores e mais malucas.
_ É bom eles serem malucas sem por as mãos no meu homem, ou elas verão o que é uma boa dor de cabeça. – ameaçou ela com testa vincada e eu ri, beijando-a – Agora vai tomar um banho... Você está cheirando purpurina e gelo seco.
_ Culpe o Kurt e sua obsessão por efeitos especiais. – lembrei a ela, me levantando para ir para o banheiro – Gostaria de me acompanhar?
_ Vou passar sr. Evans... Já são quase 2h30 da manhã. – disse ela rindo e eu entrei no chuveiro. Quando sai alguns minutos depois, ela já estava deitada e dormindo. Apanhei uma cueca, vestindo rapidamente, antes de me deitar ao seu lado. Ela despertou momentaneamente, apenas para se aconchegar junto à mim e enlaçar os dedos no meu cordão, enquanto eu cantarolava uma música qualquer até sentir seus dedos ficando frouxos.
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Ela cantava sentada no piano, seus olhos perdidos em algum lugar distante, como sempre acontecia quando ela cantava. Mas antigamente, eu sabia que estariam perdidos em mim. Hoje já não sei mais.
Senti Britt mais próxima e apertei mais seus ombros, deixando que meus olhos se perdessem nela.
Notas finais
Comentem e perguntem hein? Beijinhos ;@
http://ask.fm/WaalPompeo
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