Notas iniciais
Ta aí mais um capítulo ^^

I am not afraid to keep on living...

Cala a boca celular.

I am not afraid to walk this world alone...

SANTA FALTA DE PACIÊNCIA MESMO!

Atendi o telefone mal-humorada.

- Alô.

- Ah, finalmente, senhorita dorminhoca! Dá para abrir essa porta? Eu não tenho a chave extra.

Desligou o telefone.

Levantei, nem me importei em colocar um roupão e fui abrir a porta para o Gerard folgado Way.

Deschaveei a porta, amaldiçoando ele. Eram oito horas da manhã!

- Bom dia... Uau. — Ele disse, olhando para as minhas coxas. Esqueci do fato de que estou com o pijama mais curto que tenho.

- Bom dia, entra. — Disse, ficando vermelha. Cadê a droga do roupão?

- Sabe, Annie... O tempo só te fez melhor ainda, não é? — Gee comentou, olhando para as minhas coxas.

- Gee, meu rosto está aqui. — Peguei o queixo dele e ergui, fazendo ele olhar para o meu rosto.

- Ah, Annie, não é necessário isso. Eu conheço cada centímetro do seu corpo, e você, do meu. — Ele disse, me abraçando.

- Como você está?

- Bem. O que te traz há essa hora aqui em casa? — falei ainda sonolenta quase dormindo em seu ombro

- Saudades suas

- Você me viu ontem, Gerard. E aquela sua "namoradinha"?

- Ela foi visitar os pais — ele me afastou e olhou para meu rosto — ta com soninho bebê?

- Não, você me acorda às 8 da manhã e eu vou estar super feliz, como se tivesse tomado 4litros de energético

- É, mas eu não vou deixar você voltar a dormir — eu suspirei

- Eu sei, posso ao menos trocar de roupa?

- Não. Você vai voltar a dormir. — Ele disse, como se isso resolvesse tudo.

- Gee, eu não vou ficar de pijama.

- Por que não? Eu gosto. — Ele arqueou uma sobrancelha.

- Espera aqui, eu vou ir trocar de roupa. — Disse, saindo correndo até o meu quarto para trocar de roupa. Ah, mas a minha cama está tão quentinha... Acho que vou tirar uma soneca.

Deitei na cama e me cobri. Cinco segundos depois, eu senti alguém me abraçando.

- Eu disse que você ia voltar a dormir. Agora, levanta. — Gee disse, deitado ao meu lado- Não. — Eu disse, e virei de frente para ele. Ele riu.

- Eu vou te levantar então.

- Ok, ok, já levantei, viu só? — Levantei o mais rápido possível da cama, peguei uma roupa e fui para o banheiro me trocar. Gerard, você me paga por isso.

Coloquei uma camisa do A7x, um calção curto e meu chinelo preto. Fui até a sala onde Gerard estava

- Quer um café? — perguntei colocando as mãos nos bolsos do calção

- Quero. — Disse Gee, sentado no sofá com os pés erguidos. — Quer ajuda?

- Não. — Respondi, e comecei a fazer o café.

Gerard apesar de todo esse tempo não havia mudado nenhum pouco, a não ser pela cor do cabelo é claro, jamais o imaginei de cabelo vermelho e muito menos que ele ficaria tão sexy.

De repente senti mãos entrelaçando minha cintura e beijando meu pescoço

- Gerard... — arfei — para — me esquivei dele

Senti-o rindo, enquanto ficava de frente para ele.

- O que você está pensando, Gerard? Você tem namorada, e tem mais... — Ele me fez parar de falar colocando seu indicador sobre os meus lábios.

— Já comentei que você fala demais? E quer saber, eu sei que tenho namorada, mas... Eu gosto das suas reações. Quer dizer, não podemos dizer que tudo que tivemos não representa nada, não é? — Ele disse, abraçando a minha cintura.

- Gerard. — Coloquei minha mão sob seu peito. — Não. Você tem namorada, e embora eu a ache uma puta, eu não farei parte disso. — Ele deu de ombros.

- Não estou pedindo.

- Então, não insista, por favor — meu coração estava começando a apertar

- Eu não te entendo Annie — ele olhou em meus olhos — você não gosta de nenhuma das minhas namoradas, mas quando tento ficar com você, simplesmente me descarta, realmente eu não entendo. É por causa da Jhennyfer? Eu termino com ela...

- Não Gerard — eu o interrompi — já passou pela sua cabeça que eu tenho os meus motivos? Que eu NÃO POSSO ficar com você Gerard! — as primeiras lágrimas já começaram a escorrer — eu queria muito, eu te amo, mas realmente eu não posso

- Por quê? — Perguntou meio alterado, eu fiquei em silêncio — isso é só uma desculpa, você deve estar com outro, já deve ter esquecido tudo que fomos um para o outro

- Gerard...

- No final eu me enganei ao seu respeito. Você é igual às outras, uma puta, desgraçada, que não merece respeito — ele falava como se estivesse com nojo. Aquelas palavras realmente me machucaram. Se ele realmente soubesse o motivo para não lhe falar, ele não falaria isso. Maldita doença! Mas, eu prefiro se xingada a ter que ver ele sofrendo por causa de minha doença. Gerard saiu de casa batendo a porta.

Eu simplesmente escorreguei pela parede e desmoronei a chorar

Fui até o telefone, e liguei para Frank.

- Alô? — Ele atendeu, em um murmúrio.

- Frank? Aqui é a Annie. Você pode vir aqui, por favor? — Falei, aos prantos. Frank percebeu a minha voz de choro, e ficou nervoso.

- Já estou indo, Annie!

Não demorou muito e Frank já estava aqui. Quando abri a porta e o vi, simplesmente o abracei e comecei a chorar. Ele afagou meus cabelos

- Calma pequena — falou beijando minha testa. Nos sentamos no sofá e lhe contei tudo o que havia acontecido — Annie, Gee só está confuso. Ele nunca te esqueceu. — Frank tentava me consolar. — Ele procura você em todas as garotas com quem ele namorou.

Eu não aguento mais isso, Frank — coloquei as mãos no rosto

- Por que você não conta a ele a verdade?

- Eu não posso. — Murmurei, sem força alguma.

- Annie, vai ser melhor...

- Frank, não! Isso iria acabar com a vida dele! Eu não posso fazer isso.

- Por que você não deixa ele decidir isso?

Solucei, cansada de tentar explicar. Ele não entende, de qualquer forma.

- Por favor, Frank, me escuta com atenção. O que Gerard faria se soubesse?

Ele sorriu, e fitou o chão.

- Largaria tudo. — Eu continuei. — Largaria a banda, largaria a vida dele, para tentar me curar. Mas Frank, não há cura, só controle. Eu não posso ver Gee jogar a sua vida fora por minha causa.

- Ele não estaria jogando nada fora, Annie. Ele te ama.

- E eu amo ele. Mas deixa ele viver a vida dele, ele não pode se envolver na minha. — Deitei minha cabeça no peito de Frank, e sequei mais algumas lágrimas insistentes. Frank me abraçou, e deu um beijo em meus cabelos.

- Então me deixe tentar falar com ele.

Segurei uma nova crise de choro, e me limitei a suspirar pesadamente.

Narrador POV's.

Dois dias depois...

Após um show, Frank resolveu falar com Gerard sobre Annie.

- Gee? Cara, preciso falar com você.

Gerard se virou para seu amigo, e assentiu.

- É sobre Annie. Eu... Eu fiquei sabendo da briga de vocês.

- Não me arrependo de ter dito aquilo. — Gerard disse rispidamente, a mentira óbvia na sua testa. Sim, ele se arrependia.

- Gerard, ela tem os motivos dela. E ela é... Diferente.

- Motivos?! — Gee estava irritado. — Ela tem motivos? Então me diz quais são esses motivos! Ela diz que me ama, mas não quer nada comigo! Me explica isso!

- Não posso.

- Então não há nenhum motivo.

Frank estava quase quebrando sua promessa.

- Gerard, eu não tenho permissão pra te contar. Ela me pediu para manter segredo. Mas, sinceramente, se você soubesse, você não teria dito nada do que você disse para ela.

Gee permaneceu em silêncio, e Frank resolveu continuar seu discurso:

- Ela tem um sério problema, que eu não posso dizer qual é. Você só precisa saber que isso talvez a impeça de viver, como já vêm impedindo há muito tempo. Gerard, me escuta: você sabe que eu sei do que estou falando, e quando eu digo que você só vai perceber que jogou a chance de ser feliz fora quando for tarde demais, é porque você vai fazê-lo. Dá uma chance pra ela, cara. — Frank bateu de leve no ombro de Gerard.

- Não posso. — Gee murmurou.

- Por que não?

- Eu vou me casar. — Gerard mostrou a aliança que estava em seu dedo, e que tirou todas as esperanças dos dois de fazerem a sua pequena Annie feliz.

Notas finais
Obrigada pelos comentários e por favor, comentem aí Õ>