Ilógico

1 Parte 1


Notas iniciais
A história está associada a Suntuoso Passado: a história de amor de Serenity e Endymion, mas dá para entender tranquilamente sem ler a outra história =D

Mercury não considerava correto receber o príncipe de Elysion na Lua. Sim, ela tinha concordado que sua princesa amava ele e que apoiaria este romance impossível. Mas isso era demais!!!

“Por que não transpomos o impossível”

A voz daquele guerreiro sem nome ainda ecoava em seus ouvidos... Bem como o forte perfume de orquídeas que ele exalava. A rebeldia naqueles olhos verdes fez com que ela aceitasse entregar para a princesa roupas dos soldados lunares. Agora Serenity estava passeando com Endymion nas estufas lunares. Enquanto ela tentava solucionar, sentada no chão do corredor que levava às estufas, o que estava dando errado em um elixir de restauração de energias para a deusa.

Ela já tentara de tudo, mas os elementos revigorantes que ela selecionou não estavam dando certo... O elixir parecia fadado ao fracasso e isso, Mercury, não iria aceitar. Ela era uma garota orgulhosa e fracasso estava fora de seu dicionário...
Um dos soldados do palácio estava passando pelo corredor, ele não poderia ir para as estufas, pois seria difícil explicar o que a princesa fazia lá... A guerreira de Mercúrio aguardou a passagem do soldado, decidida a dissuadi-lo caso tomasse rumo às estufas, mas ele não passou. Ele se postou ao lado dela no corredor.

–- Alecrim – ele falou – tenho certeza que alecrim é o elemento que falta nesta poção.

Mercury elevou seus olhos para fitá-lo, mas a luz do corredor não permitiu a ela reconhecê-lo. Os longos cílios que emolduravam os olhos celestes da guerreira valorizavam a expressão de dúvida que ela assumira. O coração do soldado começou a bater mais forte. A proximidade da caneta dos lábios rosados entreabertos da guerreira chamava a atenção para eles. Bem como para o decote singelo do uniforme azul que ela usava.

– Você pode ter razão – a voz dela o tira do transe que sua expressão lhe ocasionou.

– Tenho o costume de ter razão.

Ela sorri – Humilde, você.

–- Um pouco. – Ele curva as pernas e se senta do lado dela, ela o olha com estranhamento.

– É chato aguardar... – ele sorri e, pela primeira vez desde quando estavam conversando, Mercury percebe quem ele é.

–- Não sabia que seria você, quem acompanharia o príncipe. – ela volta a atenção para a fórmula que estava a estudar.
Mas ele não queria dividir a atenção dela com aquele pedaço de papel, já havia passado tempo demais a admirando de longe para agora que ela estava do seu lado perder para aquela poção. O rosto dela era muito bonito, com aqueles olhos grandes e inocentes, o nariz afilado e a boca pequena e fina. Ao longe ele estava se perguntando se algum dia eles foram beijado...

Qual seria a textura daqueles lábios finos e rosados?

Era ilógico pensar nela desta forma, ela nunca cederia a ele, mas não custava nada tentar. Um sorriso não percebido por ela forma-se nos lábios dele.

–- Me ofereci para isso... – ela volta a olhá-lo com a bela sobrancelha arqueada, havia uma fúria em seus olhos, ele deveria está atrapalhando-a. Esta ideia o excitava, o semblante de calma que ela ostentava não era sua real forma, ele tinha certeza. Ele aproxima-se, deixando sua perna roçar na coxa desnuda dela e sussurra em seu ouvido – Era uma oportunidade para vê-la.

Mercury se sobressaltou com a voz rouca que ele fez para falar-lhe isso. O local onde a perna dele tocou estava formigando. Ela tenta descer um pouco a saia na tentativa de cobrir a coxa, não conseguiu – Não sei que interesse você tem em me ver...

–- Um grande interesse -- ele sorri de forma sedutora.

Mercury olha para cima, o que este homem tem? Já é ilógico o suficiente a princesa se apaixonar pelo príncipe de Elysion, a concentração de energia vai destruir o planeta... E agora isso? Ele deve está querendo somente brincar com ela. Pois bem, ela brincará também... Ela sempre foi boa em batalha de raciocínio, afinal ela é ou não é a melhor jogadora de xadrez do Milênio?

O primeiro passo é ceder, dar confiança ao adversário... Ela sorri e repete suas palavras em tom de dúvida – Um grande interesse?

–- Sim... – o guerreiro da terra se aproxima dela sedutoramente – Você parece tão absorta em seu trabalho que me despertou algumas dúvidas...

–- Humm – Mercury fez uma expressão questionadora – Gostaria de saber quais dúvidas seriam estas.

–- Ouvi de sua princesa que era a Sailor mais inteligente – elogiar, este é o começo de todo jogo de sedução.

–- Algumas pessoas pensam assim aqui no milênio. Mas não sei que dúvidas isso pode gerar – ela olha-o intrigada – Deseja ajuda em alguma questão?

–- Sim... – ele retira o pergaminho que estava nas mãos dela e se aproxima mais. Ela olha-o assustada, estava nos planos de Mercury vencê-lo em uma batalha mental, mas a proximidade dele não estava ajudando-a a raciocinar. Antes que ela reivindicasse um distanciamento, ele completa – Gostaria muito, muito mesmo, de saber qual é o gosto de seus lábios.

O guerreiro toca com as pontas dos dedos desnudos nos lábios da guerreira, ela involuntariamente estremece, ele sorri vitorioso – O calor de sua carne também me gera inúmeras dúvidas, bem como o cheiro de seus cabelos...

A respiração de Mercury estava tão ofegante quando a dele e quando ele move-se para beijá-la, a perna dele esbarra na pilha de livros que ela havia selecionado para auxiliá-la no elixir e ela consegue se afastar dele. O que estava acontecendo com ela? O desejo daquele beijo se instaurara no seu baixo ventre e ela sentiu seu ponto mais intimo umedecer.

–- Está indo longe demais com a sua brincadeira, Sir. – ela eleva-se. Já desistiu da batalha, sim, desistir não é algo que ela gostava de fazer, mas era melhor do que fracassar. Este foi um dos motivos para aceitar que a princesa prosseguisse com o romance com o príncipe. Tentar separá-los era fadado ao fracasso, bem como resistir a este homem de rosto delicado, cabelos vermelhos e intensos olhos verdes que avaliavam de forma ousada o corpo dela neste exato momento.

–- Não estou brincando – ele também se eleva e volta a gingar o corpo esquio para próximo dela. Ele não era musculoso, mas com certeza possuía músculos bem torneados escondidos abaixo do uniforme lunar. A dúvida sobre como seriam suas formas se instaurou nela.

–- Eu já falei para parar – ela recupera aos pouco a respiração, parecia que havia corrido – Se não percebes, estamos no meio do castelo da lua, você é um intruso!

–- Que foi introduzido no castelo por vós e sua princesa – ele sorri da cara de descontentamento que Mercury faz. Ela sempre foi uma mulher inteligente e sagaz, nunca ninguém conseguira fazê-la perder a fala e o fôlego antes, sim, a princesa da lua deixava-a impotente, mas este homem era diferente. Ele sorrir – Você é uma covarde.

–- Não... sou – ela fala entre fôlego.

–- Me prove... – era algo ambíguo. Mercury não conseguia raciocinar, o espaço entre eles era ínfimo. Ele estava a sua frente, encostando-a contra a parede, ela podia sentir a respiração dele próximo ao seu cabelo, se ela elevasse o olhar se depararia com os lábios dele. Ela precisava aumentar a distância entre eles, mas sabia que qualquer movimento dela provocaria o toque, o toque naquela pele quente e sem dúvidas firme e suave.

Notas finais
E aí? Continua na parte dois.