Notas iniciais
Não vou falar nada aqui... vou deixar lá para as notas finais... Boa leitura! Ps: Eu não pude revisar, então perdoem qualquer erro.

#2

O jornalista

As ruas de New York nunca pareceram tão grandes aos olhos de Kurt. Uma infinidade de pessoas corria para seus trabalhos durante o início daquela manhã cinzenta. Kurt já estava cansado de tanto correr por tantos lugares.

Eram recém nove horas da manhã e ele já havia ido em doze lugares diferentes. Tudo à procura de alguém que pudesse ajudá-lo a encontrar seu irmão perdido.

Foi tendo tantos "não" como resposta, que o castanho decidiu ir até um jornal ao invés de ir atrás de investigadores e coisas do gênero.

Ao entrar no local, Kurt viu todos trabalhando ordenadamente, completamente concentrados, fazendo seus respectivos trabalhos.

– Posso ajudar você? – Kurt virou em direção de onde veio a voz e se arrependeu em seguida, pois só faltou babar ao ver o rapaz que estava em sua frente.

Olhos castanhos um pouco claros, cabelos pretos com cachos e um sorriso simplesmente perfeito.

– Você é mudo? – O moreno perguntou rindo baixo e Kurt o acompanhou.

– Não sou mudo. – Kurt se defendeu. – E sim, eu preciso de ajuda.

– E que tipo de ajuda você precisa? – O moreno perguntou animado.

– Estou em busca do meu irmão. Eu nunca cheguei a conhecê-lo, pois minha mãe foi embora quando estava grávida. Eu queria conhecer ele. – Explicou Kurt.

– Meu nome é Blaine Anderson e eu estou a sua disposição. – Então esse era o nome dele? – E o seu nome, qual é?

– An, Kurt Hummel. – Kurt disse sorrindo.

– An, Kurt Hummel, prazer em conhecê-lo. – O moreno também riu. – Brincadeiras à parte, é bom ter um trabalho diferente por aqui, já que nunca tem nada de interessante. Meio-dia é meu intervalo, você quer almoçar comigo?

– Quero. – Kurt disse sorridente. – Eu tenho mais algumas coisas para resolver, mas te espero aqui ao meio-dia.

Os dois se despediram com um breve "tchau" e Kurt voltou a sua jornada do dia, enquanto Blaine voltou ao seu trabalho.

O restante da manhã passou extremamente devagar. Kurt queria não estar tão ansioso para o almoço dele com Blaine, mas aquele moreno tinha alguma coisa que simplesmente fez Kurt delirar à primeira vista.

Após uma longa caminhada, estava perto do horário marcado com Blaine, então Kurt voltou para o jornal. O moreno já estava esperando por Kurt na porta do local com um grande sorriso estampado em seu rosto.

Os dois foram caminhando até um restaurante que havia ali por perto. Eles entraram e logo fizeram seus pedidos.

– Quanto que vou precisar para pagar você? – Blaine gargalhou alto com a pergunta.

– O que eu gostaria de pedir você talvez não queria dar, então... – Kurt estreitou os olhos e ficou sem jeito. – Foi uma brincadeira, calma.

– Tudo bem. – Kurt disse ainda corado.

– Eu vou te ajudar de graça.

– Por que? Ninguém faz coisas sem preço algum. Todo mundo quer fazer as coisas por uma recompensa. – Blaine sorriu sem graça.

– Eu não sou todo mundo. Eu só quero ajudar. – Kurt estava surpreso.

Ele não esperava aquela atitude de alguém que recém havia conhecido.

– Vai aceitar minha ajuda ou não? – Kurt suspirou.

– Claro que sim. Eu não sou louco de negar a ajuda de alguém como você. – Blaine arqueou a sobrancelha para Kurt.

– Alguém como eu? – Kurt corou em cinquenta tons de vermelho.

– Bom, uh, um jornalista, inteligente... – Kurt se perdeu em suas próprias palavras e Blaine riu com a confusão do castanho.

– Calma, não precisa ficar com vergonha. – Blaine disse rindo. – E eu não sou um jornalista comum. Eu sou um jornalista investigativo. Algumas vezes trabalho até ajudando a polícia.

– Isso é muito interessante. – O castanho falou risonho. – Como pretende me ajudar?

– Precisamos fazer uma pesquisa sobre o lugar para onde sua mãe foi, ver para onde seu irmão possa ter ido. Coisas do gênero. – Blaine deu de ombros.

– Se ela falou a verdade, pelo que meu pai me disse ela foi para Califórnia. – Blaine sorriu largo.

– Eu nasci na Califórnia. – Ele disse rindo. – Eu posso ser o seu irmão. – Os dois caíram na risada.

[...]

Kurt passou o restante do dia pensando em Blaine. O moreno era tão encantador e de uma maneira tão simples.

Mas espera, porque Kurt estava pensando nisso mesmo? Aquilo não era importante, pelo menos não agora.

Kurt abriu seu computador e começou a pesquisar sobre qualquer coisa que fosse, mas tudo parecia levar a lugar nenhum.

Lá pelas nove da noite, o celular de Kurt começou a tocar. Era Blaine e esse era o único meio que eles tinham para se comunicar até agora.

"Kurt, eu acho que sei por onde nós podemos começar." – O moreno disse pelo telefone.

"Estou curioso." – Disse Kurt.

"Temos que ir até a Califórnia para pesquisarmos sobre os nascimentos no ano em que ela foi embora." – Kurt riu. – “Qual a graça?

"Você está mesmo propondo uma viagem para a Califórnia? Você enlouqueceu?" – Agora foi a vez de Blaine rir.

"Eu não enlouqueci. Estou mesmo propondo isso e é tudo por minha conta. Eu consigo tranquilamente sair uma semana de férias do trabalho, espero que você também consiga."

E agora, Kurt deveria aceitar? Ele mal conhece Blaine. E se o moreno for um assassino? E se ele for uma pessoa ruim?

Kurt não podia simplesmente aceitar essa viagem.

"Posso te responder amanhã?" – Kurt perguntou incerto.

"Claro que pode. Estarei aguardando ansiosamente pela sua ligação. Tenha uma boa noite."

"Você também." – Kurt disse e, ao desligar o telefone, ficou sorrindo como uma criança.

O que Blaine tinha de tão especial assim a ponto de fazer Kurt perder seu fôlego apenas com uma ligação?

Kurt não sabia dizer, só sabia que o moreno havia mesmo mexido com ele.

Com os pensamentos a mil, o Hummel foi dormir e, como já era de se esperar, sonhou com Blaine durante a noite inteira.

Qual o resultado disso? O castanho acordou o mais feliz possível.

Acordou disposto e levantou faceiro, indo preparar seu café da manhã com a maior disposição do mundo, chegando até, a tomar seu café cantarolando.

Qual o segredo que havia por trás do olhar encantador de Blaine? Kurt talvez nunca fosse descobrir, ele só sabia que o moreno tinha um poder gigante sobre ele. Mas quem era Kurt para reclamar?

Após seu café, Kurt pegou as chaves do seu carro e foi para seu trabalho. Quando Kurt chegou no local, sentiu seu celular vibrar e o pegou para atender. Kurt não pôde deixar de sorrir ao ver que era Blaine.

"Bom dia!" – Kurt disse animado.

"Ótimo dia!" – Respondeu o moreno. – “An, Kurt Hummel, você já decidiu se vai aceitar a viagem?"

"Você precisa parar de me chamar assim." – Ele disse rindo. – “Eu até pensei, mas preciso ver uma coisa antes de te responder. Mais tarde eu te ligo e digo."

"Ok. Estarei esperando ansiosamente." – Kurt sorriu mais ainda. – “Até mais tarde."

Kurt murmurou um "até" e desligou o telefone.

[...]

Após seu dia de trabalho, Kurt foi direto para casa, pois estava morrendo de cansaço. Ele chegou e tomou um demorado banho quente. Um banho capaz de recolocar todas as energias que o castanho havia perdido durante o dia.

Quando Kurt terminou de se vestir, ele foi até o sofá e se atirou lá de qualquer jeito com um livro para ler.

Nem cinco minutos depois, a campainha do apartamento tocou e o castanho foi obrigado a levantar, sem nem imaginar quem poderia ser.

– Oi, pai! – Kurt disse cumprimentando seu pai.

– Oi, filho! – Burt disse com um meio sorriso. – Como você está?

– Estou bem. E você? – Kurt perguntou, fazendo um sinal para seu pai sentar.

– Também. – Disse dando de ombros. – E como andam suas buscas?

– Pensei que tivéssemos um acordo sobre não falar disso. – Kurt disse respirando fundo.

– Eu pensei que você fosse me obedecer quando eu disse para não procurá-lo. Sua mãe nos abandonou, Kurt. Ela não nos quer com ela. – Dizia Burt e Kurt apenas revirava os olhos.

– Eu não ligo para o que ela quer. Meu irmão não tem culpa de nada. Ele nem deve saber que tem um irmão. – Kurt tinha bons argumentos e ele estava certo.

Mas a dor que Burt sentia era maior do que qualquer coisa. Ele não queria Kurt perto de sua mãe nunca mais.

Kurt também não queria sua mãe, mas ele precisava conhecer seu irmão.

– Você está perdendo seu juízo, Kurt. – Burt falou irritado.

– E você está esquecendo que eu sei me virar sozinho, que eu sei me cuidar e que eu faço o que eu quiser. – Esbravejou Kurt. – Eu não estou cometendo nenhum crime. Quem nos abandonou foi a minha mãe e não meu irmão.

– Mas ele estava junto com ela. – Pronto. Agora Kurt estava irritado. Essa foi a coisa mais ridícula que ele já ouviu.

– ELE ERA UM BEBÊ DENTRO DA BARRIGA DELA, PAI. ELE NÃO TINHA ESCOLHA. ELE TINHA SEIS MESES E ESTAVA NA BARRIGA DELA. – Gritou Kurt.

– Você não grita comigo. – Burt disse em um tom ainda pacífico.

– Então não me venha com esses argumentos. – Disse Kurt. – Eu só quero falar com ele, saber como ele é, do que ele gosta. Só isso. De todas as pessoas no mundo, você deveria ser a que mais me apoia, já que ele é seu filho também.

– Eu não quero nada que seja envolvido com aquela mulher. – Aquela foi a gota d’água para Kurt.

– Então que você está fazendo aqui? Eu também saí de dentro dela. – Disse Kurt, levantando e indo até a porta, abrindo a mesma em seguida.

– Você está me expulsando da sua casa? – O mais velho perguntou incrédulo.

– Você disse que não quer ligação nenhuma com “aquela mulher”. – Kurt fez aspas com as mãos. – Como eu já disse. Eu saí de dentro dela.

– Você é diferente. – Burt tentou falar, mas Kurt revirou os olhos.

– Você pode ter tudo contra ela, ok? Você tem esse direito. Mas você não pode me proibir de procurar por meu irmão. E, se por um acaso, a única maneira de eu conseguir fazer isso for procurando por ela, então assim eu farei. – Burt nem falou mais nada. Ele apenas foi embora.

Kurt se sentia um lixo agora. Ele não queria ter brigado com seu pai, mas ele sabia que estava certo. Os argumentos de seu pai não eram páreos para os dele.

Agora, mais do que antes, Kurt estava com sua decisão tomada em relação a Blaine. Ele só precisava fazer uma ligação.

Na terceira chamada, o moreno atendeu.

Ótima maneira de encerrar minha noite.” – Kurt corou involuntariamente com o comentário do moreno. – “A que devo a honra?

Lembra do seu convite da viagem?” – Blaine murmurou um “uhum”. – “Então... vamos para a Califórnia!”.

Notas finais
Bom, o que venho trazer aqui não são boas notícias e é um recado para quem lê qualquer uma das minhas fanfics: Eu tenho estado muito desanimada ao escrever.. esse capítulo é uma prova disso, tendo em vista que eu escrevo no mínimo 2000 palavras e eu acho isso pouco (já escrevi capítulo com mais de 10 mil palavras, então)... Então acontece o seguinte com cada fic: A Lost Soul - Talvez eu escreva ela até o capítulo 15 e encerre por aí. As Long As You Love Me - A mesma coisa de A Lost Soul Evil In The Night (Season 2) - Cancelada! Essa fanfic aqui - Não sei quantos capítulos serão. He Doesn't Like The Lights - Mais ou menos 20 capítulos. Eu vou parar agora e não sei quando volto a escrever. Isso SE eu voltar. Aos que gostam e acompanham minhas histórias, eu sinto muito, de verdade, mas eu não vou conseguir continuar enquanto não me vier vontade. Eu prefiro dar um tempo do que escrever qualquer coisa. Espero de verdade que vocês entendam! Até um dia ♥