Notas iniciais
Boa noite! Então gente... faz quase um mês que não atualizo essa fic. A última vez que atualizei foi para dizer que eu ia dar um tempo na escrita, mas aqui estou eu, completamente de volta e com um capítulo completamente fofo e com muito KLAINE ♥ Espero que gostem! Só para avisar, tem uma cena de sexo lá no final do capítulo, então quem não gosta ou não quer ler, é só pular o final :) Capítulo dedicado a Gabriela, por me aguentar todos os dias ♥♥

#3

Apenas Kurt e Blaine

Kurt arrumava suas malas de maneira prática e rápida, sem nem um pouco de enrolação. O castanho guardou todas suas roupas e o que era de mais importante e foi direto para o aeroporto.

Ao chegar no local, ele encontrou Blaine com um enorme sorriso já o esperando.

– Bom dia, Blaine. – Disse Kurt, sendo simpático.

– Bom dia, Kurt. Tudo bem com você? – Perguntou o moreno.

– Estou bem. – Ele disse e fez uma pausa. – E você?

– Melhor agora que você chegou. – Kurt corou com o comentário e um silêncio enorme se instalou entre os dois.

Logo o voo deles foi chamado e eles embarcaram no avião.

O voo não era longo e foi em total silêncio. Nenhum dos garotos tinha muito o que falar, então preferiram ficar em silêncio. Ambos possuíam um livro em mãos; Kurt lia o seu, enquanto Blaine apenas fingia ler e, na verdade, ele observava os detalhes de Kurt e o quão lindo o castanho era.

Quando o avião pousou, Kurt e Blaine levantaram, desceram, fizeram o que era necessário no aeroporto e foram em direção ao hotel.

– Boa tarde! Sejam bem-vindos ao nosso hotel. Os senhores têm reserva? – Perguntou a recepcionista.

– Sim. Blaine Anderson e Kurt Hummel. – Disse o moreno.

– Ok! Um quarto para dois. – Disse a recepcionista e Kurt olhou um tanto quanto irritado para Blaine.

– Eu acho que fui bem claro ao dizer que queria dois quartos. – Disse Blaine, tentando convencer Kurt de que aquilo era um engano.

Mas não era. Ele tinha pedido um quarto só propositalmente.

– Senhor, eu tenho aqui registrado que você pediu um só quarto. – A recepcionista estava apavorada por pensar que estava fazendo seu trabalho errado.

– Quantas camas têm no quarto? – Kurt perguntou e Blaine gelou mais ainda.

– Apenas uma. – Kurt apenas revirou os olhos.

– Tudo bem. Nós vamos ficar nesse quarto mesmo. – Kurt disse e os dois pegaram a chave do quarto e foram em direção aos elevadores.

– Desculpa! – Blaine disse assim que eles entraram no elevador. Kurt apenas deu de ombros. – Você vai mesmo ficar de mau humor? Nós estamos em San Francisco, Kurt. Se anima.

– Tudo bem! Desculpa pelo meu mau humor.

Os dois desceram do elevador, foram até o quarto e largaram suas coisas no mesmo. Era um quarto enorme – e lindo.

– Quando começamos a trabalhar? – Perguntou Kurt.

– Temos uma semana para isso. Hoje à noite vamos conhecer a cidade. – Blaine disse animado.

– Blaine, você já está se passando, não acha? Me fez largar meu trabalho para vir para San Francisco e passar uma semana inteira só com você, em um hotel onde ficamos no mesmo quarto, o qual só tem uma cama. – Kurt disse novamente irritado e Blaine pareceu se arrepender da ideia. – Ok, não faça essa carinha de cachorro pidão. Eu saio com você para conhecermos a cidade.

Blaine só faltou pular de alegria ao ouvir o castanho e se colocou a arrumar as coisas que precisava.

[...]

Lá pelas sete e meia da noite, os dois já estavam prontos para saírem. Kurt vestia uma calça preta extremamente colada ao seu corpo e uma camisa social de cor lilás; Blaine vestia uma calça vermelha e uma camisa preta.

Os dois saíram e começaram a andar pela cidade, apenas para conhecer mesmo.

Eles foram por alguns pontos turísticos e resolveram comer cachorro-quente, onde tinha uma mini banca que vendia. Era bem próximo a famosa ponte San Francisco e, Kurt e Blaine, ficaram escorados próximos ao rio, em frente à bela ponte.

Os dois ficaram ali apenas conversando e comendo.

– Kurt... você está com o canto da boca... sujo. – Blaine disse rindo e Kurt encarou o chão totalmente envergonhado.

Os dois já tinham terminado seus cachorros-quentes e Blaine tentou não falar nada, mas ele não ia deixar Kurt passar vergonha.

– Eu limpo para você. – Blaine pegou seu guardanapo e se aproximou mais de Kurt, limpando o cantinho da boca do castanho.

As luzes da cidade estavam todas acesas e a luz da lua através da ponte que estava atrás deles deixava tudo ainda mais bonito.

Blaine estava tão próximo de Kurt, que ele não se perdoaria se perdesse a oportunidade que estava ali em sua frente.

Dando apenas mais um passo, o moreno acabou com a distância entre os dois, dando um beijo ao lado da boca de Kurt, dando um selinho no castanho, até finalmente beijá-lo.

Ele lentamente se afastou e os dois ficaram envergonhados, sem saber o que dizer. Os garotos apenas voltaram a andar pela cidade, até que estava tarde e os dois foram de volta para o hotel.

O caminho parecia o mais longo do mundo e a vergonha que havia entre os dois conseguia ser maior ainda.

Eles passaram pela recepção, entraram no elevador, subiram até o quarto e entraram no mesmo, ainda em silêncio.

Ao entrar no quarto, os dois se encararam e ambos tentaram começar a falar, mas ambos travaram.

Blaine foi tomar um banho e saiu com uma toalha enrolada em sua cintura. Kurt ficou muito vermelho ao ver o moreno daquele jeito. Ele era tão lindo, que parecia um deus grego aos olhos de Kurt.

– Eu esqueci minha roupa, por isso precisei sair enrolado. – Disse Blaine, logo pegando a roupa e já a colocando.

– Você não precisa se... an... explicar. – Kurt se atrapalhou nas palavras. Seus pensamentos estavam presos no corpo de Blaine.

– Kurt, está escorrendo a baba. – Blaine disse, tirando Kurt do transe.

– Eu vou tomar banho. – Kurt disse e foi em direção ao banheiro.

– Quer companhia? – Kurt corou mais ainda e apenas seguiu para o banheiro.

Blaine terminou de se ajeitar e sentou na cama, ligando a televisão em seguida. Kurt saiu do banheiro após alguns minutos já vestido e se atirou na cama ao lado de Blaine.

Os dois nem se olharam, apenas encararam os comerciais que passavam na televisão.

Quando Kurt finalmente olhou para Blaine, parecia que o restante do mundo havia desaparecido e, lentamente, os dois foram se aproximando e quando eles estavam bem próximos, o telefone de Blaine começou a tocar.

O moreno saiu do quarto para atender, podia ser importante, já que era do trabalho.

Alô?!” – Disse o moreno.

Blaine, me desculpa por te incomodar, eu só queria confirmar que dia você volta.” – Disse a voz do outro lado da linha.

Sebastian, eu volto na semana que vem. Aconteceu alguma coisa?” – Blaine perguntou preocupado.

Dois jornalistas foram demitidos.” – Sebastian disse um pouco triste. – “Estou com medo de ser o próximo. Preciso do meu melhor amigo aqui, sabe?

Você não vai ser demitido. Você namora o nosso chefe, Seb.” – Os dois riram.

É, mas Nicolas é profissional e pode muito bem me demitir.” – Sebastian disse frustrado. – “Mas vamos focar em coisas boas. Como está aí com a sua paixonite?

Eu beijei ele e agora mal conseguimos olhar um para o outro. Sebastian, eu estou enlouquecendo, eu nunca gostei de alguém tão rápido. Mas é que... quando ele apareceu eu simplesmente fiquei louco. Nunca senti isso antes.” – Explicou o moreno.

O amor é desse jeito mesmo, meu amigo.”

Blaine ficou até tarde conversando com o amigo e, quando voltou para o quarto, encontrou Kurt dormindo como um anjo. O moreno se aproximou da cama e puxou a coberta para cobrir Kurt.

Ele lentamente se deitou ao lado do castanho, com uma certa distância e foi dormir também.

[...]

Na manhã seguinte, Blaine acordou com um peso em cima de si. Ao abrir os olhos, ele percebeu que Kurt dormia escorado nele. O moreno não pôde deixar de sorrir com aquela cena adorável.

Ele tentou se mexer sem acordar Kurt, mas foi inútil. Quando o castanho deu conta de onde estava e de que estava escorado em Blaine, ele rapidamente sentou na cama, completamente corado com a situação.

– Me perdoa, eu não deveria ter... – Blaine nem parou para pensar, ele simplesmente sentou na cama e puxou Kurt pela nuca e roubou um beijo do mesmo.

Kurt nem pensou duas vezes antes de se entregar completamente ao beijo, até perceber que estava beijando um completo estranho. O que ele sabia sobre Blaine, afinal? Ele só sabia que o moreno era um jornalista investigativo, mas isso não muda o fato de que ele pode esconder milhares de segredos.

– O que você está fazendo? – Kurt perguntou, levantando um pouco irritado.

Ele tinha adorado o beijo, assim como o beijo da noite anterior, mas ele tinha medo de cair tão rápido em uma paixão e acabar se desapontando. A dor de um coração quebrado era o que ele menos precisava no momento.

– Estou beijando você?! – Blaine disse óbvio e sorriu. – Não gostou?

– Não interessa se eu gostei ou não. Eu não sei nada sobre você, não vou simplesmente sair te beijando. – Kurt disse e cruzou os braços.

– Mas você não fez nada de errado. Você não me beijou. – Blaine disse e se aproximou do castanho. – Eu que beijei você.

– Como você é engraçado, senhor Anderson. – Kurt disse revirando os olhos e rindo em seguida.

– Muito obrigado, senhor Hummel. – Blaine também riu. – Vamos tomar café em algum lugar e enquanto não chegamos ao departamento que vamos eu te conto tudo que quiser saber sobre mim. Pode ser?

– Por que quer que eu saiba sobre você? – Kurt perguntou confuso.

– Porque se você souber sobre mim, eu poderei beijar você sem você se sentir culpado por não me conhecer. – Blaine mandou uma piscada para Kurt e andou até a porta do banheiro, parando na mesma e se virando de volta. – Se arrume logo. Estamos perdendo tempo.

Kurt, completamente envergonhado, escolheu a roupa com a qual passaria o dia e esperou que Blaine saísse do banho, assim poderia tomar um também.

Após um tempo, os dois estavam devidamente arrumados e já estavam caminhando até a cafeteria onde tomariam seu café da manhã.

Depois do café, os garotos andaram até a estação de trem, assim poderiam ir até o departamento para pesquisar os nascimentos do ano em que a mãe de Kurt foi embora. Ao chegarem na estação, Kurt começou a perguntar algumas coisas sobre Blaine e o moreno fingiu não prestar atenção, pois viu um grupo tocando uma música dentro da estação. Ele se aproximou deles e perguntou se eles sabiam tocar determinada música. O moreno ficou extremamente feliz ao ouvir eles dizerem que sabiam.

Eles começaram a tocar e Blaine puxou Kurt para mais perto deles.

“I’m just a believer (Eu apenas acredito)
That things will get better
(Que as coisas vão melhorar)
Some can take it or leave it
(Alguns podem pegar ou largar)
But I don’t wanna let it go
(Mas eu não quero deixar para lá)

I’m just a believer (Eu apenas acredito)
That things will get better
(Que as coisas vão melhorar)
Some can take it or leave it
(Alguns podem pegar ou largar)
But I don’t wanna let it go
(Mas eu não quero deixar para lá)

Kurt ficou envergonhado assim que viu Blaine começar a pular e cantar loucamente pela estação de trem.

Para Blaine, a música praticamente o definia. Já que Kurt queria conhecê-lo, não havia maneira melhor do que ouvir o moreno cantar, não é mesmo?

Blaine queria que Kurt entendesse tanto a letra quanto o fato de ele estar cantando, pois ambos eram sobre o Anderson.

“I’m a little bit sheltered (Eu sou um pouco introvertido)
I’m a little bit scared
(Eu sou um pouco assustado)
I’m a little bit nervous
(Eu sou um pouco nervoso)
I’m goin’ no where
(Eu estou indo à lugar nenhum)

Blaine literalmente saltava pela estação e ia puxando Kurt por tudo, não se afastando muito do som. Ele cantava com toda alegria do mundo, com um sorriso gigante estampado no rosto. Kurt também sorria, mas de uma maneira envergonhada, a qual Blaine achou uma graça.

“I’m a little bit jealous (Eu sou um pouco ciumento)
I’m a little bit slow
(Eu sou um pouco lento)
I’m a little bit hurtful
(Eu sou um pouco nocivo)
And I don’t wanna let it go
(E eu não quero deixar para lá)

No… (Não)
And I don’t wanna let it go
(E eu não quero deixar para lá)

Na parte do “eu sou um pouco ciumento”, Blaine puxou Kurt mais para si, fazendo o castanho soltar uma risada gostosa.

Kurt resolveu se soltar um pouco mais, mesmo com a multidão que havia se aglomerado na volta deles, e começou a dançar tão alegre quanto Blaine.

Kurt sempre foi o tipo de pessoa centrada naquilo que queria e ele acabava esquecendo de se divertir. Ele teve alguns casos, mas nunca conseguiu ter um relacionamento sério, pois não tinha tempo para se permitir experimentar uma relação. Ele apenas ficava com alguns garotos, mas nunca era nada demais.

“I’m a little bit angry (Eu fico um pouco irritado)
When every one’s around
(Quando todos estão por perto)
But I get a little lonely
(Mas eu fico um pouco só)
When no one’s out
(Quando ninguém aparece)

I feel my demons (Eu sinto meus demônios)
Misleadin’ me
(Me desencaminharem)

Blaine continuava a cantar alegremente e Kurt agora dançava com ele. Os dois pareciam duas crianças correndo e pulando por tudo, mas aquilo era apenas felicidade.

Blaine tinha certeza de que sua felicidade vinha do fato de ele estar ali com Kurt, já o castanho não sabia definir de onde vinha a sua alegria.

“I’m just a believer (Eu apenas acredito)
That things will get better
(Que as coisas vão melhorar)
Some can take it or leave it
(Alguns podem pegar ou largar)
But I don’t wanna let it go
(Mas eu não quero deixar para lá)

I’m just a believer (Eu apenas acredito)
That things will get better
(Que as coisas vão melhorar)
Some can take it or leave it
(Alguns podem pegar ou largar)
But I don’t wanna let it go
(Mas eu não quero deixar para lá)

Agora quem puxou Blaine pela estação – sem se afastar dos instrumentos – foi Kurt. Os dois pularam pelas catracas de entrada e ficaram dançando no meio da estação, onde as pessoas ficavam para aguardar pelo trem.

“Maybe when I get older (Talvez quando eu ficar mais velho)
And I’m in the ground
(E eu estiver no chão)
The weight’s off my shoulders
(O peso saia dos meus ombros)
It was bringin’ me down
(Isso estava me derrubando)

I’ve never been that lucky (Eu nunca fui muito sortudo)
I’ve never tasted fame
(Eu nunca provei da fama)
I’m always lookin’ for something
(Eu sempre procurei por algo)
But I hate changin’
(Mas eu odeio mudar)

Time fades (O tempo desvanece)
There’s no space
(Não há espaço)
As life breaks new ground
(Conforme a vida abre um novo terreno)

Blaine puxou Kurt para um dos blocos que ficava no meio da estação e começou a dançar com o castanho na volta do mesmo, como se eles estivessem brincando de pega-pega.

Quando o moreno conseguiu “alcançar” Kurt, ele o puxou e fez seu corpo colar no dele. Kurt olha para baixo completamente envergonhado, se desvencilhou dos braços de Blaine e voltou a correr, rindo do Anderson, que ficou parado no mesmo lugar.

“I’m just a believer (Eu apenas acredito)
That things will get better
(Que as coisas vão melhorar)
Some can take it or leave it
(Alguns podem pegar ou largar)
But I don’t wanna let it go
(Mas eu não quero deixar para lá)

I’m just a believer (Eu apenas acredito)
That things will get better
(Que as coisas vão melhorar)
Some can take it or leave it
(Alguns podem pegar ou largar)
But I don’t wanna let it go
(Mas eu não quero deixar para lá)

Blaine não estava entendendo o que estava acontecendo com ele mesmo. Ele se sentia estranho desde que vira Kurt pela primeira vez.

Obviamente o moreno já se apaixonou anteriormente e sabe quais são os “sintomas” de uma paixão.

Mas com Kurt era diferente. Kurt proporciona a ele coisas que ele nunca experimentou. É como se ele estivesse aprendendo tudo de novo e ele achava que o professor que estava o ensinando, era o melhor do mundo.

“It doesn’t matter what is out there (Não importa o que há lá fora)
My head is spinning and it won’t bail out
(Minha cabeça está girando e eu não vou parar)
It doesn’t matter what is out there
(Não importa o que há lá fora)

Cause time fades (Porque o tempo desvanece)
There’s no space
(Não há espaço)
As life breaks new ground
(Conforme a vida abre um novo terreno)

Já Kurt estava confuso com seus pensamentos. Ele havia amado conhecer Blaine e está simplesmente amando cada momento ao lado do Anderson, mas algo está estranho.

Kurt nunca havia se permitido se apaixonar, mas, desde que conhecera Blaine, ele estava pensando na possibilidade de já estar perdidamente apaixonado pelo moreno.

Será que isso é possível? Eles se conhecem há tão pouco tempo.

“I’m just a believer (Eu apenas acredito)
That things will get better
(Que as coisas vão melhorar)
Some can take it or leave it
(Alguns podem pegar ou largar)
But I don’t wanna let it go
(Mas eu não quero deixar para lá)

I’m just a believer (Eu apenas acredito)
That things will get better
(Que as coisas vão melhorar)
Some can take it or leave it
(Alguns podem pegar ou largar)
But I don’t wanna let it go
(Mas eu não quero deixar para lá)

A música acabou e a multidão aplaudiu tanto Kurt e Blaine, quanto os músicos que tocaram a canção. Alguns segundos depois, o trem vinha chegando, então eles se prepararam para poderem entrar.

Blaine entrou, seguido por Kurt, que tropeçou e acabou indo parar diretamente nos braços do Anderson, que segurou o castanho e o ajudou a levantar.

– Você está bem? – Blaine perguntou preocupado.

– Acabei de pagar não um mico e sim um gorila na sua frente, mas acho que estou bem. – Kurt disse um pouco irritado e viu Blaine rir.

– O importante é que você não se machucou. – Blaine disse e Kurt sorriu, assentindo em seguida. – Certeza de que está bem?

– Sim. Não se preocupe! – Kurt disse tranquilo.

– O que mais quer saber sobre mim? – Blaine perguntou sorridente e Kurt parou para pensar.

– Me fale sobre você. Qualquer coisa que você queira falar. – Kurt disse e Blaine assentiu.

– Bom, eu tenho vinte e quatro anos, nasci aqui na Califórnia, me formei dois anos atrás e trabalho no mesmo local já fazem seis anos. Eu era um estagiário aos meus dezoito anos e depois eu tornei desse um emprego fixo. Talvez isso tenha a ver com o fato de meu melhor amigo ser namorado do nosso chefe, então ele talvez tenha me recomendado e dado alguma recompensa para Nicolas por isso. – Kurt riu e fez um sinal para Blaine prosseguir. – Eu cresci sem meu pai, eu morava em Ohio e quando fui para faculdade eu fui para New York. Como se pode perceber, eu estou solteiro e acho que não tem muito mais para se saber sobre mim.

– Desde quando você canta? Você teve aulas? Você é muito bom, aliás. – Kurt disse rápido e Blaine sorriu agradecido.

– Eu canto desde sempre. No ensino médio eu fazia parte do coral da escola, mas aulas de canto eu nunca tive. Muito obrigado pelo elogio. – Blaine disse e olhou pela janela do trem para ver onde eles estavam. – Vamos descer já na próxima estação.

– Ok. – Disse Kurt.

O castanho se desequilibrou quando o trem freou e praticamente se atirou em cima de Blaine, sorrindo envergonhado logo em seguida.

– Me desculpa, eu sou um pouco atrapalhado. – Kurt disse tímido.

– Kurt, você não precisa dar desculpas. Se quer me abraçar é só abraçar. – Kurt corou mais ainda depois do que Blaine disse e apenas desceu do trem, junto com o moreno.

Os dois saíram andando pela estação, logo saindo da mesma e indo em direção ao endereço que Blaine tinha em mãos. O local não era muito longe de onde eles estavam, o que facilitou muito para os meninos.

Em poucos minutos eles já estavam dentro do departamento, pedindo permissão para entrarem na sala e procurarem os arquivos do ano desejado. A pessoa que ficava responsável pelo local compreendeu a situação e permitiu que eles ficassem lá dentro pelo tempo que precisassem.

[...]

Já se passava das nove da noite e Kurt e Blaine continuavam olhando arquivos e mais arquivos. O homem que cuidava do local entregou a chave a eles e pediu que eles trancassem a sala quando saíssem. Não tinha mais ninguém no local além deles.

– Achei o meu próprio arquivo, Kurt. – Blaine disse rindo. – Kurt, você está dormindo?

– Não. Eu só estou desanimado mesmo. – Kurt disse frustrado e se levantou, se escorando na bancada em seguida.

– Eu não disse que seria divertido. – Blaine disse rindo. – Se está cansado nós podemos voltar para o hotel. Está tarde mesmo.

– Não, vamos dar mais uma olhada. – Kurt disse enquanto coçava os olhos.

– Desculpa, eu tentei me controlar.

Essa foi a última frase que Kurt ouviu antes de ter seu rosto puxado um tanto quanto bruscamente para um beijo totalmente desajeitado. O castanho não pensou duas vezes antes de corresponder ao beijo.

Blaine segurou Kurt pela cintura e o colocou sentado na bancada, empurrando tudo que tinha em cima da mesma para o chão, sem parar de beijá-lo. Quando o ar se fez necessário, Blaine desceu os beijos para o pescoço de Hummel, fazendo com que o mesmo se arrepiasse mais a cada toque.

Em um movimento rápido, Kurt começou a abrir a camisa de Blaine, que sorriu enquanto ainda beijava o pescoço do castanho. O moreno levantou a cabeça e encarou Kurt, que terminou de tirar a blusa de Blaine e a atirou em um canto qualquer, aproveitando o momento para voltar a beijá-lo.

Kurt estava com suas mãos perdidas no emaranhado de cachos que eram os cabelos maravilhosos de Blaine.

Ainda beijando Kurt, Blaine tirou a camisa do mesmo. Ele aproveitou e começou a passear com suas mãos pelas costas nuas do castanho.

Blaine se sentiu muito sortudo ao ver o quão forte era o balcão em que Kurt estava sentado, pois Blaine foi deitando o castanho por cima do mesmo e foi deitando por cima do Hummel.

O Anderson passou a beijar novamente o pescoço de Kurt e foi descendo pelo peito do mesmo e parou ao chegar na barriga, pois Kurt começou a rir sem parar.

– Desculpa, eu sinto cócegas. Pode continuar. – Kurt disse envergonhado e Blaine apenas sorriu e deu mais um beijo no castanho.

Blaine chegou na calça de Kurt e não perdeu tempo em tirá-la, tirando o que estava por baixo também e logo tirou sua própria calça. O moreno virou Kurt de bruços para ele e distribuiu inúmeros beijos que iam da nuca de Kurt e passavam por toda a extensão das costas do mesmo.

– Posso? – Perguntou Blaine.

– Claro. – Kurt disse sorrindo.

Blaine posicionou seu membro na entrada de Kurt e foi entrando lentamente; não queria machucar o parceiro. Ele começou a se movimentar lentamente, tendo todo o cuidado do mundo com Kurt, que logo já pedia por mais.

O Anderson foi então aumentando os movimentos gradativamente. Dentro daquela sala apenas se ouvia o barulho das peles se chocando, a respiração completamente ofegante dos meninos, os gemidos que vinham da boca de ambos e frases sem nenhum sentido.

Blaine levou sua mão até o membro de Kurt e começou a fazer os mais que famosos movimentos de vem e vai, fazendo Kurt enlouquecer mais ainda e se perder ainda mais em prazer.

Kurt chegou ao seu ápice e Blaine veio logo depois. Os dois sentaram na bancada, tentando recuperar o fôlego, mas estava complicado.

Kurt se sentia arrependido, ele não deveria ter se entregue tão facilmente.

Ou deveria?

Notas finais
VAMOS DO COMEÇO... TEM MUITA COISA PRA FALAR. Teve o primeiro beijo e foi o primeiro beijo mais fofo que já escrevi. Ligação interrompendo o momento, maaas SEBASTIAN APARECEU *O* e mais que isso, Nicolas vai estar na fic também. Para quem não sabe, esse Nicolas não é o Warbler, ele é um personagem meu que criei na minha fanfic Once I Dreamed With You, Now You're My Reality, quem leu deve lembrar, até porque no final ele e o Seb casaram e tiveram o Eric ♥ TEVE MÚSICA, QUE É ESSA AQUI: https://www.youtube.com/watch?v=DYj40-cZ5vI ELES NO DEPARAMENTO... OH BANCADA FORTE, HEIN... Fizeram de tudo, menos achar o irmão do Kurt, nah nah.. Gostaram? Me deixem saber! Bjoo ♥