Notas iniciais
Cheguei de novo, dessa vez em parceria! Gente, deu uma correria por causa desse capítulo, porque a pessoinha querida que escreveu comigo estava sem internet. Vocês não têm noção do que a gente fez pra estar postando aqui agora kkkkkkk Mas enfim! Queria agradecer ao Leo, que me ajudou a escrever esse capítulo e já me deu um bom encaminhamento para os próximos ♥ Nós esperamos que vocês gostem ♥

#9

Kurt, não surta, Alec sumiu

— Kurt, você está me preocupando, meu filho. – Burt disse, abraçando o filho o mais forte possível.

Kurt tinha chegado ali na noite anterior e não tinha dito nada, mas agora estava aos prantos nos braços de Burt, que não entendia nada do que estava acontecendo.

— Eu sou uma péssima pessoa, pai. Péssima. Horrível. Eu me odeio! – Kurt dizia entre os soluços provocados pelo seu alto choro.

— Me conte o que houve, meu pequeno. Você traiu Blaine? É isso? – O Hummel mais novo sentou e encarou seu pai, negando em seguida. – Então qual o problema?

— Isso não envolve traição. Eu nunca trairia ele, pai. Eu amo ele mais do que tudo. – Kurt fez uma pausa enquanto secava seu rosto com um pequeno lenço. – No meu emprego tudo está maravilhoso, mas no restante eu sinto que tudo está desmoronando e não é nem por culpa de alguém, só eu. Eu estou me achando um marido horrível e tedioso, estou me achando um pai displicente, um péssimo amigo.

— E por que, meu filho? Ainda não estou entendendo. Isso não é apenas estresse?

Kurt parou para pensar. Aquilo seria o mais óbvio, não seria? Só podia ser algum tipo de transtorno psicológico o que estava acontecendo com ele. Não queria ter agido da maneira que agiu no dia anterior. Quis parecer autoritário, estava em um dia ruim e descontou em todo mundo, sendo que ninguém tinha culpa.

— Alexis está me ligando. – Disse o castanho, vendo o nome do filho no visor. – Eles não param de me ligar.

— Você tem que atender. Por mais que queira um tempo para pensar, eles merecem saber onde você está.

Kurt assentiu, deslizando o dedo na tela e botando um telefone da orelha, respirando fundo antes de falar.

Alô?

Kurt, até que enfim você atendeu. Onde você se meteu, meu amor? Eu saí na rua procurando por você e não e encontrei e...” – Aquela voz não era de Alexis. Era Blaine falando e, por algum motivo, a voz do marido já fez Kurt relaxar um pouco.

E?” – Perguntou Kurt.

O que houve, Alexis?” – Kurt ouviu murmúrios do outro lado da linha, Blaine falando com o filho. – “Kurt, por favor, não surta, mas... o Alec sumiu e o Alexis está ardendo em febre, provavelmente emocional, já que ninguém aqui dormiu e ele não parava de chorar pensando ser o culpado de você ter ido embora. Por favor, venha para cá. É importante.

Estou indo.

Kurt estava em choque. Alexis estava com febre por sua causa e Alec havia sumido. Podia piorar? Óbvio que não. Aquilo era tudo sua e apenas sua culpa.

— Pai, eu preciso ir para casa. Alexis não está bem e Alec sumiu. Olha a besteira que eu fiz. – Kurt dizia novamente triste. – Eu preciso consertar isso antes que seja tarde demais. Obrigado por cuidar de mim.

— Sempre que precisar, meu anjo. E, nem se preocupe, eu te levo para lá enquanto você me conta direito essa história de Alec ter sumido. Vou ajudar a encontrar meu neto.

— Obrigado, pai. Eu te amo.

— Eu também te amo!

Se deram um rápido abraço e logo foram para o carro, indo diretamente para a casa de Kurt e Blaine. Ao chegarem lá, após Kurt ter explicado o pouco que sabia para seu pai, entraram na residência sem nem bater, afinal o castanho tinha a chave.

— Filho... – Kurt nem consegui pronunciar direito o que queria, não ao ver o estado do filho atirado no sofá e tremendo.

Se aproximou do mesmo e o abraçou forte. Blaine chegou na sala segundos depois, junto com Elliot, Sebastian, Andrew e Melanie. O moreno viu Kurt ali abraçando seu filho e seu coração só se apertou mais, já que não sabia se estava tudo bem entre eles, além do mais, estava preocupado com o desaparecimento do filho.

— Eu liguei para a polícia, mas eles disseram que só podem registrar como desaparecimento após vinte e quatro horas. – Avisou Blaine, vendo o desespero tomar conta geral de todos.

— Eu liguei para o Nicolas. – Declarou Sebastian, vendo que todos o encararam prestando atenção. – Como tem a parte investigativa do jornal, ele tem alguns contatos, homens que são policiais, eles vão tentar rastrear o Alec pelo celular dele, pois isso ele levou junto.

— Obrigado, Seb. De verdade. – Agradeceu Blaine. – Filho, aqui está o remédio para dor de cabeça que me pediu.

— Obrigado, pai. – Agradeceu o jovem, se desgrudando de Kurt rapidamente apenas para pegar o copo e o comprimido, logo se aconchegando em seu pai novamente.

— Tentaram ligar para ele? – Perguntou Elliot.

— No caminho para cá eu tentei ligar, mas dava fora de área. – Kurt disse mais cabisbaixo ainda. – Onde esse menino se meteu?

[...]

— Hora de acordar, Bela Adormecida. – Eric disse, sentado ao lado de Alec na cama, que abriu um sorriso ainda de olhos fechados.

— Bom dia... – Alec falou, bocejando em seguida.

— Ótimo dia! – Sorriu Eric. – Eu não me importaria de te ter aqui todos os dias. Como bem percebeu, eu moro sozinho... isso é um pouco solitário.

— Eu também não me importaria de ficar aqui. Obrigado por me tirar de casa. Eu sei que deveria ter pelo menos deixado um bilhete, mas é que eu não consegui me conter, entende? Eu não quero magoar meus pais, nunca na vida quero os ver sofrendo, mas me doeu tanto ver meu pai dizendo que estava cansado de tudo e indo embora. Foi como se todas as coisas boas que já vivi com eles fossem embora.

— Oh, Alec, não fica assim. – Eric o abraçou quando o mesmo começou a chorar. – Sei que é difícil. Meus pais se foram não tem nem dois anos. Eu só não vendi o carro e a casa porque se eu fizesse isso não teria onde ficar. Quando meu pai ficou doente, minha mãe fez eu me emancipar, mas quando ele se foi, ela acabou se deprimindo e se largando. Perdi os dois em praticamente seis meses.

— E-eu... eu sinto muito. – Disse Alec, vendo Eric abrir um sorriso triste.

— Eu superei isso. Mas eu sinto falta deles. Eu entendo como é sentir sua alegria sendo tirada de você. Entendo de verdade. Eu trabalho no café para tentar me sustentar e para poder garantir que meu futuro tenha algo de bom, já que sempre foi o que meus pais desejaram para mim.

— E o que quer dizer com tudo isso? Que meu problema não é tão grave? Porque realmente, o seu é muito maior. – Alec disse triste.

— Não, não foi isso que eu quis dizer. – Negou ele. – O que eu quis dizer, é que não importa se seus pais estão juntos ou não, você tem que cuidar deles. Sim, você fugiu, estava com raiva, eu entendo. Mas eles devem estar completamente preocupados com você, Alec. As coisas nem sempre saem da maneira que queremos, por isso temos que aprender a dançar conforme a música.

Alec abriu um pequeno sorriso. Ele sabia que Eric estava certo e aparentava o entender. Eles continuaram se abraçando por um tempo indeterminado. Não precisavam contar os minutos, estavam confortáveis abraçando um ao outro. Mas Eric, por mais que tivesse amado a companhia de Alec naquela noite e pedaço de dia, não queria que ele desperdiçasse seu tempo com as brigas. Queria ver ele com a família e bem, sorrindo da maneira que estava quando os dois se conheceram.

— Quer dar uma volta? Hoje estou de folga... podemos sair. – Ofereceu Eric, vendo o menino abrir um sorriso apaixonante e assentir.

Alec pegou uma roupa que trouxe na mochila e trocou de roupa em um dos banheiros, enquanto Eric fez o mesmo em outro. Os dois saíram e foram para o carro de Eric, que era herança de seus pais.

Foram em dois museus diferentes ainda pela manhã, comeram algo no café e, após isso, foram para o Central Park. Estava um dia lindo e aconchegante, com o sol os aquecendo de uma maneira perfeita. Andaram, andaram e andaram, conversando sobre tudo e sobre nada, conhecendo mais um sobre o outro, descobrindo coisas que nem imaginavam um sobre o outro.

Sentaram-se no chão, próximos a uma árvore para ver o pôr-do-sol. Sentaram-se lado a lado, se maravilhando com aquela paisagem incrível.

Eric mais olhava para Alec do que qualquer outra coisa e, quando o mesmo percebeu isso, corou e passou a olhar o Eric. O mesmo colocou a mão no rosto do Hummel-Anderson e foi aproximando o seu rosto do dele, queria fazer aquilo desde o momento em que se viram pela primeira vez. Aos poucos, encostaram seus lábios um no outro, fechando seus olhos e aproveitando o beijo que compartilhavam. Um beijo calmo, repleto de carinho e talvez com o nascimento de um novo sentimento entre eles. Se separaram, mas permaneceram próximos um ao outro, sorrindo tímidos.

Ainda tomaram um sorvete antes de irem embora, trocando doces beijos ao longo do processo. Voltaram ao carro e Alec se sentia muito cansado. Eric aproveitou que o mesmo cochilou e o levou na direção do local que com certeza os faria brigar: o levou de volta para casa.

Ao estacionar, viu a luz da rua se acender e viu que algumas pessoas se aproximavam do carro, então desceu para impedir eles de gritarem e acordar Alec.

— Você é o menino do café! – Blaine disse afoito, se aproximando ainda mais.

— Olha, eu estou correndo o risco de Alec me matar, mas eu precisava trazê-lo de volta para casa. Passamos o dia fora e ele adormeceu enquanto voltávamos. Acabei o trazendo de volta. – Explicou Eric, recebendo um abraço de Kurt e Blaine ao mesmo tempo. – Por que estão me abraçando? – Alexis também se aproximou e o abraçou.

— Eu já te apoio como genro só por isso. – Blaine disse sorrindo, fazendo o menino corar. – Obrigado por isso, obrigado por...

— Você me enganou! – Olharam na direção da voz, Alec estava gritando. – Por que me trouxe de volta? Se eu pedi ajuda para fugir era porque eu queria fugir.

— Alec... desculpa, mas é que...

Alec não o ouviu, apenas o mandou ficar quieto e foi para dentro de casa, dando passos pesados e repletos de raiva. Todos ficaram confusos com aquilo, tirando Eric. Ele sabia que Alec ficaria irritado de se levar para casa, mas sabia também que o menino acabaria o agradecendo em um momento ou outro.

— Acho que eu já vou... – Eric disse sem jeito.

— O que acha de ficar para o jantar? – Sugeriu Blaine, vendo que Eric tinha ficado triste. – Eu não tenho palavras para agradecer você por ter trazido ele de volta para casa.

— Eu só fiz o que eu gostaria que alguém fizesse por mim. Espero que ele fique bem e, me desculpem, eu nem deveria ter aceitado essa ideia dele de fugir. Eu vou embora.

— Qual o seu nome? – Perguntou Kurt, o segurando pelo braço quando ele voltou a andar.

— Eric.

— Eric, eu sei que Alec tem esse temperamento duvidoso e um pouco bipolar, mas sei também que o coração daquele menino é enorme e ele não consegue ficar com raiva de ninguém. Uma vez Alexis quebrou praticamente todos os carrinhos dele, obviamente que sem querer, e ele ficou possuído, mas no minuto seguinte já estava brincando com outra coisa. Ele é assim. – Kurt dizia sorrindo e com lágrimas nos olhos por perceber que quase fez a burrice de estragar sua família. – Eu causei tudo isso, então apenas dê um tempo a ele. Entendo que não queira ficar para o jantar hoje, mas sexta-feira você não escapará. Oito horas, aqui.

— Tudo bem, então. – Eric se deu por vencido, sorrindo então para Kurt. – Tenha uma boa noite, Sr. Hummel.

— É Hummel-Anderson. – Corrigiu o castanho, sorrindo ainda mais. – Mas pode me chamar de Kurt.

O garoto assentiu tímido e foi embora. Kurt se virou para Eliot, Sebastian, Blaine, seu pai e as crianças, puxou Alexis pela mão e todos entraram em casa. Elliot, Sebastian e os filhos, além de Burt, foram para sua casa após o jantar e, já melhor da febre, Alexis logo foi dormir. Mas não antes de fazer Kurt prometer que ainda estaria ali quando ele acordasse. Quando todos estavam já dormindo, Kurt estava na sala tomando um chá e resolveu ir até o quarto, atrás de Blaine. O moreno estava sentado na ponta da cama e se surpreendeu quando Kurt chegou e sentou no seu colo.

— Me perdoa pela besteira que eu fiz. Só de pensar que eu quase perdi as pessoas que eu mais amo, tenho vontade de me matar. – Kurt disse, começando a chorar. – Eu descontei o meu estresse em vocês, eu juro que não foi de propósito, eu não sei o que deu em mim. Eu só sei que eu te amo, amo demais.

— Eu também te amo, meu amor. – Blaine estava com os olhos cheios de lágrimas também. Ele se esticou e capturou os lábios do marido para si. – Só por favor, não vá mais embora desse jeito. Foi de cortar o coração o desespero do nosso filho.

— Me perdoa. Eu fui tão infantil. – Kurt se martirizava. – Eu prometo que não vou mais embora.

Os dois ouviram um barulho alto e saíram correndo pela casa, era o barulho de algo se quebrando. Os dois foram até o quarto de Alexis e tudo estava calmo, então foram para o quarto de Alec, que estava com a mão sangrando.

— O que houve, Alec? – Se apavorou Kurt.

— Eu estava dormindo, mas acordei meio tonto e acabei batendo no meu abajur. Fui tentar juntar os pedaços e me cortei. – Explicou Alec e rapidamente Blaine já estava com a maleta de primeiros socorros em mãos, enfaixando a mão do filho após fazer um curativo. – Vocês vão se separar?

— Filho, eu e seu pai só iremos nos separar quando morrermos. – Riu Blaine.

— E ainda assim nossas almas estarão juntas. – Completou Kurt, sorrindo para o marido e os dois abraçaram Alec, que sorriu também.

Kurt e Blaine eram a prova viva de que o que o destino une, simplesmente ninguém pode separar.

Notas finais
E então? O que acharam? Bjo ♥