Notas iniciais
Faltando oito dias pra fechar um mês, cheguei! O que aconteceu foi bem simples: fui abandonada pelo meu parceiro e agora eu estou escrevendo essa fanfic inteiramente sozinha. Todos as ideias daqui pra frente são só minhas e eu espero que gostem, porque eu mudei completamente o rumo das coisas... Enfim, boa leitura! ♥

#4

Colocando tudo no lugar

— Oi, meu filho. – Disse Burt, se aproximando mais de Kurt.

— O q-que você está f-fazendo a-aqui? – Perguntou com a voz trêmula.

— Kurt, a culpa é minha, me perdoa. – Disse Blaine, mas Kurt pareceu não escutar. – Meu amor, fala alguma coisa, por favor.

— Eu preciso ver o meu filho. – Falou o castanho e Blaine torceu a boca. – Por favor, me diga que Alec está bem.

— Ele está, mas... – Kurt apenas ignorou e foi em direção ao quarto que lhe havia sido indicado.

Ver Burt tinha sido impactante e sua ficha ainda não tinha caído, mas tudo piorou quando ele viu quem estava ao lado de seu filho. Ele resolveu ignorar a presença da mulher e andou até a cama, logo pegando a mão de seu filho para si. A criança dormia serenamente, o que tranquilizou Kurt um pouco.

Minutos depois Blaine e Burt se juntaram no quarto, Burt ficou ao lado de Elizabeth e Blaine ao lado de Kurt.

— O que houve com ele? – Kurt perguntou baixo, olhando tranquilamente para Blaine.

— Ele estava com febre e começou a chorar sem parar. Ele me disse que estava com dor de cabeça e que parecia que ia cair a qualquer momento. – Blaine disse um pouco triste.

— E por que eles estão aqui? – Perguntou sem olhar para seus pais.

— Ainda somos os seus pais. – Falou Burt.

— Você sim, ela não. – O Hummel mais novo olhou diretamente para seu pai ao falar aquilo. Blaine parecia arrependido.

— Eu fiquei apavorado, Kurtie. Eu não sabia o que fazer, então liguei para ela. Eu deveria ter ligado para você, mas eu sabia que você estaria em uma reunião importante. – Blaine pensou que Kurt nem estava prestando atenção nele, já que o castanho olhava agora fixamente para o filho. – Só me diz que você não me odeia.

— Eu te amo. – Kurt abriu um sorriso para o moreno.

— Eu também te amo.

[...]

Não muito tempo depois, Alec acordou como se um caminhão tivesse passado por cima dele, mas sorriu para os pais como se não os visse há anos. Kurt e Blaine apresentaram Burt e Elizabeth para o filho e disseram que Burt era pai de Kurt e Elizabeth mãe de Blaine. Eles não podiam simplesmente falar para o filho que eram irmãos. Aquilo poderia mexer demais com o emocional e o psicológico da criança.

Quando eles finalmente voltaram para casa, após combinar que almoçariam no sábado com os pais, eles colocaram Alec na cama e o fizeram dormir, logo indo para seu próprio quarto.

— Você está estranho. – Comentou Blaine.

— E não é para menos, não acha? Eu não estava pronto para ver eles novamente. – Choramingou o castanho. – Sem eles por perto eu conseguia fingir que não tinha nenhum laço com você e agora esse laço simplesmente parece voltar bem para o meio do meu rosto.

— Eu sei, meu amor. – Blaine puxou o noivo até a cama e o abraçou. – Mas não podemos deixar isso nos derrubar. Ou nos separar... – Ele completou a frase um pouco mais baixo.

— Nada vai nos separar. Eu amo você e só isso importa.

— Eu também te amo.

Os dois trocaram um beijo cheio de amor e paixão e tomaram um banho juntos, logo indo para a cama, onde dormiram abraçados um ao outro.

Durante o restante daquela semana, os dois estavam cheios de coisas para fazer no trabalho e ficava difícil eles cuidarem de Alec, mesmo com o pequeno no trabalho com eles. Normalmente, quando Alec ficava com Blaine, quem cuidava da criança era Nicolas, que era o chefe e podia fazer o que bem entendesse e, no intervalo de todos, Sebastian sempre levava a criança para lanchar com ele. Blaine ficava um pouco irritado, porque Sebastian mimava Alec e o deixava comer de tudo e depois sobrava para ele ouvir o sermão de Kurt.

Mas ele pouco se preocupava, ser um pouco mimado por alguém não era nem um pouco ruim, longe disso. Fora que Alec simplesmente ama Sebastian ou, como ele gosta de chamar, o tio Seb.

Já era sexta-feira e Blaine precisava terminar uma matéria investigativa para aquele dia. Ele estava andando pela rua quando voltou do departamento de polícia e, como estava com pressa, estava andando rapidamente e acabou esbarrando em um garoto. Um garoto que parecia ter a sua idade, porém tinha os olhos exatamente iguais aos de Kurt, fora um cabelo castanho que o fazia ser quase igual ao Hummel. Ignorando esses pensamentos, Blaine pediu desculpas e continuou seu caminho.

Ao chegar de volta ao jornal, ele andou até a sala de Sebastian e encontrou Alec com um pacote cheio de pipocas olhando um filme no notebook do mais velho, que estava lendo alguns relatórios para analisar.

— Peguei vocês! – Blaine falou alto, assustando o amigo e o filho.

— Isso não tem graça, ok? Eu já pensei que fosse Kurt com uma bazuca para me matar por deixar Alec comer pipoca e olhar filme. – Sebastian disse assustado, fazendo Blaine rir.

— Alguém falou meu nome? – Perguntou Kurt, abraçando o noivo por trás, encarando Sebastian e Alec. Os dois fizeram cara de culpados e olharam para Kurt como se estivessem encarando a morte. – De quem foi a ideia de dar pipoca para o meu filho?

Sebastian apontou para Alec, que apontou para Sebastian. Blaine e Kurt caíram na risada e chegaram perto dos outros dois.

— O quanto você me odeia agora por estar dando uma alimentação errada para seu filho? – Sebastian perguntou com medo enquanto Kurt pegava o filho no colo.

— O suficiente para pegar uma bazuca e te matar. – Falou ameaçador, logo caindo na risada. – Ele come muita coisa saudável, fica bem equilibrado, então pode dar.

Sebastian soltou um suspiro de alívio e riu com os amigos. Alec se abraçou a Kurt e escorou a cabeça no ombro do mais velho.

— Vamos para casa, meu anjo? – Kurt perguntou a Alec, que assentiu sonolento. – Acho que alguém está com soninho.

— Estou. – Alec disse baixo, fazendo os outros rirem.

— Eu levo vocês. – Disse Blaine, vendo Kurt negar.

— Eu vim pegar Alec para que você possa terminar com calma o seu trabalho. – Explicou ele. – Nos vemos em casa.

Os dois trocaram um rápido selinho e cada um foi para a direção que precisava. Kurt chegou em casa, deu banho em Alec e o botou para dormir.

O castanho andou até a cozinha e começou a preparar o jantar enquanto ouvia uma música tranquila.

Kurt intercalava suas ações entre mexer as coisas no fogão, cortar os legumes e cantarolar e dançar a música que tocava.

— PAPAI! – Kurt tomou o maior susto do mundo ao ouvir aquele grito e desligou rapidamente o que estava no fogão e correu para o quarto do filho, onde o encontrou ainda dormindo.

— Meu anjo, acorda! – Kurt sacudiu levemente o filho, que acordou assustado. – Você teve um pesadelo, não foi?

— Sim. – Respondeu Alec e começou a chorar, se abraçando em seu pai.

— Papai está aqui com você, não se preocupa. – Disse o mais velho, segurando o filho o mais forte que conseguia.

Kurt ficou ao lado do filho para quase uma hora, para ter certeza de que ele estava dormindo e que estava bem. O castanho permaneceria ali, mas ouviu a campainha tocar. Podia ser Blaine que havia esquecido a chave, mas era bem provável que não fosse.

Ao abrir a porta, Kurt se deparou com seus pais. Ele queria fechar a porta e ir dormir, mas fez um sinal para eles entrarem.

— Pensei que fossemos nos ver apenas amanhã. – Comentou Kurt depois de um longo período de silêncio.

— Kurt, precisamos conversar com você e não podemos esperar Blaine chegar. – Avisou Burt.

— Sobre o que? – Kurt perguntou preocupado.

— Eu acho que você e ele não são irmãos.

Notas finais
Então, gente... o capítulo ficou bem pequeno, mas espero que tenham gostado, já que ele serviu apenas para abrir o caminho para o que virá. O próximo também será curto, mas o 6 será maior... Gostaram? Me deixem saber ♥ Bjo ♥