If I Would Have Known It Could Have Been You 2
3 #3 - E você ainda pergunta?
Notas iniciais
#3
E você ainda pergunta?
— Sendo assim, Kurt Hummel... – Blaine se ajoelhou, pegando a caixinha de veludo azul escura e a abrindo. — ...meu grande amor, aquele que eu pretendo amar, cuidar e viver com pelo resto da minha vida, você aceita se casar comigo?
— E você ainda pergunta? – Kurt disse com os olhos cheios de lágrimas. – Mas é óbvio que eu aceito, meu amor.
Blaine puxou Kurt e o beijou rapidamente, o abraçando forte em seguida.
Os dois foram de volta para o hotel, sorrindo um para o outro de uma maneira tão brilhante que, só de um olhar para o outro, eles se apaixonavam ainda mais.
Quando eles entraram no quarto, não perderam tempo para começarem a se beijar ardentemente, passeando com as mãos um pelo corpo do outro e já tirando fora as próprias roupas.
— Eu te amo muito, noivo. – Kurt disse sorrindo de um jeito sapeca, logo voltando a beijar o pescoço de Blaine.
— Eu também te amo, futuro marido. – Brincou o moreno, também voltando a beijar Kurt.
[...]
Na noite do domingo, Kurt e Blaine chegaram de volta a New York lá pelas dez e meia. Eles pegaram um táxi e foram para a casa de Nicolas e Sebastian. Eles estavam tão felizes, que ficavam o tempo todo trocando sorrisos, olhares apaixonados e carícias.
Eles tocaram a campainha e Nicolas logo atendeu. O loiro pediu para eles não fazerem muito barulho e os cumprimentou com um abraço.
— Desculpa a demora, nosso voo atrasou. – Explicou Kurt, falando o mais baixo possível.
— Está tudo bem, não se preocupem! – Afirmou Nicolas. – Vocês vão querer ver onde Alec está.
Nicolas riu e foi guiando Kurt e Blaine até o seu quarto. Quando eles entraram, todos sorriram largamente: Sebastian estava deitado de lado, com Alec em seus braços e os dois estavam dormindo tranquilamente, ao que aparentava.
— Seb chegou a dormir de óculos. – Nicolas comentou rindo.
— Eu não tenho coragem de acordar Alec agora. – Disse Kurt.
— E não precisa. Vamos para a sala conversar. – Sugeriu Nicolas e os três voltaram para a sala, sentando-se no sofá. – Então... como foram de viagem? Aparentemente bem, já que vocês não conseguem para de sorrir.
— Eu estou noivo. Não tem como não estar feliz. – Blaine falou rindo e Kurt sorriu envergonhado.
— Eu sabia que ele ia aceitar. – Confessou Nicolas, rindo junto com o casal.
— Então você já sabia? Por que eu sou o último a saber das coisas? – Perguntou Kurt, fingindo estar magoado, rindo em seguida.
[...]
— Eu não quero andar. – Alec reclamou coçando os olhos ainda na cama.
— Mas eu não disse para você andar, pequeno. Eu disse para você levantar. – Sebastian riu, sacudindo de leve a criança. – Seus pais estão aqui para te buscar.
Sebastian mal terminou de falar e a criança se levantou com um sorriso enorme, já indo atrás de sua mochila e indo correndo para a sala.
— Papais! – A criança pulou nos braços de Blaine abraçando ele e Kurt ao mesmo tempo.
— Nossa, você me ama tanto que nem me deu bom dia e já foi correndo para os braços deles? – Sebastian passou pelo casal com a criança e reclamou. – Seu traidor. Eu te dei a honra de passar a noite inteira abraçado a mim.
— Que gente invejosa e ciumenta, não acha, Alec? – Brincou Blaine, vendo Sebastian botar a língua para ele.
— E extremamente madura. – Complementou Nicolas.
— Até você? – O Smythe parecia incrédulo. – Vou até tomar um banho depois disso.
— E nós vamos indo. Acho que já ocupamos muito o tempo de vocês. – Avisou Kurt.
— Não é incomodo algum, ok? Vocês podem trazer ele para cá quando quiserem. – Disse Nicolas, abraçando os amigos e Alec. – Blaine, vejo você no trabalho, certo?
Blaine assentiu e se despediu de Sebastian também. Os três foram para o carro e decidiram parar em um café para tomar café da manhã. Eles entraram no local, se sentaram e esperaram alguém vir anotar seus pedidos.
— Como foi seu final de semana, meu amor? – Kurt perguntou para Alec, que sorriu enquanto olhava para seu pai.
— Foi muito divertido. Tio Seb e tio Nic olharam deseinho comigo, eles brincaram comigo e me levaram no parquinho. – A criança contou animada.
— Bom dia! O que vocês vão querer? – Perguntou o atendente do café.
— Biscoitinho. – Alec disse animado, fazendo Kurt revirar os olhos e Blaine rir.
— Eu quero um cappuccino e um pedaço de bolo de laranja. – Disse Kurt e o atendente anotou seu pedido.
— Eu também vou querer um cappuccino. – Blaine olhou sorrindo para Alec e Kurt o advertiu com os olhos, já imaginando o que ele pretendia pedir. – E traga alguns biscoitos, por favor.
— Tudo bem! – O atendente terminou de anotar os pedidos e se retirou sorrindo para eles.
— B, não podemos permitir que ele fique comendo tanta besteira. – Reclamou o Hummel, cruzando os braços enquanto intercalava o seu olhar entre o noivo e o filho.
— Mas é só um biscoitinho, papai. – Choramingou Alec.
— É, é só um biscoitinho, papai. – Blaine falou brincando, arrancando uma risada gostosa de Kurt.
— Vocês não têm jeito mesmo.
[...]
Enquanto Blaine estava no jornal trabalhando com Sebastian e Nicolas, Kurt estava tendo que lidar com uma reunião chata na revista. Ele não aguentava mais estar olhando para todas aquelas pessoas que não confiavam em seu potencial. Todos queriam Isabelle ali, mas ela estava de férias e Kurt estava a substituindo.
No meio da reunião, Kurt recebeu um telefonema e ele não iria atender, já que estava em uma reunião. Mas era Blaine ligando e Blaine estava com Alec.
— Com licença, eu preciso muito atender. – Avisou o castanho.
Kurt se retirou da sala se desculpando e pegou o celular para atender.
“Oi, meu amor”. – Falou Kurt.
“Kurt, não se desespera com o que eu vou falar, ok?” – Pediu Blaine pelo outro lado da linha.
“Só isso já foi o suficiente para me desesperar. O que aconteceu, Blaine?”
“Eu estou no hospital com o Alec.”
“O que?” – Kurt praticamente gritou.
“Eu sei que você tinha uma reunião importante, eu só achei que devesse te avisar. Ele vai ficar bem, eu só estava aflito por estar aqui sozinho, então eu precisei ligar para uma pessoa me ajudar.”
“Para quem você ligou?”
“Só venha para cá assim que puder, tá? Eu te amo.”
Blaine não deu nem chance de Kurt responder, ele simplesmente desligou o telefone, deixando Kurt ainda mais preocupado. Ele voltou a sala de reuniões e explicou a situação, mas ninguém ficou preocupado, todos aceitaram as ideias de Kurt e fecharam o contrato com ele. Ele chamou um táxi, já que o carro estava com Blaine, e foi até o hospital.
Quando chegou, ele falou o nome de Alec na recepção e foi encaminhado para a sala de espera. Quando ele viu quem estava lá, ele quase não acreditou.
— Pai?!
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