Notas iniciais
Boa leitura seres da madrugada! Recomendação de música: If I Die Young - The Band Perry

Quinn estava sentada na poltrona do lado da maca com Rachel em seu colo dormindo. A morena tinha chorado a noite toda e acabou adormecendo no colo da loira. Quinn olhava para o teto quando ouviu seu nome ser chamado.

— Quinn? – disse Shelby.

— Oi – a loira olhou para a mulher – Está melhor? – perguntou preocupada.

— Não sei – disse respirando fundo – Vocês já sabem né? – ela perguntou de olhos fechados.

— Sim – respondeu baixinho.

— O que ela tem? – perguntou abrindo os olhos.

— Ela passou a noite chorando, tem mais ou menos uma hora que deram-na um calmante e conseguiu dormir – disse fazendo carinho nos cabelos castanhos.

— E que horas são?

— 7 da manhã...

— Quinn, eu sinto muito não ter falado...

— Não precisa – Quinn interrompeu – Estamos do seu lado, no que você decidir. Mas pense bem Shelby, pense no que é melhor, você ainda é nova...

— Tenho 49 anos – dessa vez a mulher interrompeu.

— Ainda é nova pra morrer – a loira terminou e a mulher fechou os olhos novamente – Pense nas suas filhas, como elas irão ficar com isso.

— Rachel é grandinha, já sabe cuidar da sua vida, não precisa mais da mãe – a mulher disse triste.

— Nós sempre precisamos de nossas mães, não importa a idade que tenhamos. E Beth? Ela ainda é tão pequena... – a voz da loira falhou.

— Por que acha que esse tempo todo tentei aproximar vocês?

— Você quer que eu fique com ela quando... se acontecer algo?

— Você quer?

— Mamãe? – disse a morena acordando, mas ainda tonta.

— Volte a dormir amor, você precisa descansar... – disse Quinn com todo cuidado do mundo e a morena o fez.

— Minhas filhas estão em boas mãos Quinn – disse Shelby e a loira ficou calada — Já avisaram Beth?

— A Emma foi pra casa com essa missão.

Beth estava se arrumando para ir para o colégio quando ouviu batidas na porta de seu quarto.

— Pode entrar! – disse a menina.

— Oi minha princesinha – disse Emma entrando.

— Bom dia Em – disse a menina sorrindo.

— Bom dia – disse triste.

— Ta tudo bem? – Beth estranhou.

— Não querida – andou um pouco e sentou na beira da cama da menina e logo a menina sentou em sua frente.

— O que foi?

— Sabe aquelas dores que sua mãe sentia...

— Sim.

— Pois é... ela fez uns exames e descobriu que está muito dodói...

— Para de falar assim, não sou tão criança. Diz o que ela tem – a menina interrompeu séria.

— Bom... essa noite ela passou mal e a levei para o hospital, sua mãe tem câncer Beth e está muito mal – Emma disse com a voz falha.

Beth ficou séria o tempo todo, a menina parecia não acreditar. Parecia não ter recebido uma notícia ruim.

— Me leve até lá – a menina disse abraçando Emma.

No hospital, Quinn havia saído do quarto e estava tomando um café do lado de fora do hospital, a loira via o movimento e estava pensando na vida, pensando como tudo parece estar bem, mas de repente vemos que não está. Do nada tudo desmorona e você não sabe o que fazer ou dizer.

— Hey – Quinn sentiu uma mão em seu ombro e logo viu o rosto de Santana ao seu lado – Fiquei sabendo o que aconteceu agora de manhã.

— Quem te contou? – a loira perguntou ainda olhando para frente.

— Pode não acreditar, mas essa notícia já está na internet, como foi parar aqui eu não sei – disse mostrando a tela de seu celular para a loira.

“ Mãe da nova e querida atriz da Broadway, Rachel Berry, foi vista dando entrada no hospital Presbiterian pela madrugada. Fontes próximas a atriz confirmaram que o estado da mulher é grave, mas não se sabe o que realmente aconteceu”

— Deve ter sido alguém do hospital – disse Quinn jogando o café no lixo.

— Você está bem? – a latina perguntou guardando o celular.

— Não, na verdade não sei como estou – disse olhando para o chão.

Santana se aproximou e apenas abraçou a loira. Quinn sentiu uma emoção tomar conta de seu peito e começou a chorar.

— Vai ficar tudo bem – disse a latina afagando-lhes os cabelos.

Santana olhou para longe e viu alguém com uma câmera na mão olhando em direção à elas, logo presumiu que fosse um paparazzi.

— Vamos entrar – disse levando a amiga para dentro.

Quinn estava sentada com Santana e Brittany em uma sala reservada para acompanhantes de pacientes, quando viu uma loirinha entrar na sala.

— Hey – disse Beth se aproximando de Quinn.

— Oi meu amor – disse abraçando a pequena.

— Emma me disse pra esperar aqui antes de ver minha mãe – disse respirando fundo.

— Ela já te contou o que houve? – Quinn perguntou.

— Sim, no caminho que pesquisei sobre isso... Quinn, minha mãe não tem muitas chances – disse olhando no fundo dos olhos da loira.

— Eu sei Beth, e sinto muito por isso – disse segurando a mão da pequena.

— Beth? Vamos lá? – Emma perguntou abrindo a porta da sala – Quinn? É pra você vir também, Shelby pediu.

A loira levantou e fora junto com Beth e Emma para o quarto em que Shelby estava.

Quando a porta se abriu, Quinn se deparou com Rachel ainda dormindo e Shelby olhando a filha.

— Oi mamãe – disse Beth entrando.

— Oi querida – disse esticando os braços para a menina que foi em sua direção.

— Eu já sei de tudo, não precisa me explicar nada – disse a menina abraçando a mulher.

— É claro que sabe, é uma menina inteligente – disse segurando o choro – É igual sua mãe – disse olhando para Quinn que sentiu uma dor em seu peito.

— Eu te amo mãe – disse a menina chorando durante o abraço.

— Eu também te amo filha – disse Shelby também chorando.

— Posso deitar com você? – a menina perguntou.

— Claro, mas só se parar de chorar – disse desfazendo o abraço e enxugando as lágrimas da menina.

Beth subiu na maca e deitou ao lado da mãe, pousando o rosto no peito da mulher.

— Sabe Beth, quando eu não estiver mais aqui de corpo presente, quero que saiba que você me terá, mesmo que em seus sonhos, você me terá no seu coração para sempre. Você terá Emma, terá sua irmã Rachel, sua irmã Aria, terá seus dois pais, terá Quinn – disse acariciando os cabelinhos loiros – Nunca estará sozinha.

— E o Sam? – a menina perguntou.

— Terá ele também – a mulher sorriu.

Nesse momento Rachel acordou e Quinn se aproximou dela.

— Hey – disse a loira – Ta melhor? – perguntou se abaixando para ficar da mesma altura em que a morena estava.

— Eu não sei – disse esfregando os olhos e olhando para a maca – Será que cabe mais uma aí? – a morena perguntou levantando e dando um beijo no rosto de Quinn.

— Claro que cabe – disse a mulher.

Rachel se aproximou da maca e deitou do outro lado da mãe, deitando sua cabeça no peito da mesma, encarando o rosto de Beth.

— Minhas duas princesas... – disse Shelby.

— E eu? – disse Aria entrando no quarto, seguida de Kurt, Blaine, Santana e Brittany.

— Você também – disse a mulher e Aria se aproximou.

— Eu te amo Shelby – disse a morena de olhos azuis beijando a testa da mulher.

— Eu também querida.

— Você vai ficar bem – disse Aria indo para o outro lado da maca, ficando em pé ao lado de Rachel.

— Acho que está na hora de dizer minha decisão em relação a cirurgia, já que está todo mundo aqui – disse Shelby e todos a olharam clamando uma resposta – Chamem o Greg, porque eu vou tentar, vou tentar ter mais uma chance, vou tentar amar vocês por mais tempo que a ciência diz que eu tenho, vou dar chance a vida, vou tentar sobreviver – disse a mulher.

Notas finais
e aí? Comentem, beijos e até o proximo!