If I Could Change Your Mind

68 E se Deus fosse um de nós?


Notas iniciais
Olá pessoas, boa sexta-feira pra todo mundo. Quero que reflitam sobre o tema do capítulo e a música recomendada. Será que algumas coisas acontecem com um propósito em nossas vidas? Boa leitura! Recomendação de música: What if God was One of Us - Versão Glee

Shelby já tinha sido preparada para ir para o centro cirúrgico, sua cirurgia fora marcada para um dia seguinte do ocorrido, a mulher estava no quarto se despedindo de todos.

— Mãe, sobrevia, por favor – disse Beth ao lado da maca segurando uma das mãos da mulher.

— A senhora precisa estar aqui quando eu estrear como Fanny – disse a morena segurando a outra mão da mulher, do outro lado da maca – É o nosso sonho em comum lembra?

— Claro que sim minha filha – disse a mulher parecendo fraca – Eu ainda quero ver o casamento de vocês, Kurt e Brittany, vocês foram as melhores amigos para Rachel quando ela mais precisou, eu os considero como meus filhos .

— E você vai – disse Kurt chegando perto da mulher – Ainda vai me ver subindo belíssimo naquele altar – disse abraçando-a.

— E você ainda vai ver meus filhos – a loira de olhos azuis se aproximou – Vai ajudar na decoração da casa nova que estou com Santana – disse abraçando a mulher em seguida.

— Ainda vai me ver virar médica – disse Aria sorrindo triste – Apesar de não ser sua filha, você sabe que te considero como mãe – disse quase segurando o choro.

— Hey, sem choro por favor – disse Shleby abrindo os braços para a menina – Eu pretendo fazer tudo isso gente, quero ver minhas três filhas realizadas, quero vê-las casadas, com suas famílias, quero meus netos – disse olhando para Quinn e Ezra que estavam no canto do quarto – Eu quero viver pra tudo – disse desfazendo o abraço.

— Está na hora – disse Greg entrando no quarto.

As três meninas abraçaram-na desesperada, disseram “eu te amo” à ela talvez a ultima vez. Em seguida fora abraçada por Brittany, Kurt, Leroy e Hiram que tinham pegado o primeiro voo para Nova York na manhã passada, Blaine, Santana, Ezra, Emma que além de abraçar falou umas coisas emocionantes sobre a amizade das duas, Sam e Mercedes também estavam lá para darem força a família, a negra se despediu da mulher que tanto admirava, Sam lhe deu apenas um abraço carinhoso, e por ultimo, Quinn. A loira se aproximou da maca e abraçou-a demorando mais do que todos.

— Eu prometo cuidar delas, prometo fazer de tudo para nunca magoá-las, prometo ser mais corajosa, prometo tudo por você – a loira disse no ouvido da mulher.

— Eu sei que vai cumprir, só não demore muito para tomar uma atitude em relação a Beth, a guarda dela está com Emma, mas ela pode passá-la para Rachel, ou até mesmo à você, depois converse com ela e ela irá te explicar tudo – disse a mulher sussurros Sá para a loira ouvir.

Quinn desfez o abraço e em seguida Beth agarrou a mãe em um abraço mais uma vez.

— Acho que está na hora querida – disse tocando no braço da menina – Mamãe tem que ir – disse beijando a cabeça da menina que estava em seu peito.

Os enfermeiros entraram na sala e foram levando a maca da mulher em direção ao centro cirúrgico. Aria, Beth e Rachel foram seguindo ao lado da mulher, dando beijos e falando coisas positivas à ela, parando da andar e ficando até era permitido. Depois apenas os enfermeiros acompanhavam Shelby, seguindo por um corredor imenso. As três se abraçaram ali mesmo, todos assistiam aquela cena de coração partido.

— Vamos meninas, agora é rezar para que dê tudo certo – disse Hiram se aproximando delas.

— Vocês têm que descansar – disse Leroy guiando-as em direção a sala de espera.

20 minutos depois, todos estavam em silencio na sala, alguns em pé outros sentados, mas todos em silencio, se apegando a seus pensamentos. Quinn se aproximou do sofá onde Rachel estava com as irmãs.

— Vocês querem alguma coisa? – perguntou em frente a judia.

— Não consigo nem tomar água – disse Rachel.

— Eu estou sem fome – disse Aria.

— Eu estou com fome, mas não sei o que quero – a menina disse sem olhar para a loira.

— Vou buscar algo pra você – disse se abaixando e dando um beijo na testa da menina. A loira parou em frente ao rosto de Rachel e deu-lhe um beijo no rosto – Eu te amo, seja forte, eu estou aqui com você.

Em seguida Quinn levantou e fora buscar algo para Beth na lanchonete do hospital. Porém, no meio do caminho ela sentiu algo em martelando em sua consciência. Ela parou de andar e falou com uma enfermeira que passava na hora.

— Com licença.

— Pois não?

— Existe algum lugar aqui que possa ser expressado sua fé, um lugar de oração ou algo do tipo? – a loira perguntou lembrando que em Grey’s Anatomy tinha.

— Bom, temos uma espécie de capelinha no térreo, lá não existe uma religião fixa pra quem frequenta. As pessoas apenas vão lá para se concentrarem em alguma força que acreditam – a enfermeira disse pegando alguns prontuários que estava em cima de algumas caixas.

— Obrigada – a loira disse se retirando.

No térreo ela encontrou o lugar, era uma sala beje, com algumas imagens que passavam paz para quem as analisavam, o jeito em que os bancos eram arrumados a fez lembrar-lhe de quando sua mãe a levava a igreja todos os domingos. A loira fora andando por aquele local, escolheu um lugar afastado de algumas pessoas e se ajoelhou.

— Bom, eu não sei ou não lembro com se faz isso Deus – disse de olhos fechados – Mas eu quero muito orar para o senhor, eu não tenho mais essa prática tem muito tempo, mas preciso que me ouça. O senhor sabe o quanto ela me ajudou em minha vida, ela é uma mulher perfeita, boa, tem três filhas maravilhosas, mas do nada o senhor decidiu que ela teria essa doença horrível. Por que? Eu realmente não entendo sua linha de pensamento, mas minha mãe sempre me dizia “ Tudo o que acontece é com a permissão dele”, se é com sua permissão eu não sei o que fazer. Se chegou a hora dela, eu não sei. Mas senhor, quero que conforte o coração de todos, principalmente de Beth, Aria e Rachel, que irão perder a mãe, a pessoa mais importante que temos na face da terra. Eu preciso que essa cirurgia seja bem sucedida, eu sei que há poucas chances dela sair de lá – disse deixando algumas lágrimas caírem – Mas preciso que esses 10% funcionem, preciso que eles sejam válidos. Eu preciso que ela sobreviva. Dizem que o senhor é operador de milagres, o médico dos médicos, então cumpra sua função, por favor. O senhor é bom e eu sei disso. Amém... – disse respirando fundo.

— Resolveu voltar aos seus dogmas antigos Fabray? – a loira ouviu uma voz em baixo tom ao seu lado.

— Puck? – a loira disse ao abrir os olhos – O que ta fazendo aqui?

— Eu soube do que aconteceu e fiquei triste com isso, resolvi vim aqui dar apoio – disse ele sério – Eu to morando em Nova York agora.

— E você aparece assim? Depois de meses? – Quinn levantou.

— Eu não sabia se ia estar brava comigo depois daquele dia. Eu forcei a barra, estava bêbado. Mas eu to tentando me redimir, pra ter uma ideia, eu estou dois meses limpo, sem bebidas – ele se levantou também – Me desculpe Quinn.

— Não é só pra mim que tem que pedir desculpa.

— Rachel, eu sei – disse ele colocando a mão nos bolsos.

— Eu tenho que ir, já deveria ter voltado com alguma coisa pra Beth comer – disse ela andando e ele fora atrás.

— Quinn eu posso vê-la? – ele disse agora andando a seu lado.

— Não sei se é o momento Puck, todos estão com o nervos alterados e ansiosos, não sei se Rachel vai ficar bem te vendo naquela sala – disse ela saindo da sala com o rapaz.

— Eu sei, só queria dar meu apoio... – disse ele coçando os cabelos raspados – Se precisar, saiba que estarei aqui – disse ele parando – Eu preciso que vocês precisem de mim – disse ele segurando o choro.

— Tudo bem, eu te ligo se precisar – a loira disse sentindo pena dele e o abraçando – Toma jeito Puck, eu amo você, não estraga sua vida ok? Seja aquele rapaz alegre de antes, não me importo se beba, só não quero que faça besteiras – disse ela desfazendo do abraço.

— Obrigada – disse ele respirando fundo.

— Como me achou lá? – ela perguntou seguindo caminho da lanchonete.

— Eu te vi entrando lá e te segui – ele fora andando com ela e seu celular tocou – Alo? Claro, estou indo – disse desligando.

— Algum problema?

— Não, só tenho que ver uns documentos pra mandar pra L.A. – disse guardando o celular – Eu tenho que ir.

— Tudo bem – disse dando mais um abraço nele o vendo ir embora.

Alguns minutos depois, Quinn entrou na sala de espera com um lanche para a menina. A loira entregou o lanche e fora sentar ao lado de Santana.

— Como você está? – Santana perguntou.

— Aliviada, mas ansiosa – disse respirando fundo – Puck estava aí.

— Sério? Berry não vai gostar nada disso. O que ele queria? – Santana perguntou.

— Ele ficou sabendo do que houve e quis dar uma força, queria ver Beth também, mas acho que não seria um momento bom pra ele estar no mesmo metro quadrado que Rachel, então disse para ele ir embora. Eu o desculpei sobre o que aconteceu da ultima vez que nos vimos.

— Ele tenta ser do bem – disse Santana olhando o relógio – 40 minutos já.

— Essas coisas demoram mesmo – Brittany disse chegando do lado da latina.

— Quanto tempo será que vai demorar? – Santana perguntou.

— Mais ou menos uma hora eu acho – disse Quinn – É uma cirurgia rápida dependendo de como as coisas estão.

— E como sabe disso? – Santana perguntou.

— Esqueceu pra que meu pai me fez estudar por um bom tempo da minha vida quando eu estava no ensino médio? – Quinn perguntou.

— O que será que teria acontecido se você tivesse virado uma cirurgiã? – Santana disse pensativa.

— Nada disso – Quinn disse em seguida.

Meia hora depois todos já estavam nervosos, Rachel andava de um lado para o outro e Quinn tentava acalmá-la. Beth batia os dedos nas pernas já há alguns minutos. Aria roia as unhas que já não tinha mais. Todos olharam em direção a porta da sala quando ela fora aberta e Greg entrou por ela.

— E aí doutor? – Rachel disse quase em desespero.

— Eu fiz tudo o que pude...

Notas finais
E aí? Comentem, beijos e até o próximo!