If I Could Change Your Mind
63 Foi engano
Notas iniciais
— Quinn?! Quinn acorda sua vadia – disse Santana cutucando a loira que estava dormindo debruçada sobre uma papelada em sua mesa.
— Han? – a loira parecia atordoada.
— Ta babando em tudo – disse com cara de nojo – E eu não sabia que eu era uma de suas fantasias sexuais, você tava chamando meu nome.
— O que? – disse coçando o olho ainda perdida.
— Eu entrei na sua sala e você tava aí dormindo, chamando meu nome – disse cruzando os braços e sentando.
— A gente tava almoçando e você me disse que traiu a Britt – disse Quinn tentando lembrar.
— O que? Você só pode tá tendo pesadelo mesmo, nunca trairia a Britt.
— Era um sonho mesmo – disse já se recuperando – Porque você entrava aqui na minha sala e me pedia desculpas por ontem, só podia ser sonho que você não faz isso nem pelo seu Dios Santo.
— Ha ha – a latina fingiu uma risada – Então, eu vim aqui te perguntar que horas que a gente vai pro teatro, se vamos combinar algo depois do show.
— Meu Deus, que horas são? – disse olhando em seu celular.
— Calma aí Fabray, são 3 da tarde ainda, acabou de ver sua mulher e já quer ela de novo, eu hein.
— Engraçadinha – disse colocando o celular de volta na mesa – Bom, eu não planejei algo do tipo uma festa sabe, sei lá, vou deixar ela escolher algo.
— Quinn você tem que parar de ser passivona e tomar as atitudes desse relacionamento – Quinn riu do que a latina falara – O que foi?
— Você falou algo assim no meu sonho – disse rindo – Eu te amo San.
— Ok, isso foi muito gay, mas eu também te amo sua vadia idiota – disse levantando e rindo – Eu já to indo pro aeroporto buscar a Britt, ela só ta vindo por causa da estreia da anã, depois vai voltar pra Portugal e ficar mais uns dias pra cumprir a agenda, então quero um tempinho a sós com ela antes de compartilha-la com vocês.
— Ela vai viajar pra outro lugar depois de Portugal?
— Só se surgir eventos, ela está gostando muito disso tudo, disse que amou ser modelo e não quer mais cantar.
— Mas ela é boa nas duas coisas.
— Minha Britt é boa em tudo – disse sorrindo – To indo Q – disse saindo da sala da loira.
Quinn respirou fundo olhando para uma papelada, a afastou e levantou-se. Horas depois, a loira saiu do seu carro e tocou a campainha da casa de Emma.
— Olá senhorita – disse uma empregada – Pode entrar.
— Obrigada – disse a loira entrando e tirando seu sobretudo – Shelby está em casa?
— Sim, quer que eu a chame?
— Não, Beth está?
— Sim, está no quarto, acabou de chegar do colégio.
— Será que eu poderia subir?
— Claro, a senhorita já é de casa – disse a mulher gentilmente.
— Obrigada Mag – disse sorrindo e logo subiu as escadas.
Quinn subiu as escadas e não demorou dobrar um único corredor para ver a porta do quarto da menina. Quinn se aproximou e deu duas batidas.
— Quem é? – a voz da menina parecia estranha.
— Sou eu, Quinn – disse percebendo o tom da menina.
A loira ouviu alguns passos, mas a porta não se abriu logo, a loira achou estranho e quando ia bater e falar algo a porta abriu devagar.
— Oi – disse a menina só com a cabeça para fora da porta.
— Oi Beth, eu vim te ver – disse sorrindo, mas ainda assim estranhando – Ta tudo bem? – a menina parecia preocupada com algo.
— Se eu deixar você entrar, você não conta pra mamãe o que aconteceu?
— Depende... – disse querendo olhar para dentro do quarto e a menina finalmente a deixou entrar – O que foi Beth? – disse fechando a porta atrás de si.
— Eu, eu estava quieta como sempre estive nesse novo colégio, mas aí tem essas garotas que ficam me zoando e eu... eu não aguentei dessa vez e respondi...
— Beth? Me diz o que aconteceu – disse puxando a menina para se sentar e ela gemeu – O que foi?
— Elas pegaram um lápis e fizeram isso – disse levantando o suéter.
Quinn abriu a boca com o que estava vendo, um corte de mais ou menos um palmo, ia da costela até a costa da menina, estava saindo sangue, mas não estava muito fundo.
— Meu Deus Beth! Temos que ir pra um hospital, temos que falar com sua mãe – disse olhando apressada pra menina.
— Não Quinn, ela vai querer contar para o diretor e aí eu vou ter me envolvido em uma briga e vou perder minha braçadeira de capitã de matemática, eu não quero perder isso só porque eu respondi pra elas – a menina disse desesperada.
— Calma ok? Não vai acontecer nada com você ta bem? Foram elas que começaram, você é uma ótima aluna e todos sabem disso, mas precisamos cuidar disso, se não pode infeccionar.
— Eu sei, eu tentei fazer um curativo, mas não deu muito certo porque não alcanço minhas costas...
— Tudo bem, Shelby sabe que você já chegou?
— Não, ela está dormindo, hoje de manhã ela estava com aquela dor de novo, ficou na cama o dia todo eu acredito.
— Que dor? – Quinn estranhou.
— Qual o plano Quinn – a menina disse mudando de assunto.
— Bom, é eu te levar para uma pessoa cuidar disso, mas temos que sair sem sermos vistas, e sua mãe não pode saber que chegou cedo do colégio.
— Claro que não vai saber – disse revirando o olho e a loira lembrou de Kitty.
A loira pegou roupas limpas para a menina, pois a que usava estava suja de sangue, pegou um casaco e colocou na menina mesmo ela sentindo dor.
— Quinn...
— Oi – disse colocando as roupas na mochila da menina.
— Eu não consigo andar direito com isso... arde muito, só o movimento do meu braço faz isso doer muito.
— Eu te carrego se for preciso – disse olhando a menina.
Quinn desceu as escadas carregando Beth, a empregada achou estranho, mas elas deixaram-na avisada do que tinha acontecido e ela prometera que não iria contar. No carro, Quinn ajeitava a pequena no banco de trás para que ficasse confortável e entrou no lugar do motorista.
— Vamos onde Quinn?
— Vou te levar até o Blaine – disse colocando o cinto – Espero que ele esteja em casa – disse acelerando.
A loira estacionou em frente a casa de Blaine e Kurt, tirou a menina do carro e a levou até a porta em seu colo, tocou a campainha e logo ouviu a voz de Blaine dizendo para entrar.
— Graças a Deus você está aqui – disse entrando – Ainda bem que lembrei que hoje era sua folga.
O rapaz estava sentado no sofá lendo uma revista quando levantou os olhos e viu a loira com a menina no colo com uma cara de dor.
— O que foi? – disse indo até ela.
— Preciso de uma ajudinha sua – disse colocando a menina numa poltrona – Mas você tem que guardar segredo...
— Claro...
Quinn e Beth contaram a história ao rapaz, ele ficou horrorizado e sugeriu que a menina fosse transferida de colégio, o que foi contestado pela pequena. A loira pediu para que ele a ajudasse, fazendo o curativo de Beth, ele na mesma hora levantou e pegou seu kit de primeiros socorros.
— Pontinho – disse ele terminando o curativo – Você fez eu me sentir um interno, mas tudo bem, umas duas semanas trocando isso e já vai estar ótima – disse olhando para a menina.
— O que é um interno? – ela disse olhando para ele que guardava algumas coisas.
— Nunca assistiu Grey’s Anatomy? Eu te indico, já é uma série antiguinha, mas é massa, só não sei se pode assistir por causa da faixa etária.
— Odeio minha idade – disse ela bufando e Quinn riu.
— Vou buscar sua mochila que ficou no carro – disse bagunçando o cabelo da loirinha e saindo.
A loira logo voltou com a mochila da garota. Beth foi ao banheiro e levou as roupas que Quinn havia trazido, vestiu-as e logo trouxe a suja de sangue colocando na mochila.
— Não vai querer que sua mãe veja isso vai? – disse Blaine e ela sacudiu a cabeça – então deixa aqui que eu dou um jeito de limpar e depois eu dou pra Quinn te devolver.
— tudo bem – disse o entregando.
— Obrigada Blaine – disse estendendo a mão para o rapaz e o cumprimentou – E me desculpe por te fazer se sentir um interno – disse rindo.
— Aquele foram bons tempos – disse rindo.
— Ok primeira coisa que vou fazer quando chegar em casa: assistir Grey’s Anatomy – disse Beth colocando a mochila do lado que estava normal.
Eles riram e Quinn rumou ao carro com Beth. A loira a deixou em frente de casa exatamente as 5 da tarde, lembrou que não tinha nada pra fazer com a menina naquele dia, só queria vê-la, então tudo aquilo aconteceu e Beth lhe confidenciou algo, ela sorriu enquanto via a menina entrar em casa, fingindo estar tudo bem, Beth era uma menina esperta como Puck. Quinn balançou a cabeça rindo e acelerou o carro. A loira não foi para a empresa, não queria mais trabalhar, queria ir pra casa, queria ver sua morena, contar o que aconteceu a ela, vê-la. Quinn dirigia pensativa pensando estar mais próxima de Beth depois daquilo, a loira tentava achar uma solução pra dar o troco naquelas garotas. Quinn estava perdida em pensamentos quando lembrou que tinha que pegar seu vestido novo para a grande noite.
— Que droga que eu to fazendo indo pra casa?! – disse batendo na testa e tentando achar um jeito de voltar em direção a loja.
Fale com o autor