Notas iniciais
~ le escondendo pra não levar pedrada ~ Oiiiii gente!! Eu sei, eu sei. Demorei né?! Mas sério, eu não queria ter demorado tanto tempo assim para postar, de verdade. Porém o tempo que eu estou tendo está beeem escasso, tanto é que estou postando esse cap. as 4h da manhã, porque eu simplesmente não podia adiar mais. Peço desculpas a vocês, por isso. Eeee aqui está mais um capítulo quentinho para vocês meus queridos cupcakes! Espero que gostem!! Boa Leitura!!

1 Ano e 3 Meses Antes...

O telefone tocava insistentemente no criado ao lado da cama de Piper, fazendo-a despertar, e olhar rapidamente para o visor que brilhava com o nome de Annabeth piscando.

– Oi Annabeth. – ela atendeu, com a voz sonolenta enquanto sentava-se esfregando os olhos para acordar por completo.

– Piper... Você pode vir até aqui em casa?

– Claro, posso sim. – disse ela, estranhando o tom da amiga – Aconteceu alguma coisa?!

– Eu ainda não sei... Mas, Percy já saiu para trabalhar e eu preciso muito mesmo de você.

– Ok, não se preocupe. Chego ai em um piscar de olhos.

– Obrigada. – e assim, ela desligou, olhando para o lado da cama onde Jason dormia serenamente, os cabelos loiros, que há muito já havia abandonado o antigo corte militar, bagunçados sobre o travesseiro.

Ela se levantou, tomando cuidado para não fazer barulho e acorda-lo, e seguiu para o banheiro, onde tomou um banho e depois se trocou para ir encontrar a filha de Atena.

– Jason? – ela chamou balançando seu ombro levemente.

– Hmm...

– Jason! – ela disse mais alto, fazendo abrir um dos olhos, e encara-la – Estou indo me encontrar com Annabeth, vejo você mais tarde. – concluiu depositando um beijo nos lábios dele, e saindo. Ele rapidamente despertou e se pôs sentado em um pulo.

– Algum problema, Pipes?

– Ela não me disse nada, mas eu acho que tem alguma coisa errada.

– Não deixe de me avisar, então. E qualquer coisa, pode me ligar também que eu encontro vocês.

– Pode deixar amor. Tchau! – disse ela sorrindo, e fazendo o trajeto até o apartamento que os dois amigos dividiam algumas quadras distante de sua casa.

Enquanto isso, em seu apartamento, Annabeth permanecia deitada no sofá da sala, onde estivera desde que levantara pela manhã. Sua cabeça doía, seu estomago revirava e ela tinha dúvidas se ainda era possível que voltasse a vomitar, depois de colocar tudo que comera no café para fora.

Ela já tomara os remédios que mantinha ali para situações inesperadas como aquela, mas de nada adiantara, e assim, ela continuava a passar mal. E como Percy saíra ainda de madrugada para trabalhar naquele dia, sua melhor alternativa era ligar para a amiga, quem ela tinha certeza que viria para lhe ajudar.

Pela quinta vez, ela sentiu a ânsia subir por sua garganta, e correu o mais depressa que pode para o banheiro, e nesse momento, sua campainha tocou, e ela rezou silenciosamente para que fosse Piper. A porta estava apenas no trinco e a morena entrou naturalmente procurando por Annabeth, que ao ouvir a voz dela levantou-se, mal se aguentando de pé, e foi em direção à sala, firmando-se na parede.

– Annabeth...? – chamou Piper, entrando no apartamento, quando avistou a amiga extremamente pálida, apoiando-se na porta do banheiro. – Annabeth! – disse correndo até ela, e ajudando-a antes que ela caísse no chão – Meus Deuses, o que aconteceu?!

– Pipes... Eu não sei, acordei assim.

– Vem, senta aqui. – ela a encaminhou até o sofá onde ela estivera antes – O que você está sentindo?

– Uma dor de cabeça infernal, enjoo e tontura. – ela explicou massageando suas têmporas em mais uma tentativa de parar a terrível enxaqueca – Acho que pode ser alguma virose, ou algo que eu tenha comido que não me fez bem. Eu já tomei tudo o que podia, mas nada me fez melhorar, e então eu liguei para você. E eu sei que te acordei, então desculpe por isso. – disse ela, firmando os braços em seus joelhos e a encarando.

– Hey, não é nada demais em vir até aqui, ainda mais com você nessa situação. – Piper disse suavemente, segurando a mão dela.

– Obrigada Pipes. – Annabeth sorriu – Mas então, o que eu faço?

– Bom, eu vou até aquela farmácia aqui perto, e converso com a farmacêutica para ver o que você pode tomar.

– Eu vou com você então, e falo com ela também.

– Tem certeza que está bem para ir andando? – ela perguntou franzindo as sobrancelhas em uma expressão de clara preocupação.

– Tenho sim, a tontura já passou e não aguento mais vomitar, então, acho que eu aguento. Vou me trocar, só um minuto Pipes.

Passado algum tempo, Annabeth voltou à sala, e as duas puderam descer e caminhar até a farmácia, que não estava longe.

– Olá, bom dia. Posso ajudar? – perguntou a atendente educadamente.

– Oi, a minha amiga não está se sentindo muito bem, será que você pode passar algum remédio para ela? – pediu Pipes.

– Oh, mas é claro. O que você está sentindo?

– Dor de cabeça e muito enjoo.

– E tem muito tempo?

– Começou esta manhã.

– Certo, e você teve tonturas ou algo do tipo?

– Sim, uma vez.

– Qual o seu nome mesmo?

– Annabeth.

– Bom Annabeth, me diga, você está atrasada?

Annabeth pensou por algum tempo, e quanto percebeu que realmente sua menstruação estava atrasada, ela fechou os olhos com força, temendo o que a mulher suspeitava.

– Estou. – disse ela assentindo.

– Você já pensou na possibilidade de estar grávida?

A ideia era tão assustadora que Annabeth precisou sentar-se em uma das cadeiras de espera ali, para não cair no chão mais uma vez.

– Annabeth...?! – chamou Piper, olhando para amiga com a mão em seu ombro para passar-lhe certo conforto – Annie, você está bem?

– Não pode ser Pipes... Eu não... – mas Annabeth ainda estava em choque que não conseguiu formular uma frase concreta.

– Você pode arrumar um copo de água para ela, por favor? E também me dê três testes de gravidez.

– Claro.

Depois de tomar a água e pagar pelos testes, elas agradeceram a atendente e voltaram ao apartamento de Annabeth, que não demorou a voltar a sentar-se no sofá, alternando entre encarar Piper e os testes de gravidez sobre a mesa de centro.

– Eu não posso estar grávida Piper. Não posso. – falou a loira, sentindo seus olhos ficarem rasos d’água.

– Hey, Annabeth. – falou Piper cautelosamente, abraçando a amiga – Você precisa se acalmar. Faça os testes, acabe com essa dúvida, mas saiba que se você realmente estiver esperando uma criança, não será o fim do mundo. Você tem ao Percy, tem a nós. Você não está sozinha.

– Mas Pipes, eu não... O Percy, ele... Não estamos prontos para isso. – disse ela, deixando as lágrimas rolarem por sua bochecha – E se ele não quiser ter um filho Piper?

– Escuta, eu tenho certeza que Percy ficaria muito feliz e que vocês dois seriam ótimos pais. Ele te ama Annabeth, e amaria do mesmo modo um filho de vocês. Agora levanta daí e vai lá fazer esses benditos testes.

Ela assentiu, pegando-os e seguindo para o banheiro. Poucos minutos mais tarde, o que parecera uma eternidade enquanto Piper esperava andando de um lado para o outro na sala, Annabeth finalmente abriu a porta e a encarou com um meio sorriso.

– E então? – perguntou Piper, aproximando-se apreensiva.

– Deu negativo. Todos os três. – ela mostrou – Eu não estou grávida.

– Oh, Annabeth! – a morena exclamou, abraçando apertado quando a amiga voltou a chorar.

– Obrigada Pipes, não sei o que seria de mim sem você.

– Você vai contar ao Percy?

– Por um lado, acho que seria melhor se ele não soubesse de nada disso, mas por outro, eu sinto que preciso falar com ele. Não sei ainda. Até a hora que ele chegar, eu já terei tomado uma decisão.

– Muito bem, eu vou voltar à farmácia e comprar um remédio de verdade para você então. Fique aqui, que eu já volto ok?

Dessa vez, Annabeth não discutiu.

A noite finalmente havia finalmente chegado. Piper ficara conversando com Annabeth por muitas horas, até que ela se sentisse melhor, e só então, ela voltou para casa.

Horas mais tarde, Percy chegou trazendo consigo a pizza favorita de Annabeth, que eles comeram antes de assistir a um filme qualquer que passava na TV, abraçados no sofá. Exatamente como em uma noite normal na vida dos dois. Depois, eles seguiram para o quarto, pois ambos se encontravam cansados.

Percy tomou seu banho, e quando voltava ao seu quarto, ele viu algo que chamou sua atenção, bem no canto da pia. A embalagem de um teste de gravidez.

Ele surpreendentemente não demorou a entender o que aquilo significava. E ainda que assustado, ele sorriu, já podendo imaginar Annabeth e ele cuidando de uma pequena pessoinha. Mais que depressa, ele foi até ela ansioso para saber se era mesmo verdade.

– Annabeth? – chamou a voz de Percy do banheiro – Por que tem um teste de gravidez aqui? – ele perguntou, voltando ao quarto e a encarando.

– É da Piper. – Annabeth decidira não contar a ele, mas não contava com um deslize como aquele. Burra, ela pensou, logo inventando a primeira desculpa que lhe viesse a cabeça. – Ela veio aqui, porque estava suspeitando que pudesse estar grávida, e então fomos até aquela farmácia e compramos um teste.

– Ah, entendo. – ele concordou com a cabeça, vendo nos olhos dela que aquela era a maior mentira de sua vida – E ela está grávida? – ele perguntou ansioso pela resposta, se aproximando mais da namorada.

– Não, não está.

– E porque a Piper não disse nada ao Jason? – ele disfarçou tentando esconder sua decepção.

– Porque ela estava com medo, Percy. – ela continuou, os olhos já rasos d´agua mais uma vez.

– Medo, Annabeth? De que?

– Do que o Jason poderia dizer, do que ele poderia pensar. Ela pensou que ele não queria um filho.

– Annabeth? – ele a encarou – Se isso é da Piper, porque você está chorando meu amor?

– Eu fico pensando, se vou conseguir mentir para você outra vez. Eu te odeio por me conhecer tão bem, sabia?

Ele a abraçou forte, depositando um beijo em seus cabelos.

– Sabia, e não, você não pode mentir para mim. O que você pensou que eu fosse fazer se você estivesse grávida Annabeth? Te largar, dizer que eu não queria?!

– Mais ou menos isso. – ela concordou, enterrando ainda mais a cabeça em seu peito, sentindo o perfume dele a inebriar.

– Annabeth... – ele se afastou, encarando-a – Eu nunca faria isso. Olha, eu sei que é cedo, que talvez não estejamos preparados, mas eu adoraria ter um filho com você. Me faria o cara mais feliz desse mundo. Eu poderia ficar assustado, mas eu jamais iria te deixar Annabeth, porque eu te amo demais para sequer pensar na possibilidade de viver sem você. – ele terminou, limpando o rosto dela, e beijando-a.

– Desculpa ter pensado isso Percy, mas eu... Eu fiquei sem chão. Eu não sabia o que pensar.

– Annabeth... – ele hesitou — Você quer ter um filho? –perguntou duvidoso.

– Claro que eu quero Cabeça de Algas. Só que não agora. – ele sorriu, enquanto ela acariciava seus cabelos.

– Eu não me preocuparia... – ele a beijou apaixonadamente, sussurrando em seguida – Temos a vida inteira pela frente Annabeth. – ele a beijou, envolvendo-a ainda mais em seus braços. — Imagine a cara da sua mãe. Ela teria um ataque!

– Ela mataria você. – eles riram.

– Felizmente, eu tenho você para me defender. – ele riu.

– Ah, é? E o que te faz ter tanta certeza assim que eu vou te proteger, hein Cabeça de Algas? – ela perguntou, com um sorriso malicioso o empurrando até a cama de casal de seu quarto, deitando-se por cima dele, e encarando-o.

– Porque você me ama, Sabidinha. – ele sussurrou, acariciando a bochecha dela.

– Eu te amo. – ela concordou em um sussurro, finalmente deixando-se levar por cada toque de seu amado.

Porque tudo estava certo. Tudo estava bem. E tudo continuaria bem... Enquanto eles estivessem juntos.

Notas finais
Bom, espero que tenham gostado! Deixem seus comentários, quero muito saber a opinião de cada um de vocês! Até a próxima meus amores! (prometo tentar não demorar taaanto assim para postar o próximo) Bjoooos da Kakau