I Will Never Forget You
6 Cap. 6 - In the West
Notas iniciais
Chamar pelo Táxi das Irmãs Cinzentas foi de longe a parte mais fácil daquela noite. Em poucos segundos o tradicional táxi amarelo surgiu na frente dos quatro semideuses, que não hesitaram para entrarem no carro.
– Acampamento Júpiter, São Francisco, por favor. – pediu Annabeth.
– Hm, uma viagem cara. – disse Vespa.
– Uma visita aos romanos... – continuou Tempestade.
– Apertem os cintos, meus queridos. – grunhiu Ira ao pisar fundo no acelerador, provavelmente deixando os estômagos dos jovens em algum ponto da estrada.
– Por que eu aceitei isso mesmo? – perguntou Percy à Annabeth, irônico.
– Porque esse é o único jeito de chegarmos lá a tempo.
– Isso é muito louco! – riu Jason, sendo encarado pelos amigos descrentes.
– Você é o louco Jason. – falou Piper, se controlando para não colocar o bendito hambúrguer que Percy buscara para fora.
Certo tempo depois, após muitas curvas bruscas, desvios e freadas inesperadas, eles finalmente chegaram ao acampamento Romano.
– São cento e cinquenta dracmas, semideuses.
– Hm, Annabeth? – sussurrou Percy – Eu só tenho cinco dracmas aqui.
– Relaxa, eu vou dar um jeito nisso. – disse ela, aproximando-se da janela do carro – Bem, Athena e Poseidon disseram que pagariam pela viagem. Podem cobrar deles, por favor?
– Os deuses pagarão?
– Sim, eles estarão esperando por vocês para poder fazer o pagamento. – ela sorriu.
– Muito bem, filha de Athena. Se você diz... – e assim, elas desapareceram mais uma vez em uma fumaça acinzentada pela estrada, de volta ao leste americano.
– Seus pais não vão gostar nada disso. – riu Jason, balançando a cabeça.
– Que eles considerem como presente de casamento. – Percy deu de ombros, acompanhando-o — É o mínimo que eles podem fazer.
– Tudo bem ai Pipes? – perguntou Annabeth, observando a amiga com a mão no rosto.
– Tudo, eu só... Estou tentando me acostumar ao chão de novo. – ela riu – Essa foi a pior viagem da minha vida.
– Daqui a pouco isso passa Pipes, você se acostuma. – disse Annabeth para ela.
– Mesmo depois de tanto tempo, eu ainda não me acostumei Annabeth.
– Eu gostei. – falou Jason.
– Cara você tem problema então. – zombou Percy.
– O mais importante é que chegamos até aqui. Vamos, precisamos encontrar os outros. – chamou a loira, entrando pela passagem para o lado romano.
– Por que viemos ao Acampamento mesmo? – questionou Jason.
– Não sabemos de quantos monstros Athena e Poseidon estavam se referindo quando nos mandaram nessa missão, então podemos pedir reforços a Reyna e Frank... E além disso, nós teríamos que vir aqui de qualquer maneira, porque quero convida-los pessoalmente para o casamento. – ela explicou.
Caminharam por alguns minutos, até finalmente alcançarem o acampamento, seguindo pela Via Principalis até os quarteis, onde deixaram suas armas para irem até Nova Roma.
– Olha só quem está de volta. Os gregos! – disse Términos quando chegaram a Linha Pomeriana. – Já faz um bom tempo que não os vejo por aqui.
– Como vão as coisas Términos? – perguntou Percy, com o braço em volta dos ombros de Annabeth.
– Tudo em paz filho dos mares.
– Hazel e Frank estão na cidade? – questionou Jason.
– Sim, estão junto com Reyna no Senado.
– Ótimo, iremos até lá. Obrigada Términos. – agradeceu Piper.
– Até mais. – despediu-se Annabeth, ao entrarem na réplica do império.
Seguiram direto pelas ruas, parando vez ou outra para cumprimentar velhos amigos e conhecidos da época em que haviam vivido ali, até que finalmente encontraram os três amigos.
– Annabeth! Piper! – Hazel os avistou primeiro, e correu para abraçar as duas amigas.
Frank e Reyna vieram em seguida e receberam os quatro acaloradamente também.
– Faz muito tempo que não vêm a Nova Roma. O que os trás aqui?
– Eu sinto muito em dizer que não trazemos boas notícias, Reyna. – suspirou Annabeth.
– Pelo visto então, temos problemas sérios para tratar. Vamos ao Senado, lá poderemos conversar.
Logo, os sete estavam sentados em volta da mesa do Senado, enquanto Jason explicava a situação aos romanos.
– Eu tinha medo disso. – disse Reyna, massageando suas têmporas ao tentar digerir toda aquela situação.
– Por quê? Tiveram algum problema por aqui?
– Na verdade, não. – explicou Frank – Mas, temos percebido o quanto as coisas estiveram calmas demais por muito tempo, e por isso, decidimos ficar atentos a qualquer provável ameaça.
– Então, quando tentamos checar o Monte Tamalpais, na semana passada, vimos que tinha alguma coisa errada. Era muita Névoa atuando ali, muita mágica contida. – relatou Hazel.
– Não avisamos ao Acampamento Meio Sangue, pois ainda não tínhamos nada para comprovar nossas suspeitas, mas agora...
– Agora... – Reyna falou se levantando – Isso se tornou uma ameaça concreta. E nós iremos até lá, impedir que Atlas consiga se libertar outra vez.
– Athena nos deu um prazo de três dias para que Campe chegasse até aqui. O prazo expira amanhã.
– Não podemos esperar mais. Temos que ir o mais rápido possível.
– Pois bem, partiremos assim que amanhecer. Hazel avise a 5° coorte, eles iram conosco amanhã. Frank prepare as demais. Se não conseguirmos detê-los, eu quero o exército romano pronto para a batalha. – disse Reyna, ao que os dois se levantaram e correram de volta ao Acampamento – Eu acho que vocês vão querer se preparar também.
– Nossas coisas ainda estão aqui? – perguntou Percy.
– Aquela casa nunca deixou de ser de vocês. Parecem cansados, é melhor irem, descansarem, comerem para que possam lutar amanhã.
– Obrigada Reyna. – agradeceu a filha de Atena dando um abraço apertado na morena.
– Estamos todos juntos nessa mais uma vez, Annabeth. – ela sorriu, soltando-a.
Assim os quatro voltaram a antiga casa que Percy e Annabeth haviam dividido durante o tempo que estudaram na Universidade de Nova Roma, para poderem passar a noite e ficarem prontos.
Era madrugada, e o sol logo surgiria. Annabeth despertou, e percebeu que Percy não estava mais ao seu lado. Suspirou, pois o conhecia bem demais para saber o que estava passando pela mente de seu Cabeça de Alga.
Ela levantou-se e apressou-se para vestir sua armadura grega, sorrindo ao pensar nos bons momentos que passaram naquele lugar, posteriormente indo procurar pelo filho de Poseidon.
Percy observava o aqueduto, girando sua caneta na mão esquerda inconscientemente, quando Annabeth se aproximou do companheiro, apoiando sua mão em seu ombro, e fazendo-o a encarar.
– Hey, tudo bem? – ela perguntou com a voz doce, ao que ele assentiu levemente com um pequeno sorriso – Não, não está Percy, eu conheço você. Qual o problema?
– Eu só não estou com um bom pressentimento. Eu... Sei lá. – ele suspirou – Não gosto muito daquele lugar. Eu fico me lembrando do que aconteceu comigo, com você, com a Zoe... Não são boas lembranças.
– Já conversamos sobre isso Percy. Nada vai se repetir, tá bom? Temos a 5° coorte, Hazel, Reyna, Frank, Jason e Piper lutando juntos conosco. Vai ficar tudo bem, amor. – ela falou acariciando os cabelos dele, tentando acalmar seu coração.
– Obrigado, amor. – ele sussurrou, abraçando-a apertado – Desculpa ser tão pessimista às vezes. – ela riu.
– Às vezes?! – perguntou, o encarando com um olhar maroto.
– Chata. – ele riu, antes de beijar os lábios dela.
– Vamos, vá terminar de colocar sua armadura, em pouco tempo iremos partir. – ela se afastou, puxando-o pela mão.
Poucas horas mais tarde, os sete se encontravam em um dos carros pretos típicos do Acampamento, seguindo rapidamente para o Monte Tamalpais enquanto o sol surgia no horizonte.
Quando alcançaram o meio da ponte Golden Gate, Jason apontou para o céu, onde a figura monstruosa e gigantesca de Campe descia, pousando no topo da colina.
– Essa não... Precisamos nos apressar. – conclui ele.
– Segurem-se. – pediu Frank, antes de pisar no acelerador.
Ao alcançarem a base da colina, silenciosamente eles desceram dos automóveis, desembainhando suas armas, enquanto o cheiro forte de eucalipto preenchia o ar.
– Está muito quieto, vocês não acham? – sussurrou Percy.
– Tenho que concordar... Isso normalmente não é um bom sinal. – disse Annabeth, incomodada pela densa neblina que ali formara-se.
– Nós vamos subir, e verificar a situação. – Reyna dirigiu-se aos semideuses da 5° coorte – Aguardem pelo meu sinal para atacarem.
Todos assentiram e se colocaram em posição, quando eles começaram a subir a colina, com Percy liderando-os na frente.
– Vamos lá, estou louco para chutar a bunda do Atlas outra vez.
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