I Put a Spell On You 🔞
27 Capítulo 27 — Jealous
Notas iniciais
Hello!!!! Cheguei, amores! E quero agradecer pela colaboração de vocês em relação aos reviews. Muito obrigada por atenderem ao meu pedido, e entenderem que é importante comentar. E que não custa nada :)
Sério! Muito obrigada mesmo pelos 789 comentários, 8 recomendações, 17.517 visualizações, 72 favoritos e 169 acompanhamentos (mas vocês adoram um 69, hein, safadeeeenhos... ( ͡° ͜ʖ ͡°)
Anyway... perdão, caso haja algum erro de digitação. Eu reviso, mas pode acabar escapando algum :P
Ah! O capítulo de hoje é dedicado à VickFrança e à Fafa! Embora eu aprecie os reviews de TODOS VOCÊS, essas duas meninas me encantam com os delas!!! Mas não estou desmerecendo nenhum review, okay? Amo todos :3
Tradução do capítulo: Ciúme
Ps: leiam as notas finais, tem um recadinho pra vocês ^^

— Ah! Aqui está, querida! – o pai de Miguel estende o copo de água para sua esposa. — Nossa! Está muito cheio!— É mesmo! Mas está tudo tão lindo...! – os olhos castanhos da Sra. Coleman brilham de emoção. — O discurso daquela menina também foi lindo, não?— Gwen? – indago. — Sim, foi! Ela estava maravilhosa!— É. E sabemos que é difícil para ela.— Sim, nós ouvimos quando ela mencionou sobre a morte do pai. – diz Thomas, pai de Miguel. — O que houve?— Pai! – repreende Miguel com os olhos arregalados.— Ér... bem... o pai dela era chefe de polícia e faleceu em serviço. – respondo antes de olhar ao redor. — Licença. Eu volto logo!Com um misto de angústia e cansaço, eu me afasto enquanto observo todos os meus companheiros sorrindo e comemorando. Com seus amigos, namorados, familiares... gostaria de estar como eles. E eu até estava antes de falar com Steve.Por que você não veio? Nossa discussão do jantar o deixou tão bravo assim? É um dia tão importante para mim, Steve... queria que estivesse aqui. Eu precisava que você estivesse aqui...!— Piquitucha!— Tio Nik!Involuntariamente, um enorme sorriso se desenha em meu rosto. Apressando meus passos, corro até meu tio e o abraço com força.— Tio Nik! Você veio! – minha voz sai abafada, já que meu rosto está contra seu peito coberto pelo casaco. — Claro que eu vim, piquitucha! – ele se solta um pouco para poder fitar meus olhos. — Achou mesmo que eu perderia o dia de hoje?— É que papai disse que estava no trabalho, então...— Seu pai tem titica na cabeça. – titio e eu rimos. — Piquitucha, é um dia único e inesquecível para você! Jamais deixaria de vir!Um arrepio passa por minha coluna. Gostaria que Steve pensasse como você, tio.— Eu sei. – balanço a cabeça e forço um sorriso para disfarçar meu desconforto. — Obrigada, tio. Mas você perdeu a cerimônia inicial.— É, eu sei, piquitucha. Desculpe.— Não. Está tudo bem. Eu sei que você fez o que pôde. – ergo meus ombros num suspiro. — A tia Jessica veio com você?— Ela está falando com a sua mãe. – tio Nik se vira para trás e aponta para sua esquerda. — E a sua prima Amanda está bem ali.— Okay. Vou falar com ela.Ajeitando meu sobretudo, corro até a menina loira que está de costas para mim servindo-se na mesa de aperitivos.— Sério que até aqui você vai fazer uma boquinha?Continuo com as mãos na cintura só esperando que ela se vire para mim. E, quando ela o faz, vejo que possui um enorme sorriso no rosto.Seus dentes até então brancos acabam ficando sujos devido ao doce de chocolate que ela mastiga.— Nat! – minha prima me abraça com força. — Desculpe! Sei que deveria ter ido falar com você antes, mas não aguentei quando vi esta mesa cheia de comida!— Tudo bem, Amy. – deslizo a mão por suas costas e sorrio de sua atitude. — Como está?— Bem... – Amy pega um guardanapo e limpa a ponta dos dedos e a boca. — Programar a festa de dezoito anos e ficar preocupada em ninguém ir é frustrante, mas...— Opa, opa, opa! Como assim? – ergo os ombros sem entender. — Por que está dizendo isso, Amy? Sua festa de dezoito é mês que vem! Você está toda empolgada com isso há anos! Por que ninguém iria?— Eu sei. – ela abaixa a cabeça. — Mas, no mesmo dia, a garota mais linda e gostosa do colégio também fará uma festa.— Ahn? Pera! Então existem duas de você?Sorrio vendo que Rebby surge atrás de Amy antes de abraçá-la.— Valeu a tentativa, Rebby. – minha prima dá de ombros. — Amy, deixa de besteira. Você já enviou os convites. – Rebby fica ao meu lado para me dar apoio em alegrar Amy.— Eu sei. E é por isso mesmo que aquela sonsa resolveu fazer uma festa! Nem aniversário dela vai ser, Nat!— Amy, não se preocupe com isso. Sabe que seus amigos estarão lá. – reforça Rebby ao acariciar seu ombro.— É. A Jennifer, a Carly e o Drake. Eba! Um clube alugado para quatro pessoas. – Amy expressa uma falsa e emburrada comemoração, fazendo com que Rebby e eu troquemos olhares.
— Amy, ainda tem um mês pela frente para resolver isso. – afirma Rebby. — Não se preocupe. Vai dar tudo certo!— E como você sabe?— Porque eu tenho confiança em você. – responde. — Assim como você também deveria ter.Tudo o que eu faço é sorrir para Rebby. Ela é a melhor amiga que alguém pode ter! E Amy parece ter a mesma constatação que eu.— Natasha?— Tia Jessica! – recebo seu caloroso e apertado abraço sentindo o perfume doce de seus cabelos.— Oi, querida! Parabéns! Nós temos uma pequena lembrancinha para você lá em casa. Vai fazer algo depois daqui?— Ahn... na verdade, sim. – mordo o lábio sentindo meu rosto corar. — Tenho um compromisso, tia.— Ah, okay. Certo! Então, sendo assim, podemos te entregar o presente num outro dia.— Tia... presente? Sério? Por quê?— Porque você merece! – ela pousa as mãos em meus ombros. — Será uma excelente psicóloga! Não importa se ficará na área infantil ou não. Você poderia ser até uma stripper.— Tia! – meu rosto recebe uma nova onda de calor.— Só quero dizer que, seja o que for que você fizesse, sei que faria muito bem! É talentosa, caprichosa, dedicada...! Tenho orgulho de você, Natasha!— Obrigada, tia. Bom, parece que hoje minha mãe pensa como você. – arrisco um rápido olhar para mamãe. — Mas eu sei que ela gostaria de que eu tivesse me formado em outra coisa. Como... Direito ou... Medicina.— Não se preocupe com o que sua mãe gostaria. Apenas desfrute do que você quis! Quis e conseguiu, aliás!— Certo. Obrigada, tia Jess. – eu a abraço mais uma vez. — Eu te amo.— Também te amo, docinho. – um delicado beijo de seus lábios é depositado no topo de minha cabeça.▪️▪️▪️— Querida? Nat?Suspirando, viro para trás e vejo mamãe correr até mim.— Oi, mãe.— Oi, querida! O que foi? Algum problema? Já está indo embora?— É. – dou de ombros ajeitando o casaco no corpo. — A festa já acabou e eu acordei muito cedo hoje. — Seus amigos vão sair para uma festa. Não quer ir com eles? – mamãe aponta para trás confusa.— Não. – vejo de longe Rebecca, Miguel, Peter e Gwen entrando no carro. — Invente qualquer coisa. Diga que estou cansada. Quero ir para casa e... e...— E...?— Nada. Eu... só estou... ér... não estou disposta.— Está tudo bem? – mamãe acaricia meu rosto.— Sim. Sim, está, mãe. Por que não estaria?— Porque se espera tudo num dia de formatura, menos que se evite sair com seus amigos para ir para casa descansar!— Eu sei. Eu sei. Mas teremos outras oportunidades.— Outras oportunidades? – mamãe ri incrédula. — Natasha, você se forma apenas hoje! O que houve?— Nada, mãe. Nada. Só... – aspiro o ar gelado de Nova York e ergo meus ombros. — Só estou um pouco com dor de cabeça.— Hmmm... dor de cabeça?— É.— E essa dor de cabeça é sintoma de Steve Rogers?— O quê? Mãe...— Pode falar, meu bem. – mamãe sorri em compreensão. — Discutiu com ele, não foi?— Não! – balanço a cabeça negativamente. — Ér... quer dizer, sim, mas... está tudo bem.— Certeza?— Sim. – eu me esforço para não chorar. — Mãe, por favor, não diga nada para ninguém, eu só...— Meu bem, meu bem, calma. Olha, casais discutem. É normal que...— Não somos um casal, mãe! – exclamo com meus olhos ardendo. — Nunca fomos!— Natasha... – mamãe me fita com as sobrancelhas juntas, provavelmente tentando me entender. — Querida, venha aqui.Sem pensar duas vezes, eu a abraço com força e descanso o rosto em seu pescoço. Seu calor e seu carinho conseguem afugentar todo o medo e desconforto que me cercam. Abraço de mãe é sempre mágico!— Oh, Nat, calma. – mamãe afaga meus cabelos. — Seja lá o que tenha acontecido, não é o fim do mundo. Não importa se são ou não um casal, se você realmente gosta, se você realmente sente algo por ele, tente consertar as coisas.— Mas, mãe, eu não fiz...— Natasha, não é hora de ser orgulhosa. Fale com ele, filha.— Mãe, você não entende. Não fui eu quem começou a briga.— Natasha, não importa quem começou o quê. Não importa como foi a discussão e muito menos quem a provocou. O que importa é vocês dois ficarem bem. Não concorda?Unindo forças não sei de onde, formo um sorriso em meu rosto sentindo mais algumas lágrimas escaparem de meus olhos. Lágrimas estas que mamãe limpa antes que cheguem ao final de meu rosto.— Certo. – fungo e respiro fundo antes de soltá-la. — Então eu...— Vá até Steve. Fale com ele. Não tem nada a perder. Se vocês não são mesmo um casal, então não há porque você temer coisa alguma.— É. – concordo tristemente.— Não duvide do destino, Natasha. Não há como saber o dia de amanhã. Nunca.— Mãe, o que eu faria sem você?— Provavelmente, muitas besteiras. Mas não se preocupe. É preciso errar também para poder acertar. – mamãe beija minha bochecha esquerda. — Vá. Não direi nada, não se preocupe.— Obrigada, mãe. Bem, eu já... já me despedi de papai e dos outros, então...— Então vá falar com Steve. – mamãe pega minha mão e me conduzi até a rua antes de chamar um táxi. — Querida, eu te amo. Se precisar de mais conselhos, ligue para mim, certo?— Certo. – eu a abraço mais uma vez antes de entrar no carro. — Eu te amo, mãe. Você pode contar a verdade para Rebby. Quer dizer, pode dizer que fui ver Steve, mas...— Já entendi, meu bem. Não se preocupe.— Okay. Eu te amo, mãe.— Também te amo, Nat. Até mais.— Até. – aceno para mamãe já dentro do táxi, fechando a porta e em seguida dizendo meu destino ao motorista.▪️▪️▪️— Boa tarde, Srta. Romanoff!Assim que as portas do elevador são abertas para mim, Sra. Benson me cumprimenta com um casto sorriso.— Oi, Sra. Benson. – eu me aproximo lentamente. — Quer ajuda com...— Não, não. Não se preocupe, Srta. Romanoff. – ela ajeita as sacolas do mercado enquanto abre a porta. — Okay. – entro no apartamento de Steve logo atrás dela. Olho ao redor procurando por ele, mas não o encontro.Sra. Benson para ao meu lado. — Veio ver o Sr. Rogers?— Sim. Ele está?— Sim, Srta. Romanoff.— E onde ele está?— No quarto dele.— No quarto dele?— Sim. Por quê?— Bom, ele me disse que estava trabalhando, então passei na empresa dele e sua assistente disse que ele desmarcou todos os compromissos de hoje.— Sim. Ele acordou passando mal, Srta. Romanoff. – sua revelação me faz arregalar os olhos.— Passando mal? O que ele tem? Está doente?— Parece que comeu algo que lhe causou uma intoxicação.— Oh, meu Deus! Ele não me disse nada! Ér... com licença, Sra. Benson. Irei vê-lo. – não espero por sua resposta.Corro para dentro do apartamento, virando à minha direita e seguindo por um pequeno — porém largo — corredor antes de chegar ao quarto de Steve.Penso em bater antes de entrar uma vez que a porta esteja fechada, mas decido não fazer cerimônias. Toco na maçaneta e a giro lentamente, com receio de ele estar dormindo. Assim que abro a porta constato que meu receio estava certo, pois o encontro deitado na cama enrolado nos cobertores grossos de cor azul e branco.Ao chegar perto da cama, posso enxergá-lo melhor. Sua camisa e calça folgadas parecem deixá-lo confortável. Ainda apreciando tal imagem tranquila e simples, subo o olhar e fito seu rosto. Steve está pálido e parece possuir algumas gotas de suor pela testa. Olho para o chão e avisto um balde com sacola plástico dentro. Enrugo o cenho estranhando tal cena. Quando penso em sair do quarto, a mão de Steve agarra meu pulso e, devido a isso, solto um grito agudo do fundo da garganta.— AH!— Natasha? – indaga com o cenho franzindo sem me soltar.— Steve! – tento recuperar o fôlego. — Desculpe... desculpe ter te acordado. Eu...— Não acordou. – ele geme ao se sentar na cama. — Quer dizer, não intencionalmente.— Como assim?— Eu senti o seu perfume.— Sentiu? – pergunto com meu rosto corando. — Ér... desculpe, eu fiquei preocupada com você. O que você tem?— Por que ficou preocupada comigo?— Porque disse que estava trabalhando. — E...?— E que fui até seu escritório e a sua assistente disse que não havia ido trabalhar. Por que mentiu para mim?— Não queria que me visse assim.— Assim? Assim como, Steve? O que houve?— Não sei. Acho que tive uma intoxicação alimentar.— Oh, céus! O que você comeu?— Tive um almoço de negócios na quinta. Acho que o sushi não estava muito bom. – ele tenta disfarçar um sorriso.
— Você teve febre? – acaricio sua testa suada.— Um pouco. Mas já estou melhor. – Steve pega minha mão e beija meus dedos. — Obrigado por ter vindo.Sorrio envergonhada ao abaixar minha cabeça e morder o lábio.— Como foi a formatura?Sua pergunta me faz erguer o olhar até encontrar o seu, que me fita de modo ansioso.— Bem. Na verdade, muito bem! O discurso de Gwen foi lindo! Teve gente que gravou. Posso te mostrar depois se quiser. Ela deve me mandar e aí eu salvo no pen-drive.— Irei adorar assistir. – Steve me puxa para que eu me sente ao seu lado na cama. — E como você está?— Mal. – ele franze o cenho e tranca o maxilar.— Mal? Por quê? Alguém te fez alguma coisa? — Calma, Steve. Ninguém me fez nada. – coloco as mãos em seu peito na intenção de tranquilizá-lo. — Estou mal pela discussão que tivemos.— Ah, sim! Natasha, você quebrou as regras.— Eu sei.— E eu irei puni-la.— Por que... por que não me puniu antes?— Preferi deixá-la pensar um pouco.— Mas já faz dois dias. Você só me mandou mensagens dizendo para eu pesquisar mais sobre submissão, mandando eu ir à ginecologista e perguntando se eu estava comendo bem e dormindo. — É, eu sei. A propósito, você foi?— Se eu fui? Aonde? – Steve solta uma sonora gargalhada e passa a mão livre pelo rosto.— À ginecologista, Natasha. – responde e eu coro murmurando um "Ahhh, sim...!". — E o que a Dra. Cho disse?— Nada. Foi uma consulta rápida. Eu optei pelo método das pílulas. E ela disse para eu começar a tomar uma semana antes de ter relações sexuais.— E você tomou?— Sim. Tomei logo que voltei da consulta. – balanço meu novo Iphone em frente ao rosto de Steve. — Coloquei um alarme para não me esquecer.— Esperta e prática!— Obrigada! – solto uma risadinha.— Então, isso quer dizer que eu terei que continuar com a camisinha até quinta que vem.— É. Mas uma semana passa rápido.— Espero que sim! Odeio usar camisinha!— Eu imagino... – comento corada. — Já está se sentindo melhor?— Um pouco. Senti sua falta. Senti falta de ouvir sua voz.— Também senti a sua. Fiquei com medo de não querer mais falar comigo.— Impossível! – ele beija novamente minhas mãos.— Mas você nem me ligou.— E nem você me ligou.— E era para eu ter te ligado?— E era para eu ter te ligado?— Steve!— Natasha!Pressiono meus lábios um contra o outro tentando disfarçar um sorriso, mas é inútil. Acabo rindo e Steve me acompanha.— Desculpe. Eu estava nervoso.— Tudo bem, mas não pense que isso a livrará do castigo.— Castigo?— Sim. Faz parte das regras e você concordou.— Eu sei, eu sei. Mas... vai doer?— Esqueça a dor, Natasha. Já esteve no quarto comigo e viu que era apenas coisa da sua cabeça.— Sim, mas eu não estava sendo castigada, então como vou saber a diferença?— Natasha, calma. – Steve segura meu rosto com as suas grandes e calorosas mãos. — Pelo o que fez, pelas coisas que me disse, merecia uma surra de vara.— Ahn? Eu... – começo a falar, mas ele me interrompe sutilmente.— Mas, já que você não concordou com vara, e para começarmos de leve, irei lhe proporcionar algo light.— E o que você chama de light?— Bom, algo que não seja uma surra de vara.— Surra de vara...! – levanto da cama com os olhos arregalados. — Ah, Steve, isso é tão... isso é tão frio! Digo, vai me bater por eu ter... ér.. discutido com você?— Natasha, eu te expliquei que...— Sim, sim, eu sei que você explicou. E eu concordei e assinei o contrato, mas... não consigo deixar de pensar em como isso é tão... tão... inescrupuloso!— Como assim?— Ah, Steve! – solto um suspiro zangado. — Será que você nunca parou para pensar o quão abusivo esse seu relacionamento é com as mulheres? – indago e ele engole em seco. — Okay, eu sei que elas concordam e assinam termos sobre isso, mas... ér... será que não te pesa nada na consciência simplesmente... ér... bater nelas por apenas discordarem de algo que você diz? – enrugo o cenho. — Desculpe, mas isso ainda é uma grande pílula para eu engolir.— Eu sei que é. E você tem razão. Se eu estivesse de fora da situação, também veria do mesmo modo.— Então por que não para com isso?— Não consigo.— E já tentou?— Já. Não deu certo.— O que aconteceu?— Simplesmente não deu certo, Natasha. – admite ao suspirar. — Mas saiba que você não é obrigada a nada disso.— Eu sei! – afirmo. — Eu li e reli todo aquele contrato linha por linha diversas vezes! E no final acabei assinando do mesmo jeito, não? – cruzo os braços.— É, mas não parece ter assinado.— Como assim?— Você mesma diz que leu, releu e concordou, mas mal me deixa colocar um dedo sequer em você.— Bom, você deixaria alguém tocar em você para te bater? – rebato e Steve fica tenso. — Steve? Steve? – ele continua em silêncio. — Steve!— Pode ao menos experimentar? – pergunta com a voz rouca.— Experimentar? – repito. — Você já me mostrou uma vez como é receber palmadas.— E foi tão ruim assim? – questiona e eu fico sem saber o que dizer. — Foi, Natasha?— Bom... não. – ergo os ombros. — Não, não foi, mas isso não quer dizer que será igual a todas as vezes.— Como assim?— Pode realmente me prometer que irá sempre maneirar comigo nessas ocasiões?— É uma punição, Natasha. Não é brincadeira.— Viu? – aponto para o seu rosto. — Então está me confirmando que nem sempre conseguirá controlar o seu impulso de machucar!— Eu não tenho impulso de machucar ninguém, Natasha, muito menos você! Olha, não precisa ter medo de mim. Não é isso que eu quero.— Steve, você quer me punir. Acabou de dizer que eu merecia uma surra de vara. Como pode me dizer que não quer que eu tenha medo de você?— Eu entendo que você esteja assustada, mas não precisa. Confie em mim, eu já disse.— Eu confio, é que... – suspiro perdida em meus pensamentos. — Não me agrada o fato de eu não poder abrir a boca para nada porque, senão, serrei surrada no seu Quarto da Tortura!— Quarto da Tortura? – Steve pende a cabeça para trás e ri. — Não diga isso. O quarto é para prazer, não para dor. Acredite. Olha, não vou mentir para você. Será doloroso. Eu te punirei para você poder entender como é assim como fiz antes. Lembra?— Sim. Sim, eu lembro, mas...— Então sem problemas. Jamais irei fazer algo que não possa suportar. — A questão não é você fazer algo que eu possa ou não suportar, a questão é simplesmente você fazer algo!— Natasha, eu nunca vou fazer algo para te machucar de verdade. Eu nem conseguiria. Jamais, eu juro. – Steve me puxa de volta para cama pelas mãos.— O problema não é você fazer algo que me machuque, Steve, mas sim precisar fazer algo!Ele parece sem saber o que responder por um tempo até suspirar.— Isso é algo que não posso te explicar. Você mesma me disse uma vez que há certas coisas das quais é melhor não se dar uma resposta. Bom, essa é uma delas.Engulo em seco diante de seu comentário antes de suspirar derrotada. Steve parece interpretar meu silêncio como desconforto e reclusão, pois suspira e afaga minhas mãos.— Não quero que você sinta medo nem ódio de mim. Você entende isso?Eu me perco em seu mágico e sombrio olhar ainda processando suas palavras.— Eu entendo. – ergo uma mão e toco em seu rosto.— Que bom!— Apesar de estar tensa a respeito disso, eu também me sinto segura com você.— E você está! Sempre!Meu rosto cora mais uma vez. Sinto os dedos mornos de Steve tocarem em meu queixo.— Então, sobre o castigo...— Não vou te tirar sangue. – Steve brinca, mas eu não sorrio. — Você ficará bem. Eu prometo. Será doloroso, mas você não precisa sentir medo. De acordo?— Bom... – suspiro e fico sem saber o que dizer de volta.— De acordo, Srta. Romanoff? – ele ergue uma sobrancelha em minha direção.Respiro fundo decidida com o que vou lhe responder.— De acordo, Sr. Rogers.⚫⚫⚫— Bom dia! – saúdo quando Steve entra na cozinha pela manhã. — Quer dizer, boa tarde!— Nossa! Já?— É. Já passa de meio-dia, Sr. Rogers.— Caraca! – ele coça o rosto ainda sonolento. — Por que não me acordou antes?— Porque você estava dormindo. – Steve gargalha com minha resposta autêntica. Ai, menina! Você é muito imbecil! — Ér... quer dizer, eu...— Okay, okay. Ótimo argumento, Srta. Romanoff! – ele ri mais um pouco junto de um novo bocejo.— Está se sentindo melhor? — Sim. – Steve vem até mim e me beija ferozmente, o que faz com que eu cambaleie alguns passos para trás e bata as costas na parede. — Senti saudades de te beijar.— Também senti. – revelo quando seus dentes liberam meu lábio inferior. — Está com fome?— Muita!— Okay... – sorrio ainda enrubescida. — Ér... eu fiz panquecas.— Cadê a Jessie?— Oi? Você ficou doente ou bêbado? É sábado, Steve!— Cuidado com essa língua, Srta. Romanoff! – sua mão se chocha contra minha bunda.— Au!— Controle essa boca inteligente. – ele segura meu queixo e me beija novamente.— Bem... fiz seu café.— Obrigado, Srta. Romanoff.— Disponha, Sr. Rogers. Sente-se. – aponto para as cadeiras em volta da bancada.Steve apenas sorri ao se dirigir até uma das cadeiras. Ele se senta enquanto me observa depositar o prato de panquecas à sua frente.— Espero que goste!— Gosto de tudo que faz, Srta. Romanoff. Até mesmo quando é rebelde. – meu rosto enrubesce ainda mais com seu comentário.— Ér... vai querer... vai querer café?— Sim, por favor.— Certo.Volto até a outra a bancada e pego o bule nas mãos antes de voltar até Steve e servir em sua xícara.— Adoçante?— Açúcar.Coloco o potinho em sua frente.— Aqui está! – sento ao seu lado.— Você já comeu?— Já.— Mesmo?— Sim.— E o que você comeu?— Duas torradas com café.— Só?— Eu te disse que não sinto fome pela manhã. – murmuro com a voz baixinha, como se estivesse me preparando para o sermão.— Promete almoçar bem?— Prometo. – sorrio timidamente. — Como passou a noite?— Bem. Não vomitei nem tive febre. – Steve começa a comer as panquecas. — Que bom!— Você dormiu aqui?— Sim. No quarto lá de cima. – Steve assente e uma dúvida surge em meu interior. — Ér... eu... podia?— Claro que sim! – ele beija meu rosto.— Hmm, podemos... podemos conversar?— Sobre?— Você sabe. – murmuro. — Sobre nosso jantar de quarta-feira.— O que quer conversar?— Quero pedir desculpas. Não quis te provocar, Steve. Só fiquei com raiva.— Você quer dizer "ciúme".— Talvez. – por poucos segundos, desvio o olhar e ele sorri arqueando uma sobrancelha.— Natasha...!— Okay, okay, eu admito.— Admite o quê? – questiona disposto a me torturar.— Admito que fiquei com ciúme. – respondo com um bufo.— Epa, epa, epa! O que eu acabei de ver foi uma malcriação?— Não. Não, não foi. – afirmo corada.— Acho bom. – murmura voltando a comer. — Então ficou com ciúme, né?— Sim. – mexo nas unhas distraidamente.— Por causa da Peggy?— É! Por causa da Peggy! Steve, eu não... eu não gostei do jeito que ela me olhou. Nem do jeito que ela te olhou!— Natasha, eu acho...— Ela gosta de você?— Natasha, nossa relação foi há muito tempo.— Quanto tempo?— Não importa. O que importa é que já acabou. E eu estou com você. Não se preocupe. Nem com Peggy nem com nenhuma outra mulher. – sua afirmação me faz sentir algo formigar em minha barriga e subir para o peito.— Ela também foi sua submissa, né? – tento me acalmar ao ver que Steve assente.— Sim.Respiro fundo, enrolando meus fios ruivos e fazendo um coque frouxe com os próprios cabelos.— Por quanto tempo?— Eu te disse que já faz...— Eu sei, mas eu quero saber por quanto tempo ela foi sua submissa. Por quantos... dias, semanas...— Olha...— Por favor.— Por que quer saber?— Eu preciso. Por favor. É importante para mim.— Por alguns meses. Talvez três. Ou quatro. – responde com um lento e profundo suspiro. — Quatro?— Talvez. Não tenho certeza.— E depois?— Depois?— É. Quando... quando os meses se passaram, o que vocês fizeram?— Quando acabou, ela me deu a ideia de realizar os contratos. E eu achei importante.— Depois disso, vocês nunca mais... ér... tiveram... nada?— Não. Nunca. Nem um beijo sequer.— Certo. – olho para ele com o rosto corado. — Sentia algo por ela?— Desejo.— Desejo? Só?Com um lento e profundo suspiro, Steve me responde com os cílios piscando.— Sim, Natasha. Só desejo.— E sentiu alguma coisa quando a viu na quarta?— Não. Já a tinha visto antes. Um milhão de vezes! Ela é minha amiga e advogada da empresa, Natasha.
— E ela sente alguma coisa por você?— Creio que não.— Por quê?— Ela é casada.— Casada?!— Sim.— Mas, quando eu a chamei de "Srta. Carter", ela não me corrigiu. Disse apenas que eu poderia chamá-la de Peggy.— E daí? Isso não quer dizer nada! O nome dela nem é Peggy. — Ahn?— É um apelido.— Mas-mas... no seu documento, ela assinou como Peggy Carter.— Eu sei. Ela conseguiu a autorização legal para juntar ao nome.— E qual o nome dela verdadeiro?— Margaret.— Bonito nome!— Você acha?— Sim.— Hmm... sabe o que eu acho? Essas panquecas estão ótimas! – Steve aponta o garfo para o prato e sorri.— Valeu! Ér... você conhece o marido dela?— Sim, eu fui convidado para o casamento. E chamado para ser padrinho.— Padrinho? E eles têm filhos?— Ainda não. Não sei se querem ter. O que foi, Natasha? – Steve me olha enquanto mastiga. — Já podemos dar um fim nesse interrogatório? — Desculpe. Só queria entender um pouco sobre a relação de vocês. – explico ainda corada. — Acho que já está bom.— É, eu também.— Okay. Então já vou indo. – eu me preparo para levantar, mas Steve segura o meu braço.— Indo? Hoje é sábado.— Eu sei.— É o seu dia de ficar aqui. O final de semana todo.— Mas... você não está...— Já melhorei.— Então...— Passará o dia comigo, Srta. Romanoff. – ele termina seu café da manhã com uma última mordida na panqueca. — E receberá sua punição.— Minha punição? – indago assustada. — Agora?— Sim.— Mesmo?— É.— Steve, eu... eu não estou preparada. Eu sei que conversamos ontem, mas ainda estou com medo.— É absolutamente normal que tenha medo! – ele pega em minha mão e entrelaça nossos dedos. — Você nunca passou por isso. Aposto que nunca levou uma palmada sequer quando criança.— Não. – nego com a cabeça ainda trêmula. — Nem meus pais nem ninguém mais jamais levantou um dedo para mim.— Isso é bom! – Steve afirma com a voz rouca. — E não pense que eu irei mudar isso no intuito de machucar você.— Como que uma punição com palmadas, cintos... ou seja mais o que for pode ser no intuito de não machucar?— Porque o intuito é te fazer obedecer. – explica calmamente. — O objetivo de um Dominador não é ferir, mas sim obter o controle. E a punição serve para exercer seu local de poder.— E para isso será preciso doer.— Você vai sentir. Não será um carinho. – Steve pisca significativamente. — E para isso tem as palavras-chave. Você deve usá-las, Natasha! Mas dê uma chance. Entre de cabeça. Abra sua mente.Deixo suas palavras adentrarem por mim enquanto puxo as cortinas de meus pensamentos. Respire, Natasha. Respire.— E então?Lambo meus lábios ressecados antes de tomar um suspiro definitivo e lhe responder.— Entendido, Capitão Rogers.
Notas finais
Viu? Vocês acusaram o Steve injustamente, ele tava dodói u.u
E aí? O que acharam do capítulo? Fafa? VickFrança? Espero que tenham gostado, assim como o resto dos leitores hahaha
Mas, e aí? Como será a punição da Nat? Tadinha, ela ficou bem assustada. E Steve a tranquilizoooou! Gente, sério, mais uma vez, eu repito: violência não é o tema que eu quero passar na fic. Muito menos covardia, certo? Mais uma vez: CONFIEM na minha escrita :)
Please, acompanhem, favoritem, recomendem e comentem ^^
Beijocas!
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