Notas iniciais
Aproveitem e perdão por qualquer erro de digitação ^^ Tradução do capítulo: Punição


Um sentimento estranho me cerca. Um sentimento o qual nunca habitou dentro de mim antes. Um sentimento que está deixando meus olhos arregalados e a respiração acelerada. Aspiro e expiro com dificuldade sentindo que irei desmaiar a qualquer momento.
Eu me encontro nua de joelhos em frente à cama vermelha dentro do Quarto da Tortura. A única peça de roupa que cobre meu corpo é uma simples calcinha de algodão rosa bebê.
O nervosismo ainda habita em mim. Suspiro, passando a língua por entre meus lábios e sentindo o gosto do batom seco de cor vinho que Steve insiste que eu use sempre que venho para cá.

— Como está se sentindo?

Ouço sua voz e me viro rapidamente para trás vendo que ele está de frente para os utensílios de castigos.

— Bem, Capitão.
— Quero que fique calma. – ele segura minha mão ao me virar de frente para ele.
— Steve, eu estou com medo. – encaro seus olhos. — O que você vai fazer? Como vai me castigar?
— Palmadas. – diz. — Foi o que você aceitou. – sua boca se contorce e eu noto que ele não gosta disso.
— Bom, eu disse que também estava apta a...
— Sim, disse, mas ainda não é a hora para isso. Você está muito tensa. E também, mesmo que diga que concorda com certas coisas, eu sei que está mentindo. Você se sente numa zona de conforto maior com as palmadas. Não é?
— Bom... – fico sem saber o que dizer. — A resposta sendo sim, isso te frustra?

Ele suspira, erguendo seus ombros e disfarçando um sorriso.

— Sim.
— Queria me punir mais? – levanto as sobrancelhas tentando controlar meu espanto.
— Sim.
— Tipo... com cintos, chinelos, varas... não é?
— É.
— E com gaiolas, fraldas, agulhas. Não é?
— É.
— Mas eu não quero.
— Pois é.
— Então terão que ser somente as palmadas. Ao menos para um começo. – constato ao cruzar os braços.
— Eu sei.
— E isso te deixa puto?
— Como é?
— Ér... desculpe. Foi na força de expressão. Quero dizer, isso te deixa bravo?
— Não. Não fico bravo. Fico apenas frustrado, como você perguntou.
— E por quê?
— Porque eu queria te punir com os meus instrumentos.
— Então você queria me machucar! – nervosa, descruzo e cruzo os braços novamente.
— Natasha...
— Por que mentiu? Você quer me machucar, mas eu não aceito, então...
— Natasha, é complicado. Por favor, não force as coisas. Você aceitou as palmadas. E por hora é isso que receberá.

Quero continuar a confrontá-lo. Quero continuar nesta busca pela verdade. Ao menos por alguma verdade. Mas Steve bloqueia todas as minhas tentativas.

— Certo. – descruzo meus braços mais uma vez e olho para os lados. — Vá em frente.

Ele assente com a cabeça antes de me puxar até a cama. Sentando no colchão vermelho, Steve me deita em seu colo assim como fez naquela primeira vez.
Meus seios e barriga ficam pressionados contra o tecido frio de sua bermuda jeans. Minha calcinha é deslizada para baixo e Steve a retira por meus pés.
Já sei o que virá. Mas eu ainda não entendo o porquê, coisa que, a cada dia, eu luto para descobrir.

▪️▪️▪️

Meus quadris estão doloridos, ardentes e vermelhos. Arrisquei um olhar para o espelho conectado à parede e enxerguei os vergões e as marcas dos dedos de Steve.
Eu me assustei com a imagem. Jamais imaginei que me submeteria a uma situação assim. Submeteria, Natasha? Mas é isso que você se tornou: uma submissa. Eu sei, Little Red. Sei que sou uma submissa...
Não, Natasha! Você não é uma submissa. Você se tornou! Não vê a diferença? Você optou por isso! Você optou por abrir mão de sua força e de sua garra por uma paixão que nem sabe se merece ser sentida. Você se submeteu ao seu próprio coração sem nem ao menos saber se pode.

— Como foi?

A pergunta de Steve interrompe o diálogo com minha própria consciência. Eu suspiro no intuito de distrai-lo, para que assim ele não perceba o quão profundo estavam meus pensamentos a respeito de minha própria pessoa.

— Um pouco doloroso.
— Mas você aguentou bem. – ele parece feliz. — Fiz algo que não gostou? Algo que te machucou?
— Não, Capitão. Não exatamente. Estava esperando que fosse pior. – seus olhos parecem receber meu tom como um desafio. E eu logo trato de explicar. — Não estou tentando te provocar. É que eu imaginei um cenário muito mais pesado. Desculpe.
— Eu sei. – sua cabeça assente. — Como eu disse antes, tudo isso se trata do desconhecido. Você nunca passou por situação alguma parecida como essa. Sua mente está fechada ainda. É absolutamente normal! – ele beija minha bochecha rapidamente. — Mas como você está?
— Como estou? – repito confusa.
— O que achou de sua punição?
— Bom...
— Isso te excitou? – Steve move os dedos até a minha entrada úmida e escorregadia. — É... parece que sim, Srta. Romanoff. – sua voz carrega um ar de desejo e diversão.

Mordo o lábio para evitar um sorriso descarado. Eu estava morrendo de medo, mas os tapas me deixaram mais molhada do que eu jamais estive na vida. Quão louco é isso?!

— Você gostou?

Nossa! Essa pergunta é perigosa! É perigosa para a minha sanidade. Eu... eu gostei! Como pude? Como eu pude gostar de uma coisa dessas? Ele me bateu! Steve me bateu! E eu gostei disso! Eu concordei com isso! Eu... eu me senti bem e excitada com isso! Céus...!

— Sim.
— Sim? Sim o quê?
— Eu gostei, Capitão.
— Então diga. – Steve encosta os lábios no lóbulo de minha orelha esquerda. — O que sentiu com o seu castigo, Srta. Romanoff?

Meu rosto queima, mas eu ignoro a sensação respondendo com firmeza:

— Prazer.

Steve sorri e se põe inteiramente em minha frente.

— Então você está bem? – ele termina de perguntar ao jogar algo no chão.

Meu corpo dá um leve salto, pois eu não esperava pelo barulho. Isso me assustou. Mas eu não me atrevo em desviar meu olhar do de Steve.

— Si-sim, Capitão. – respondo ainda com meus olhos arregalados.
— Decidi abrir uma exceção para você.
— Uma exceção? Outra? – pergunto risonha e curiosa.
— Tentarei algo novo. Sua bunda ainda arde?
— Ahn... um pouco. Com a arnica, já melhorou bastante.
— Ótimo! Quero experimentar algo.
— Algo? – indago e ele assente. — Como assim?
— Eu tenho uma ideia. Quer saber qual é?
— Eu gostaria, Capitão.
— Prazer.
— Prazer?
— Sim. Um prazer que não seja causado por castigos físicos. Aceita?
— Eu... aceito sua proposta, Capitão Rogers, seja ela qual for.
— Ajoelhe-se, sente-se sobre os calcanhares e fique de costas.

Eu pisco tentando absorver sua ordem antes que ele repita ou se zangue. Alguns segundos de silêncio se passam até a voz de Steve invadir novamente o ambiente.

— Levante sua mão direita.

Estremeço mais uma vez ao sentir o calor dos longos e firmes dedos de Steve apertando meu pulso, fazendo com que eu deite o braço para trás e estenda a mão aberta.
Meu corpo se arrepia novamente assim que algo gelado passa por meu braço, sobe ao ombro e desce de volta até os dedos de minha mão.
Steve para o trajeto ficando assim por um tempo até um estalo ser desferido na palma de minha mão. Eu pulo pelo susto.

— Doeu? – suspiro e nego com a cabeça ainda surpresa. — Viu? Eu te disse. O medo está apenas na sua cabeça.

Movo a mão para cima da coxa direita, vendo — de soslaio — que Steve se abaixa rapidamente pegando o que havia jogado no chão.
Assim que ele se levanta, posso ver o que tem nas mãos: algemas de pulso feitas com material de couro. As mesmas algemas que ele me prendeu antes no tal do Balanço Erótico.

— Irei amarrar você com isso. E ficará suspensa no teto. Entendeu?
— No... no teto? – olho para cima e encontro o suporte. — Ér... mas... como eu...
— De pé, Srta. Romanoff.

Forçando os músculos de minhas pernas, eu me levanto e ainda não encaro Steve.

— Estenda as mãos. – ele estica meus braços em sua direção.

Steve enrosca a primeira algema de couro no meu pulso direito, logo depois fazendo o mesmo com o esquerdo. Já com as algemas afiveladas, ele anda até a parede e aperta um botão, fazendo com que o suporte do teto desça.
Suas mãos tornam a pegar meus braços para prender o gancho das algemas nos suportes. Estou com os braços suspensos. Meus mamilos estão doloridos e enrijecidos. Sinto as pernas bambas e a respiração, falha.
Um calor começa a crescer no meio de minhas coxas, fazendo com que eu sinta a pele úmida e latejante ...

— Está presa agora, Srta. Romanoff. – Steve encara o fundo de meus olhos. — E é todinha minha. – suas mãos apertam e balançam meus braços, fazendo com que os ganchos das algemas em atrito com o suporte provoquem barulho. — Estou apenas me certificando de que não se soltará. – repete a ação e volta a encarar meus olhos. — Todinha minha!

Steve se abaixa enquanto roça os lábios por meu corpo. Ele começa em meus joelhos e sobe com a língua até minha virilha.
Quando chega à minha intimidade, seu nariz inspira a região antes de Steve dar um profundo beijo em meu clitóris. Eu me remexo inquietamente e as correntes gritam devido ao atrito. Steve ri contra meu calor sensível e segura minhas pernas antes de alcançar minha barriga.

— O seu cheiro é divino. – sua voz rouca me causa calafrios. — E já está pronta para mim. – comenta ao lamber seus lábios úmidos e brilhantes com a prova de minha excitação.

Observo quando ele balança um objeto nas mãos sem desviar a atenção de meu rosto.

— Você sabe o que é isto?
— Não, Capitão.
— É uma chibata. Sabe para que serve?
— Acho que sim.
— Diga.
— Acho que serve para... para o Capitão me bater.
— Está certo. E também lhe dará prazer. Certo?
— Certo.

Ele suspira, fechando os olhos por um momento antes de voltar a me fitar.

— Tem um corpo muito bonito, Natasha. – Steve me estuda de cima a baixo. — Jamais pense ao contrário. Não quero que sinta vergonha de sua nudez. Você é linda! Entendeu?
— Sim, Capitão. Entendi.

Eu estremeço e me arrepio mais uma vez vendo que Steve caminha até o móvel do canto e puxa a primeira gaveta para pegar uma venda preta de seda.

— Esta venda é diferente. Não cobre seus olhos.
— Co-como assim?
— Ela cobre apenas o redor deles. – explica. — Mas você poderá me ver. Entendeu?
— Sim, Capitão.

Ele sorri, encurtando o espaço entre nós e passando a venda por minha cabeça.

— Fique com os olhos fechados até eu mandar que os abra. Entendeu?
— Sim, Capitão.

Acatando sua ordem, tudo que consigo enxergar é preto. Um preto vazio e profundo que faz meus outros sentidos ficarem ainda mais aguçados e sensíveis.
Posso sentir cada captação do ar. Cada barulho, cada movimento, cada vibração... inclusive, o som de meus batimentos cardíacos.

Uh oh, uh oh, uh oh, oh no no
Uh oh, uh oh, uh oh, oh no no
Uh oh, uh oh, uh oh, oh no no
Uh oh, uh oh, uh oh, oh no no
Uh oh, uh oh, uh oh, oh no no
Uh oh, uh oh, uh oh, oh no no
Uh oh, uh oh, uh oh, oh no no
Uh oh, uh oh, uh oh, oh no no


You got me looking, so crazy, my baby
Você me olha, tão louco, meu bebê
I'm not myself, lately I'm foolish, I don't do this
Eu não sou eu, ultimamente eu sou tola, eu não faço isso
I've been playing myself, baby I don't care
Estive jogando comigo mesma, amor, eu não me importo
Baby, your love's got the best of me
Baby, seu amor tem o melhor de mim
Your love's got the best of me
Seu amor tem o melhor de mim
Baby, your love's got the best of me
Baby, seu amor tem o melhor de mim
And baby, you're making a fool of me
E baby, você está me fazendo de boba
You got me sprung and I don't care who sees
Você me surgiu e eu não me importo quem vê
'Cuz baby, you got me, you got me
Porque, baby, você me pegou, você me pegou
You got me, you got me
Você me pegou, você me pegou

O material gelado e grande da chibata passeia por minhas costas. Eu estremeço com o susto e me remexo mais uma vez, criando um novo atrito entre as algemas e os ganchos acima de mim.
Steve a desliza por minha cintura, subindo para meu peito, seios, pescoço e, por fim, rosto. Sinto a chibata passar por meus lábios e tornar a descer para a minha barriga e contornar minhas costas.
E, quando menos espero, uma forte e audível palmada é desferida em minhas nádegas, fazendo com que eu impulsione o corpo para frente arfando pelo susto que tomei.

I look and stare so deep in your eyes
Eu olho tão profundamente em seus olhos
I touch on you more and more every time
Eu toco você mais e mais toda hora
When you leave I'm begging you not to go
Quando você sai, eu estou te implorando para não ir
Call your name two or three times in a row
Chamo seu nome duas ou três vezes em uma fileira
Such a funny thing for me to try to explain
É algo tão engraçado pra mim tentar explicar
How I'm feeling and my pride is the one to blame
Como eu estou me sentindo e meu orgulho é o único culpado
'Cuz I know I don't understand,
Porque eu sei que não entendo
Just how your love can do what no one else can
Como o seu amor consegue fazer o que ninguém mais consegue

— Como se sente? – ele sussurra em meu ouvido e beija meu pescoço.
— Bem, Capitão.
— Bom saber!

Mais uma palmada é desferida em mim. Desta vez, em minha barriga. Novamente, eu remexo meu corpo tentando controlar minhas desesperadas sensações de excitação e ansiedade que borbulham em meu interior.

— Quieta. – sua ordem me faz rir.
— Okay, Capitão.

SLAP

Agora, a chibata estapeia meus dois seios de uma vez só. Enrugo o cenho, sentindo a dor e o prazer me consumirem. Ah, isto está tão bom...!

— Está gostando, Srta. Romanoff?
— Sim, Capitão Rogers.
— Sabe por que estou fazendo isto? – ele bate em minha bunda com mais força.
— Sim.
— E por quê?
— Porque eu desobedeci ao meu Capitão.
— Não. – nega. — Eu já lhe dei o seu castigo. Agora quero lhe mostrar que você estava enganada ao sentir medo. – mais uma chibatada — O que você fez para desobedecer as regras? – mais uma chibatada é desferida em minhas costas.
— Acabei respondendo ao meu Capitão.
— E é educado?
— Não. – um suspiro me escapa do fundo da garganta assim que sinto mais uma chibatada.
— Aprendeu sua lição, Srta. Romanoff?
— Sim, Capitão.
— Irá se comportar e ser uma boa menina?
— Sim, Capitão.
— Boa garota...!

Ouço o barulho do zíper de sua bermuda jeans ser puxado para baixo. Em seguida, o ruído de plástico se rasgando atiça minha audição. Provavelmente é Steve trabalhando em retirar a camisinha do pacote.
Suas mãos grandes e calejadas puxam minhas coxas para cima com força, fazendo com que eu entrelace as pernas ao seu redor de sua cintura e sinta seu membro pressionando minha virilha.

— Vou te foder agora. Com força.
— Sim, Capitão. – ofego.
— Abra os olhos e olhe no fundo dos meus.
— Sim. – encaro sua imensidão azul e obscura.
— Não desvie o olhar. – ódio e rancor pingam de sua fala e eu estremeço, mas decido não discutir. — Se me desobedecer, vai apanhar. Estamos entendidos, Srta. Romanoff?
— Estamos entendidos, Capitão.

Mal termino de responder e tudo que sinto é o membro de Steve me penetrando de uma vez só, fazendo com que gemidos altos e involuntários preencham minha boca, que logo é silenciada por um beijo feroz e intenso seu.

Got me looking so crazy right now, your love's
Me deixou com cara de louca agora mesmo, seu amor
Got me looking so crazy right now
Me deixou com cara de louca agora mesmo
Got me looking so crazy right now, your touch,
Me deixou com cara de louca agora mesmo, seu toque
Got me looking so crazy right now
Me deixou com cara de louca agora mesmo
Got me hoping you'll save me right now, your kiss
Me deixou esperando você me salvar agora mesmo, seu beijo
Got me hoping you'll save me right now
Me deixou esperando você me salvar agora mesmo
Looking so crazy in love's
Tão loucamente apaixonada
Got me looking, got me looking so crazy in love
Me deixou com cara, cara de loucamente apaixonada

Enquanto uma mão aperta minha cintura fortemente, a outra sobe por minhas costas e chega à minha nuca. Steve usa de seus dedos para puxar fortemente meus cabelos ruivos para trás ao mesmo tempo em que sua boca continua pressionada contra a minha.
Suas estocadas são longas e profundas. O barulho de suas bolas se chocando contra meu corpo faz sensações eróticas despertarem ainda mais dentro de mim.
Meus braços, já moles, doloridos e formigantes, estão esticados e presos para cima por meus pulsos estarem envolvidos com as algemas. Quero tocar em Steve, quero senti-lo, quero acariciá-lo, mas não posso.

— Você... é... tão... gostosa, Natasha! – ele beija meu pescoço enquanto puxa meus cabelos para trás. — Diga que você é minha!
— Eu sou sua, Capitão.
— Mais uma vez!
— Eu sou sua!
— De novo! Mais alto!
— Eu sou sua! Sou sua, sou sua, sou sua! Somente sua, Steve!
— Como é? – sua mão acerta minha nádega com força, o que me faz sorrir enquanto seu membro me penetra com mais brutalidade.
— Eu sou sua, Capitão Rogers! Unicamente sua, Capitão!

Sua boca chupa a pele de meu pescoço enquanto suas mãos se posicionam em minha cintura. Steve me aperta com força enquanto retira todo o seu membro de dentro de mim antes de penetrá-lo novamente, esticando as paredes de minha vagina.

Got me looking so crazy right now, your love's
Me deixou com cara de louca agora mesmo, seu amor
Got me looking so crazy right now
Me deixou com cara de louca agora mesmo
Got me looking so crazy right now, your touch
Me deixou com cara de louca agora mesmo, seu toque
Got me looking so crazy right now
Me deixou com cara de louca agora mesmo
Got me hoping you'll save me right now, your kiss
Me deixou esperando você me salvar agora mesmo, seu beijo
Got me hoping you'll save me right now
Me deixou esperando você me salvar agora mesmo
Looking so crazy in love's
Tão loucamente apaixonada
Got me looking, got me looking so crazy in love
Me deixou com cara, cara de loucamente apaixonada

A cada longa e profunda estocada de Steve contra mim, meus braços balançam ainda mais, o que faz com que os ganchos das algemas batam contra o suporte que desce do teto.
Steve geme e ofega contra a curvatura de meu pescoço, beijando e chupando minha pele suada. Minhas pernas se apertam ainda mais ao redor de sua cintura. Aos poucos, vou sentindo minha energia ir se desgastando cada vez mais rápido e intensamente.

— Olhe para mim! – exclama e eu obedeço. — Você é minha! Só minha!
— Sim, Capitão. Sua.

Por um momento, é como se a doce magia de seus olhos azuis se tornasse em bruxaria. O brilho carinhoso e gentil desaparece. Um novo brilho é exposto em seus olhos. Um brilho raivoso. Um brilho de ódio.
Seus olhos pegam fogo. É como se sua raiva pudesse me penetrar. Pudesse me atingir lá no fundo de meu coração. Estou com medo. Este Steve está me assustando.

— Fique calma, linda.

Ele percebe meus músculos se enrijecerem. Não pela aproximação de meu orgasmo, mas pelo nervosismo devido ao seu olhar faminto, penetrante e rancoroso.

— Não tenha medo de mim. Nunca.
— Não tenho, Capitão. – respondo. — O Capitão... awn... o Capitão disse que não... awn, awn, que não me... me machucaria.
— Exatamente!

Com mais estocadas fortes e brutas, Steve cessa seus movimentos enquanto eu me delicio em meu maravilhoso mundo pós-orgasmo.

— Você é... você é muito, muito, muito gostosa! – Steve impulsiona meu corpo ainda mais para cima antes de alcançar meus seios com a boca.

Uh oh, uh oh, uh oh, oh no no
Uh oh, uh oh, uh oh, oh no no
Uh oh, uh oh, uh oh, oh no no
Uh oh, uh oh, uh oh, oh no no
Uh oh, uh oh, uh oh, oh no no
Uh oh, uh oh, uh oh, oh no no
Uh oh, uh oh, uh oh, oh no no
Uh oh, uh oh, uh oh, oh no no

Enquanto um braço permanece em volta de minha cintura, o outro de sobe para liberar meus pulsos dos ganchos do teto.
Eu os passo ao redor dos ombros largos do homem à minha frente querendo dormir em seu colo devido ao extremo cansaço que me domina.

— Você está bem? – Steve se senta na cama comigo.
— Sim.
— Teve uma boa noite de sono?
— Acho que sim.
— Mesmo? Ou ficou preocupada com meu estado de saúde? – ele retira a venda de minha cabeça.
— Bem... eu...
— Responda, Natasha. Prometo não ficar bravo. Só quero a verdade.
— Levantei algumas vezes para checar como estava. Desculpe.

Steve sorri docemente para mim. Não o reconheço. Há poucos segundos atrás, somente pelo seu olhar temi a ideia de que pudesse me fazer mal. O ódio parecia dominar sua alma.

— Isso explica as olheiras embaixo dos seus olhos. – ele acaricia meu rosto. — Irá descansar agora. Durma bem. Teremos um compromisso mais tarde.
— Compromisso? Qual?
— Saberá. – Steve me deita na cama para vestir sua bermuda jeans.
— Você não pode...
— Saberá mais tarde, Natasha. – repete antes de me pegar em seus braços e beijar minha testa.
— Mas... ainda está cedo...
— Nem tanto, Srta. Romanoff. Mas não pense que dormirá a tarde toda. – Steve me direciona uma piscadela. — Brincaremos novamente até chegar a noite.
— Capitão? – ele olha para mim enquanto se retira do Quarto da Tortura comigo em seu colo. — Eu gostei da sua ideia. – murmuro e Steve sorri maliciosamente enquanto tranca a porta.
— Foi uma exceção, Srta. Romanoff. – sua voz grossa e firme chama minha atenção. — Mas, da próxima vez que quebrar as regras, receberá somente sua devida e severa punição.

Steve se aproxima do quarto o qual eu passei a noite. O mesmo quarto que eu costumo ficar após sairmos do Quarto da Tortura. Gostaria de poder dormir abraçada com ele, mas prefiro não realizar tal pedido. Não depois do que ele acabou de dizer.
Foi uma exceção, Srta. Romanoff. Mas, da próxima vez que quebrar as regras, receberá somente sua devida e severa punição.

Notas finais
Antes de tudo, muito thanks pelos 825 comentários, 174 acompanhamentos, 74 favoritos, 8 recomendações e 18.297 visualizações :D Perceberam a sementinha de lucidez que surgiu na mente da Nat? Perceberam o perigo de manipulação em que ela se põe na justificativa de "fazer por amor"??? O.o Não coloquei a descrição da cena das palmadas porque... sei que, alguns leitores, ficam incomodados. Ficam meio... desconfortáveis com isso. E eu entendo. Por isso, não fiz a descrição. Mas, caso não liguem, é só dizerem nos reviews. Porque, abrindo um pequeno spoiler, haverá outras cenas tipo a do capítulo de hoje. E estarão mais... complexas, piquituchos. Mas e aí? Alguém ficou curioso no porquê de Steve querer olhar nos olhos da Nat? Por que ele não a vendou? Vish... O.o Amores! Vocês gostam de fics ROMANOGERS, né? Meu povo, tem uma fic nova que... nossa senhora! Está tirando o meu sono! Ela é perfeita! Apresenta uma personalidade nova em Steve Rogers, que é tentadoramente sensacional!!!!!!! Leiam! Aqui está o link: https://fanfiction.com.br/historia/677929/Damaged_Hearts/ Please, acompanhem, favoritem, recomendem e comentem. Pra ter capítulo novo, preciso de reviews :3 Ah! Ontem, atualizei minha fic EVANSSON: https://socialspirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-chris-evans-evanssons-life-3476044 Beijocas!