I Put a Spell On You 🔞
22 Capítulo 22 — Airport
Notas iniciais
Passei o final de semana todo pensando sobre continuar ou não com a fic. Percebi que, se excluísse, não seria justo com os que comentam e, muito menos, comigo, que amo escrever a fic. Parece que, alguns leitores, só comentam a base de ameaça. Fiquei indiferente quanto a isso, porque não quero ter que ameaçar pra conseguir o carinho ou solidariedade de alguns. Outros, continuaram não se importando. Mas, os fiéis e amorosos de sempre, jamais me deixaram. E sei que jamais me deixarão.
Agradeço aos tais leitores. E também agradeço aos que comentaram no capítulo passado. Significou muito pra mim. Como diz uma amiga minha, o mundo dá voltas. Os que não comentam, um dia, podem chegar a serem os escritores. E sentirão e entenderão como é, escrever pra fantasmas.
Anyway... aproveitem o capítulo e perdão por qualquer erro de digitação ^^
Tradução do capítulo: Aeroporto

Steve não está me forçando a nada. Não está me pressionando. Não está me desrespeitando. Muito pelo contrário. Por mais que sua prática sadomasoquista me assuste, não posso negar que ele está sendo um verdadeiro cavalheiro e me tratando com respeito, carinho, dedicação e, acima de tudo, com muito cuidado.Natasha! Pense! Ontem disse a ele que aceitaria ser sua submissa. Se você realmente se interessou e acha que consegue lidar com isso, então arrisque. Você não tem nada a perder.Tenho, sim, Little Red. Não, não tem. Steve não é nada seu, será apenas seu Dominador e, ao término do contrato, não estará o perdendo, mas sim se livrando.— Bom dia!Eu me sento na cama e seguro os lençóis à altura de meus seios nus.— Oi, Sra. Benson. – ela se aproxima da cama com uma bandeja de café da manhã em mãos. — O que é isto?— O Sr. Rogers disse para vir acordá-la.— Ahn? Onde ele está?— Tomando café à mesa.— E por que não posso ir tomar com ele?— Bom, acredito que a senhorita possa. O Sr. Rogers apenas pensou em seu bem estar.— Acredito. – falo sinceramente. — Ér... se importa de levar a bandeja para a mesa, para que eu possa tomar café com Steve?— Claro que não, Srta. Romanoff!— Obrigada, Sra. Benson. Ela assente e pega a bandeja nas mãos. Penso que irá sair do quarto, mas a Sra. Benson me surpreende ao se virar para mim e me fitar com seus olhos azuis arregalados de alguma emoção que não consigo decifrar.— O que foi, Sra. Benson? – pergunto sem entender.— Se me permite lhe dizer, senhorita, o Sr. Rogers teve sorte de encontrá-la. – seu comentário me deixa confusa e encabulada.Tento formular alguma frase para agradecê-la ou retribuir a gentileza, mas não consigo. Apenas vejo a Sra. Benson se afastar com a bandeja em mãos, abrindo a porta do quarto e se retirando. ▪️▪️▪️— Bom dia! – Steve exclama ao me ver terminar de descer os degraus da escada, cruzando a sala e caminhando até ele. — Dormiu bem?— Sim. – sorrio quando ele fica de pé e puxa a cadeira para mim. — E você?— Também. – Steve se senta ao meu lado e volta a devorar sua salada de frutas. — Pensei que gostaria de tomar café na cama, por isso pedi para Jessie levar sua bandeja.— Prefiro tomar com você. – ele sorri para mim antes de acariciar meu rosto com sua mão e me beijar.— Fico feliz por saber disso, Srta. Romanoff. – diz com os lábios ainda colados aos meus.— Imagino que sim, Sr. Rogers. – nós rimos juntos enquanto nos afastamos. — Que horas são?— Quase sete da manhã.— Nossa! – adoço meu café rapidamente.— Algum problema? – Steve estranha o tom de minha fala.— Não, é que... eu quero chegar logo ao aeroporto a tempo de me despedir da família de Clint.— Sim, eu sei. Já avisei à minha assistente que chegarei tarde.— Voc... você o quê? – eu o encaro atentamente enquanto ele une suas sobrancelhas. — Não, Steve. É o seu trabalho. Não deve...— Natasha, está tudo bem. Eu disse que a levaria.— Eu sei, só não quero...— Não tem problema. Eu quero levá-la ao aeroporto.— Mas não é justo com você. Eu posso ir com o meu carro.— Nem pensar! Agora mesmo que irei levá-la. – forma uma expressão emburrada no rosto.— Steve! – repreendo e ele me olha. — Posso muito bem ir com o meu carro.— É, eu sei que pode, mas não vai.— Como é?— Natasha, eu já disse o que acho sobre seu carro.— Obrigada pela preocupação, mas não quero que falte ao trabalho por minha causa.— Não tem nada de importante, já pedi para minha assistente cuidar dos compromissos.— Certeza? – cerro os olhos para Steve e mordo o lábio, aguardando por sua resposta enquanto ele sorri.— Sim, Srta. Romanoff, tenho certeza.— Okay. – concordo. — Bom, então, obrigada por me levar.— De nada. – sorri mais uma vez terminando sua salada de frutas. — Coma tudo. – sua ordem me faz rir e balançar a cabeça.— Eu vou. – pego o pão que a Sra. Benson me serviu e retiro um pedaço com os dentes. — Acordei com fome.— Por que será, não?Acabo corando com sua fala, mas decido ignorar sua provocação. Tenho a sensação de estar conseguindo me manter firme e calma, mas ao sentir o passar da mão de Steve sobre minha perna esquerda ainda coberta pela calça, meu coração acelera descompassadamente mais uma vez.
— Steve, o que você...— Só estou te fazendo um carinho. – ele acaricia de meu joelho até o final da coxa. — Está gostando? – pergunta e eu quase engasgo.— Esto-tou. Mas eu quero comer. – afasto sua mão de mim rapidamente.— Okay, Srta. Romanoff. – Steve limpa os cantos de seus lábios com o guardanapo macio. — Irei parar de acariciá-la por hora, já que está comendo.— Obrigada, Sr. Rogers. – ele se levanta da mesa. — Aonde vai? Pensei que fôssemos tomar café juntos.— Bom, eu ia escovar os dentes. Mas, com esta sua carinha, não tenho como não atender ao seu pedido. – Steve volta a se sentar enquanto me assiste a comer.— Pode ir. Eu consigo mastigar e beber sozinha. – ele ri de minha brincadeira, mas continua imóvel ao meu lado. — Steve, é sério!— Eu sei que é sério, mas já disse que gosto de te ver comer.— Você é louco. – balanço a cabeça e Steve ri mais uma vez. — Por que gosta de me ver comer?— Eu já disse, me deixa... feliz.— Hmm... tá, mas é desconfortável. – cruzo as pernas debaixo da mesa.— Por quê?— Ah, não sei... mas é. Eu não estou fazendo nenhum show para ter plateia me assistindo. – Steve suspira pesadamente enquanto cerra seus olhos em minha direção, formando uma falsa expressão zangada em seu limpo e belo rosto.— Srta. Romanoff, acordou com uma linguinha muito da afiada hoje. – ele se aproxima antes de segurar meu rosto e pressionar os lábios contra os meus.Sinto o doce gosto das frutas ao selarmos o encontro de nossas bocas. Gemo, esfregando as palmas das mãos uma na outra — para retirar os farelos do pão — antes de acariciar o rosto de Steve, aprofundando o beijo a fim de sentir a maciez de sua língua em contato com a minha.Steve abre seus lábios capturando os meus de modo ainda mais intenso. Seu toque desce para minha cintura, onde ele usa os dedos para acariciar minha pele por cima da blusa preta. Suas firmes, curiosas e grandes mãos continuam com o trabalho de se mover até alcançarem a divisão de minha calça.— Steve! – eu o empurro em busca de oxigênio.— O que foi?Desvio a atenção de meu olhar para sua boca, que está vermelha e inchada assim como a minha também deve estar. E, com a imagem de seus lábios à minha frente, a vontade que começa a surgir dentro de mim me excita, pois sinto a necessidade de mordê-los.— Ér... me... me deixe terminar de comer. – viro para a frente corretamente. — Não posso me atrasar.— Okay, okay. – Steve murmura. — Então vou deixá-la comendo enquanto escovo os dentes, tudo bem?— Tudo.— Quero voltar e encontrar seu prato e xícara vazios. Ou você ainda comendo. – ele levanta e beija minha testa.▪️▪️▪️Aguardo pelo primeiro. Pelo segundo. Pelo terceiro. Assim vai até eu perceber que já estou aguardando pelo sétimo toque. Penso em desligar e desistir, mas a voz feminina que vem após o nono toque me faz bufar.— Rebby!— Oi, Nat! Foi mal. Estava...— Tá, tá, não importa. Diga uma coisa.— O que foi?— Você falou com Clint pela manhã?— Bom, não. Por quê?— Estou aqui no aeroporto, mas ainda não vi nenhum deles.— Que horas são?— Já passa das oito.— Acho que ele me disse que o voo deles sairia às oito e quinze da manhã.— É, só que eles não estão por aqui. – olho para cada pessoa que passa por mim ainda tentando encontrar Clint ou alguém de sua família.— Já tentou falar com ele?— Não atende.— Quer que eu tente?— Você pode, Rebby? Está muito ocupada?— Não, não. Até que Priscilla está crucificando a Cameron hoje, então nem estou com tanta coisa para fazer.— Obrigada! Manda mensagem para mim avisando qualquer coisa.— Okay. Você também! E fala que eu estou desejando boa viagem se conseguir falar com eles primeiro.— Okay.— E que sentirei saudades.— Certo, eu falo. Até mais!— Até!Encerro a chamada vendo Steve se aproximar de mim com rápidos passos.— Oi! E aí? – olho para o seu rosto sério.— Perguntei sobre os voos que sairão hoje com destino a San Francisco.— E o que disseram?— Agora pela manhã terão dois. E estão atrasados.— Hmm... isso é bom. Quer dizer que ainda posso me encontrar com eles. – Steve assente. — E quais são os horários dos voos?— O de mais cedo sairá às oito e cinquenta da manhã.— E o outro?— Sairá às dez.— Oh, céus... – coloco as mãos na cintura e continuo a procurar por Clint ou qualquer outro membro de sua família. — Será que ele sabe que o voo atrasou?— Deve saber, não? Já tentou falar com ele de novo?— Já. Já liguei um monte de vezes, mas ele não atende.— Tente de novo. – incentiva Steve ainda sem expressar o bom humor que estava mais do que nítido ao tomarmos café juntos.— Certo.Volto a pegar meu celular e disco os números do telefone de Clint mais uma vez.— Quer uma água? – Steve me pergunta.— Não, obrigada.— Okay. Vou comprar uma garrafa. Eu já volto, tá?— Tá.Steve se aproxima e beija minha têmpora antes de se afastar, caminhando em direção a uma das lanchonetes do aeroporto.Começo a me preocupar achando que algo de ruim possa ter acontecido com tio John, mas tais pensamentos acabam sendo descartados de minha mente ao ouvir uma voz masculina soar atrás de mim.— Bom dia!Guardo o celular e fito o homem magricelo, baixo e branco que está em pé parado ao meu lado. Ele possui cabelos castanhos e com ondas nas pontas. Sua aparência física é tão simples quanto as roupas que usa.— Bom dia! – cumprimento de volta. — Posso ajudar?— Espero que sim. – ele sorri. — Eu me chamo Will Jackson.— Natasha Romanoff. Prazer. – aperto a mão do homem ainda sem entender o que está acontecendo.— Ahn... eu sou... sou caça modelos.— Ca-caça modelos? – ele me entrega seu cartão.— Sim. O nome da empresa que trabalho é Glamour Famous.— Ah, sim.— Conhece?— Bom, já ouvi falar e já vi o nome destacado nas revistas de moda que minha amiga compra. – termino de ler as informações presentes no pequeno e retangular cartão.— Eu adoro trabalhar lá.— Imagino que sim. O que deseja?— Você.— Como é? – enrugo o cenho.— Ér... digo, ér... des-desculpe. Desculpe, desculpe, não quis dizer num sentido maldoso.— Então quis dizer em qual sentindo? – cruzo os braços.— No sentido de trabalho. – revela e eu me faço de brava. — Ér... digo... no sentido de trabalho de modelo.— O quê?! – não acredito no que estou ouvindo. — O senhor só pode estar de brincadeira comigo!— Não. Não estou. Não estou, senhorita... ér... ahn... senhorita... senhorita Roff? Ér...— Romanoff. – já me sinto perdendo a paciência.— É! Isso mesmo! Srta. Romanoff. Estava na ponta da língua.— Ah, eu acredito. – mordo o lábio. — Olha, muito obrigada pelo convite, mas minha resposta é "não".— Não? Por quê?— Já tenho emprego. E não é sobre o mundo da moda.— Tudo bem, mas a senhorita tem tudo para estar nesse mundo. – seus olhos castanhos brilham em minha direção.— Obrigada, mas eu não concordo. – recuo alguns passos vendo o homem se aproximar.— Não sabe o que está dizendo.— Sim. Sim, eu sei. Por favor, não insista. – sou firme, mas o homem não parece me dar crédito, pois continua a se aproximar. — Por favor, pare.Viro a cabeça para a direita vendo que o braço de Steve que me envolve. Sinto um calafrio percorrer por todo meu corpo ao notar sua expressão carrancuda no rosto enquanto fita ao homem à nossa frente, com a raiva estampada nitidamente dentro de seus olhos azuis.— Steve... – sussurro, mas ele me ignora.— Quem é este senhor? – aperta seu toque em minha cintura.— Eu sou Will Jackson, senhor. – o rapaz estende sua mão para Steve, que faz questão de demonstrar a antipatia por sua pessoa. — Ér... sou... sou caça modelos.— E eu sou Steve Rogers, o empresário magnata e mundialmente conhecido. – sua voz é firme e audível, o que me deixa corada e arrepiada.— Mui-muito prazer, Sr. Rogers. Nossa empresa já lançou matérias sobre o senhor.— E qual o nome da empresa que trabalha?— Glamour Famous.— Ah, sim! Glamour Famous. Minha amiga Priscilla Donut mantém contato com a Glamour Famous de Paris.— Conhecemos a Srta. Donut! Adoramos o trabalho dela! E o do senhor também! Como eu disse, é um prazer conhecê-lo pessoalmente.
— Pena que eu não possa lhe dizer o mesmo, Sr. Jackson.— E-e... por que diz isso, senhor?— Porque me deu o entender de estar importunando esta senhorita. – Steve olhan rapidamente para mim, que continuo apreensiva.— Ér... não, não, eu só estava... só estava...— Estava me estorvando. – recebo olhares confusos tanto de Steve quanto do rapaz magricelo.— Como é? – ele franze seu cenho. — Estor-estorvando? Eu? Mas isso é um absurdo!— Ah, claro! Também achei um absurdo! Mas, mesmo assim, o senhor não parou de me estorvar!— Ahn... bem, eu... eu...— O senhor o quê? – Steve o encara com suas sobrancelhas erguidas.— Ér... bem... para... para que eu possa me defender da acusação, a senhorita poderia me dizer o significado da palavra "estorlar"?Pressiono meus lábios um contra o outro para segurar o riso, fitando rapidamente Steve, que tenta fazer o mesmo enquanto continua com seu braço em volta de minha cintura.— O senhor não sabe? – engulo em seco para não rir.— Bem, no momento, não consigo me recordar. – olha brevemente para baixo.— Okay. Ahn... primeiramente, não é "estorlar", mas "estorvar". Quer dizer que o senhor estava me incomodando, perturbando. – Steve sorri antes de voltar a encarar o tal homem.— Ah, sim. – o rapaz parece estar assimilando o significando da palavra. — Ahn... bom, peço perdão. Não quis escovar a senhorita.— É "estorvar"! – não consigo segurar minha risada.— Certo. Estorcar.— Estorvar! – Steve já me tem aos incontroláveis risos enquanto escondo o rosto em seu peito.— É. Exatamente isso! Estorvar, senhor.— Sim. Agora, por favor, não estorve mais a senhorita nem a ninguém.— Okay. Não irei, senhor. Com licença, tenho que ir. Tenham um bom dia. Senhorita.Retiro o rosto do peito de Steve e vejo o homem magro e baixo se afastar indo em direção às portas do corredor que darão para o avião com destino à Califórnia.— Oh, meu Deus, Steve! – não consigo controlar minha alegre gargalhada, vendo que Steve também não controla a sua.— Natasha! Natasha, você é... é maluca! – ele me aperta junto a seu peito.— Oh, Deus! Nunca vi uma figura tão engraçada quanto essa! – gargalho descontroladamente. — Deus, Steve! Todos sabem o que significa "estorvar"!— Eu não sabia. – sussurra em meu ouvido.— Não sabia?— Nunca ouvi falar... – rio ainda mais com sua confissão. — Ué! Você que usa um vocabulário dos anos trinta, então pare de rir. – ele tenta formar uma expressão zangada, mas desiste e segura meu rosto gentilmente. — Não...— Não? – tento me recuperar de meu eufórico ataque. — Não o quê? — Não pare.— Não parar com o quê? – ergo os ombros e ponho as mãos sobre as suas, que ainda seguram meu rosto.— Não pare de rir. – esclarece num sussurro. — Nunca!Sua declaração faz com que meu rosto mude de feliz para iluminado. Todos os meus risos se resumem em um único e emocionado sorriso assim como o de Steve, que continua a me fitar alternando a atenção de seu olhar entre meus olhos verdes e lábios rosados.— Steve... – inicio, mas me perco em minha própria fala.— Diga.— E-eu... – olho no fundo de seus olhos. — Eu tenho muita sorte por ter te conhecido. – ele ri rapidamente. — E...— E...? – Steve me incentiva a continuar falando, mas percebe meu desconforto ao me ver desviar o olhar para baixo. — O que foi, Nat?— Ér... nada, eu...— Diga. – ele puxa meu queixo para cima.— Okay. – suspiro convicta do que irei lhe falar. — Steve, eu... eu acei... – minha frase é interrompida pelo alto toque de meu celular. — Alô?— Nat?— Clint! – percebo a mudança de expressão brusca no rosto de Steve. — Oi! Onde você está?— Olhe para trás.Clint está em pé ao lado de sua família. Guardo o celular em meu bolso e corro até ele antes de me jogar em seu abraço.— Clint! – eu o solto com um sorriso. — Estou te esperando aqui faz tempo!— Que horas você chegou? – tio Harold pergunta sentado numa cadeira de rodas, o que me faz entristecer. — Oh, não ligue para isso, querida. Está tudo bem. É apenas para que eu não me canse. – explica ao perceber minha chateação.— Eu entendo, tio. – vou até ele e pego sua mão. — Cheguei aqui antes das oito porque pensei que pegariam o voo desse horário, mas eu soube que atrasou.— Sim, atrasou. – informa Maria. — Mas pegaremos o próximo daqui a pouco.— É, já está quase na hora. – comento após checar meu relógio de pulso.— Podemos comer alguma coisa enquanto aguardamos pelo voo. – tia Edith sugere.— Que horas chegaram aqui? – pergunto quando Derek se aproxima e abraça Maria por trás.— Depois das oito. – responde Clint. — Achamos que tínhamos perdido o voo, mas quando fomos pedir informações disseram que havia atrasado.— Entendi. – olho para trás e faço um sinal para Steve se aproximar. — Ahn... Steve veio comigo.Tia Edith sorri junto de Maria enquanto Clint e tio Harold permanecem sérios, fitando Steve de cima a baixo parecendo estarem "avaliando o partido". Se eles soubessem sobre os gostos singulares do loiro ao meu lado...— Oi para todos! – diz Steve com sua voz firme, pegando na mão de tia Edith e depois na de tio Harold.— Olá, rapaz. – cumprimentam os dois separadamente. — Oi. – Maria aperta a mão de Steve após Derek fazer o mesmo.— Olá, Barton. – Steve se direciona a Clint, que lhe lança um sorriso fechado. — Como vai, Sr. Barton? Está melhor?— Oh, sim, sim. Obrigado, Sr. Rogers. – tio Harold assente com a cabeça.— Natasha me disse sobre sua ida para San Francisco e a cirurgia que fará por lá. Espero que ocorra tudo bem.— Obrigado mais uma vez. O senhor é muito gentil. — Não precisa agradecer. – Steve assente com a cabeça e me abraça de lado.— Ahn... mãe, estou com fome. Vou até a lanchonete com Derek, certo? – Maria interrompe olhando para tia Edith.— Sim, querida. Vá, sim. Tem dinheiro?— Sim, mãe, eu tenho. – ela sorri. — Ah, sim. Natasha?— Oi.— Já que não foi ao hospital ontem, perdeu a notícia que iria dar.— Ér... desculpe, Maria. Houve um... imprevisto. – coro ao me lembrar do tal "imprevisto" que tive, o que resultou em balanço erótico, cordas ao redor de meus pulsos e Steve estocando seu membro para dentro de mim com força enquanto puxava meu cabelo. — Pode dizer agora?— Claro! – ela pega na mão de Derek e troca carinhosos olhares antes de voltar sua atenção para mim. — Eu estou grávida!— Oh! – exclamo surpresa e feliz por ela e por Derek, pois sei que estavam tentando há mais de dois anos. — Parabéns, Maria! – não me contento em não abraçá-la. — Obrigada!— Parabéns para você também, futuro papai. – brinco com Derek, que sorri.— Obrigado, Natasha. Estávamos ansiosos para que acontecesse.— É, eu sei. Fico muito feliz por vocês dois!— Parabéns aos dois também! – a manifestação de Steve me deixa alegre e orgulhosa.— Obrigado, Sr. Rogers. – Derek agradece após Maria.— Podem me chamar de Steve.— Certo. Steve. – Maria sorri.— E está grávida de quanto tempo? – pergunto.— Oito semanas.— Nossa! Já?— Sim. Comecei a sentir enjoo na semana passada. Só então... ér... percebi que minha menstruação havia atrasado e decidi comprar testes de farmácia.— Estou realmente muito feliz por vocês! – olho para o casal à minha frente. — Por toda família!— Obrigado, Nat. – Clint sorri e eu coro por notar o olhar feroz de Steve.— Clint, pai, mãe, vamos comer? Saímos de casa sem tomar café e nosso voo sairá logo.— Certo, certo. Natasha, querida, temos que ir agora. Até mais, minha filha. Sentiremos saudades de você. – tia Edith me abraça.— Também sentirei, tia.Saio dos braços de tia Edith e abraço cada um, deixando Clint por último. Ele sorri para mim antes de me puxar para um "abraço de urso", esfregando os nós de seus dedos em minha cabeça.— Ah, menina... são anos de amizade! – exclama já com um sorriso saudosista no rosto. — É a minha melhor amiga, Nat. Sempre foi.— Você também, Clint. – sorrio para ele. — Foi o primeiro amigo que fiz assim que cheguei aqui. Nunca me esquecerei de você. – eu me esforço para não chorar.— Nem eu de você, baixinha. – ele me faz revirar os olhos e sorrir. — Tchau, Nat. Eu amo você.— Também te amo, Clint. – eu o abraço mais uma vez ouvindo Steve respirar fundo. — Agora vá. Não quero que viaje com fome e passe mal no avião estando a quinhentos mil pés do chão! – Clint ri de minha fala.— Como é exagerada...!— Eu sei. – falo. — Vai. E me ligue para avisar sobre a cirurgia do tio John.— Pode deixar. Ligo, sim.— Okay. Tchau, Clint. Boa viagem! Ah! Ligue também para avisar que chegaram bem lá.— Mais alguma coisa? – ergue suas sobrancelhas.— Não... por enquanto. – ele sorri junto comigo. — Tchau, Clint.— Tchau, Nat.Clint se afasta lentamente com passos calmos porém firmes, seguindo sua família que está na fila da lanchonete.Viro para Steve, suspirando e notando sua expressão emburrada.— E aí? Vamos? – pergunto e ele assente.— Sim. – pega minha mão.— Steve? – chamo.— Diga.— Está tudo bem?— Está, Natasha. – afirma e olha para mim. — Vamos logo. Tenho que trabalhar.
Notas finais
Link que não abriu no capítulo:
Quarto² --> http://mylifestyle.com.br/wp-content/uploads/2015/02/christian-grey-anastasia-steele-quarto.jpg
Clint disse "bye bye" pra Nat... :/
Ai, gente. Eu tinha que colocar Jim Carrey na fic hahahaha eu AMO esse ator principalmente por causa dos filmes "O Máscara", "Ace Ventura - um detetive diferente" e "Ace Ventura 2 - um maluco na África" *u*
Sobre o verbo "estorvar", quem nunca ouviu falar, existe. É que minha amiga e eu somos MUITO fans de Chaves. A gente ama!!!! E eu queria colocar uma coisa engraçada no capítulo, aí, no meio da cena do aeroporto, ela me deu essa ideia. O nome da minha amiga é Helena, no Nyah!, ela tá com o nome de Bad Blood. Aqui está o link do episódio de Chaves que tem o verbo "estorvar": https://www.youtube.com/watch?v=J-wKmMOEajk (ASSISTAM)
Mas, e aí? O que acharam do capítulo? Gostaram? Vão comentar? Espero que sim
Obrigada pelos 626 comentários, 158 acompanhamentos, 6 recomendações, 68 favoritos e 13.833 visualizações ^^
Please, acompanhem, favoritem, recomendem e comentem :3
Beijocas!
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