Notas iniciais
Babies!!!! Antes de tudo, quero agradecer pelos 534 comentários, 151 acompanhamentos, 65 favoritos, 6 recomendações e 11.917 visualizações! Também quero dar boas vindas aos novos leitores, mesmo que os mesmos não comentem. É, eu vi que ganhei novos leitores. Por favor, galera, botar um simples "gostei" ou, até mesmo, "não gostei", não vai fazer deus dedos caírem :3 Anyway... o capítulo de hoje é totalmente dedicado à sexromanogersceci, que me deu a enorme felicidade ao recomendar a fic. Muuuuito thanks, lindoca!!!! Bom, aproveitem, perdão por qualquer erro de digitação e, please, LEIAM AS NOTAS FINAIS. Preciso conversar com vocês e esclarecer algumas coisas... Tradução do capítulo: Mimos

Entro em casa e fecho a porta, caminhando lentamente até o sofá com um sorriso espalhado por meus lábios, que só aumenta a cada lembrança minha com Steve. Deus... será ele o príncipe com quem tanto sonhei? Príncipe? Um príncipe sadomasoquista? Só mesmo você, Natasha, para acreditar em uma coisa dessas.

— Nat?

Meu sorriso se desmancha e eu me limito em morder o lábio enquanto viro o rosto e encaro Rebby.

— Rebby?

— O que faz aqui? – ela caminha até mim com os braços cruzados.

— Ér... eu que te pergunto isso! Pensei que estivesse fora.

— E por quê? Sabe que ninguém trabalha hoje. – minha amiga sorri e eu coro. — Mas e você? Onde passou a noite? Fiquei esperando meus tecidos. – Rebecca levanta uma de suas sobrancelha e me encara com sarcasmo.

— É, eu sei. – coro e me deito no sofá. — Mas você pediu uma coisa em um dia impossível de eu conseguir!

— Você nem me ligou.

— Tive um contratempo.

— Contratempo? – indaga ao rir. — E se chama Steve Rogers?

— Ér... o-oquê? – arquejo surpresa. — Do que está falando? Como você...

— Achou mesmo que eu não suspeitaria?

— Eu...

— Terry disse que você e um amigo chamado Steve o levaram para casa.

— Meu Deus! – eu me sento no sofá indignada. — Você recorreu ao Terry, uma criança, para me inspecionar?

— Você não voltou para casa e eu fiquei preocupada! – ela tenta se defender.

Quando Rebecca quer ser intrometida, ela consegue! E consegue muito bem! Steve me disse para eu não falar sobre nosso relacionamento com ninguém, eu assinei papeis sobre isso... oh, Deus!

Que tipo de relacionamento é esse que temos? Se é que temos algum. É, menina. Não gosto muito desse rapaz, mas ele realmente te quer! E de todas as formas possíveis e impossíveis. Okay, Little Red. Eu sei. Não precisa me lembrar.

— Nat? – Rebby se senta no sofá e põe meus pés sobre suas pernas.

— Sim?

— Tudo bem? – ela sorri enquanto me analisa. — Parece meio... não sei... diferente.

— Eu me sinto diferente. – revelo antes de ficar de pé.

— Oh, meu Deus! – ela exclama com uma risada. — É claro que sente! Foi bom?

— Rebecca! – eu a repreendo a caminho do quarto.

— Você gostou? Você deixou?

— Não fizemos nada do que eu não quisesse. – eu a tranquilizo enquanto abro meu armário.

Ainda, mas o Quarto da... Shiu, Little Red!

— Quis? – Rebby me fita seriamente. — Jura?

— Sim! – mordo o lábio à procura de uma roupa confortável. — Foi uma noite muito boa. Só isso que te digo.

— Sorte dele que tenha sido! – minha amiga leva as mãos à cintura num gesto protetor, o que me faz rir. — Olha, sua mãe te ligou pela manhã toda. Melhor ligar para ela.

— Minha mãe? – vou até minha bolsa na sala e pego o celular. — Descarregou! Merda!

— Ela disse que tentou ligar, mas só dava na caixa postal. – explica Rebby. — E eu também tentei.

— Ah... – abaixo o olhar envergonhada. — Vou ligar para ela. Pode me emprestar o seu?

— Aqui. – Rebby me estende seu Iphone. — Também já empacotei a maioria de nossas coisas nessa manhã. – responde.

— Voltou tão cedo para casa assim? – desvio o olhar para Rebby rapidamente enquanto disco o número de mamãe.

— É. Sam vai sair com o pai e eu acho que é um momento deles. Eu não tinha que me meter agora. – assinto com sua explicação. — Enfim, eu empacotei bastante coisa. Deixei apenas algumas louças para comermos. Minhas roupas também já estão nas malas.

— Certo. – ouço as chamadas tocando. — Vou falar com a minha mãe rapidinho e te ajudo a empacotar o resto.

— Tá bom.

Alô?

— Mãe? – paro de falar com Rebby e me dedico a dar atenção a mamãe. — Oi, mãe. Sou eu. Natasha.

Oi, filha! Eu tentei falar com você ontem, mas...

— É, eu sei. Desculpe, mãe, estava ocupada com uns assuntos. – reviro os olhos e sigo para o quarto ignorando as piadas de Rebby. — O que foi? Aconteceu alguma coisa?

Não, não, querida. – diz. — Apenas liguei para saber qual dia será a sua formatura.

— Semana que vem. – respondo animada. — Começará às nove da manhã.

Ah, sim.

— Você vem, não é?

Claro que vou, Natasha! Sua irmã, Robert e eu estaremos aí muito orgulhosos de você!

— Obrigada, mãe. – sorrio. — A vovó e a tia Kim também virão?

Não, meu bem. Sinto muito. Kimberley terá que acompanhar mamãe em uns exames.

— Ah... mas a vovó está bem, não está?

Sim, querida. São apenas exames rotineiros.

— Hmm... e o Sebastian?

Ficará. Desculpe, querida, ele preferiu ficar com a mãe. Mas disse que vai te ligar.

— Okay. Certo. – murmuro um pouco chateada. — Já estou com saudades, mãe.

Também estou. Mas não se preocupe. Irei te encher de carinho e beijos, querida. E presentes.

— Presentes? – respiro fundo ao sentar na cama. — Não precisa gastar mais dinheiro.

Ora, Natasha, pare! Você merece! E estou muito feliz por saber que vai se mudar logo daí. Eu acho meio perigoso.

— Mãe, qualquer lugar para morar é perigoso. Manhattan não será diferente, principalmente se tratando de Nova York!

Natasha, filha, entendeu o que eu quis dizer. E, como você mesma acabou de dizer em outras palavras, Nova York é cheia de crimes. Minha vontade era que viesse morar aqui em Los Angeles. Ah, filha, você iria adorar! Faz sol todos os dias, as ruas são alegres, celebridades passam por nós a cada...

— Pela milésima vez, mãe, eu não quero ir morar em Los Angeles. – digo impacientemente.

Mas por que não?

— Porque eu quero morar aqui! Nova York é um excelente centro de trabalho e o estágio que pretendo conseguir fica em Manhattan.

Natasha, esse meio da Psicologia é difícil! Os aluguéis dos consultórios são caros. O que pretende fazer? Vai comprar um imóvel?

— Sabe que não tenho condições de fazer isso, mãe. Ao menos não agora. – rebato num muxoxo.

Exatamente! E então o quê? Vai trabalhar em escolas?

— Chega, mãe! A vida toda fiz o que você me mandou. A vida toda! Agora é a minha vez de fazer o que eu quero.

Mas você tem que entender que...

— Tenho que desligar, certo? Depois nos falamos.

Nat...

— Quando me mudar para Manhattan, eu ligo e aviso para já ir para lá. Tchau.

Não aguardo pela resposta de mamãe. Apenas encerro a chamada e jogo o celular para trás, deixando-o quicar sobre o colchão macio da cama até finalmente cair em uma só posição.

Encaro o teto e mordo o lábio com remorso pela discussão que tive com mamãe. Sei que ela quer o meu bem e que está pensando em mim, mas não tem o direito de querer me fazer desistir de meu sonho.

— Nat?

Levanto a cabeça para Rebby, que está encostada na porta de meu quarto.

— Oi...

— Oi. – ela arrasta as solas de suas sandálias até mim. — Discutiu com a sua mãe?

— É. – Rebby se deita ao meu lado. — Você ouviu?

— Uhum. – assente. — Desculpe.

— Você sabe como a minha mãe é. – sorrio fracamente e Rebby me acomapanha. — O que é isto? – aponto para um envelope que está em suas mãos e logo sinto um suor frio se espelhar por minha nuca.

— Estava perto da sua bolsa no balcão. – Rebby dá de ombros. — Não sabia que a correspondência já tinha chegado. Deixa eu...

— Ér... não, não. – pego o envelope rapidamente de suas mãos antes que Rebby o abra. — Não é a correspondência.

— Não? – ela arca com uma sobrancelha.

— Não. Ér... são só... só umas anotações minhas para montar um currículo.

— Ah, sim. – ufa! Rebby parece acreditar! — Já comeu?

— Acho que posso comer de novo. – sorrio com sua oferta.

— Okay. Vou tomar um banho e preparar uma gororoba para gente.

— Certo. Enquanto isso eu vou arrumando algumas roupas nas malas.

⚫⚫⚫

Dois dias depois

— Alô? – atendo ao celular e esfrego meu tornozelo com a mão esquerda após ter batido na cama.

Natasha?

— Steve! – sorrio alegremente. — Oi!

Oi. Tudo bem?

— Sim. – aspiro mais uma vez o ar ainda sentindo o local da pancada me incomodar. — Como você está?

Bem. E você? Parece ofegante...

— É. É que eu estou arrumando as coisas para a mudança. – eu me sento no chão. — Os caminhões já estão aqui embaixo pegando nossas coisas para levarem para Manhattan.

Ah, sim. Vai atrapalhar se eu for até aí?

— Não! É claro que pode vir! Estou com saudade. – admito timidamente.

Também estou. Quero ver você.

— Quer? – indago corando. — Então venha!

Eu vou. – Steve afirma com convicção. — Mas e aí? Como está se sentindo?

— Eu... eu acho que bem. – estranho sua pergunta. — Por quê?

Pensei de ainda estar dolorida.

— Ah! – meu rosto esquenta quando entendo seu intuito. — Não. Quer dizer, um pouco. Mas não é quase nada.

Que bom! – Steve parece sorrir e meu coração se expande. — O que fará mais tarde depois da mudança?

— Não tenho planos de nada, Sr. Rogers. – digo e ele inspira pesadamente.

Bom saber que não tem planos, Srta. Romanoff! Assim posso dar um jeito de te arranjar algo para fazer! – aperto os lábios um contra o outro ao formar um tímido sorriso em meu rosto.

— Também me parece uma boa ideia, Sr. Rogers.

Releu o contrato? Avaliou as ideias?

— Eu ainda não tive tempo de ler tudo, mas juro que vou.

Natasha, preciso da sua resposta. Até que parte você leu?

— Até as obrigações da submissa.

Termine logo de ler, por favor. É importante que eu saiba se você aceita ou não.

— Eu entendo. Mas preciso de mais um dia. Espere até Rebby e eu nos mudarmos. Disse que respeitaria o meu tempo. – relembro e Steve suspira.

É. Tem razão. Está bem. Ahn... o que acha de irmos jantar amanhã?

— Jantar? Amanhã?

Terei que esperar por mais dias para ficar inteiramente com você, Srta. Romanoff?

— Não, Sr. Rogers. – mordo o lábio num sorriso travesso. — Mas pensei que jantares estivessem fora de cogitação.

Bom, você ainda não assinou o contrato. – Steve diz em tom de brincadeira. — Então ainda não está valendo.

— Ahhhh, sim. – assinto ao ouvir a campainha tocar. — Espere um pouco.

Afasto o celular da orelha e me preparo para atender quem está no corredor. Penso em ser algum homem da mudança relatando algum problema. Porra! Será que quebraram alguma coisa? Puta que pariu!

Levo um susto quando abro a porta e encaro um rapaz moreno e mediano que está à minha frente. Não estou lembrada dele ajudando a equipe da mudança. Será que trocou de posto com alguém?

— Pois não?

— Ahn... boa tarde! É a... Srta. Romanoff? – pergunta após checar ler em sua prancheta.

— Sim. Em que posso ajudar?

— Entrega. – ele me estende uma pequena caixa de papelão embrulhada em papel de presente vermelho.

— Ahn... para mim? Mas o que é isso? – levanto a caixa na mão livre.

— Bom, segundo meu chefe, é um novo Iphone. O último lançado recentemente. – o jovem moreno sorri. — Parabéns!

Engulo seco enquanto arregalo os olhos. Steve...!

— Ér... tem certeza de que entregou no apartamento certo?

— A senhorita não se chama Romanoff? – ele enruga seu cenho ao voltar a olhar algo na prancheta.

— Sim. Mas eu não pedi...

— Então está certo! Pode assinar aqui, por favor? – aponta para a linha pontilhada no final da página enquanto me estende uma caneta.

— Claro! – digo após bufar e revirar os olhos.

— Okay. Obrigado! Tenha um bom dia!

— Igualmente. – fecho a porta e reviro os olhos mais uma vez antes de voltar a falar com Steve. — Oi.

Oi! E aí? Gostou?

— Ah! Então você ouviu?

Claro! E então? Gostou ou não do presente?

— Presente? Steve, fala sério!

Hmmm... tenho a sensação de que revirou seus olhos para mim.

— Ér... – mordo o lábio em desafio. — Quer saber? É! É, eu revirei, sim! E você merece!

Natasha, cuidado...

— Você me deu roupas novas, um conjunto de brincos e colar de ouro de rubis, livros caros e propostas de emprego... e agora me dá um celular? Ainda por cima um que ainda nem chegou às lojas? É demais! Só falta me dar um carro ou uma casa mesmo!

Não me tente. Estou pensando seriamente em fazer isso e resolver seu problema maior: o carro que você diz ter, mas não tem.

— Steve...

Natasha, por favor, aquilo que você chama de "carro" não é um carro.

— Não vou entrar nessa discussão com você de novo. Meu fusca é perfeitamente capaz...

— ...de derrapar pela estrada por ser tão velho.

— Tá, que seja, Steve! Eu estou falando sério. Você não pode...

Também estou falando sério.

— Steve!

Antes de você surtar comigo, por favor, escute: eu te dei o celular porque você me disse que o seu está antigo e muito ruim. E precisamos manter contato.

— Tá, mas não precisava. Eu tenho e-mail e poderíamos nos falar por lá. Inclusive era o que tínhamos combinado.

Natasha, eu quis te dar esse presente. Aceite e para de fazer despeito.

— Não é despeito, é só... – pressiono os dedos contra os cantos dos olhos. — Okay. Certo. Eu aceito seu presente, mas chega! Só isso e chega!

Se aceitar ser minha submissa, não parará por aí.

— Mais um motivo para eu pensar bem.

Natasha, aceite ser minha. Por favor. Nunca quis tanto, nunca desejei tanto uma mulher em minha vida assim como eu te desejo.

Não consigo responder nada em troca. Suas palavras me atingem como um tiro no coração. Assim como o poder da pólvora e do fogo, elas me tiram o ar e me fazem sangrar por dentro.

Se Steve me quer tanto assim, se me deseja tanto como diz, por que precisa ser nesses termos? Ainda não me esqueci sobre seu surto. Ele levou palmadas também! De quem? Quando? Por quê?

Natasha?

— Oi. – respondo baixinho. — Ér... eu... preciso desligar. Tenho que ajudar Rebecca aqui.

Está bem. Também tenho que desligar agora, meu bem.

— Okay.

Preciso adiantar algumas coisas no trabalho, já que daqui a pouco não estarei aqui.

— E aonde você vai?

Ué! Irei te ver.

— Ah!

Fique sabendo que passarei na sua casa ainda hoje. E esteja pronta para me receber, Srta. Romanoff.

— Esperarei ansiosa, Sr. Rogers.

Até mais, linda.

▪️▪️▪️

Olho para meu relógio de pulso e bufo. São sete e trinta e sete da noite. Faz apenas trinta minutos que Steve saiu e eu já estou inquieta.

Com meu simples roupão cor de rosa em volta de meu corpo nu após ter saído do banho, eu me concentro em arrumar alguns livros na estante da sala de estar do novo apartamento.

— Nat?

— Sim?

— Vou sair. – Rebby me faz virar para trás.

— Aonde você vai? E por que está vestida assim? – checo suas roupas de cima a baixo.

— Tenho um encontro com Sam.

— Outro? – Rebby me devolve o sorriso que lhe lanço.

— É. Sei lá... acho que está dando certo.

— Fico feliz por você! – ela cora com meu comentário.

— Não me espere, não sei se virei para casa. Certo?

— Certo, mas...

— Não se preocupe. Eu estou levando roupas e outros objetos necessários comigo, caso acorde em outro lugar. – Rebby levanta sua bolsa rosa na mão. — Tchau, Nat!

— Tchau, Rebby! Divirta-se! – ela sorri e me sopra um beijo antes de sair.

Suspiro, voltando a arrumar os livros na estante com uma mão enquanto termino de tomar água segurando o copo de vidro com a outra. Ao pensar no encontro de Rebby, eu me lembro de Steve.

Não que eu não esteja feliz com ele, mas eu gostaria de mais. Mais demonstrações, mais carinho, mais encontros... eu queria um relacionamento de verdade! Um mais por inteiro!

Fechando os olhos e respirando fundo, eu me pego pensando em nossas conversas. Em todas as coisas que ele me disse, que fez comigo... tudo ainda é tão novo, mas já parece tão conhecido. Sinto que Steve é o príncipe que sempre sonhei. Menina, já te disse que ele não é... Eu sei, Little Red. Mas isso é para você! Para mim ele é.

Bufo, pegando meu novo telefone e encaixando o cabo dos fones de ouvido na abertura, logo depois começando a apreciar a música Sugar. Reviro os olhos devido a isso lembrando do presentinho de Steve.

Ao me virar para pegar mais livros na caixa, tenho uma surpresa terrivelmente agradável. Com o susto, acabo derrubando o copo que carrego nas mãos. O barulho do impacto do vidro me faz pular mais uma vez. Apressadamente, arranco os fones de ouvido e ponho o celular em uma prateleira qualquer da estante.

— Steve!

— Srta. Romanoff! – Steve vem até mim com um sorriso malicioso no rosto após fechar a porta. — Por que sempre que me vê acaba tomando um susto?

— Ér... – murmuro sem voz. — O que faz aqui? Pensei que tivesse ido para casa descansar.

— E fui. Na verdade, eu desci para pagar os caras da mudança. E até ia para casa, mas não consegui me segurar.

— Não conseguiu se segurar? Como assim? Quer ir ao banheiro?

— Quis te tocar de novo. – revela com uma risada. — Ahn... tudo bem por aqui?

— Ah, sim. Estava só terminando de arrumar os livros.

— Entendo. Agora responda ao que eu perguntei.

— E o que você perguntou? – indago curiosa.

— Por que sempre se assusta quando me vê?

— Não é sempre! – rebato baixinho. — É só quando aparece assim, de surpresa! A propósito, como conseguiu entrar? Rebecca abriu para você?

— Qualquer um pode entrar, já que você nunca passa a trinca. – desta vez, seu semblante está sério e repreensivo. — A porta estava aberta.

— Ér... que... Rebby não deve ter batido com força. E eu...

— Isso não é desculpa. – Steve assopra o lado esquerdo de meu pescoço. — Você está nua, apenas com esse roupão te cobrindo. – um beijo estala a pele de meu ombro. — Poderia ser outra pessoa entrando aqui. Talvez, um outro homem... – dedos longos acariciam minha barriga arrepiada.

— Bom, eu sei, mas também nunca espero que homens ricos e controladores estejam interessados em invadir minha casa. – afasto Steve de mim e caminho até a cozinha, mas ele me puxa pelo braço e meu corpo se choca contra o seu.

— Está muito engraçadinha, Srta. Romanoff. – novamente sua mão se enfia por dentro de meu roupão e desliza os dedos em minha cintura. — Talvez precise de um castigo.

— Um castigo? – uma sensação quente e formigante passeia por meu corpo, descendo e se concentrando .

— É. – Steve me empurra para o chão e se deita em cima de mim, afastando cuidadosamente os cacos de vidro espalhados à minha esquerda. — Que tal umas palmadas?

— Palmadas?

— Quietinha. – sussurra ao prender meus pulsos contra o chão.

— Steve...

— Quieta. – repete após me virar levemente de lado e dar uma palmada em minha bunda. — Vou te proporcionar uma pequena amostra.

— O quê? – indago sem entender.

— Sabe a faixa que está na sua cabeça? – Steve acaricia meus cabelos. — Vou vendar os seus olhos com ela. – avisa com um rápido beijo. — Fique quietinha e me obedeça.

Steve me empurra até o sofá onde me deita de costas. Sorrio e me remexo em excitação, o que me rende mais uma palmada.

— Fique parada. – os dedos de Steve descem a faixa de minha cabeça tampando meus olhos. — Entendeu?

— Sim.

— Sim o quê? – pergunta com mais uma tapa.

— Sim, Capitão Rogers. – digo, corando e sorrindo.

— Bom... – murmura, pressionando os lábios contra os meus.

Steve me beija enquanto desamarra o laço do roupão lentamente, expondo minha nudez à luxúria de sua visão.

Seus beijos descem raspando seus lábios contra meu queixo junto dos vestígios de sua barba que está para fazer. Estremeço, mexendo o corpo no momento que Steve passa as mãos pelos meus seios.

— Quieta, Natasha! – ruge em meu ouvido, parando de me beijar e acariciar.

— Okay. – concordo corada. — É que também quero tocar em você.

— Eu sei. – diz. — Se ficar quietinha, pode me tocar depois que eu terminar o que pretendo fazer.

Coro novamente, sentindo sua boca tornar a beijar a minha enquanto seus dedos circulam e estimulam meu clitóris.

Abro ainda mais as pernas e gemo profundamente contra sua boca, fazendo com o que ar saia de modo áspero do fundo de minha garganta.

— Eu vou te amarrar. – Steve retira meu roupão pelos ombros e segura meus pulsos juntos. — Você vai ficar com os braços para cima, parados, enquanto eu beijo o seu corpo, tudo bem?

— Steve...

— Responda e aproveite. – murmura, pondo meus braços para cima de minha cabeça após amarrar meus pulsos com a corda do roupão. — Certo?

O medo de sentir dor ainda é presente. O receio de me machucar não só fisicamente mas também sentimentalmente não me abandona. Mas o prazer e luxúria estão na mesma, sempre juntos comigo. E ambos parecem florar ainda mais quando Steve está por perto me tocando, falando ou até mesmo olhando para mim. Mentira! Só de você pensar nele já fica toda assanhada! Shiu, Little Red!

— Certo. – respondo com a voz rouca.

Steve sorri contra a pele de meu peito beijando o local em seguida. Sorrio também, arrepiada e mexendo os braços junto do corpo.

Seus lábios vão descendo até alcançarem meu seio direito. Seus dentes raspam em meu mamilo enquanto sua boca o beija e o suga, deixando-o ainda mais enrijecido.

Arfo sem forças, pendendo a cabeça para trás e mais uma vez me entregando ao momento.

— Fique com os braços parados, Natasha! – Steve ordena e só então percebo que minhas mãos tinham tocado em seu rosto.

— Desculpe, é que eu realmente quero sentir você.

— Eu sei. Eu sei, mas você não pode agora. Eu deixo depois, tudo bem?

— Promete?

Steve sorri enquanto aproxima seu rosto do meu e me beija calma e profundamente. Ele morde meu lábio inferior puxando-o com os dentes. Sorrio, esfregando o corpo contra o seu.

— Fique parada. – sussurra com a boca pressionada contra a minha. — Teremos que trabalhar em te manter quieta, Srta. Romanoff.

Sua língua rodeia meu mamilo direito enquanto sua mão livre volta a atiçar meu clitóris. Puxo o ar com força pela boca, sentindo seus dedos me proporcionarem cada vez mais prazer junto de seus beijos que passam para o seio esquerdo.

— Steve... – pronuncio fracamente.

— Diga o que você quer, Srta. Romanoff. – sussurra com a boca encostada em minha pele, o que me faz atingir meu primeiro orgasmo quando seus dentes mordem levemente meu mamilo. — Como é sensível, Srta. Romanoff...

— Steve, Steve, por favor...

— Por favor? – ouço o barulho de sua calça sendo tirada e, logo em seguida, algo parecido como embalagem sendo aberto. — Por favor o quê?

— Você. – mordo o lábio. — Você, Capitão Rogers. E sem camisa. – exijo ainda percebendo o tecido de algodão roçar em minha pele.

Steve sorri e afasta de mim por breves segundos. Constato que seja pela retirada da peça de roupa e, quando penso em perguntar, seus lábios voltam a trabalhar por meu corpo, beijando profundamente o vale de meus seios enquanto Steve desliza seu membro coberto pela camisinha para dentro de mim.

Abro a boca em um formato de "oh", sentindo suas profundas e fortes estocadas dentro de mim. Meu canal ainda protesta com a intrusão. Ainda sinto um leve desconforto e queimação me atingir, mas nada comparado à minha primeira vez.

Steve sobe os braços e segura meus pulsos, retirando seu membro de dentro de mim e virando meu corpo bruscamente. Ele me posiciona de barriga para baixo contra o tecido do sofá, fazendo meus fracos joelhos servirem de apoio para meu peso.

Uma forte e audível palmada é desferida em minha bunda — que está empinada devido à posição que Steve me pôs — e, logo depois, uma aguda — porém boa — dor me atinge enquanto seu membro volta a me penetrar.

Minha garganta expressa gemidos roucos e fracos enquanto Steve grunhe de prazer. Ele aperta ainda mais meus pulsos com uma mão só enquanto com a outra pressiona minha nuca suada.

Suas estocadas ficam cada vez mais fortes, cada vez mais profundas. Deus... Deus, como isso é bom! Com mais de suas rústicas investidas, atinjo mais um orgasmo, caindo fracamente do alto do céu e nunca chegando ao chão, apenas perdida no ar.

Steve também parece atingir o seu, pressionando seu peito nu contra minhas costas suadas. Coro, sentindo seu pênis "pesar" dentro de mim antes de amolecer gradativamente.

— Ah, Srta. Romanoff, como você é gostosa... – sua voz está carregada de luxúria enquanto ele bate em minha bunda mais uma vez.

Seu membro desliza para fora de minha intimidade e Steve estala novamente a pele macia e sensível do lado direito de minhas nádegas, beijando o local do tapa em seguida.

Sua saída é rápida e escorregadia. Minha intimidade lateja com um pouco de desconforto. Acho que voltarei a ficar dolorida na região dos quadris, mas com certeza terá valido a pena!

— Pode tirar a faixa, Srta. Romanoff. – diz, mas me sinto tão fraca que nem tenho forças para me mover.

Steve se senta atrás de mim e me puxa para seu colo enquanto desamarra meus pulsos. Logo em seguida, sobe a faixa por minha cabeça, mas permaneço com os olhos fechados.

— Natasha? – chama e eu apenas sorrio. — Natasha, olhe para mim.

Relutantemente, obedeço apenas para encontrá-lo rindo para mim.

— Já tem uma resposta? – Steve acaricia meus pulsos levemente avermelhados.

— Resposta? Para quê?

— Você sabe. – insiste numa branda onda de irritação. — Vamos lá, Natasha! Aceite ser minha.

— Steve, eu... eu... estou pensando. Precisa entender que é algo a se decidir com calma.

— Eu entendo. – fala. — Mas você vai gostar, Natasha.

— Será... será a única relação que teremos, não é?

— Eu já te respondi isso.

— Eu sei, mas... naquela noite, na sua casa, nós conversamos sobre algumas exceções.

— E eu te disse que não rolaria.

— Por favor. – franzo as sobrancelhas e formo um beicinho nos lábios. — Por favor, só algumas.

Steve suspira lentamente e acaricia meu rosto com sua outra mão.

— Se aceitar ser minha, eu prometo pensar em abrir algumas exceções. Alguns mimos.

— Mimos? – sorrio em ansiedade. — Sério? Quais?

— Bem, como eu disse, se aceitar ser minha e me obedecer, eu prometo que sairemos aos finais de semana.

— Sairemos? Como casais normais?

— Sim. Cinema, jantar, passeios, patinação, compras... você escolhe. O que acha?

— Maravilhoso! – exclamo com um bocejo — Sendo assim, eu... eu... fico mais apta a aceitar.

— Mais apta? – Steve indaga. — Aceite, linda. – suas mãos acariciam meu rosto novamente. — Aceite e verá que tomou uma certa e prazerosa decisão.

— Okay. – volto a fechar os olhos. — Okay, eu... eu vou pensar com mais carinho e atenção.

— Feito. – Steve beija minha testa e enrola o roupão em meu corpo cuidadosamente. — Vamos! Vou te colocar na cama, Srta. Romanoff.

Sou carregada por Steve até o quarto. Abro os olhos notando que as cobertas já cobrem meu corpo enquanto o loiro ao meu lado beija meu rosto.

— Fique. – ele sorri com meu sussurro.

— Vou até a sala pegar as roupas.

Steve volta em rápidos segundos, já vestido com sua cueca e segurando a calça e a camisa nas mãos.

— Deite aqui. – bato no colchão de minha cama.

— Vou ficar até você dormir. – ele parece agitado quando relaxa atrás de mim.

— Por quê? Você pode...

— Tenho trabalho amanhã. – Steve me puxa para seu peito.

— Mas eu pensei que você pudesse...

— Não posso. Terei que trabalhar. No escritório e em casa.

— Mas pode ficar aqui essa noite.

— Não posso. – nega após suspirar.

— Quê? Claro que pode!

— Natasha! – ele exclama tenso. — Eu já te disse. Não durmo com ninguém.

— Ah. – minha garganta aperta. — É verdade. Tinha me esquecido.

— Shhhh, apenas durma. Ficarei até você dormir. – repete antes de beijar meus cabelos. — Durma, pequena Natasha.

Notas finais
Gente, o que eu quero conversar com vocês é um assunto importante sobre a fic. No capítulo passado, que teve Steve dando palmadas na Nat, alguns leitores comentaram que ficaram assustados, que não gostaram, que ficaram surpresos... em fim. Bom, antes de tudo, quero que reconheçam que a fic é Universo Alternativo, ou seja, a única ligação que tem com a MARVEL são os nomes de alguns personagens, mas a personalidade deles é diferente. Anyway... para esclarecer, violência e covardia definitivamente não são coisas que eu quero passar na fic. Realmente, é HORRÍVEL, VERGONHOSO, DESGASTANTE, HUMILHANTE, NOJENTO um homem que bate em mulher. Na verdade, homem que bate em mulher nem homem é. É um merda covarde e fracassado. Mas não é o caso da fic. Sadomasoquismo é uma prática. Uma prática legal. Não é crime. Os dois participantes concordam em exercê-la. Sei que uns que não gostam, assim como tem outros que gostam. Que gostam e que praticam, então devemos respeitar acima de tudo. Desde o início foi avisado que a fic teria Sadomasoquismo, está nas notas da história, então vocês já estavam sabendo o que teria quando começaram a ler. Era isso, amores. E, repito: violência e covardia definitivamente não são os temas que quero apresentar na fic. NÃO SÃO MESMO! Bom, acompanhem, favoritem, recomendem e comentem, please :3 Ah! E... leiam esta fic ROMANOGERS, tá bem legal: https://fanfiction.com.br/historia/667546/I_Just_Want_You/ E esta aqui também que, meu senhor, está me matando *0* : https://fanfiction.com.br/historia/650858/Give_Me_Strength_to_Press_On/ Beijocas!