Notas iniciais
Sweets!!! How are you? Anyway... muuuuito thanks de novo pelos 499 comentários, 146 acompanhamentos, 63 favoritos, 5 recomendações e 11.179 visualizações! Vocês são muito nenéns :D Aproveitem e perdão por qualquer erro de digitação ^^ Tradução do capítulo: Me mostre Ps: leiam as notas finais, tem um aviso e duas perguntas :3

— E então? – lambo os lábios e olho para Steve, que ainda mastiga. — Gostou da variedade russa?

Ele sorri num modo sensual e malicioso enquanto ergue as sobrancelhas. Já eu franzo as minhas não entendendo sua reação. O que será que... oh! Ai, meu Deus! Eu preciso parar de falar coisas que possuem duplo sentido!

— Ér... e-eu me refiro... me refiro ao...

— Ao café da manhã. – Steve me encara com simplicidade. — Não é isso?

Mordo o lábio inferior e sorrio descaradamente para ele. Cretino! Ele sabe muito bem implicar comigo!

— Sabe que sim! – reviro os olhos e mexo as mãos sobre as pernas ouvindo Steve inspirar.

— Você... você acabou de revirar os olhos para mim? – Steve me olha com certa reprovação. Viro o rosto e fito o seu, pondo a ponta da língua entre meus dentes. — E agora está se recusando a me responder? – ele ergue uma de suas sobrancelhas.

— Ér... não, não, eu... – respiro fundo e sorrio, revirando os olhos mais uma vez. — Ah, Steve! Fala sério! – desço do banco e pego meu prato ainda rindo. — E se eu revirei? O que pretende fazer comigo?

Não espero por sua resposta, apenas vou até a pia e deposito o prato lá. Lavo as mãos e as seco no pano de prato, logo depois virando e me deparando com Steve em minha frente.

— Quer saber o que eu pretendo fazer? – Steve se aproxima enquanto eu recuo, mas o espaço é curto e logo bato com a cintura na altura da outra bancada. — É isso o que quer, Natasha? – seus braços me prendem contra seu corpo. — Responda.

— Steve... – pronuncio e ouço sua pesada inspiração.

Uma nova sensação começa a surgir em meu peito descendo por todo o corpo e se instalando em um único lugar. Não é medo, desconfiança, nervosismo ou apreensão. É desejo! Ah!

Um descontrolável e desconhecido desejo que domina meu âmago de forma inovadora. Nossa! Eu quero que Steve me toque, como eu quero que me toque! Mas ele apenas continua a me fitar ainda me deixando encurralada.

— Responda, Natasha. – sua voz me faz reabrir os olhos. — Diga o que você quer, mocinha.

Prendo o lábio entre os dentes e sorrio sensualmente. Steve respira lentamente, parecendo estar se controlando para não tomar uma atitude irracional comigo. Ah! Mas eu quero que ele tome!

— Eu quero que você me mostre. – mordo o lábio mais uma vez com a ousadia que me atinge.

— Quer que eu te mostre? – indaga com a testa franzida. — Como assim?

— Quero que me mostre qual castigo eu mereço. – Steve sorri prazerosamente.

Ele não diz nada em troca. Apenas suspira antes de segurar meu pulso e me puxar para a sala. Meu coração bate acelerado dentro do peito. Estou assustada, sem saber o que virá a seguir. Sem saber se irá doer, sem saber se irei gostar. E o pior: sem saber por que raios quero que aconteça!

— Você está dolorida? – ele espera até que eu assinta com a cabeça. — Certo. Venha aqui.

Ele me puxa mais uma vez antes de me beijar. Uma mão passa por meu rosto enquanto a outra volta a segurar meu braço.

Interrompemos o beijo e Steve me direciona até o sofá antes de se sentar e me deitar em seu colo apenas com um forte e veloz movimento. Meus seios e barriga batem contra suas coxas e eu enrugo o cenho.

Suas mãos levantam a blusa que estou vestindo até a metade de minhas costas antes de suas mãos deslizarem por minhas coxas. As pontas de seus dedos me causam arrepios.

Inspiro e expiro o ar pela boca, fechando os olhos e controlando meus protestos interiores. Sua mão ainda alisa minhas pernas macias e delicadas. O atrito de sua pele contra a minha me transmite calafrios e calor ao mesmo tempo. Ah, Steve! O que você faz comigo?

— Natasha? – abro os olhos e aperto as canelas de Steve com as mãos. — Pronta? – permaneço em silêncio ainda tentando me preparar psicologicamente para tudo isso. — Responda.

— Sim. – minha resposta sai junto de um profundo e rouco suspiro. — Pronta.

Espero pelo ato de Steve com meus olhos fechados fortemente. Enrugo o cenho e pressiono os lábios um contra o outro, receosa pelo o que irá acontecer.

SLAP!

— Ai! – minha pele arde após sua primeira e rustica palmada aplicada em mim, o que faz a dor entre minhas pernas ficar um pouco mais aguda.

— Doeu?

— Sim!

— Perfeito! – exclama ao desferir mais uma, outra, outra, e mais outra, e mais uma outra. Ele não para!

— Aaaaai! – ele bate e eu grito, remexendo o corpo para tentar me soltar.

— Se deixar o medo de lado, você perceberá que não estou te machucando.

Suspiro mais uma vez e fecho os olhos tentando fazer o que Steve me aconselhou. É... é verdade! Sim, sim, sim! Sim, o prazer está em mim. Ele estava apenas escondido dentro do meu medo, mas agora começa a florar.

— Aaaai!!!! – a dor aumenta e, desta vez, Steve me machuca, mas o prazer vem junto. Sorrio e mordo o lábio, aproveitando que Steve não pode ver.

— Esse está sendo seu castigo por ter revirado seus lindos e maravilhosos olhos verdes para mim. – sua voz sai num sussurro rouco e sensual enquanto ele continua a me bater. — Entendeu? – mais palmadas são distribuídas em minhas coxas. Minha pele queima...

— Sim!

Mais sete são dadas. Uma atrás da outra. Sem pausas. Foram palmadas cuidadosas e muito, mas muito prazerosas!

No total, eu as calculo mentalmente: dezessete. O total foram dezessete palmadas. Dezessete longas e firmes palmadas que me causaram dor e prazer descomunais.

Continuo deitada sobre seu colo sem forças para me mover. Steve desce a camisa novamente para o lugar e toca em minhas pernas. O atrito de sua pele com a minha me causa ardência.

Ele me segura fortemente ao me sentar sobre suas coxas.

— E aí? O que achou?

Meu rosto cora e o corpo congela. Mordo o lábio e arregalo os olhos ainda sentindo minha pele queimar contra o tecido de algodão da calça de Steve.

— Doeu. – encaro seus olhos sem medo. — Mas... confesso que estava esperando que fosse doer mais.

— Eu fui cuidadoso. – sua mão acaricia meu rosto enquanto ele sorri docemente para mim. — Se eu não tivesse sido, você não aguentaria nem ao menos estar sentada do jeito que está.

— Está ardendo, Steve. – enrugo o cenho. — Consegue ficar mais doloroso do que isso? – sua expressão convencida é o suficiente para me calar.

— Está ardendo? – ele me observa assentir. — Posso dar um jeito nisso.

— Um jeito? – seus beijos se direcionam para meu pescoço.

— Uhum.

— Qual?

— Terá que sentir para saber. – Steve para de me beijar para encarar meus olhos. — Quer?

— Vai... vai me machucar de novo?

— Não, Natasha! – responde sem paciência. — Eu vou cuidar de você. – suas mãos seguram minha cabeça enquanto seus dedos acariciam os lados de meu rosto. — Nunca, nunca, nunca mesmo, irei te machucar de modo que não possa aguentar. Você entende isso?

Engulo seco mais uma vez. Meus olhos ardem e pesam. Não quero chorar, não quero chorar, não quero chorar, não... ai, droga!

— Shhhhh... – Steve limpa uma lágrima beijando o local pelo qual esta escorreu. — O que foi?

— Você é tão... é tão confuso. – tento controlar meu leve pranto. — Gostaria de poder te entender, entender o porquê disso tudo.

— Não precisa entender nada. – ele me olha com ternura. — Esse é o meu jeito. Fique calma.

— Como quer que eu fique calma com a proposta que me fez ontem à noite?

Sinto que o deixei encurralado. Steve suspira, relaxando os ombros e olhando para mim como se estivesse tentando raciocinar uma resposta dentro de sua mente.

— Você... você é diferente, Natasha.

— Diferente? E por quê? Só porque sou boba, distraída e romântica? – ele retribui meu sorriso. — Ou porque sou desajeitada, ingênua e fraca?

— Não! – Steve dá um forte chupão em meu pescoço. — Não, não é nada disso! Você é... você é linda, meiga, gentil e única!

— Única?

— Também é ingênua e distraída, mas podemos resolver isso. – Steve brinca ao apertar meu corpo em seus braços. — E também permite que eu enxergue e sinta que é apenas minha.

— Apenas sua? – corada, olho para baixo mais uma vez antes de reencontrar sua imensidão azul.

— Sim. – ele segura meu corpo com mais força ao se levantar do sofá comigo em seus braços. — Apenas minha. – agora beija minha orelha enquanto caminha para o quarto.

Sim, Steve. Sim. Sou apenas sua!

▪️▪️▪️

— Vem!

Steve me estende a mão ao notar que a água da banheira já a encheu até a altura certa. Ele diz que está morna e irá acalmar a pele avermelhada de minhas coxas.

— Certeza? – brinco com a barra da camisa que bate abaixo de minha cintura. — Certeza de que... de que é uma boa ideia, Steve?

— Como assim?

— Eu vou ter que me sentar. – aponto para a banheira ainda nervosa. — E pode doer. Não?

— Disse que confiava em mim. – Steve enruga a testa.

— Eu confio, mas não foi você quem levou palmadas. Então...

— Não?

Eu me calo vendo Steve massagear as têmporas com as pontas dos dedos da mão esquerda enquanto fecha os olhos e respira fundo.

O quê? Ele também apanhou? E como acha que ele poderia ter entrado para esse mundo, menina? Alguma influência deve ter tido.

— Steve? – chamo e ele me olha. — Está tudo bem?

— Sim. Vamos para o banho.

— Tem certeza?

— Tenho, Natasha. Vamos. – Steve anda até mim e pega minha mão, mas eu continuo desconfiada.

— Verdade? Pode me...

— JÁ DISSE QUE ESTÁ TUDO BEM!

Meus olhos se arregalam ao ouvir seu grito. O corpo de Steve se vira de frente para mim enquanto ele me responde rispidamente, com o ódio apresentado em seu semblante.

Levo as mãos para trás ao me soltar. Encaro seu rosto, mexendo os lábios para segurar o nó que está em minha garganta. Meus olhos estão ardendo e ficando pesados como quando Steve estava me estapeando na sala. Só que a dor física passa, a da alma, não. E a minha não passará tão cedo. Esse grito que ele direcionou a mim machuca mais do que qualquer tapa que eu possa levar.

— Natasha... – ele suspira e mexe nos cabelos. Lentamente, eu vou me afastando enquanto continuo a encará-lo. — Natasha, não fique assim.

Steve apressa os passos até mim, o que me faz recuar ainda mais. Sei que estou com os olhos arregalados e agora já não consigo controlar saída de lágrimas. Droga!

— Natasha, não tenha medo de mim. – suas mãos acabam me alcançando. Tento me soltar, mas Steve me prende contra seu corpo com cuidado. — Não chore. – sussurra ao limpar minhas lágrimas.

— Você gritou. – acuso com a voz embargada. — Eu só tentei te ajudar, mostrar que pode confiar em mim.

— Sinto muito. – Steve beija minhas mãos e meu rosto. — Não quis te assustar.

— Eu sei que não devo perguntar nada. Desculpe.

— Não. – Steve me faz erguer o olhar para encontrar o seu. — Não se desculpe, Natasha. Nunca. Não por isso. Você é tão... tão doce e... e tão gentil que penso que não serve para mim.

— Estarei sempre com você. – toco em suas mãos. — Nunca estará sozinho, se depender de mim.

— Vamos tomar um banho e depois cuidar dessas pernas? – ele solta um sorriso nervoso com minha declaração.

— Ai! – seu toque me pinica. — Está sensível aí!

— Shhhh, calma. – Steve beija meu rosto delicadamente. — Vamos tomar um banho, mocinha?

— Vamos. – pego em sua mão e deixo que me conduza até a banheira.

— Fique aqui.

Steve para em minha frente antes de se abaixar e passar a mão na água da banheira. Continuo o observando até vê-lo virar seu rosto em minha direção e sorrir.

— Ainda está quente.

Seu corpo volta a ficar atrás de mim após Steve se levantar. Beijos preenchem minha nuca e pescoço enquanto suas mãos fortes e grandes passeiam por minhas pernas, subindo vagarosamente pelo tronco e levantando a camisa.

Dedos ásperos e curiosos começam a soltar os botões que ficam na parte de frente. Gemo, mordendo mais uma vez o lábio enquanto Steve continua a me beijar e despir. O último botão é solto e o frio me arrepia. Olho para baixo e vejo meus mamilos enrijecidos. Ui...!

Suas mãos deslizam pela pele quente e macia de minhas costas. Beijos são depositados no mesmo lugar, fazendo com que meu corpo se delicie sob seu sutil e sensual toque. Minha calcinha é puxada para baixo também e eu movimento as pernas e pés para retirá-la. Voilá! Estou inteiramente nua!

Steve tira sua calça bem atrás de mim e logo está tão nu quanto eu. Sua mão pega na minha e nós dois entramos na banheira juntos, fazendo a água elevar alguns centímetros. Steve se senta primeiro, fazendo um gesto para que eu me vire e faça o mesmo.

Enrugo o cenho ao sentir meus quadris baterem contra o chão da banheira. Au! Isso incomoda um pouco.

Steve passa os braços por minha cintura e me puxa sutilmente para trás, encostando minhas costas em seu peito. Oh! Minha bunda repousa em seu membro. E digamos que o próprio está bem acordado!

— Feche os olhos. – diz Steve ao pé de meu ouvido, passeando com os dedos por meu peito e barriga.

— Por quê? – encosto a cabeça em seu ombro.

— Apenas obedeça.

As mãos de Steve deslizam por todo o meu corpo. Sinto uma textura parecida com gel ser aplicado em meus braços e peito, mas ainda não abro os olhos.

A textura gelada começa a ser espalhada por meu corpo. O cheiro de ervas e amora invade minhas narinas. Sabonete! Steve espalha o sabonete por meus braços, axilas, seios, barriga, pernas, partes íntimas. Um verdadeiro e intenso banho, como se estivesse tirando todas as impurezas da noite anterior.

O passar do sabonete cria espuma. Sorrio ao me sentir uma verdadeira criança brincando na banheira. A diferença? Bum! Eu a noto assim que abro os olhos sob a ordem de Steve.

— Prontinho. – sussurra perto de meu ouvido. — Está limpa, Srta. Romanoff.

— Okay. – murmuro. — Agora eu posso... posso fazer o mesmo com você?

— Não! – viro o rosto e o encaro com uma expressão nada satisfatória, que só piora ao vê-lo rir.

— Do que está rindo?

— De você. – responde sem hesitar. — Fica ainda mais linda quando está brava. – explica ao pegar meu braço. — E isso só aumenta meu tesão, Srta. Romanoff. – sussurra com a voz rouca antes de beijar meu pescoço.

— Ér... mas eu... eu não entendo por que eu...

— Você está dolorida, Natasha. – inicia com um suspiro. — E essas suas lindas e delicadas mãozinhas esfregando meu peito, braços, pernas e outras partes não irão prestar. – sua observação me faz engolir seco e corar. — Não vou conseguir me segurar, vou precisar te foder. E posso acabar te machucando. Entendeu agora?

Oh...!

— Sim – respondo ainda um pouco conturbada. — Ér... sim. Sim, eu entendi. Ahn... bom... eu... e-eu... então.. o que eu faço?

— Pegue o roupão e se vista. – ordena após dar uma audível e demorada risada. — Sairei logo.

— Okay. – levanto e coro ao notar seu olhar estudar cada centímetro de meu corpo.

Esfrego as solas por cima do tapete a fim de secá-las. Ao terminar, ando até a pia e pego um dos roupões brancos, vestindo-o e amarrando a corda em minha cintura.

Viro o rosto e olho para Steve mais uma vez, que sorri docemente ao pender a cabeça para o lado. Meu rosto enrubesce enquanto devolvo o gesto e saio do banheiro.

Deus! Não estou mais em sua companhia e o fogo começa a deixar meu corpo. Fecho os olhos e inspiro o ar com força antes de soltá-lo lentamente. Respire, Natasha. Respire.

Deus! Deus! Quem é esse homem e o que fez comigo? Qual feitiço aplicou em mim? Como? Por quê? O que eu faço? O que preciso fazer?

Balanço a cabeça e fecho os olhos, tentando limpar meus profundos e problemáticos pensamentos. Está aí o motivo de minhas constantes neuras: penso demais!

Passo as mãos pelos cabelos soltando meu coque e introduzindo os dedos entre os fios ruivos. Continuo a desembaraçar os nós com as mãos enquanto caminho até a cama e pego o sutiã. Retiro o roupão e visto a peça agilmente. Coro ao notar que não tenho calcinha para usar. Oh, que vergonha...! Mordo o lábio e visto minha camisa branca, calçando os sapatos em seguida.

Ouço um clique e me viro lentamente. Steve anda até mim com uma única toalha enrolada em sua cintura, deixando à mostra os músculos perfeitamente trabalhados de seus braços, peito e ombros.

— Chuva? – sua pergunta me desperta de meu rápido devaneio.

— Sim. E forte. – olho para o céu mais uma vez através do vidro transparente da janela, vendo a neve cair em abundância. — Como irei para casa?

— Vai para casa?

Sem pensar, viro o rosto e encaro o de Steve. Seus olhos estão cerrados assim como os punhos. Oh, ele está com raiva. Mas o que eu fiz agora? Não disse nada de mais! Eu realmente tenho de ir para casa!

— Sim. Preciso resolver umas coisas. Tenho que ir, Steve.

— Tem? – ele respira fundo ao me fitar atentamente. — Ou quer?

— Steve, para! Eu tenho que ir para casa. – ergo as sobrancelhas e respiro fundo assim como ele. — E sim! Eu quero. – cruzo os braços e saio de perto da janela.

— Natasha...

— Você é tão... tão autoritário! Sabe, eu entendo que goste de ser assim e que tenha todo um propósito nisso, mas eu realmente não consigo entender o porquê. Eu... eu não sou nada sua, ér... ao menos, não ainda. E eu realmente tenho e quero ir para casa!

— Natasha! – Steve aumenta a voz e chama minha atenção. — Não estou dizendo que está presa aqui! É óbvio que pode ir!

— Eu sei que posso. – afirmo indignada com seu controle.

— Não. Não me responda. – ele caminha até mim e pega minha mão. — Não discuta comigo.

— E por que não? Eu ainda não assinei nada. Ainda tenho meu direito de livre arbítrio!

— Natasha! Por favor!

— Se não quer que eu discuta com você, então não diga essas coisas. É abusivo!

— Como eu te expliquei ontem, eu sou Dominador.

— E...?

— Se discutir comigo, isso me fará ter vontade de agir como um.

— Como assim?

— Eu sentirei a necessidade de te castigar. Mas, como acabou de dizer, você não é minha. Não vou poder... não... isso acaba comigo!

— Eu não quero te testar ou... ou te provocar. Apenas preciso ir para casa. E sim, eu também quero. A casa é minha, afinal! Mas, por favor, não pense que... que quero discutir com você, porque isso é a última coisa que quero no mundo, Steve. E não por medo de seus castigos e gritos. – minha declaração o faz sorrir. — Mas por medo de não poder fazer mais isso. – aponto para seu rosto. — Fazê-lo sorrir, poder beijá-lo, abraçá-lo.

Steve apenas sorri e assente assim como eu. Seu rosto se aproxima do meu e Steve beija meus lábios em um gesto profundo e demorado.

— Vamos. – ele interrompe o beijo. — Vou te levar para casa.

— Vai?

— Sim.

— Hmmm...

— O que foi, Natasha? – Steve cerra os olhos para minha.

— Es-estou sem... sem calcinha. – meu rosto explode em infinitos tons de vermelho.

— Não se preocupe. – ele sorri maliciosamente. — Melhor para mim. – murmura perto de meu ouvido.

Oh... como assim?

— O quê? – indago sem entender.

— Que foi? – Steve puxa a toalha de sua cintura.

— Ér.. eu... e-eu... não entendi o que... o que quis dizer. – desvio o olhar de seu membro para o chão. Meu rosto está num verdadeiro incêndio.

— Bom, eu preciso cuidar dessas suas pernas.

— Como assim? – pergunto e Steve enruga seu cenho. — Ér.. digo, eu... eu pensei que... que o banho teria sido...

— Não, Natasha. – ele veste uma cueca. — O banho foi apenas uma etapa, mas o que irei fazer vai ser melhor.

— Ah. – assinto mesmo que ainda sem entender.

— Vem cá. – Steve me puxa pela mão ao se sentar na cama. Mais uma vez, eu me deito sobre suas pernas enquanto ele acaricia minhas coxas.

— Steve, o que você...

— Calma. – ele levanta minha camisa até os ombros. — Hmmm... está tão cheirosa, Srta. Romanoff. – a ponta de seu nariz passa pela pele alva de minhas costas.

— Steve, para. – sinto cócegas com seus beijos. — Steve! – quanto mais tento fugir, mais ele me aperta. Continuo em meu momento de lazer e felicidade rindo como uma criança até sentir algo que me fez corar.

Steve deposita um beijo em minha nádega direita. Mais flashes da noite anterior são repassados.

— O que está fazen...

— Beijando você. – ele desfere beijos cada vez mais intensos e estalados ao descer para as coxas.

Uh... isso doeu! Ai!

— Ai! Você me mordeu!

— Desculpe. – murmura ainda beijando minha bunda. Isso é tão... esquisito! — Não resisti, Srta. Romanoff.

— Okay, Sr. Rogers. – decido entrar em seu jogo e, de certa forma, sei que também está surpreso com minha atitude.

— Você é tão macia... – aperta minha cintura com suas grandes e fortes mãos. — Você é linda, Srta. Romanoff!

— Obrigada, Sr. Rogers. – meus olhos se fecham e eu sorrio timidamente ainda sentindo seus beijos. — Ér... pretende fazer isso até quando? – ele morde novamente. — Ai!

— Tenha só mais um pouco de paciência. – algo parecido com um óleo é despejado na parte de trás de minhas coxas, local onde ele estapeou.

As mãos grandes e fortes de Steve massageiam a pele de minhas pernas e nádegas espalhando o óleo. O aroma de frutas frescas invade minhas narinas e eu me delicio com a sensação.

— Isso é para aliviar a ardência. – Steve explica. — Acho que já está bom. – ele me ajuda a levantar — Aliviou?

— Um pouco. – sorrio ao olhar seus olhos. — Obrigada, Sr. Rogers.

— De nada, Srta. Romanoff. – ele me beija ao ficar de pé também. — Vou vestir uma roupa e te levar em casa. Quer comer alguma coisa antes?

— Não. – digo ainda sorrindo. — Não, não, obrigada.

— Certeza?

— Sim.

— Quer fazer alguma coisa?

— Hmmm... não.

— Vai fazer alguma coisa hoje?

— Não sei. Acho que sim.

— Tipo...?

— Passear com o meu carro. – Steve franze a testa, mas eu continuo. — Sinto falta de...

— Nada disso!

— Por que não?

— É velho e perigoso. – ele me corta firmemente. — Precisa de um novo.

— Um novo? – rio em descrença. — Ficou doido? Não tenho condições de comprar! Já estou cheia de dívidas!

— Como assim? – Steve me encara de modo atento.

— Ér... hmm... empréstimos estudantis. – revelo timidamente.

— Precisa de ajuda?

— Não! – minha voz sai alta e desesperada. — Não, Steve! Não! Jamais deixaria que fizesse isso por mim!

— Natasha...

— Não! – volto a teimar. — E não precisa se preocupar com nada. Meus pais já estão cuidando disso. E eu já estou bastante desconfortável por depender deles. Imagina se fosse com você!

— Tudo bem. – ele ergue as mãos em rendição. — Mas não seria incômodo algum para mim. E nem teria motivos para você se sentir humilhada. Não é vergonha alguma pedir ajuda quando necessário.

— Eu sei. – cruzo os braços um pouco mais calma. — E eu agradeço a gentileza, mas não precisa. E eu estou bem também com meu fusca. Eu curto os clássicos! – bato a perna contra a dele para brincar, mas Steve continua sério.

— Natasha...

— Você não vai me dar um carro novo!

— Veremos. – ele cerra os olhos e sussurra em meu ouvido.

— Como é?

— Vou me vestir. Está ficando tarde. Sente-se, Srta. Romanoff. – Steve aponta para a cama. — Vou pegar uma cueca para você.

▪️▪️▪️

Toda a viagem para casa é confortável e calma. Steve e eu trocamos algumas palavras junto de olhares, sorrisos e beijos quando parados no semáforo.

Ao virar mais uma esquina, noto que chegamos à rua onde moro. Droga... tinha de ser tão rápido?

— Chegamos. – Steve para o carro e puxa o freio de mão.

— É, eu sei. – murmuro a contragosto ao soltar o cinto de segurança.

— Algum problema? – ele me estuda com atenção.

— Não. – digo frustrada. — Só estou um pouco cansada.

— O que fará mais tarde, sem ser andar com seu carro? – Steve sorri interessado.

— Não sei. – respondo também sorrindo. — Acho que talvez alguma saída com Rebby e Miguel. – Steve emburra o rosto e tranca seu maxilar. — Talvez ajeitar as últimas coisas para a mudança. Por quê?

— Eu tenho uma outra ideia.

— Uma outra ideia? – repito rindo junto com ele. — Qual?

— Leia e estude o contrato.

— O contrato?

— Por favor. – ele pega minha mão e beija todos os meus dedos. — Quero muito que aceite, Natasha. Pense.

— Eu vou pensar. – afirmo com convicção em minhas palavras e vontade. — Eu prometo que irei ler e estudar. Prometo mesmo.

— Okay. Espero sua resposta por mensagem. Você tem meu número, então pode falar comigo pelo Whats App. – Steve sorri ao notar que eu rio de sua fala. — É, meu irmão me convenceu de criar. Ah! Também tem meu e-mail. Enfim, você escolhe.

— Ahn... okay, acho melhor o e-mail.

— Por quê?

— Meu celular está muito antigo e travando. Sem espaço para mais nada. – balanço a cabeça em descrença. — O e-mail é melhor.

— Sem problema! Podemos nos falar por e-mail. E você me manda uma mensagem por Whats App depois.

— Depois? – eu rio confusa. — Mas eu já disse que não tenho...

— Apenas isso. – ele beija minha mão mais uma vez antes de soltá-la. — Está livre, Srta. Romanoff. – Steve aproxima o rosto do meu enquanto me puxa para um intenso beijo. — Por enquanto. – diz após separar nossos lábios.

Notas finais
É, neste capítulo, Nat já teve uma pequena amostra do mundo de Steve. E ela pareceu gostar... ( ͡° ͜ʖ ͡°) E vocês? Gostaram? ( ͡° ͜ʖ ͡°) Aviso: Então, gente, para quem lê a fic EVANSSON, não sei quando sairá o próximo capítulo. Eu tinha um foco para a fic, mas vou ter que mudar, então... isso vai mexer um pouquinho na história. Vou fazer o máximo para não demorar ainda mais, mas... sinceramente, não sei quando sai o próximo. Sorry :/ Pergunta 1: Gente, acalmem os corações. É uma pergunta simples, e eu não prometo nada, okay? Então... caso a fic tivesse uma 2ª temporada, vocês leriam? Pergunta 2: Algum de vocês, costuma ler fics originais? Estou com uma ideia de história em mente, e gostaria de saber se... já teria alguns leitores garantidos :3 Era isso, amores. Please, acompanhem, favoritem, recomendem e comentem :3 Beijocas!