I Put a Spell On You 🔞
41 Capítulo 41 — Who are you?
Notas iniciais
— Nossa! Sebastian! Eu... eu... nem sei o que dizer! – ao meu lado, Blake vibra visivelmente emocionada.
— Você mereceu, amor.
Eu me esforço para não sentir enjoo desta cena e me repreendo por não conseguir, ao mesmo tempo em que também me repreendo por sentir. Poxa! Eu estou com o quê? Inveja? Dor de cotovelo? Sebastian e Blake se amam. E você está se mordendo de despeito! Não. Não, não estou. Só queria que Steve pudesse ser como meu primo.
— Ei... – por falar no Diabo... Little Red!
— Oi. – com o rosto quente e corado, viro a cabeça e avisto Steve parado ao meu lado. — E aí? O que achou da música? – ignoro os gritinhos animados que a voz de Blake expressa e me concentro em Steve.
— Muito bonita! Sebastian canta muito bem! E você... – Steve me fita de cima a baixo.
— Eu...?
— Você toca maravilhosamente bem!
Ruborizada, abaixo o rosto, mas logo sinto os dedos de Steve trabalharem em reerguê-lo.
— Não fique tímida. – murmura. — Não precisa ficar assim comigo.
— Bem, obrigada. – encaro o fundo azul de seus olhos e minhas pernas amolecem.
— Comeu mais alguma coisa?
— Não.
— Sabe que não pode ficar sem comer. E eu te vi bebendo.
— Eu sei, mas foi pouco.
— Você esvaziou uma garrafa de bebida, Natasha.
— Tá, mas não fui só eu. Há mais pessoas aqui que me ajudaram a esvaziar.
— Eu sei, Natasha. Mas as outras pessoas não me interessam.
— Eu estou bem. Não estou bêbada.
— É, mas deve comer. Bêbada ou não, não pode beber sem ter nada no estômago.
— Eu tinha.
— Tinha? O quê? Aqueles salgadinhos?
— É...
— E o que mais?
— Me-meu almoço.
Steve suspira e olha para os lados antes de se voltar para mim.
— Natasha, sabe que já deveria ter comido outra coisa faz tempo.
— Ér...
— Vá comer.
Sua autoridade me irrita! Eu quase rasgo as palmas das mãos quando finco as unhas contra estas.
— Sinto muito. Não estou com fome, meu Capitão.
Deixo bem nítido que estou brava e Steve não demora a entender.
— Natasha, chega! – sua voz está firme. — Já entendi que ficou chateada com o desentendimento que tivemos. Mas quero que pare agora. Já passou.
— É, só que, daqui a cinco minutos, você estará agindo da mesma forma! – cruzo os braços e me afasto dele em direção à porta.
O jardim ainda está lotado de pessoas e copos de bebida largados. A música toca tão alto do lado de dentro que até mesmo fora da casa conseguimos escutar.
Gritos e risadas escandalosas também são possíveis de se ouvir. Já estimo que a polícia chegará logo, mas até agora nenhum vizinho denunciou os barulhos estressantes. Eu nem moro aqui e já estou pronta para acabar com isso de uma vez!
Finalmente acho um muro quieto e sossegado na parte de trás da casa. Eu me sento na parte superior e deixo meus pés flutuarem sobre a grama. Uma brisa fria passa por mim, o que me faz tremer ao perceber que não estou mais com meu casaco. Nem lembro onde coloquei.
A discussão com Steve ainda me roda na cabeça. Suas palavras duras, gélidas e cruas. Seu jeito autoritário e inexpressivo de sempre querer resolver tudo à base da ordem e do poder. Já estou me cansando. Isso tudo já está me cansando. O mês está acabando e eu não tenho mais para onde correr. Estou ficando sem saída e meu coração está se apertando cada vez mais.
— Natasha?
Levo um susto quando viro a cabeça e vejo Steve parado ao meu lado. Ele está ofegante e tenso, como se estivesse me procurando já há algum tempo.
— Não quero discutir, Capitão.
— Se continuar com a ironia, nós iremos fazer muito mais do que isso!
Seu tom é rude e duro. Eu me encolho diante de sua frieza, mas não por muito tempo. Estou cansada, porra!
— Não, não iremos.
— Como é? – observo as sobrancelhas de Steve se juntarem. Um V se forma em sua testa.
— Estou cansada. Não quero mais ter que tomar cuidado sempre que abrir a boca. Isso é... isso é desgastante!
— E está cansada exatamente do quê? Todas as vezes em que te repreendi, você sempre disse a mesma coisa. Assinou um contrato no qual não aceita nada do que está lá! O que quer então? Quer romper com o contrato?
— Será que pode esquecer a porra do contrato por apenas um minuto?! – minha respiração obtém um ritmo acelerado e ofegante.
— Não, não posso! E você, será que dá para seguir com o combinado que você decidiu?
— Steve, eu... eu te disse que estou me esforçando.
— Não, você não está, Natasha! Você não me obedece, não aceita os castigos, é irônica... você não está tentando porra nenhuma!
Ele grita e eu penso em recuar alguns passos, mas faço o contrário. Pulo do muro e encosto meu peito ao dele. E não me arrependo.
— Okay, eu admito! Mas você também deve admitir que não é fácil para mim!
— Eu admito! – grunhe. — Mas a coisa toda do contrato é a sua submissão e a minha dominação! E não estamos fazendo isso muito bem! Quer dizer, você não está.
— Eu não estou? Eu me calo, apanho e acato a tudo que você diz!
— A tudo?
— É! Quer dizer, tem coisas que eu... que eu não consigo, mas não é por mal.
— Não? – ele pende a cabeça para o lado ironicamente. Já eu me contento em suspirar para tentar acalmar a respiração.
— Steve, tem que concordar que tem vezes que você extrapola.
Bufando, movo os pés e caminho para longe dele.
— Natasha...
— Eu não quero parar. – a sinceridade e dor pingam de minha fala e Steve mantém o olhar fixo em mim. — Já te disse isso antes. Não quero me afastar de você. Eu quero... quero continuar tentando, mas eu preciso da sua ajuda.
— Só que não é tão fácil assim, Natasha.
— O que não é tão fácil, Deus? – desesperada, ergo as mãos ao ar. — Você procurar me entender? Procurar... procurar ser menos hostil? Por favor! Olha o que você está me fazendo viver. Não está fácil para mim, Steve!
— Eu entendo sua frustração. Mas eu nunca ajudei nenhuma submissa antes. Por que ajudaria você?
Suas palavras me atingem como um soco no estômago, provocando dor e tirando todo o meu ar. O oxigênio está me cercando, mas eu não consigo capturá-lo. Meus pulmões queimam e eu fico roxa, sem ar.
— Natasha? Natasha, respire.
Meu cérebro obriga meus pulmões a funcionar, o que faz com que minhas narinas cooperem. Sinto as mãos de Steve tocarem meus ombros balançando levemente meu corpo.
— Ei? Ei? Calma. – ele deposita um beijo em minha testa. Minhas pernas amolecem e meu coração começa a fazer o mesmo. — Calma. Eu estou aqui com você.
— Steve...
— O que foi?
— Quero ir para casa.. – peço.
— Quer ir para casa?
— Sim.
— Para a casa da sua mãe?
— Sim. – respondo. — Quero ir para a casa de minha mãe.
— Natasha...
— Por favor.
Penso que ele irá gritar e dizer que irá me castigar, mas tudo que Steve faz é assentir e me direcionar de volta para dentro da casa, provavelmente para finalmente acharmos meu casaco antes de partirmos.
▪️▪️▪️
Quando o carro para, eu nem me apresso para sair. Sei que Steve acabará me impedindo se eu tentar. Provavelmente, irá se esforçar para tentar conversar comigo e fazer com que eu durma em sua casa. E, mais provavelmente ainda, eu acabarei aceitando.
— Tenho que ir. – deposito um rápido beijo em sua bochecha e abro a porta. — Boa noite, Fury!
— Boa noite, Srta. Romanoff!
Saio rapidamente do carro e bato a porta antes de correr para a entrada da casa de mamãe. Assim que eu chego aos degraus da frente, sinto uma mão quente envolver meu pulso. Sei que é ele.
— Natasha, espere.
Continuo de costas e Steve continua a me segurar. Os dois parados. Os dois ansiosos. Os dois respirando ofegantes. Os dois... os dois sem saber o que fazer. Diga por si mesma, menina. Obrigada pela força, Little Red!!!
— O que é? – eu me solto de seu toque, mas ainda não me viro para encará-lo.
— Não fique brava.
— Não estou. – empurro o orgulho para o lado e fito Steve nos olhos. — Não estou brava. Ao menos não com você. Pode acreditar.
— Mas você está brava com alguma coisa. – Steve faz uma pausa, mas decide continuar ao ver que eu fico calada. — O que é?
— Comigo.
— Com você?
— É. Estou brava comigo.
— Mas por quê?
— Porque eu não tenho personalidade.
Os olhos de Steve pegam fogo. Resisto à vontade de me afastar. Continuo parada enquanto o encarando. Ele passa as mãos pelos cabelos loiros nervosamente. Putz! Ele está bem puto!
— Natasha, como pode dizer isso?!
— Ahn?
— Você! Como tem coragem de dizer que não tem personalidade? Porra! É o que você mais tem!
— Eu? Não. Uma pessoa com personalidade forte jamais se submeteria a coisas assim. Jamais seria uma submissa, Steve!
— Natasha, as coisas não são por aí. Você aceitou porque... porque quis. Isso já prova que você tem personalidade!
— Pode até ser, mas eu não acabo com isso. Mesmo que me incomode, eu continuo a viver nisso.
— E por que te incomoda?
— Ainda pergunta? – bufo. — Sabe como é... sabe como é sufocante você não poder fazer nada do que quer? Ainda que você me diga que eu bato o pé e me imponho, não faz diferença, Steve! Eu sempre acabo voltando atrás por... por você. – declaro nervosa. — Não tem ideia de como é isso. Não tem ideia... não tem ideia de como é não ter voz.
A raiva sobe por meu corpo. Meu sistema nervoso nunca se encontrou tão abalado como está agora. Meus olhos estão tão cegos pelo ódio que eu nem percebo a respiração de Steve vacilar.
Quando abro a boca para dizer algo, o que ele diz trava todo o ar em minha garganta.
— Está enganada, Natasha. – admite tenso sem me dar espaço para perguntar coisas. — Eu sei exatamente como é viver sufocado no silêncio.
Sua resposta me empurra do alto de um penhasco. Queda livre e sem fim. Ahn? Você sabe, Steve? Como assim? Continue falando, continue falando, continue falando.
— O quê?
— Eu... eu já te disse que também fui submisso.
— Sim, disse.
— Então eu entendo o que sente. O que pensa. O que te prende. Resumindo: sei exatamente como é sufocante, como você mesma disse.
— E, se sabe, por que não para? Por que continua com isso?
— Eu sinto prazer.
— Prazer? Você sente prazer em saber que você provoca nas mulheres tudo o que já te fizeram sentir? Tudo o que já te fizeram passar? – fecho os punhos e me agarro ao autocontrole de não socar Steve. — Como pode?!
— Natasha, eu... eu... não sei explicar. – Steve suspira e parece perdido. — Não tem como eu te dar uma resposta sobre isso. Eu não... sinto muito.
— Silêncio de novo, não é? – indago. — Como sempre!
— É difícil.
— Não, não é. É só você querer.
— Isso não basta.
— Por quê?
— Porque a vida não é feita de querer. É feita de poder.
— E por que não experimenta poder querer? – sinto que o deixo sem falas. — Tentar não torna as coisas impossíveis. Você pode ganhar ou perder, mas saberá que tentou.
— E se eu não quiser?
— Fica por sua conta.
Com uma última olhada, eu desvio de seu corpo parado à minha frente e me encaminho para a porta. Penso em fitar Steve mais uma vez, mas apenas entro em casa e bato a porta.
A vontade de olhar para trás, correr até ele, abraçá-lo e beijá-lo como nunca me dói no peito. Mas a vontade de ignorá-lo e continuar sendo forte também bate contingência em mim. E eu decido deixar que esta vença a contraditória batalha.
▪️▪️▪️
Mas que inferno!!!!! Que bipolaridade é essa que Steve tem? Por quê? Eu não aguento mais isso! Não aguento mais suas repentinas mudanças de humor, elas acabam comigo! Eu me sinto sem mais estruturas para aguentar o que ele me faz passar!
Estou cansada. Exausta. Minha alma pede por socorro. Meu coração apela por resgaste. Minha mente... minha mente implora por um tempo. O meu corpo todo se encontra desesperado por trégua! Trégua, menina? Isso significa se separar de Steve. Separar? Não. Deus! Não! Só de me imaginar fazendo isso, eu já me sinto terrivelmente machucada. Eu o amo demais, Little Red! Não conseguiria.
Ah, é? E consegue lidar com sua bipolaridade? Hoje, ele está gentil. Amanhã, já está hostil. Ou até mesmo no mesmo dia. Por quanto tempo mais irá conseguir suportar toda a dor que ele te transmite? Mas ele não me transmite só dor. Sou feliz com ele. Você não é feliz com Steve, menina. Você tem momentos felizes, mas não uma vida feliz. Ele é bipolar a toda hora, a todo momento. Mas você é sempre a mesma. Ingênua, doce, inocente e assustada.
Monday, you sent me flowers
Segunda, você me mandou flores
Tuesday, made me feel stupid
Terça, me fez sentir estúpida
Wednesday, the world is ours
Quarta, o mundo é nosso
Thursday, we didn’t prove it
Quinta, nós não provamos isto
Friday, fell back in love
Sexta, me apaixonei de novo
Saturday, we didn’t talk
Sábado, nós não nos falamos
Sunday, you said you needed space
Domingo, você disse que precisava de espaço
Do you miss me?
Você sente a minha falta?
Am I crazy?
Eu estou louca?
Am I losing hold of your love, baby?
Eu estou perdendo tudo do seu amor, baby?
Tem razão, Little Red. Nunca sei se Steve irá me beijar ou brigar comigo. Se irá me acariciar ou estapear. Ser carinhoso ou repreendedor. Estar é com ele é como estar em um campo minado. A qualquer momento posso acabar voando pelos ares e me estilhaçar em mil cacos.
Meu coração possui um monte de rachaduras. Todas elas sendo consequências das ações de Steve. Meu relacionamento está... Relacionamento, menina? Qual? Obedecer, servir e ser punida? Chama isso de relacionamento? Por favor, menina, abra os olhos e veja o mundo. Veja quem é Steve Rogers!
E como eu posso fazer isso, céus?! Ele não me permite! Ele não se abre! Steve é como uma tartaruga. Sempre que há algo ao seu redor, esconde-se na casca e ali fica. Não sai para nada. Eu não sou um perigo para ele, pelo contrário. Quero ser sua ajuda. Quero ser quem abrirá os braços e o protegerá quando ele mais precisar. Mas Steve bloqueia isso.
Either you want me or you don’t
Ou você me quer, ou não
I need to know,
Eu preciso saber,
I need to know
Eu preciso saber
Who are you today?
Quem é você hoje?
Will you be the sun or the pouring rain?
Você será o sol ou a chuva torrencial?
Who are you tomorrow?
Quem é você amanhã?
Will you make me smile or just bring me sorrow?
Você me fará sorrir ou só me trará arrependimento?
Who are you gonna be when I’m lost and I’m scared?
Quem você será quando eu estiver perdida e assustada?
Who are you gonna be when there’s nobody there?
Quem você será quando não tiver ninguém lá?
Who are you today?
Quem é você hoje?
‘Cause I am still the same
Porque eu ainda sou a mesma
Preciso saber o que estou enfrentando. Preciso saber quem estou enfrentando. Steve diz que, quando aceitei fazer parte disto, já sabia o que viria. Mas é mentira. Eu sabia o que meu corpo aguardaria, mas não sabia o que minha alma sofreria. Os sentimentos dolorosos não estão no contrato. Em papeis, Steve apenas comunica a respeito das dores físicas. As do coração? Nenhuma palavra.
É difícil você estar numa situação sem de fato conhecê-la. Ao menos, se eu soubesse metade de seu passado...! Por que você faz isso, Steve? Por que é assim? Não precisa ser desse jeito. Oh, meu querido! Eu estou inteiramente disposta a me sacrificar por você e pelo forte amor que sinto por você, mas eu preciso saber se terei seu reconhecimento. Preciso saber se o seu coração irá me dar esta prova de amor.
Você me disse uma vez que era eu quem estava o mudando. Mas eu não vejo isso. Não vejo como nem em quê. Ajude-me a enxergar. Ajude-me a perceber que, por mim, você está aceitando modificações em sua maneira de pensar e agir. Ajude-me a acreditar que, por mim, você esteja disposto a tentar algo novo e diferente. Eu preciso disso, Steve. Eu preciso.
Monday, you had my heart
Segunda, você teve meu coração
Tuesday, you had me screaming
Terça, você me teve gritando
Wednesday, we didn’t part
Quarta, nós não provamos isto
Thursday, you didn’t mean it
Quinta, você não quis dizer isso
Friday, I shook it off
Na sexta, eu sacudi isso
Saturday, you got it wrong
Sábado, você entendeu errado
Sunday, I said I needed space
Domingo, eu disse que precisava de espaço
Do you miss me?
Você sente a minha falta?
Am I crazy?
Eu estou louca?
Am I losing hold of your love, baby?
Eu estou perdendo tudo do seu amor, baby?
Either you want me or you don’t
Ou você me quer, ou não
I need to know,
Eu preciso saber,
I need to know
Eu preciso saber
É tão confuso saber que uma mesma pessoa pode te fazer feliz e ao mesmo tempo também pode te fazer sofrer. É tão triste. Tão... tão diferente. Um paradoxo sentimental. Uma curiosidade a querer ser morta, mas ninguém tem coragem para exercê-la.
Quando pequenos, nós sonhamos com o amor da nossa vida. Imaginamos que será o príncipe encantado. Mas isso não existe. E eu já havia percebido isto antes, mas ao mesmo tempo que percebi também não acreditei.
O pior cego é aquele que não quer enxergar. Este ditado é mundialmente conhecido, Little Red. Mas você não deve repassá-lo a mim, e sim ao meu coração, este teimoso que me faz sofrer feito uma condenada. Bem, seu cérebro e eu já estamos esgotados de tentar lhe fazer entender, menina. De tentar lhe fazer acordar deste feitiço do amor.
É um lindo feitiço de amor, Little Red! Ninguém é perfeito. Steve me enfeitiçou assim como eu o enfeiticei. Menina, acho que o feitiço caiu contra o feiticeiro. Little Red... Não creio mais que tenha posto algum feitiço nele. Pois, se colocou, Steve já conseguiu se livrar. Não, Little Red! Temos de reconhecer que ele mudou. Ao menos um pouco. Um pouco? Natasha, você não pode ter pouco em sua vida. Você precisa de algo justo, concreto e real. É jovem e ingênua ainda. E essa experiência sofrida poderá a transformar em uma pessoa amarga e desacreditada. Não é válido passar por isso e terminar tão sozinha e de mal com a vida.
Não irei, Little Red. Como pode saber? A cada dia que acorda acaba vivendo uma batalha interna entre jogar tudo para os ares e fugir ou se atirar nos braços de Steve e acatar ao seu modo de vida. Seu cérebro e eu não aguentamos mais guerrear contra o seu coração. Estamos todos cansados, inclusive você. Na verdade, principalmente você.
Who are you today?
Quem é você hoje?
Will you be the sun or the pouring rain?
Você será o sol ou a chuva torrencial?
Who are you tomorrow?
Quem é você amanhã?
Will you make me smile or just bring me sorrow?
Você me fará sorrir ou só me trará arrependimento?
Who are you gonna be when I’m lost and I’m scared?
Quem você será quando eu estiver perdida e assustada?
Who are you gonna be when there’s nobody there?
Quem você será quando não tiver ninguém lá?
Who are you today?
Quem é você hoje?
‘Cause I am still the same
Porque eu ainda sou a mesma
It’s so strange how the same face
É tão estranho como o mesmo rosto
Can make you feel so right then bring you so much pain
Pode te fazer feliz e te trazer tanta dor.
It’s so strange how the same face can make you love until it hurts
É tão estranho como o mesmo rosto pode fazer você amar até doer
Ah, coração sofrido e guerreiro, eu entendo o que você esteja passando! Dói, não é? É, eu sei que sim. Dói muito. E o pior é que mesmo doendo continuamos assim. Quando se ama, você não pensa. Quando se ama, você não reflete. Quando se ama, você não age com inteligência. Você só ama, ama, ama, ama e ama. E se ferra também! Muito! Amar é se dar terrivelmente mal. É se foder!
Não diga isso, Little Red! Amar é viver. Amar é sofrer. E a vida não é um mar de rosas. Logo, amar lhe traz dor. Mas é preciso ver se vale a pena, menina. Tem pessoas que não merecem a dor que outras sentem por elas. Um jogo de xadrez. E quem ama sempre acaba sendo morto pelo Xeque-Mate. Concordo, Little Red. Mas o jogo reinicia. E da próxima vez poderá ser a outra pessoa quem fará a jogada final.
Where do we go? I need to know
Aonde nós vamos? Eu preciso saber.
Who are you today?
Quem é você hoje?
Will you be the sun or the pouring rain?
Você será sol ou chuva torrencial?
Who are you tomorrow?
Quem é você amanhã?
Will you make me smile or just bring me sorrow?
Você me fará sorrir ou só me trará arrependimento?
Who are you gonna be when I’m lost and I’m scared?
Quem será você quando eu estiver perdida e assustada?
Who are you gonna be when there’s nobody there?
Quem será você quando ninguém estiver lá?
Who are you today? ‘Cause I am still the same
Quem é você hoje? Porque eu ainda sou a mesma
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