Notas iniciais
Hello!!!!! Olha... estou sendo muito boazinha com vocês. Estou atualizando a fic numa boa frequência. Espero ter reconhecimento nos comentários u.u Bom... capítulo de hoje é TOTALMENTE dedicado à Vincintyr! Obrigada pela MARAVILHOSA recomendação, amor. Foi muito especial lê-la. Espero que goste do capítulo tanto quanto eu gostei da recomendação :3 Anyway... aproveitem e me perdoem se tiver algum erro de digitação. Tradução do capítulo: Nós podemos tentar

Dois calmantes foram o essencial para que eu tivesse uma noite de sono pesado e tranquilo. Caso contrário, duvido que conseguiria fechar os olhos e embarcar na escuridão do adormecimento.

O sol invade o espaço vago que existe entre as bandas das cortinas de meu quarto. Gemendo em protesto, agarro o travesseiro e pressiono contra meu rosto. Pela intensidade do calor dos raios solares, já imagino ser tarde. Mas não me importo. Quero continuar no refúgio da minha cama. Na proteção de meu quarto. Na paz de meus sonhos. Mesmo dopada com a tarja dos calmantes, consegui sonhar com Steve. Sonho. Não foi pesadelo.

Não me lembro de tantos detalhes, mas o que consigo me lembrar já é o suficiente para me fazer sorrir contra a fronha do travesseiro em meu rosto.

Em meu doce devaneio, Steve e eu estávamos no jardim de uma casa de campo. Era primavera e as árvores estavam cheias de flores coloridas e folhas verdes. No gramado, as rosas brotavam da terra. O clima era fresco e quente. Estava gostoso.

Seus beijos eram tão quentes quanto o calor que vinha do sol. Seus braços eram tão acolhedores quanto o leve vento que passava por nós. E seus olhos tão azuis quanto o céu aberto acima de nós.

Não gostaria de ter acordado. Queria continuar com a imagem viva em minha mente. Mas, assim como a gravidade, a realidade dura me puxa para baixo e eu afundo. Eu me imerso completamente na dor real e vivida por mim. Ela é obscura e eu não consigo ver nada. Que merda de mundo real!

TOC TOC TOC

Batidas à porta me fazem descobrir o meu rosto.

— Pode entrar. – murmuro e, no mesmo instante, a porta é aberta.

— Bom dia, querida! – vovó me cumprimenta. — Dormiu bem?

— Até demais! – abro os braços e me espreguiço contra o colchão macio ao bocejar.

— É, percebe-se. Já dará meio-dia.

Pulo da cama.

— Como é?

— Sim. Mas fique calma. Tem algum compromisso, querida? – vovó se senta ao meu lado.

— Não. Quer dizer... ér... não. Não, não tenho.

— Foi o que pensei. Então pode continuar dormindo se quiser.

— Eu sei, mas já descansei bastante. Sebastian está aí?

— Dormiu com Blake. Por quê?

— Nada. – balanço a cabeça e pego meu celular, vendo que tem uma mensagem de Sebastian.

— Está tudo bem, meu amor?

— Sim, está. – desvio a atenção do celular para vovó. — Não se preocupe.

— Já me disse isso antes.

— Eu sei. Mas é verdade. Não precisa se preocupar.

— Mesmo?

— Sim, vó. – impulsiono o corpo para frente e deito a cabeça em seu colo. — Faz carinho em mim?

Formo um beicinho e vovó sorri enquanto acaricia minha bochecha.

— Senti sua falta, meu amor. – seus dedos finos passeiam entre os fios ruivos de minha cabeça.

— Eu sei. – fecho os olhos e me permito aproveitar este momento único. — Também senti, vó.

▪️▪️▪️

Os fios ruivos de meus cabelos estão soltos e limpos. O cheiro de meu shampoo me deixa embriagada. É doce. Gostoso. Tenho vontade de comer. Meu Deus, menina! É tão viciada assim em doces a ponto de querer comer o próprio shampoo? Foi só um jeito de falar, Little Red! É que eu gosto de doces. Então vire um pote de açúcar na boca. Deus...! Minha própria consciência e eu estamos discutindo? É isso mesmo? Bom, também não seria a primeira e insana vez!

Indo até a varanda da casa de mamãe, penduro a toalha molhada no varal e começo a pegar as calcinhas que já estão secas. Solto o grampo de cada uma e os jogo no potinho que fica em cima de um tanque. Realizar tal atividade caseira me anima. Se pudesse passaria o dia retirando as roupas da corda, lavando louça, fazendo comida... Então por que estudou Psicologia? Era só virar diarista. Little Red, tem que debochar de tudo que digo? Ah, mas claro que não! Somente das coisas idiotas que você fala, menina.

Resolvendo interromper a discussão com minha teimosa e grossa consciência, termino de pegar todas as calcinhas e volto para dentro. Escuto risadas leves vindo da sala, mas ignoro e continuo seguindo até meu quarto.

Nos próximos cinco segundos de caminhada, permaneço calma e tranquila, mas perco o ar ao virar a última curva do corredor que dá para as escadas. Meu corpo pula e eu largo todas as calcinhas no chão.

Oito. São o total de oito peças íntimas que caem contra o piso de ladrilho largo e marrom da cozinha. Eu coro como de costume. O que ele está fazendo aqui?

— Natasha.

Vejo que se aproxima. Cautelosamente. Lentamente. Sabiamente. Tudo com "mente"!

— Steve. – murmuro com a voz seca. — O que... o que está fazendo aqui?

— Pegando suas calcinhas.

Balanço a cabeça e olho para baixo, vendo que Steve já tinha se agachado e que agora está pegando minhas peças íntimas.

— Ér... de-deixe isso. – tento retirá-las de suas mãos, mas ele é mais rápido e as afasta. Lembro de nosso momento na livraria. A primeira vez em que ele foi me procurar.

— Faço questão.

São as mesmas palavras em situação diferente. Antes fosse ele pegar livros do que minhas calcinhas. Mas, ao menos, nós já somos íntimos. Não tão íntimos quanto às peças que Steve segura em mãos, mas dá para não me sentir tão envergonhada.

— Obrigada! – fico de pé e Steve me acompanha.

— Precisamos conversar.

Sinto a tensão carregada em suas palavras. Não. Não são palavras. É um fato. Realmente precisamos conversar. Só que o conversar de Steve é diferente do meu. E eu não estou com cabeça para discutir com ele. Não mais. E muito menos para levar palmadas.

— Não há o que ser dito.

— Sim, há. – ele olha em volta antes de me encarar com ternura. — Podemos ir para o seu quarto?

— Meu quarto?

— Só tem sua avó em casa. Sua mãe saiu com Hazel.

— É, eu sei, mas nós não...

— Sua avó me autorizou a entrar e falar com você.

— Steve, eu não acho que seja uma boa ideia.

— O que foi, Natasha? Está com medo de mim?

— Não! – engulo em seco com dificuldade. — Ér... claro que não, mas...

— "Mas..." o quê? Eu vou te machucar, por acaso?

— Steve, por favor.

— Até parece que eu vou fazer alguma coisa de ruim com você! – grunhe.

A culpa me corrói. Não me sinto em perigo quando estou ao seu lado, Steve. Mas acaba sendo um perigo para a relação que temos, seja ela qual for. Eu estou brava, mas basta você me olhar com esses olhinhos azuis, meigos e lindos que eu me derreto toda diante dessa magia intensa que você me transmite. Merda de amor!

— Okay.

Em um movimento rápido, pego as calcinhas de suas mãos e sigo para o quarto, deixando que Steve entre atrás de mim.

Ele fecha a porta enquanto eu guardo as calcinhas na gaveta do armário.

— Pode se sentar se quiser. – aponto para a cama e Steve suspira antes de aceitar a oferta.

Ao terminar de guardar as calcinhas, viro para ele e me sento ao seu lado. Ficamos em silêncio. É a tão conhecida conversa dos olhares. Ali, olho no olho, já dizemos tudo que precisa ser dito. Pedidos de desculpas são representados pela nossa forma de nos encarar. Mas duvido que Steve fique muito tempo assim. É pressão demais.

Pensei que seria eu a primeira a desviar o olhar. Mas noto que me enganei subitamente ao ver que é ele quem realiza tal ação covarde. Covarde? Ele? Neste quesito acabou sendo, Little Red.

— Você sabe que... que não podemos continuar assim. – Steve murmura e eu lhe lanço um olhar incrédulo.

— Assim?

— É. Assim. Você sabe disso, Natasha.

Au! Meu coração dói. Um tiro no peito. Não, não. Isso não pode estar acontecendo!

— Está sendo desgastante tanto para você quanto para mim.

Minha boca treme para que eu insista que está tudo bem e que vamos ficar bem. Mas o orgulho cola meus lábios como Superbond. Não consigo me expressar de maneira desesperada. Pelo contrário. Decido disfarçar minha dor. Sou fria e pacífica ao lhe responder.

— Eu entendo.

Os olhos de Steve vidram em mim. Noto surpresa e aflição. Ele não estava esperando que eu fosse dizer isso? Idem! Nem eu, Steve.

— Então você concorda?

Há certa acusação em seu tom, mas eu decido interpretar uma personagem inocente. Sou sonsa e finjo não ter percebido.

— Sim. Estamos vivendo algo estressante. Não é bom para nenhum de nós dois.

— É. – murmura. — Mas também não quero que acabe.

Saio da personagem lerda e encarno a personagem emocionada. A personagem surpresa. Apaixonada. Encantada. Ou seja, saio da personagem boba e entro na personagem... Natasha.

— Ahn? Como disse?

— Natasha, não pensando em constância de contrato algum, quero continuar com o que temos.

— Fala da submissão ou de continuar comigo?

Steve suspira erguendo e abaixando os ombros durante o lento processo.

— Os dois. – responde. — Podemos continuar com os dois.

— Podemos?

— Sim, podemos. Você e eu estamos descobrindo algo novo.

— E o que seria?

— Não sei responder. – Steve desvia o olhar. — Mas nunca foi assim com nenhuma outra. com você.

Meu ego quase infla. Eu poderia pegar uma fita métrica e medir do chão da casa de minha mãe até a nuvem mais alta do céu e, nem assim, meu ego se sentiria satisfeito. Pois foi além dos limites do universo, se é que existe algum.

— E o que quer dizer?

— Quero tentar. – a seriedade que vem de seu timbre me deixa tensa. — Você me disse que queria mais.

— Sim.

— Pois eu estou disposto a te dar esse mais. – Steve pisca e eu o imito, só que repetitivas vezes. — Isto é, se você aceitar.

Ele está me propondo um mais de verdade? O que seria este mais do Steve? Voar de helicóptero foi lindo, mas não é o bastante.

Eu preciso de meus pés firmes e no chão. Voar muito alto resultará em uma queda altamente dolorosa. Dificilmente, com conserto. Preciso saber onde estou. Quanto maior altura, mais perigoso é o impacto. Não quero isso.

— Depende. – mordo o lábio e Steve estuda minha ação atentamente.

— De quê?

— Do que seria esse mais que está disposto a me dar.

— Bem, isso também depende.

— E de quê?

— Do quanto você quer. – sua mão sobe acariciando meu rosto. — E do quanto eu poderei te dar.

— Steve...

— Não estou acostumado com isso. – ele faz uma pausa para suspirar. Seus dedos quentes roçam contra a pele macia de minha bochecha. — Mas, por você, eu estou disposto a tentar.

Fico sem palavras. Na verdade, palavras são o que não faltam em meu dicionário sentimental. Poderia lê-lo todinho para Steve. Nunca teria um fim.

A cada minuto que passo com ele, a entrada de um novo vocábulo marca presença para o meu livro do coração. Os significados são infinitamente profundos. Vários deles definem o que sinto. Mas nenhum deles tem o poder de definir como isto poderá acabar.

Um espaço em branco preenche este meu dicionário. E eu preciso ocupá-lo logo.

— E então? – Steve me faz sorrir quando aperta levemente minha bochecha. — O que me diz?

Esta nova experiência pode ser o que eu preciso para preencher este vaco que tem no meu livro. Servirá de uma boa escrita. Tenho que aproveitar a chance.

— Eu digo que sim. – respondo vendo que ele sorri. — O mais que eu quero também se aplica a tentar. – Steve parece surpreso, mas não apavorado. E eu aproveito a deixa que ele me dá. — Porque, por você, eu também estou disposta.

Penso que ele irá fugir. Penso que irei continuar com o buraco em meu dicionário. Mas a ação seguinte de Steve parece começar a fazer a primeira palavra deste buraco ser escrita.

— Era tudo o que eu precisava ouvir.

Dito isso, ele segura meu rosto e sela os nossos lábios. Buraco? Qual buraco? Acho que já tenho o livro todo completo e autografado pela autora. Qual é ela? Minha surdida paixão descontrolada. A forte paixão que sinto por Steve.

▪️▪️▪️

A noite chega ao longo de beijos e abraços. Trocas de carinho entre mim e Steve é concretizada. Este mais que ele me propôs começa a me satisfazer.

Realmente acredito na mudança que está por vir. O feitiço que pôs nele? É, por que não? Pode ser que seja verdade, Little Red.

— Uma moeda por seus pensamentos.

Sorrindo por seu comentário, aceito o copo de café com baunilha que Steve me dá.

— Obrigada! – beberico a bebida do Starbucks e aceno para Blake, que está no caixa. Ela acena de volta e atende a um cliente que chega com duas crianças.

— Já te falei que você é linda, mas hoje está ainda mais?

Engolindo o líquido quente, sinto meu rosto corar com o comentário de Steve.

— Bem... você ainda não tinha dito. – fito seus olhos. — Obrigada por dizer.

— De nada, Srta. Romanoff. Apesar do sobretudo, você está de sandálias. – Steve olha por baixo da mesa. — Não está com os pés gelados?

— Um pouco. – dou de ombros. — Mas não é tão frio em Los Angeles. E hoje não está tanto assim. Por isso preferi usar as sandálias.

— Hmmm... não quero que fique doente. – Steve rouba um gole de meu café

— Não vou. – afirmo.

— Certo. – ele assente. — E então? O que quer fazer? – a pergunta de Steve chama a minha atenção e eu deixo o café quente de lado

— Ahn... bem... podemos sair. O que acha de...

— Não, Natasha. – vejo a boca de Steve abrir um sorriso ostentoso. — Não estou falando de agora.

— Então...?

— Quero saber o que quer fazer sobre o que conversamos.

— Ah! – meu rosto cora. — Bem, você me disse que está disposto a dar o mais que eu quero.

— Sim.

— Pois, bem, Steve, eu já disse que também estou disposta a tentar isso.

— Eu sei. – ele estreita seus olhos azuis em minha direção. — Natasha, o que foi?

— Como assim?

— Você... – Steve parece me analisar. — Você está diferente. É como se estivesse meio vago tudo o que discutimos hoje.

— Não está. – deslizo a mão pela mesa e entrelaço meus dedos com os dele. — Não mesmo. Acredite em mim.

— Eu acredito. – Steve suspira e aperta minha mão contra a dele.

— Mas...? – ergo uma sobrancelha.

— Você poderia ser mais específica, Srta. Romanoff. – murmura.

— Okay. – ponho o copo de café sobre a mesa e encaro seu rosto. — Ahn... eu quero um carro, casacos de pele, um colar de diamantes... – vou contando nos dedos e Steve arregala os olhos.

— Ahn... tá, mas espere um pouco. Ao menos me dê um dia para...

— Steve! – exclamo sem acreditar. — É óbvio que estou brincando!

— Ah... você... você não quer um carro? – seu tom está chateado e surpreso.

— Não! Quero dizer, eu até gostaria, mas você não deve me dar um. Já conversamos sobre isso. – olho para baixo e coro. Seria um absurdo!

Steve resmunga algo antes de pigarrear e dizer.

— Bem, veja isto.

— Isto o quê?

— Tome.

Ele retira seu celular do bolso e me entrega após digitar a senha. Ao pegar o aparelho em mãos, vejo que Steve pôs na galeria de fotos. Um carro novo chama a minha atenção. Steve tem bom gosto!

— O que achou?

— É... é bonitinho. – comento junto de um sorriso. — Na verdade é bem bonito! Mas não acho que combine com você. – sorrio timidamente e Steve me acompanha.

— Tem toda razão, Srta. Romanoff. – sua afirmação me deixa confusa.

— Então...?

Steve não diz nada. Ele apenas mexe no bolso de trás de sua calça e joga uma chave em cima da mesa.

— Para que isso? – ergo os ombros e sorrio sem entender.

— O que você acha? – ele me lança um olhar cúmplice e eu continuo sem entender.

— Steve, você... – paro de falar e arquejo. Puta que pariu! Como não percebi isso antes?! Burra!

— Diga, Srta. Romanoff.

— Steve... – abro a boca em formato de "oh". — Isso é... isso é...

— Presentinho.

Paro de respirar. O quê? Então este Sedan novinho e vermelho que aparece na foto de seu celular é meu? Mas como assim? E o meu fusca?

— Steve, eu...

— Sem discussão. – ele beberica o meu café quente. — Disse que queria um carro.

— Oh, Deus! – num ato frustrado, olho para cima. — Eu estava brincando e até então não sabia que você realmente me daria um!

— Opa, opa, opa! Acabou de revirar os olhos para mim? – uma sobrancelha loira escura se ergue em sua testa.

— Steve, é sério. Você... você não pode me dar um carro! – grunho baixinho. — E eu já tenho um.

— Não tem mais. – ele abre sua carteira e põe o dinheiro sobre a mesa.

— Como é?

— Fury cuidou disso.

— O que... o que fizeram com o meu carro?

— Não é mais seu. – responde. — Seu novo carro é este da foto.

— Steve!

— Natasha, aquele seu fusca era perigoso. Tudo bem que você pode gostar de modelos antigos, mas você nem cuidava dele!

— Mas eu...

— O motor estava totalmente estragado! Eu vi o estado quando abriram o capô.

Quando exatamente comprou este carro? – aponto para seu celular, que já se apagou.

— Antes de vir para cá. Não te falei nada porque imaginei que ficaria brava. – Steve sorri para mim. — E parece que estava certo.

— Não. – enrugo o cenho e formo um beicinho nos lábios. — Eu não estou totalmente brava, só um pouquinho. Mas também estou surpresa.

— Natasha...

— Quando iria me contar?

— Assim que voltasse a Manhattan.

— Steve...

— E, mesmo que não contasse, você iria perceber.

— Steve... Steve isto já é demais! – exclamo. — Quero dizer... Deus, isto é um carro! – balanço o celular em minhas mãos e Steve cerra os olhos.

— Não, não é. É o meu telefone. E acho melhor tirá-lo de sua mão antes que você o jogue longe. – Steve segura meu pulso e pega o aparelho eletrônico antes de guardá-lo no bolso de sua calça.

— Não faça piadas. Um carro já é demais!

— Natasha...

— Sabe como eu me sinto com coisas assim! Sabe como eu detesto essa zona de dependência! Meu Deus, Steve! Como pôde fazer isso? Um carro! Não aceitei nem dos meus pais e devo aceitar de você?!

— Sim, deve. Eu te avisei que te daria coisas. E é um Sedan, linda!

— Steve!

— Olha, sei que está irritada, mas não me arrependo. Os pneus do fusca estavam carecas. O motor estava velho. O couro do assento estava... ér... na verdade, tire minha curiosidade quanto a isso. – Steve apoia os cotovelos sobre a mesa e junta as mãos frente ao rosto.

— Quanto a quê? – observo seu cenho franzido.

— O material do banco de assento já não estava acabando com a sua bunda?

Meu rosto explode em uma vermelhidão de diversos tons diferentes. Quero imergir para me esconder. Que merda!

— Não! Steve...!

— Diga a verdade, linda. – ele pisca para mim.

— Okay! – olho para os lados rapidamente. — Ér... na verdade, um pouco. – respondo. — Mas eu já estava acostumada.

— Ahn... então vejo que fiz um bom negócio!

— Deveria ter me consultado. Steve, um carro é... é... wow! – pego a chave em cima da mesa ainda incrédula.

— Eu entendo seu espanto. Mas é seu. Aceite.

— E eu tenho outra escolha? – passo a mão pela testa junto de um novo sopro irritado.

— Não.

— Steve... – reviro os olhos. — Céus! Um carro...! Isto na foto é um carro!

— É, você não deixa passar nada, Srta. Romanoff. – ironiza e eu coro enquanto tento disfarçar um sorriso.

— Não tem graça!

— Oh, tem, sim!

Aperto os olhos e cruzo os braços.

— Bem, vamos? – ele pergunta.

— Para...?

— Minha casa. – diz. — Ligue para sua mãe e avise.

— Eu me sinto criança agindo assim! – Steve sorri com meu desabafo.

— Eu sei. Mas você veio para cá ficar com sua família. E até então estão acreditando que você voltará para casa. Então dê algum retorno. Assim eles não precisarão se preocupar.

— Já sou adulta! – teimo com um beicinho irritado.

— Isso não impede os pais de se preocuparem, Natasha. – seu olhar parede distante e revoltado enquanto Steve fala comigo. — Valorize isso! Valorize ter alguém que se preocupe tanto assim com você. Valorize alguém que esteja sempre esperando por você.

— Hmmm... okay.

Ainda estou sem saber como responder quando Steve termina seu discurso e aguarde até que eu fale com mamãe. Tento ligar três vezes seguidas, mas ela não atende.

Para tranquilizar Steve, resolvo ao menos enviar uma mensagem à mamãe para que ela saiba que estou bem. Meu peito se expande quando Steve sorri satisfeito e agradecido pelo que fiz.

Antes de sairmos, vou até o balcão e me despeço de Blake. Ela sorri e acena para Steve, que devolve o cumprimento.

— O que faremos? – a pergunta sai de minha boca ao mesmo tempo em que saímos da Starbucks.

— Bem, será uma noite longa. – diz. — Eu sei que combinamos de mudar algumas coisas.

— Mas...?

— Você revirou os olhos para mim. – noto suas pupilas dilatarem. — E mais de uma vez.

— Steve...

— Acho que já sabe a resposta do que faremos.

— Ér...

— Quero dizer, do que eu farei com você, Srta. Romanoff.

Notas finais
E aí? Eles vão tentar o que a Nat quer, mas Steve não deixará de ser Dominador. A Nat revirou os olhos... o que será que vai acontecer no próximo capítulo? Hmmmm NÃO PERCAM, crianças. E, a propósito, se forem crianças, não leiam... ( ͡° ͜ʖ ͡°) Obrigada pelos 1.239 comentários, 245 acompanhamentos, 112 favoritos, 17 recomendações e 35.342 visualizações ^^ Nos vemos no próximo ( ͡° ͜ʖ ͡°) Beijocas!