I Put a Spell On You 🔞
10 Capítulo 1O — Priority tastes
Notas iniciais
Heeeey amores!!!! E aí... final de ano... alguém passou? Desejo toda a sorte hahaha
Desculpem por não ter postado ontem, realmente... não tive tempo :/
Programei a postagem do capítulo, então, caso tenha erro (s) de digitação, peço perdão, amores.
Enjoy it!
Tradução do capítulo: Gostos de prioridade

Flashes da noite passada começam a vir à minha mente: a mistura de todas aquelas bebidas, a ligação para Steve, um cara estranho insistindo em me agarrar e... oh! Steve me buscando e depois um apagão enorme! Abro meus olhos abruptamente e me sento. Olho ao redor; não estou em casa. Observando os objetos e estilo do ambiente em que estou, vejo que... é um quarto. Será... será o quarto de Steve? Deus...!Viro a cabeça para a esquerda e avisto um comprimido e um suco em cima do criado mudo de madeira com bilhetes de "Coma e Beba". Sinto minha cabeça latejar, portanto me estico e pego o remédio e a bebida. Num só gole, tomo os dois juntos enquanto desfruto do sabor do suco.Estou pondo o copo de volta ao criado mudo quando a porta do quarto se abre revelando um Steve suado e ofegante. Ele está usando uma camisa verde colada ao corpo devido ao suor. Analisando o restante de suas roupas, noto calça de ginástica e tênis de corrida. Está explicado!— Bom dia, Natasha! – ele fecha a porta e se aproxima. — Como se sente?— Um lixo humano. – respondo ainda estranhando toda essa situação. — Tirando isso, estou muito bem. – solto um sorriso cínico e irônico.Steve se senta na beirada da cama e começa a desamarrar seus tênis.— Está com fome?Abro a boca para responder, mas não consigo pronunciar uma palavra sequer. Ai. Meu. Deus!Eu estou numa cama com roupas que não são minhas e Steve está em minha frente agora. O que aconteceu na noite passada além de minha saída desastrosa que resultou em vômito e desmaio? Puta que pariu! Eu não posso ter feito aquilo.— Ahn... Steve? – chamo receosa.— Sim? – ele não olha para mim enquanto puxa suas meias e as enrola.— Nós... nós não... nós não fize... – Steve nota que estou tendo dificuldade em perguntar, portanto resolve me cortar e dizer logo.— Necrofilia não é muito meu tipo, Srta. Romanoff!Apesar de sua ironia ácida, eu consigo respirar aliviada. Meu Deus do Céu! Obrigada!— Você está bem? – Steve quebra meus pensamentos.— Sim! – respondo rapidamente. — Ér... sim, sim. Desculpe por ter pensando que nós chegamos a fazer, é que... bom, deixa para lá. – enrugo o cenho ao sentir minha cabeça latejar mais forte.— Tudo bem. – ele observa minha expressão desconfortável. — Mais alguma coisa que queira saber? – a curiosidade explode em mim.— Onde eu estou?— Na minha casa. – Steve coloca o tênis junto com as meias no canto.— E como... c-como vim parar aqui? – mexo na camisa masculina de cor branca que estou usando. — Como acordei vestida assim? O que aconteceu?— Eu te trouxe para cá e te emprestei minha camisa.— Ahn... e quem... quem me... vestiu?— Eu. – Steve admite após suspirar, como se estivesse se preparando para minha ira.— Voc... você o quê?! – quase me arrependo pelo grito quando minha cabeça explode em uma nova onda de dor.— De nada, Srta. Romanoff. – Steve fala ironicamente.— De nada? Como se atreveu a me despir? Eu... eu estava inconsciente! – é como se minhas têmporas estivessem recebendo inúmeras pancadas. — Ai... – descanso os dedos em minhas laterais.— Não grite. Sua cabeça vai piorar. – Steve me olha atentamente. — E não precisa ficar tão nervosa. Eu não tirei seu sutiã.— Não importa! – ignoro seus conselhos e grito mais uma vez. — Isso não diminui as coisas! Não tinha o direito de tirar minhas respostas!— Foi preciso, Srta. Romanoff.— Ah, eu acho que não! Acho que foi totalmente desnecessário, Sr. Rogers!— Não, não foi, Srta. Romanoff.— E por que não?— Porque suas roupas estavam sujas de vômito!Sua resposta é como um tapa em meu rosto. Eu me sinto suja, ridicularizada e inútil enquanto me encolho na cama. Eu não podia ficar de boca fechada?— Ah. Eu... me desculpa.— Tudo bem. Entendo sua reação. Peço desculpas também pela invasão de privacidade. Mas eu não... eu não fiz nada com você, Natasha. Eu jamais... jamais faria isso com ninguém.— Tudo bem. Eu acredito. – cruzo os braços e tento mudar de assunto. — Onde você dormiu?— Aí do seu lado. – Steve aponta para a cama.— Aqui? – arregalo os olhos.— Sim.— Mas...— Já disse que não curto necrofilia.— Eu sei, eu sei, não estou desconfiando disso, mas... pensei que... pensei que tivesse dormido no seu quarto.
— Mas é o meu quarto, Natasha.Steve sorri e me deixa com cara de tacho. Ahn? Ele me colocou no quarto dele mesmo? Ele é rico! Ricos não tem mania por quartos de hóspedes? — Fome?— Sim. Minha resposta sai automaticamente, pois eu estou completamente desligada. Por que raios eu dormi no quarto dele? Vai ver ele quis se certificar de que não vomitaria de novo, garota. Baixe sua bola. Ele é Steve Rogers!— Sra. Benson está preparado o café. Já, já poderemos ir para mesa.— Sra. Benson?— Minha governanta. – ele explica e me faz assentir.— Oh! Ér... eu... obrigada! Obrigada pela oferta, mas eu preciso ir trabalhar. Estou sem carro e ainda tenho que voltar para Nova Jersey.— Está tudo bem, Natasha. É claro que eu te levarei para casa. – afirma, o que me silencia por um breve momento. — E você não pode sair daqui sem tomar café. Ainda mais depois de ontem, que bebeu aquilo tudo de estômago vazio.— Tudo bem. – concordo, não querendo ouvir bronca. Eu sei que fiz besteira, mas eu sou adulta, porra! — Sendo assim, eu fico. Obrigada!— Tome seu suco. – Steve aponta para o criado-mudo.— Certo. – pego o copo de volta e beberico seu conteúdo.— Vou tomar uma ducha. – Steve puxa a camisa pela cabeça e eu preciso afastar o suco da boca para não engasgar. Meu Deus! Olha só! Que homem! — Quando eu terminar do banho, você pode ir. Pedi para Fury comprar umas roupas para você.— Obrigada! – meus olhos observam enquanto ele sai do quarto. — Steve?— O que é? – sua voz grita de dentro do banheiro.— O que aconteceu ontem à noite?Segundos de silêncio se passam até que Steve volte ao quarto ficando em frente a porta do banheiro e olhando para mim com certa ternura. Eu tremo sob sua observação, mas não quebro nosso contato visual.— Como assim?— Não consigo me lembrar de muita coisa.— Eu já te disse que eu não abusei...— Não é isso! – sou firme em dizer que acredito nele. — Mas eu não consigo me lembrar de nada. Acho que só do nosso telefonema, mas... as outras coisas são borrões. Eu desmaiei?— Sim.— E Rebecca?— Ela estava bem acordada! – Steve tenta fazer uma piada, mas eu não amoleço. — Sua amiga sabe que está aqui.— E ao menos ela sabe por quê? – ele franze a testa com minha pergunta. — Por que não me levou para casa?Steve parece estar numa batalha interna enquanto busca pelas palavras certas para me responder. Noto sua derrota consigo mesmo quando abaixa os ombros e se senta de frente para mim na cama.— Já estava em Manhattan. – ele me passa simplicidade em sua fala. — Achei mais conveniente te trazer para cá do que ir até Nova Jersey. Principalmente passando das duas da manhã.— Ah, sim! Imagino. Seria muito trabalho mesmo. – olho para baixo e brinco com as pontas da coberta.Então Steve me trouxe para cá por comodidade a ele, não a mim. E por que a surpresa e o desapontamento, menina? Realmente esperava uma resposta diferente? Acorde!Sua profunda respiração balança os fios ruivos e soltos que caem em minha testa. Steve ergue a mão e puxa meu queixo para cima, para que assim possa encarar meus olhos.— Se quer mesmo saber, Natasha, eu te trouxe para minha casa porque simplesmente não consigo deixá-la longe de mim, por mais que seja conveniente. – suas palavras diretas e precisas são como um acerto ao alvo direto em meu coração.— Se realmente não consegue me deixar longe, então não deixe. – ergo os ombros e o observo com um profundo brilho em meu olhar.— Você não entende, Natasha. – ele põe uma mecha de meus cabelos ruivos para trás da orelha.— Então me deixe entender. Será mais fácil se eu puder compreender o que quer dizer quando fala que me quer longe. Porque, sem uma explicação sua, isso machuca.— Desculpe. É que... é complicado. – Steve comprime os lábios.— Como assim? O que pode ser tão complicado assim a ponto de você não poder me dizer? Tente falar alguma coisa. Qualquer coisa.— Eu não faço o tipo... romântico. Meus gostos são bem singulares. Tenho um foco para as minhas prioridades.— E o que isso significa? – Steve suspira pesadamente.— Significa que não sou o príncipe encantado que você tanto quer, Natasha.Ah! Então foi isso! Foi isso a que ele se referiu quando disse que não poderia ser o que eu queria que ele fosse. Céus! Como não pensei nisso antes? Tinha a resposta bem à minha frente o tempo todo e não fui capaz de enxergar.— Então foi por isso que quis se afastar de mim? – indago com a voz calma e baixa.— Em parte, sim.— Por quê? Tem mais coisa?— Sim, mas... tudo advém do mesmo contexto.— Bom, ainda é difícil de entender, mas eu não quero nenhum príncipe, Steve. Não mais. Eu só quero... só quero você.Suas pupilas se dilatam e os lábios se entreabrem enquanto ele aproxima o rosto do meu.— Cuidado com o que deseja, Natasha.— E por quê?— Porque é para o seu bem. Eu não sei... não sei se posso com você.— E por que acha isso?— Porque você é diferente, Natasha. A propósito, não tem nem ideia do risco que correu ontem à noite, tem?— Risco? Como assim? Eu só estava me divertindo com meus amigos, Steve. E eu sou adulta. Não me trate como uma criança!— Diga isso para o imbecil que tentou te agarrar.— Eu... eu não me lembro de muita coisa. – fecho os olhos e nego com a cabeça.— Quer que eu recorde a você?— Não! – explodo contra o sarcasmo de Steve. — Aquele cara cometeu um erro.— Quem cometeu um erro foi você! – Steve grunhe. — Ah, Natasha... – ele segura meu rosto e encara o fundo de meus olhos verdes. — ...se fosse minha, provavelmente não conseguiria estar sentada do que jeito que está.O quê?— O quê? – arregalo os olhos.— Vou para o banho. Continue tomando seu suco.▪️▪️▪️"Eu não faço o tipo... romântico. Meus gostos são bem singulares. Tenho um foco para as minhas prioridades. Eu não faço o tipo... romântico. Meus gostos são bem singulares. Tenho um foco para as minhas prioridades. Eu não faço o tipo... romântico. Meus gostos são bem singulares. Tenho um foco para as minhas prioridades."Gostos singulares, gostos singulares, gostos singulares... O que será que Steve quis dizer com isso? Por que ele não pode comigo? O que... o que ele tem contra o romance, contra o carinho?Ele está enganado! Eu não quero príncipes, não quero resgastes em torres altas nem cavalos brancos me esperando. Eu... eu só quero ele. O meu Steve Rogers. O meu verdadeiro príncipe. Porque para mim ele é um príncipe.O mais lindo, encantador e protetor! De todos os contos de fadas que assisti quando criança, de todas as histórias de "Era uma vez...", Steve conseguiu me fazer sentir além delas, além dos sonhos de meninas de dez anos.Desperto dos meus profundos pensamentos quando a porta do banheiro se abre revelando um Steve de cabelos e peitoral ainda molhados. Ele veste apenas uma calça jeans escura enquanto se aproxima de mim.— Bebeu tudo?— Sim. – noto que estou em pé e, portanto, minhas pernas estão descobertas, já que visto apenas sua camisa branca de botões na frente. — Você se importa se eu for para o banho agora?— Claro que não! – Steve sorri para mim.— Okay. Ér... as roupas que...— Vou deixar as roupas aqui em cima da cama para você. O quarto ficará livre para usar.— Obrigada, Steve!— De nada, Natasha!Coro mais uma vez, passando por ele e fechando a porta atrás de mim.Respiro fundo, sentindo o ar preencher e esvaziar meus pulmões enquanto passo os olhos pelo espaçoso banheiro. Ao ficar nua da cintura para cima, ponho a peça de roupa em cima da tampa do vaso, tirando a calcinha a seguir e a jogando no chão. Desabotoo meu sutiã virando e caminhando em direção ao box, onde giro as torneiras e sinto a água morna cair sobre minha mão.Eu me coloco embaixo das gotas quentes e as sinto molharem meus cabelos, descendo para o rosto, pescoço e resto do corpo. Fecho a porta do box e inicio o banho, pegando o sabonete líquido e derramando certa quantidade na palma de minha mão.▪️▪️▪️Assim que volto ao quarto enrolada na toalha, eu me deparo com roupas novas sobre a cama. Uma calça de tecido grosso e cor cinza e duas camisas de mangas cumpridas: uma branca e outra preta.
Volto ao banheiro e pego meu conjunto rosa de calcinha e sutiã, retornando ao quarto e pegando as roupas. Ao retirar a camisa de cima da calça, coro ao ver que tem uma calcinha também de renda branca, fazendo conjunto com um sutiã novo da mesma cor.Suspiro, balançando a cabeça e vestindo a calcinha para colocar o sutiã em seguida. Pego o desodorante de Steve e espirro em minhas axilas, vestindo a camisa branca a seguir para depois vestir a preta e colocar a calça cinza. Procuro por minhas botas encontrando outras novas. Pretas de cano curto com material de couro. É, Fury tem bom gosto.Pego as botas e as calço nos pés. Confesso que pensei que ficaria desconfortável sem meias, mas elas são quentes e fofas por dentro, deixando meus pés bem à vontade.Retiro a toalha de meus cabelos e a esfrego nos fios ruivos, tentando tirar o excesso da água que ainda os deixam molhados. Vou até o banheiro e penduro a toalha que usei nos cabelos junto da toalha que usei para secar meu corpo sobre a parte de cima das portas do box. Viro e tento achar algum secador, mas não encontro. Pego um pente e desembaraço meus cabelos. Em seguida, puxo uma escova de dentes nova de dentro do armário e inicio minha higiene bucal antes de me juntar a Steve para o café.▪️▪️▪️Assim que saio do quarto, eu me deparo com uma sala grande e reconfortante. No centro, um sofá largo de cor preta, uma lareira elegante feita de pedras e uma televisão enorme pendurada na parede destacam o ambiente. Suspirando impressionada com a decoração cara, moderna e sofisticada,, continuo a andar até chegar à sala principal.Céus! Que apartamento é este?— Srta. Romanoff?Steve está sentado à mesa repleta de gostosuras de café da manhã.— Sim?— Venha se sentar comigo.Assim que me aproximo, Steve faz questão de se levantar a puxar a cadeira para mim. Eu agradeço timidamente antes de descansar os quadris contra o assento.— Você está bonita! – ele analisa após se juntar a mim.— Obrigada! – meu rosto enrubesce. — Fury tem bom gosto para roupas! Melhor do que eu! – solto uma risadinha com minha brincadeira.— Seu cabelo ainda está bem molhado. – Steve passa os dedos entre meus fios. — E o tempo não está muito bom lá fora. – eu viro o rosto com seu tom de advertência e encaro a chuva de neve que cai em Nova York. — Por que não secou seu cabelo? Pode ficar doente e não quero que isso aconteça. – a fala de Steve atrai minha atenção novamente.— Bom, eu procurei por um secador no banheiro, mas não achei.— Eu pego para você. É melhor que seque. Ou que espere um pouco. Está muito molhado e você tomou banho quente. Fará mal sair daqui com o cabelo deste jeito e pegar a friagem da rua.Ahn? Então ele tem secador? Mas por quê? Deve ser da Sra. Benson, Natasha. Oh!— Eu sei. Agradeço a preocupação, mas eu não posso esperar. Preciso estar na livraria daqui a pouco.— Que horas?— Ér... que horas são?— Nove e meia da manhã.— Eu pego às onze.— Ainda tem tempo.— Eu sei, mas preciso voltar para casa.— Tudo bem. — Steve parece contrariado ao concordar. — Coma alguma coisa.Sabendo que preciso de alguma coisa no estômago, principalmente pela noite passada, opto por cortar um pequeno pedaço de bolo antes de me servir com uma xícara de café ao leite.Steve sorri calorosamente com minha escolha, tratando de pegar uma faca e me ajudar a cortar o bolo. Ele põe o pedaço em meu prato e pega o bule de café para despejá-lo em minha xícara. Eu me sinto uma inútil sem mãos com Steve fazendo tudo para mim, mas então começo a desconfiar de que talvez ele goste de ser simpático e prestativo assim.— Como está? – pergunta assim que mastigo o primeiro pedaço.— Perfeito! – sinto meu rosto esquentar de vergonha quando respondo de boca cheia. — Não vai comer?— Vou, vou.Steve se serve com pães doces e um grande pedaço do mesmo bolo que eu, alternando seus goles de café junto das mordidas nos pães e no bolo.— O que é isto? – Steve aponta para a sacola que pus na cadeira ao meu lado.Meu rosto cora violentamente.— Oh. Ér... são as roupas que... ér... minhas roupas íntimas. – sinto as bochechas em chamas.— A Sra. Benson pode lavar para você. Ela também pôs suas outras roupas na máquina. Assim que estiverem lavadas, irão para a secadora. Suas botas também serão limpas.— Hmm... – dou um gole em meu café-com-leite. — Eu agradeço a gentileza, mas isso aqui posso lavar em casa. Obrigada!— Okay. Como preferir. – Steve concorda com um sorriso sutil. — Eu devolvo o restante de suas outras roupas assim que ficarem limpas. Tudo bem? – com a boca cheia e, sem poder falar, eu assinto. — O que vai fazer hoje à noite?Termino de mastigar e engulo o pedaço de bolo com dificuldade. A comida parece papelão molhado ao passar por minha garganta. Bebo meu café-com-leite e olho para Steve ainda receosa.Ahn? Ele, Steve Rogers, está me chamando para um encontro?— Acho que nada. Por quê?— Gostaria de sair? – ele parece nervoso com o convite, pois ora aperta os dedos, ora os solta.— Sair?— Sim. – sua voz fica tensa e mais grossa, como se Steve se sentisse pressionado ou irritado por ter de repetir.— E aonde iríamos?— Que tal dar um passeio? Aqui mesmo por Manhattan.— Caraca... estou em Manhattan! – rio incrédula. — Quer dizer, é que... eu moro em Nova Jersey, então assusta um pouco.— E por quê? Ontem à noite veio até aqui para curtir com seus amigos. – noto acidez e ironia em seu tom, mas ignoro.— Eu sei, mas estava com um grupo grande e iríamos dormir na casa de uma conhecida. E também viemos de táxi.— Não se preocupe. Não vamos demorar a chegar até aqui. Quer dizer, caso aceite, para que eu possa ir buscá-la em sua casa.— Bom, eu... – mordo meu lábio inferior. — Eu preciso checar.— Por quê?— Eu trabalho hoje. E o Natal está chegando. Então preciso ajeitar algumas coisas, apesar de Rebby e eu estarmos de mudança. É capaz de eu ir passar as festas de fim de ano com minha mãe em Los Angeles. – Steve ouve a tudo atentamente.— Entendo. – Steve murmura. — Como elas são?— Elas quem? – indago enquanto ainda mastigo. — Sua mãe e sua irmã! – Steve ri da minha lerdeza.— Ah! Elas são o meu tudo! – ele sorri e desce o olhar. — Gostaria de conhecê-las? – pergunto, sentindo apreensão e vergonha. Calma, Natasha. Vocês se conhecem há apenas alguns dias, ele não precisa conhecer sua família toda. Começo a formular algo para mudar de assunto, mas me surpreendo ao ver que Steve assente mesmo depois de longos segundos.— Seria uma honra!— Ótimo! – termino de mastigar com dificuldade. — Ahn... você se importa em me dizer em que parte de Manhattan eu estou?— Upper East Side.— Nossa! – arregalo os olhos.— Que foi? – Steve ergue os ombros em um simples gesto enquanto desvia o olhar rapidamente do celular para mim.— Na-nada. É que... uau!— Eu sei. – ele deixa seu Iphone de lado e se concentra em mim. — Mas e você?— Eu... o quê? – ergo os ombros sem entender.— Em que parte de Nova Jersey você mora?Meu rosto cora mais uma vez sob seu olhar atento. Nervosa, torno a morder o lábio enquanto tento espantar essa sensação de claustrofobia que me atinge sempre que estou em sua magmática presença.— Rebby e eu somos de Newark.— Newark? – Steve sorri mais uma vez. — Um bom lugar para morar! Trocaria toda a correria de Manhattan por lá. Parece ser menos tumultuosa.— Você? Lá? Eu duvido! – era para ser uma brincadeiras, mas Steve arqueia uma de suas sobrancelhas e cerra os punhos.Fico tensa com sua reação, mas mantenho a calma até mesmo quando percebo que suas pupilas se dilatam quase cobrindo o sombrio e mágico azul de seus olhos.— Quer dizer, acho que você não conseguiria ficar longe de Manhattan. Newark não é lá grandes coisas comparada a aqui.— E o que seriam "grandes coisas" para você, Srta. Romanoff?— Bom... voc... você quer dizer de... de moradia ou...— Para viajar. – diz. — Qual lugar gostaria de conhecer?— Ahn... eu... adoraria conhecer Vancouver. – sorrio. — A família de Rebby mora lá. Quer dizer, seus pais e a irmã caçula, mas o irmão mais velho se mudou para Chicago. — Cidade de sua mãe! – comenta e eu abro um enorme sorriso. Ele se lembra!— Depois de Vancouver, gostaria de ir para Londres. – lembro da sorte que Gwen conseguiu em receber a proposta de pós. — Tenho uma amiga que se mudará para lá daqui a três meses. Eu a invejo. – Steve sorri ao notar meu rosto ansioso. — Conhecer Roma também seria uma felicidade tremenda para mim!— Espero que consiga realizar seus sonhos, Srta. Romanoff. – ele pisca e eu coro novamente. — Eu já conheci quase todo o mundo, mas um lugar que gostaria bastante de visitar é a Rússia.No momento em que ele diz isso, sinto meu coração quase pular para fora do peito. Rússia, Steve? Sério? Oh, Deus...! Que homem você foi encontrar, hein, menina!— Rússia? – repito num muxoxo. — Qual parte? — De qual parte você é?— Capital. – minha voz prende e eu coro ainda mais. — Moscou.— Farei de tudo para ir a Moscou no ano que vem! – ele ri para mim. — Quer mais bolo? – Steve aponta para meu prato vazio.— Não. Obrigada! Já estou satisfeita. Eu aceito um pouco de água. Por favor.Steve suspira e chama pela Sra. Benson, pedindo-lhe que me traga um copo d'água.— Aqui está, Sr. Rogers. – a mulher caminha até a mesa.— É para ela, Jessie. Esta é Natasha Romanoff. Natasha, esta é Sra. Benson.Com o rosto erguido, meus olhos estudam a Sra. Benson. Ela é loira, tem a pele levemente enrugada e rosto corado. Um pouco alta, mas na verdade acho que tem um bom padrão para uma mulher na sua idade.— Oh! Oi, Sra. Benson! – eu a cumprimento sorridente.— Muito prazer, Srta. Romanoff. Aqui está sua água. Com licença.— Obrigada! – ela assente antes de se retirar de volta à cozinha.Pego o copo e entorno o líquido para dentro da boca bebendo-o até a metade.— Sede? – indaga Steve.— Sim. – bebo o resto da água após respirar.— Deve ser a ressaca.— É... – reviro os olhos para seu comentário ácido, notando que os músculos de Steve se enrijecem. — Desculpe por ontem, por... ter te ligado e...— Foi até bom ter me ligado!— Bom? – mexo as sobrancelhas.— E muito! Assim pude ao menos evitar que aquele imbecil encostasse em você e te fizesse algo pior do que o assédio de ontem. E você, provavelmente, estivesse acordando em sua cama hoje pela manhã com ele nu ao seu lado e suas roupas jogadas pelo chão.— Oh, meu Deus! Isso não... isso nunca aconteceria! Eu...— Não estava sóbria, Natasha. Estava sob o efeito das misturas de bebida que com certeza deve ter feito! Você desmaiou nos meus braços, mas e se tivesse desmaiado nos braços daquele homem? O que ele poderia fazer? Ahn?— Certo. – suspiro em tom de derrota. — Você tem razão. Eu fui estúpida.— Foi. Mas já passou.Steve termina sua refeição e empurra a cadeira para trás, levantando-se e limpando os cantos de seus lábios com o guardanapo. Penso que vai apenas se retirar sem falar comigo, mas levo um susto quando ele aproxima o rosto do meu e deposita um firme e profundo beijo em minha testa. Sinto minhas pernas bambearem e agradeço a Deus, mentalmente, por estar sentada.Tento responder para retribuir seu afetuoso gesto comigo, mas antes que possa dizer algo, ele apenas se afasta e me deixa sozinha à mesa.Steve Rogers acabou de me dar um beijo. Um beijo na testa, mas foi um beijo. Será que já é Natal e eu ganhei meu presente sem perceber?
▪️▪️▪️— Tem certeza de que secou bem o seu cabelo?— Tenho, Steve. – visto o grosso casaco que Fury comprou. — Obrigada por tudo!— Não se preocupe. – ele balança a cabeça. — Vou te levar para casa.— Certeza? Não quero atrapalhar você.— Faço questão.Sua certeza me faz pressionar os dentes contra o lábio inferior. Steve suspira pesadamente antes de se aproximar e puxar meu queixo para baixo.— Não faça isso na minha frente.— Isso o quê? – estou toda trêmula só por seus dedos estarem encostando levemente em meu maxilar.— Morder a boca.— Quê? Por quê?— Porque gostaria de ser eu a fazer isso, Natasha! – seu dedão passeia por meus lábios e eu me controlo para não me atirar em seus braços.— Bom, então... faça. – eu mesma me surpreendo por minhas palavras e percebo que Steve está tão incrédulo quanto eu. — Ér... se... se quiser. Eu... ér... pode morder.— Não vou tocar em você até ter seu consentimento legal.Steve se afasta de mim abruptamente e eu murcho. O quê? Consentimento legal? Do que este maluco está falando? Calma, Little Red. Vai ver ele está brincando. Né?— Como assim, Steve?— Irá entender. – ele volta até mim após vestir seu casaco. — Hoje à noite.— Ma-mas... eu ainda não confirmei se... – paro de falar quando Steve me lança um olhar significativo. Okay! É claro que não vou recusar! — Certo. — Vou buscá-la na livraria.— Eu saio às sete.— Eu sei. – ele pisca com um sorriso convencido, o que me faz trabalhar minha mente em desconfiança. Eu disse meu término de expediente? — Fury estará lá para apanhá-la.— Fury? Pensei que seria você.— Eu estarei esperando por ambos em outro lugar. – Steve não me dá tempo para perguntar mais nada. Ele segura minha mão e nos leva para fora do apartamento.▪️▪️▪️— É aqui que eu moro. – o carro de Steve estaciona em frente a meu prédio. — Quer subir? – pergunto enquanto ele tranca seu veículo e vem até mim.— Já que insiste... – Steve sorri e pega minha mão. — Sua amiga está...— Rebecca ainda deve estar em Manhattan.— Okay. – ele assente e faz um gesto para que eu abra a porta.Enquanto subimos as escadas, Steve não solta minha mão em nenhum momento. Ele vai atrás enquanto eu vou na frente, a cada instante sentindo seu olhar atento queimar minhas costas.Finalmente alcançamos o terceiro e último andar, que é o qual moro junto de Rebby. Caminho até a porta, mas me viro para Steve antes de abrir.— É aqui. Estamos de mudança, então não repare muito na bagunça.— Desculpe. Desculpe, eu... eu não vou ter tempo. Preciso resolver uns assuntos. – Steve se atrapalha nas palavras enquanto me solta.— Ahn... ér... está tudo bem?— Sim! Até mais tarde, Srta. Romanoff! Steve se aproxima e coloca sua mão ao lado de meu rosto para beijar minha testa. Ele afasta os lábios de mim e se prepara para voltar às escadas quando eu puxo sua mão.Minha reação parece lhe causar um susto, pois Steve arregala os olhos e se choca contra meu corpo quando eu o trago para perto novamente.Seus olhos encaram os meus atentamente. Sinto apreensão e receio vindo de sua parte, mas não desisto. Estou cansada de ele me aquecer com seu fogo e depois me apagar com um balde de gelo. Chega! — Natasha...— Fique. – entrelaço os dedos nos seus e arrisco um passo para mais perto. — Não precisa ir agora.— Eu... – seus olhos se fecham fortemente quando nossos narizes se tocam. — Porra...!— O quê? – o calor de meu hálito bate em seu rosto.— Como eu gostaria de te beijar... – com a mão livre, Steve passeia o polegar novamente por meus lábios.— Beijar? – meus olhos parecem saltar. — Beije, Steve. É só beijar.— Não posso. – Steve me encara de modo repreensivo. — É conveniente para nós dois que seja apenas depois de seu consentimento legal. São as regras!— Regras? Mas do que está falando? Como assim meu consentimento legal? Eu estou consentindo agora mesmo que me beije!— Natasha...— Por favor.— Pare, Natasha, pare!Steve me solta e se afasta, ficando de costas para mim e suspirando com as mãos na cintura.O que há de errado com ele? Por que toda essa importância de ter meu consentimento legal? O que ele quer dizer com isso? Nossa, quantas dúvidas Steve Rogers cria em mim!— Você pode ao menos me dar um abraço? – minha voz sai baixa e receosa. Penso que Steve vai recusar, mas me surpreendo quando ele respira fundo e se vira para mim.— Claro. – seus fortes braços se envolvem ao redor de minha cintura. Circulo seus ombros e absorvo seu calor para dentro de mim.Steve afaga o rosto na curvatura de meu pescoço, inspirando o perfume de meus cabelos ruivos e soltos.Movimento as mãos na intenção de passá-las por suas costas, mas ele se afasta de mim abruptamente e segura meus pulsos.— Ah, Natasha... eu... eu... – Steve foca ainda mais sua atenção em mim antes de alternar entre minha boca e meus olhos. — Quer saber? – suas pupilas dilatam. — Que se fodam essas regras, Srta. Romanoff!Penso em perguntar o que ele quis dizer, mas quando abro minha boca para argumentar, não tenho a chance. Seus olhos famintos me analisam, seu corpo alcança e se choca contra o meu, o que me deixa presa entre Steve e a parede atrás de mim.Lábios quentes e famintos capturam os meus num beijo feroz e quente. Sinto suas mãos apertarem minha cintura enquanto sua boca e língua trabalham juntas para aprofundar ainda mais nosso beijo. Tento encontrar a paixão nesse beijo, o beijo que tanto desejei por dias, mas encontro somente o desejo. Por um breve momento, eu me preocupo em me magoar por isso, mas a verdade é que não me importo. Eu realmente não estou me importando!Levanto as mãos e tento tocar em seu rosto, mas Steve as pega e aperta meus pulsos, prendendo minhas mãos a cima da cabeça e continuando a me beijar enquanto pressiona seu corpo contra o meu com mais força ainda. Consigo sentir todos os seus músculos perfeitamente fortes e trabalhados. Inclusive, sua empolgação contra minha barriga.Definitivamente, dos poucos que pude desfrutar ao decorrer de minha adolescência até aqui, esse é o melhor beijo da minha vida!
Notas finais
E aí, amores? O que acharam? Deu para me perdoarem por não ter postado ontem?
Por favor, acompanhem, favoritem, recomendem e comentem :3
E thanks por todos os 264 comentários, 117 acompanhamentos, 48 favoritos, 3 recomendações e 5672 visualizações!
Ps: coloquei apenas alguns links da casa do Steve (Christian), mas em outro capítulo, terão outros links, com mais imagens e tals...
Ps²: atualizei a fic EVANSSON. Quero comentários, já que tive cobranças para atualizar logo. Aqui está o link: https://socialspirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-chris-evans-evanssons-life-3476044
Links que não abriram no capítulo:
Quarto --> http://designlimitededition.com/wp-content/uploads/2015/02/bedroom-4.jpg e http://designlimitededition.com/wp-content/uploads/2015/02/bedroom-2.jpg
Apartamento --> http://www.icmimarlikdergisi.com/en/wp-content/uploads/2015/02/design-of-the-penthouse-apartment-in-50-shades-of-grey-designboom-101.jpg
Beijocas!
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